Talvez
"Nunca publique frases tirando ou diminuindo pessoas, talvez um dia você possa estar no lugar dela."
Talvez se parássemos
de correr atrás da tal Felicidade...
a gente percebesse
o quanto somos felizes...
Cika Parolin
Talvez eu seja muito idiota para acreditar em uma justiça, e olha q não estou nem falando de uma justiça política, estou falando das justiças do nosso dia a dia, pq as pessoas confundem tanto respeito com medo? Será que só a minha miopia vê a montanha entre essas duas coisas, cara eu só queria ficar em paz sem brigas fúteis, com sorrisos a qualquer hora, no entanto como já disse sou uma bela de uma idiota, eu sei a hora de pedir desculpas do meu jeitinho, mas sei, tbm sei q já devo ter enchido o saco de muita gente, me desculpe, mas minha garganta já estava doendo, eu estava em um momento que não tinha mais saliva para engolir, eu acho um saco ter que ver todo mundo explodindo comigo,talvez por minha culpa ou talvez não, mas esse não é o caso, o problema é que quando eu explodo na frente dos outros oq seria uma nas vinte vezes que explodo sozinha, já acham que não sei respeitar ninguém e por ai vai, será q não percebem que eu não sou psicóloga pra escutar eles gritando comigo toda hora, eu sei q não sou a melhor em demonstrar meus sentimentos, mas poxa, não sou o brinquedinho do Hugo Cabret, pra ter q fazer eles lembrarem dos pisões q já cometeram no passado para querer mudar o presente...
Se eu sou bom, não, eu sou ruim, tão ruim que talvez eu seja bom, tão bom que talvez alguém goste de mim, goste tanto que o afeto só pode ser verdadeiro, tão verdadeiro que talvez seja raro, tão raro que são pra poucos, tão poucos que talvez eu conte nos dedos, esses poucos são o suficiente, tão suficiente que agradeço a Deus por me da a sabedoria de cultiva os melhores, sim sou ruim.
Talvez a pior parte de alimentar coisas ruins está no simples e dolorido fato de que estamos alimentando algo que cresce no nosso corpo, na nossa alma.
Só quero mais um dia simples pra Viajar
Rodar essas Cidades ou talvez Mergulhar
Lunático independente a procurar.
Um dia de Sol
Eu peguei na beira-mar
Um Táxi pra Estação Lunar.
Talvez a felicidade não exista, mas existe a possibilidade de você ausentar a tristeza e deixa-la de lado.
Talvez muitos digam que enlouqueci, não me importa, mas está na hora de derrubarmos as muralhas das escolas e darmos aulas nas praças públicas, afim de que todos possam ser emancipados da escravidão da ignorância!
Quando você se sente prezo ao chão, talvez seja o momento de se movimentar e dançar com a vida para se libertar do que lhe arrasta para baixo.
E nessa sua história de talvez,
eu vou tentando achar certezas
em outros cantos, outros lados,
outros abraços.
Você diz depois, eu digo agora.
O amanhã é incerto. E se amanhã,
eu encontrar esse "agora", seu
depois pode se tornar um nunca.
Então, por que me deixar solta?
Se eu podia agora estar presa
nos seus braços, entregue a
você. Você diz sentir saudade,
mas não se move um centímetro
por mim. Se diz que gosta, por
que não vem buscar? Você me tem
fácil demais, e parece não saber
cuidar do que tem só pra você.
O silêncio de Dilma
A passividade da presidente é tão estranha que demanda explicação. Talvez nem ela saiba ao certo qual o seu mandato.
Alguém que tivesse votado em Dilma Rousseff no segundo turno, viajado em seguida e voltado ao país no fim de semana passado não entenderia o que aconteceu. Eleita com 3 milhões de votos de vantagem, ela parece derrotada. Manifestações de rua pedem sua saída, adversários tentam vinculá-la à corrupção na Petrobras, na economia se apregoam cenários catastróficos. Como Dilma não reage ao cerco, perde espaço nas ruas, nas manchetes e no mercado. Também no coração e na mente dos que nela votaram.
A passividade de Dilma é tão estranha que demanda explicação. Não pode ser atribuída apenas a seu temperamento insular ou à falta de iniciativa de seus assessores. Há algo mais, que talvez tenha a ver objetivamente com o resultado das eleições.
Dilma venceu, mas não ficou claro, talvez nem para ela própria, qual é seu mandato.
A eleição derrotou (por pouco) o projeto de Aécio Neves para a economia, encarnado pela figura do financista Armínio Fraga. Mas não é evidente com que projeto Dilma venceu. Seria com "mais do mesmo" -- impedir o ajuste econômico e lançar o governo contra o mercado, com resultados imprevisíveis? Seria com o "ajuste gradual" -- tentar recolocar a economia no rumo sem sacrificar os níveis de emprego e renda? Ou seria, ainda, o "estelionato eleitoral" -- a adesão às teses do adversário, representada pela escolha de um nome de mercado para a Fazenda, como Henrique Meirelles?
Em eleições passadas, não houve tal dúvida. Fernando Collor de Mello era o "caçador de marajás" que tiraria o país do atraso. Fernando Henrique Cardoso, o presidente da estabilidade da moeda, com mandato para integrar o Brasil ao mundo global. Lula, o pai da inclusão social que aceitara, depois da carta as brasileiros, as ferramentas de mercado. Dilma, na primeira eleição, a seguidora do período Lula. Todos receberam das urnas uma missão clara e trataram de executá-la com mais ou menos tirocínio. Agora, pela primeira vez em anos, especula-se sobre o que Dilma fará no segundo mandato. A eleição não resolveu a contento esse aspecto do futuro.
O problema talvez se deva à maneira como Dilma venceu. Ela ganhou com uma plataforma à esquerda. Acusou Marina Silva e Aécio de curvar-se aos desejos do mercado e dos banqueiros. Ao falar em mudança de rumos e pessoas, ao prometer um novo ministro da Fazenda, porém, induziu parte dos eleitores (e do seu próprio partido) a acreditar que a gestão da economia no segundo mandato inclinaria alguns graus em direção à austeridade e ao mercado.
Agora, Dilma colhe os frutos da sua ambiguidade. Parte da aliança que a elegeu quer que ela dobre a aposta à esquerda. Outra parte apoia as mudanças que o mercado exige. Ambas as facções estão representadas no governo. Refém das duas - e pressionada pelo ruidoso descontentamento dos que não votaram nela - Dilma hesita. Ao fazê-lo, permite que a vida econômica do país entre em compasso de espera, enquanto a política se organiza contra ela.
Não há saída simples dessa situação. Dilma terá de fazer agora a escolha que não fez antes da eleição e renunciar ao apoio e à simpatia dos que ficarem insatisfeitos com ela. Qualquer escolha será melhor do que a paralisia.
Ivan Martins para Época
