Talvez
Talvez se não arriscar na vida, o medo tomará conta de tuas vontades e ficarás se atitudes para que possas recomeçar.
Ando me preocupando com o que será do meu amanhã mas também ando me esquecendo que talvez não terá amanhã.
Caminhar sobre as águas talvez seja o equivalente a continuar a viver dentro de horizontes que, se não são voláteis, são fluidos e instáveis em seus respectivos espaços tempos.
Vemos todos os dias histórias tristes, de pessoas sem sorte, com um passado nada bom. Mas talvez, tudo o que essas pessoas precisem é de uma mão pra ajudá-las a se reerguer toda vez que caírem e de um abraço a cada vez que fraquejarem. Julgar, todos sabemos, mas estender a mão e ajudar independente da situação não é qualquer um que sabe.
Talvez isso não tenha fim
Talvez é só virgulas e reticenciarias até no final do livro e doutro livro...
Talvez o maior desafio do espírito humano seja continuar a fazer planos, mesmo sabendo que a vida pode ter reservado outros planos para nós.
Eu temo que talvez eu tenha perdido dezoito anos da minha vida procurando por um sentimento que não existe...frustrante, não?
A vida é uma série de cinema muito mal escrita, talvez! Porque um dia pode começar com romance e terminar com terror.
VOCÊ
Não é real
O amor que sinto por ti
Talvez seja só uma sensação boa
Algo que não vivi.
Não é frescura
Eu sofrer pelo seu sofrer
Sentir amor e forçar uma ditadura
E viver só com seu olhar, uma fagulha.
É real eu te querer
Te escrever e ter nos meus versos
Te amar só pra sofrer
E agora sei que não é só um clichê romântico de um livro que nunca vou ler.
É você.
Socorro estou doente, preciso de doutor!
Talvez minha alma, seja de caramelo.
Jujuba ou marmelo.
Quero um novo mundo cheio de queijo e goiabada.
Pessoas gentis, educadas, de almas lavadas, com bons hábitos e sem mentiras.
Que no dia seguinte me cumprimentem, sem desviar de calçada.
SONETO SOLENE
Memorar. Um ano. Que importa o ano? Talvez
somente para lembrar os suspiros de tua ida
do silêncio invasor na casa após a tua partida
pra morte, igual, desfolho outonal em palidez
Fatal e transitório, a nossa viveza é vencida
pelo sopro funesto, ao sentimento a viuvez.
Julho, agosto, setembro, vai-se mês a mês
ano a ano e outro ano a recordação parida
Da saudade filial, que dói numa dor doída
de renovação amarga e de vil insipidez
que renasce na gelada ausência sofrida
No continuar, o vazio, traz pra alma nudez
chorada na recordação jamais esquecida...
Neste soneto solene: - a bênção outra vez!
Luciano Spagnol
julho, 2016
Cerrado goiano
Um ano de morte de meu pai.
Não! Não me venha com seu "porém", ou com o seu "talvez" e muito menos com aquele teu "não sei"! Incerteza nunca será confortável pra ninguém. E eu gosto de gente certa! Eu prefiro gente que foca, que mira e que vai. E não de quem espera e depois se arrepende de não ter tentado. Gosto de quem sabe o que quer. Gente que precise de um ponto. Um ponto inicial ou final...
"Seja você um indivíduo ou uma nação, a verdade vai visitá-lo dezenas, centenas, talvez milhares, de vezes, ao longo de sua existência.
Mas tenha cuidado...Ela é quem decide quando será a última."
Talvez você seja apenas um sonho...
Pois não me parece real quando te abraço,
Não me parece real eu adorar seus defeitos...
Memorar. Um ano. Que importa o ano? Talvez
somente para lembrar os suspiros de tua ida
do silêncio invasor na casa após a tua partida
pra morte, igual, desfolho outonal em palidez
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
