Tag violência
É no jardim do desamor que floresce a dor...
Lembra-se daquele tempo em que me fazias sorrir?
Nunca se atrasava e, por vezes, trazia-me algo
Uma manuscrito em rima, um bombom, uma flor
Mas, o principal, você se trazia inteiro, completo
Lembro-me de seu olhar e perfume a cada chegada
E durante o tempo passado juntos, de cada seu toque
Fazias de mim, merecedora do paraíso havido em nós
Sentia ser normal, viver a paz e a vida de bem querer
Desapegos materiais me vieram naturalmente
Cedi aqui, ali, abri mão de egos, nada que um dia
Falta fizesse ao meu eu e me senti mais gente
Mais bem vinda em mim mesma, mais mulher
Por isso, já não me reconheço no espelho
Essas marcas que deixaste em meu corpo
Não são minhas, são resultado de incompreensões
De esquecimento de quem somos e nos tornamos
Meu sangue não deveria sair de minhas veias
Me ser retirado pela insana e violenta ação sua
Meus braços, acolhem o resultado de sua ira
Que desejo insano é esse de admirar minhas lágrimas¿
O que ficou por ser dito?
O que já não te alegra em nosso amor sonhado
Se é que o amor sobreviveu à sua mão espalmada
Sou frágil, sou aquela que te espera, que se entrega
Vago assustada, só e ferida e não sei explicar
Em qual momento de minha... nossa jornada
Seu amar, carinho puro e fiel, se tornou gelo
E a alquimia de minha alegria, virou pesadelo
A violência é uma coisa muito louca, e quando você usa: ela pode gerar mais violência, as pessoas podem começar a te respeitar ou podem ficar com medo de você.
O circo
Estamos no picadeiro e não existe ensaio.
Palhaços contando as mesmas piadas sem graça.
Trapezistas sem rede para aparar.
Malabaristas tentamos não deixar a peteca cair.
Mágicos sem cartola multiplicando o pouco da dignidade que nos sobra.
Domadores de toda a violência explícita, ou não.
Sem receber aplausos por nossa atuação.
É! Nossa vida parece um circo...
Mulheres são seres humanos, com direitos e responsabilidades, mas parece que esses direitos não estão sendo resguardados.
Existe um elo de ligação entre o agressor e a vítima no bullying e ele precisa ser quebrado através da promoção de autoestima e segurança pessoal, bem como aprendendo a lidar com a frustração de forma mais construtiva, tendo assim ambos um posicionamento mais coerente diante dos problemas existenciais de cada qual.
Ninguém se torna, tanto agressor quanto vítima de bullying, se não tiver fatores pretéritos impulsionantes para tal.
Com o crescimento alarmante da violência, pensamos em desacreditar da humanidade e acreditar que não tem mais jeito para a raça humana.
Movidos pelo desejo de oferecer ao filhos aquilo que nunca tiveram, muitos estão esquecendo de lhes dar o que de melhor receberam dos seus pais: valores e limites!
VIOLÊNCIA CONTEMPORÂNEA
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Começa assim: Era uma vez animais na savana.
Fomos “ evoluindo” e aprendendo a criar coisas além da nossa natureza. Nos empolgamos tanto com essa coisa de criar coisas que depois de um tempo criamos a sociedade. Com ela vieram os efeitos colaterais do “bicho homem”, se de fato esse negócio bonito que chamamos de educação-princípios-valores-empatia chegasse ao conhecimento de todos, não tenho dúvidas que de certa forma a coisa toda de vivermos juntinhos e ( Não matando uns aos outros) poderia funcionar. Acontece que bem ali em 1980 a população do Brasil era cerca de 100 milhões de pessoas, muitas morando na zona rural inclusive. E agora, 38 anos depois a galera dobrou, os grandes centros estão lotados, as periferias incharam e a perguntinha que fica é: O quanto avançamos na educação nesses últimos 40 anos ? Você pode ironicamente responder que agora temos a tecnologia ao alcance de todos, a internet, o mundo virtual ou qualquer coisa do tipo para afirmar que a vida é aquela velha e bela cesta de 🍓 morangos. Paremos de nos enganar, a civilização está entrando em colapso, o que nos diferencia de um bárbaro na idade média que saqueava aldeias e ceifavam vidas ? E-D-U-C-A-ç-ã-o, e o que fazer agora ? Se alguém tiver resposta minimamente aceitável, escreva um projeto e envia para o político que você votou. Se não funcionar, converse com alguém do seu meio sobre como você acha que as coisas podem melhorar, se ainda assim não funcionar, faça minimamente a sua parte e eduque seus filhos. Se nada funcionar, voltamos em dois minutos ao paleolítico.
Tiago Szymel
"O avião foi feito para levar a paz e a esperança,não para matar os seus irmãos",diziam,bem como é dito sobre as armas.
"Que os evangélicos marchem em favor da vida; que os católicos romanos façam procissões contra o homicídio de mulheres; que os judeus derramem lágrimas e na força de יהוה se pronunciem contra o extermínio de mulheres; que os filhos e as filhas de santo vão às ruas exigir que ninguém toque nas filhas do Santo; que os Muçulmanos em nome de Alá, o misericordioso, levantem compassivamente suas vozes em defesa das mulheres; que os budistas iluminados por Brahma trabalhem para que as mulheres possam viver em paz; que os agnósticos e ateus usem suas influencias para afirmar “mexeu com uma, mexeu com todas e com todos”; e que todos homens e mulheres de boa vontade deem as mãos, se unam na força do Todo Poderoso e juntos gritem: chega de sangue derramado! Parem de matar nossas filhas e netas! Nós lutaremos até o fim para que todas possam viver! Nenhuma a menos!" (Maruilson Souza)
Cansada de ver a maldade dos adultos mal educados e crianças infelizes crescendo em meio a esses adultos. A falta de Amor dessas crianças não as tornarão apenas em adultos mal educados, mas sim em monstros da sociedade que iremos ter que engolir e administrar, até que a mudança de consciência aconteça.
Fazer silêncio diante de uma nação que foi esfacelada pela violência no passado e continua reproduzindo seus métodos de tortura e exclusão do período do arbítrio é compactuar com crimes dos quais podemos nos tornar vítimas. Pior que isso: reeditar nas ruas do país marchas pela ordem clamando o retorno da ditadura é desconhecer os anos de sombra que envolveram o Brasil.
A pandemia da violência sempre é explicada por qualquer motivo, menos o gênero do agressor – a explicação mais ampla de todas.
É claro que as mulheres são capazes de fazer todo tipo de coisas desagradáveis, e há crimes violentos cometidos por mulheres, mas a chamada guerra dos sexos é extremamente desequilibrada quando se trata da violência real.
Os inocentes eram o nosso lado mais emocional, vivido de coração escancarado, apesar da polícia. O que seria de nós sem eles? O intenso processo de racionalização a que éramos forçados pelas circunstâncias, e com base em nossa formação política, naturalmente nos poupava sofrimento. Mas também nos roubava o lado inocente que, nos olhos deles, aparecia com toda a força: o escândalo diante da violência; a saudade da vida lá fora, da liberdade nos seus mínimos detalhes.
ENTERRAMADO
Eu sou a muito tempo a petrificação da raiva.
Meu corpo já foi assim.
Meu corpo já foi liquidificado.
Meu corpo já juntou na terra.
Eu já fui enterrado,
em terra amarrado,
enterramado.
Meus pais, filhos e avós já choraram,
E já desistiram de lacrimejar.
Minha compania já se casou no verão,
Nem vem mais me visitar.
E eu sou solidão,
Aqui no fundo do mar.
Do mar bíblico,
onde o colosso da justiça,
lança o pecado.
Cá estou .
No mundo do esquecido.
Oque fiz eu pra isso?
Bom não me lembro,
morro esquecido.
Lembro do pior acontecido.
Morri.
Não foi de febre,
Nem de saudade,
Não foi porque quis,
Nem pela idade.
Morri por má sorte,
Porque encontrei no caminho o espírito covarde.
E os anjos estavam ocupados.
Sei lá, talvez no céu ceavam.
E eu fui machucado.
Me espancaram.
Me mutilaram.
Me enforcaram.
Me alvejaram.
Me estruparam.
Me jogaram no lago.
Mas calma,
não foi simples assim .
Me machucaram, quando voltava da missa, próximo do ponto de ônibus me raptaram, me doparam, me usaram.
Me quadricularam, me puserram fogo,
me deixaram na terra.
E como esses, meus outros também me abandonaram.
Me espancaram, quando fui ouvir minha música favorita,
riram da minha roupa,
me chamaram de bicha,
me jogaram no chão,
arrastaram pelos cabelos,
me segaram com os próprios dedos, arrancaram minha roupa e enfiaram todos os dedos em mim.
Depois levaram minhas feias roupas,
sem deixar meu corpo eu cobrir,
nem minha mãe me descobrir,
eu não tinha nem um dente,
minha cabeça se fundiu com a calçada, quem me viu ,
até hoje não consegue dormir,
minha mãe acha até hoje que na verdade eu só fugi.
Me mutilaram, quando neguei dois tragos.
Me espalmaram a cara,
me prenderam no quarto,
e tiraram do peito meu filho,
me empurraram pela casa,
me levaram pra fora,
levaram também uma faca,
ela andou por tudo,
andou bem mais que as minhas lágrimas,
só perdeu pro meu sangue na caminhada,
com cigarros me queimaram,
onde já nem doia,
doía deixar meu filho ainda no início da vida.
Me largaram lá mesmo do lado de fora as traças,
depois do jornal eu fui capa,
meu filho já estava longe,
e eu nem constava no mapa.
Me enforcaram, quando menti dizendo que não sabia onde ela estava,
tinha medo que ela acabasse enforcada,
fui levada pro banheiro,
ajogada na privada,
eu gritava mas a TV estava ligada,
me deram vários tapas na cara,
me ergueram pelos cabelos,
me estrangularam na mão,
deixaram a vida me escapulir de olhos abertos,
foram perversos.
Me alvejaram,
perto de casa,
eu só caminhava com uma sacola de pão,
a morte vinha automatica,
seu barulho eu conhecia,
me veio não sei de onde,
foi de costas possívelmente,
esse tipo de morte,
por satisfação e lazer nunca vem de frente.
Corri mas já era tarde,
senti sede mas nessas horas a garganta arde,
a vizinha gritou,
chutou a roda do covarde,
a sirene soou mas já era tarde.
Na sirene mais alarde,
na minha morte mais covardes.
Me estruparam,
quando fui tomar banho de rio,
quando me escondi atrás da pedra,
Escondida do meu tio,
quando corri entre a plantação de pinho, quando me espremi entre os frepinhos, quando cai em meio aos espinhos,
quando eu não tinha nada,
nem sabia falar os corrigindo.
Me deixaram ali as margem do rio,
e naquele dia choveu,
fui pra depois da fronteira,
o porco da selva fria meu corpo comeu.
Me jogaram no lago, quando beijei ele depois da aula,
se consumiram de inveja,
me seguiram até a passarela,
me pediram satisfações,
eu não tinha pra lhes dá,
então levaram meu celular,
gravaram eu apanhar e me empurraram de lá,
aproveitaram que ninguém viu chamaram seus primos,
e me tiraram da água,
brincaram comigo,
me lançaram no fundo do lago,
que é tão frio que até hoje existo.
Em dois planos em alma vivo,
entre esse lago ou aquele do destino esqueçido.
Há quem sou ,
Ou melhor quem eu teria sido.
Não vale a vida ,
Se na verdade nada é vívido.
Não tem razões me dar um nome,
se passar o resto dos anos no subsolo pérfido.
Não queria ter pisado nesse mundo perdido.
Não tenho se quer um túmulo vazio,
Eles casaram,
Morreram de velhice,
Foram condecorados,
Praticaram outros assassinos,
Voltaram pra casa e almocaram.
E eu estou aqui,
pra sempre calado.
Eu sou o morto,
Eu sou o que colhe os frutos do cruel.
Se existir justiça,
Ela não está nem aí na terra,
Nem aqui no céu.
Eu peguei minhas coisas e fui embora, simples assim. Porque há esses momentos, depois das violências mais terríveis, quando olhamos em volta e percebemos, cheios de horror, que o mundo continua existindo.
Arma intimida o agente ameaçador e traz mais segurança para quem a porte. Já para quem quer matar, não depende de arma, pois pode usar o próprio corpo ou até um guarda-chuva pra tal.
O que mais angustia os moradores das favelas não é a condição ruim de suas casas e a pouca comida, mas a falta de paz devido à violência.
A violência nos últimos tempos cresceu muito e nos acostumamos com ela, que encaramos como normalidade quando, na verdade é uma anormalidade.
Os comerciantes, vítimas de corriqueiros assaltos, estão a mudar a expectativa do balanço anual. O lucro não é fechar o ano com saldo em conta bancária. O lucro é chegar ao fim do ano vivo.
