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⁠HORAS DE SAUDADE

Vou de avivo no repouso, descontente 
E travas lágrimas nos olhos a prantear
Ah! quanta avarenta emoção a suspirar
Ah! quanto silêncio no sertão poente

A hora no horizonte é vagar cadente 
Um adeus, sem acabar e a se quebrar
Um vazio apertando a alma no pesar
E uma solidão que fala com a gente

A escuridão, e um nó na garganta 
Um feitiço que no amargor canta
Cravando a sensação pela metade

Tristura, e uma trova sem medida 
Querendo versar, e na dor sentida
Redigem as horas duma saudade!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
05/11/2020, 12’07” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠SONNET

Minha poesia tem seu segredo, o seu mistério 
Um amor perdido, eterno, na alma concebido
Que o mantem quieto, e na sensação dividido
Um querer impossível, tão cheio de critério

Ai de mim! Nas trovas passei despercebido 
Solitário ao seu lado, de uma sorte estéril
Indigerível e uma versificação no cautério
Sem pedir nada, sem nada, e tão bandido

Sentimento... aqui no peito doce e terno 
Que segue o seu caminho, sem me ouvir
Num murmúrio árido e frio tal o inverno

E, o poema piedosamente fiel, no sentir 
Tal rama em flores e espinho no verno
Verseja o amor e a tristura sem desistir

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
05/11/2020, 19’30” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠O CERRADO É GRANDE

O cerrado é grande, de uma tal imensidão 
O teu tempo, e uma lentidão e melancolia
Que a tua calma no silêncio acordar-me-ia
Da preguiça não, mas da sua orquestração

Atração mudável, todo selado. Ó sertão! 
É tal vibração que em vós se tem melodia
Tingindo a vida, de um dia pós outro dia
Incertos todos, mas repletos de atração...

Eu vi por aqui, ipês e outras mais flores 
Pequi, jatobás, a ventura e desventura
Os tucanos vi desenhar os fiéis amores

Sequidão, e verdura, tudo é mistura 
Pintando o chão com variadas cores
Em um tudo mais, o renovo, fartura!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
06/11/2020, 09’02” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠AMOR FARTO

Portentoso amor doce, amor formoso 
Que meus desejos são desejos celestes
No meu peito o amor do amor viestes
Num olhar vivo de um haver amoroso

Amor tão sereno, amor tão venturoso 
Que faz jus de tais prazeres te destes
Do tal sentimento o amor rendestes
Essa paixão, esse bom fruto saboroso

Que siga eu por vos ter, e vos traga
No meu pensamento tão contente
Onde ordena amor e o amor acena

Mas, que nunca tenha de vós pena 
Pois, o amor com o amor se paga
E nos ricos gestos é que se sente!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
06/11/2020, 21’29” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠TORMENTO

Em enturvados cruéis, tal a dor 
Num ritmo triste, que não alivia
Chamar a inspiração da poesia
Fria: - é qualquer ode de amor

E ver o choro do penar que for 
Ali presente, na rima. Se fazia
Em um vagar d’alma cativa, ia
Crendo neste causar pecador

A quem não fará crer a culpa? 
De tais os versos no tormento
Bem sei, minha, sem desculpa!

Pois, até lástima na poética tem 
E vem o versar meu, sem alento
Com suspiros na prosa também.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
08/11/2020 – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠ORÁCULO

Horas breves da ventura em portento 
E tão vazias no empenhar se as tinha
Que na ilusão se demoliu tão asinha
Atando acaso ao rumoroso tormento

Aqueles anseios que fundei ao vento 
Que a sorte levou, que mas sustinha
Do incoerente que restou, é minha
Causa, pois, não predispus provento

Juízo, que bom se prudência tivesse 
Tudo é possível, e não só brandura
Aparece e logo adiante desaparece

Ó oráculo pesado, ó acre amargura 
Serventia sem valia, e sem benesse
Tudo é fugaz, voraz, e pouco dura!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
10/11/2020, 07’24” – Triângulo Mineiro
paráfrase Diogo Bernardes

Inserida por LucianoSpagnol

⁠ENTARDECER EM NOVEMBRO

Solta a sombra do negrume na tarde formosa 
Vai galgando o escuro da noite de primavera
Montado na campina contornada de quimera
O novembro, corta o céu, na fresca carinhosa

Baixa o sol no vale, e o horizonte o espera 
Calmamente, surge a estrelada tão radiosa
Com seu manto de uma couraça escamosa
Numa poética de sonho e de beleza sincera

Na imensidão do planalto suspira o infinito 
A noturna acorda sob a escuridão ardente
Desperta a lua entre as nuvens no seu rito

E a noite em caminhada, no breu persiste 
Tingindo o sertão num abaçanado poente
Do pousar do cerrado, melancólico e triste!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
10/11/2020, 20’23” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠CANTAR O CERRADO

É cascalhado e sinuoso, mas todavia 
de um encanto lotado de um alento
no seu sulcado chão tão macilento
poema se lê com rimas de teimosia

E uma vez que na extensa pradaria 
ao admirar o horizonte pardacento
hora se faz dia e o dia o momento
nascendo o diverso em desarmonia

A velha terra, de poesia e liberdade 
com tal melancolia e uma saudade
que encharca a sequidão de sabor

Então, ao encontra-lo, assuste não 
Logo terá acordo e muita emoção
Pois, o cerrado passa além do amor...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
11/11/2020, 08’47” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠AMOR COM AMOR

Amor que tanto amei, amor que sofre tanto 
Saudade no sentir, sentir de suspiro amoroso
A quem lacrimejas, a quem? O pranto choroso!
Um cheiro extraviado? Um perdido encanto?

Ó herege ilusão, que o fado toma de espanto 
Cobiçais a sofrência e dor no que já foi gozo?
Deixando a solidão em um delirar tenebroso
Onde o haver tornou-se um algum portanto

Amor, seja qual for este tal juízo profundo 
Das pérolas do desengano, pesado rosário
Pois, tudo passa, e tudo passa no segundo

Então, erguei a alma num doce santuário 
De emoção, na aurora do sonhado mundo
Fruir amor com amor no ditoso itinerário

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
17/11/2020, 09’44” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠RÉUNION

Alegre momento amoroso, amor reluzente 
ão festivos, satisfaze o agrado desejado
intenso entusiasmo, ventura no cerrado
renascida, és uma sensação tão contente

Vejo que entre esse prado, livremente 
festo celebra a sorte do afeto imaculado
este, que vem com todo o seu cuidado
delicado, e murmura a firmeza presente

E, já que está evidente, sem demora 
vai pelo sertão anunciar o doce laço
este, que é o bem que eu tanto adoro

E então, ter na carícia poética aurora 
em um bater de asas num compasso
do prazer, estrugindo suspiro sonoro

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
18/11/2020, 09’15” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠AMOR REBUÇADO

Vai, paixão gentil, vai, amor suspirado 
Doce prenda de sensação prazenteira
Vai, que és a caricia terna e fagueira
E, que há de por ti estar enamorado

Trova o que te agrada, ritual sagrado 
Do afeto, rimando o teu doce cheiro
Tal qual a poética do amor primeiro
Assim, deixe o versar ficar rebuçado

Diz-lhe que, a saudade, é constante 
Me queima o desejo de felicidade
E, tudo mais, é apenas um instante

E, para ter-te ao meu lado, piedade 
Fado, ande logo, o amar é gigante
Qual de nós dois querer não há-de?

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
18/11/2020, 12’21” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠AMOR VENTUROSO

Elevai, amor meu, pois que a ventura 
Já vos tem no sentimento elevado
Que a boa sensação de que é gerado
O mais poético haver vos assegura

Se desejar por amor na sua candura 
Não vos espante ter sonho sonhado
Porque é do bem todo este cuidado
E da emoção, a cortesia mais pura

Celebre, amor, a todo o momento 
O coração bate acelerado, airoso
Na devaneada paixão o portento

É merecimento, e mais saboroso 
Porque se o amor for o real intento
De amor se tem o amor venturoso

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
19/11/2020, 07’39” – Triângulo Mineiro
 

Inserida por LucianoSpagnol

PRESENÇA

Quando os olhos arremesso no outrora 
De quanto amei me acho privilegiado
Vejo que tudo foi agrado no passado
Que toda a prova uma cortês aurora

Sempre na mais pura sentimental hora 
Tudo que dadivava, mais apaixonado
Dor, choro, lamento, deixava de lado
Asilando, então, na caixa de pandora

Os castelos aprumados, o firmamento 
Na sensação mais bela e alta os erguia
E, assim, os via tão cheios de portento

Que carinhoso ganho faz a companhia 
Pois, tudo é tão maior, maior o contento
Triste a hipocrisia, que faz a alma vazia!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
19/11/2020, 19’43” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠TURRA

Que desmedidas saudades se formaram 
Sob os olhos da lembrança. Imensa hora!
Em que o silêncio surgiu! Funesta aurora!
Que amargas lágrimas na face escoaram

Falta, que o peito rasgado, amortalharam 
Que aflitivos suspiram, e a saída implora
Chora, e das tétricas angustias brotaram
Pra abraçar a sofreguidão que vive agora

Depois uma sensação em treva chorando 
E o passado em sombras, que não partiu
Morre, nasce, seca, flora. Flagelo infando!

Até quando o sentir no que já separou 
És emoção que o flagelo empederniu
Ou turra viva do amor que não acabou?

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
21/11/2020, 15’15” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠ADIANTE

No amor todo feito de grandeza 
De afeto, de atenção e verdade
É que eu vi haver com vontade
E (mais que vontade) gentileza

Não era o vulgar ar de incerteza 
Nem o olhar cheio de banalidade
Era outro sentimento, suavidade
Que nem sei expressar a beleza

Um vário sentir, certa candura 
Feito de abrigo, certa ternura
Que abraça a alma por inteira

Ô emoção, tão forte e carinhosa 
Que deixa a fraqueza corajosa
E nos faz sonhar sem fronteira

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
21/11/2020, 20’20” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠SÚBITO REVÉS

Súbito revés de algum sentimento oculto 
entre as dobras da frustração em entono
sacode-me, eu tristonho, e no abandono
 da solidão, e que na emoção faz tumulto

Mas este terror sombrio e sem indulto 
que levo no peito, e a tirar meu sono
apodera-se e se declara agente e dono
do sossego, tirano e vomitando insulto

E eu sinto o árduo suspirar da saudade 
preso no encolhimento da imensidade
que me joga na sofrência que me guia

Sinto nada de mim, salvo a sensação 
que bate desesperada e com tensão
e que amofina a poética vazia e fria

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
22/11/2020, 15’04” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠REMOINHAR

Fui no destino um amador exaltado 
Tudo era pra vida um bem ovante
Ser, o haver, uma sensação cintilante
Do desejo, um sentimento sagrado

Fui apegando ao amor arrebatado 
A vida se importava com o instante
A alegria no peito mais penetrante
Este um afável e amante passado

Sei bem o ruim de se achar solitário 
Na eloquência dum triste cenário
Singular, então, não seja tardança

Ó emoção tão enigmática, talvez agora 
Gire, e seja contagiante como outrora
Diz-se que o amor é eterna esperança!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
23/11/2020, 08’22” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠CHICOTE

Se punição por vos desejar se merece 
Qual desejo está isento? e ao vento?
Na sua razão do ingênuo sentimento
Solto das amarras, e que se esquece

Qual mor amor no fado se oferece 
Que dedicar-se a vos todo o tempo
Em glória e tão repleto de fomento
Que no bem e ventura se apetece

Porém se ei de punir a quem, infando 
Que seja ao meu coração sofrente
E assim o meu amargar é todo vosso

No meu haver, podeis, até quando 
Ordenar nele o ocaso inteiramente?
Se ter-vos enamorado, não posso!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
26/11/2020, 08’34” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠A MINHA SORTE

Quis Deus dar-me a sorte dum amor amado 
Como o pôr do sol no cerrado, pura poesia
Dar-me uma cumplicidade, ser apaixonado
Um bailado de emoção em boa companhia

Quis Deus dar ao fado fortuna e empatia 
Com sensação ardente e olhar enamorado
No prazer ter a sede com volúpia e ousadia
Incrível, como é bom ter o afeto povoado!

Quis Deus mimar-me com áurea dourada 
Da satisfação, e então, a graça encantada
Dos carinhos e dos beijos que eu sonhei!

Anda! Depressa! Onde? Eu posso embalar? 
Nada mais se esconde, no vão, quero amar
E suspirar o viril sentimento que encontrei!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
27/11/2020, 20’01” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠APARTADO

Cansei-me de tentar o teu enredo 
Na tua poética sem frase e afeto
Meu versar anuviei por completo
Tal o pôr do sol atrás do rochedo

Sentimento da tua alma, segredo 
Teu, perturbado eu, neste soneto
Foi meu desejo, não mais secreto
Se chorei foi somente por degredo

Cansei! Sossegado está o cerrado 
Esfriou sobre o desprezo concreto
A quem um dia estava apaixonado

E desse meu turvo silêncio discreto 
Leia entre linhas um sofrer calado
Que assim tem o apartado adjeto!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
28/11/2020, 11’01” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠QUANDO FOR AMOR

Não há amor que não tenha um encanto 
Todos são cheios de emoção e de magia
O haver, por mais dissonância, tem tanto
Lirismo, que há de ter sensação e poesia

Mas acaso nada tem, temos, no entanto 
A quimera que nos dá a ingênua fantasia
A pureza, a companhia, então, portanto
Cada um, um bem, um cheiro e ousadia

E nas surpresas da vida, aquele certo 
Amor. Sentimento liberto e sem dor
Pois, no querer o desejo foi desperto

O sonho que se vive, ó curioso valor: 
Farto em ventura ou se falto na flor
O amor, se define, quando for amor...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
28/11/2020, 19’51“– Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠TRISTE MENINA

Chora cá a tua morte pra eternidade 
os soluços que assim a memoraram
as lágrimas arrancadas não secaram
nos carecentes campos da saudade

Aflitiva entre as aflitas a tua verdade 
molesta por todos faltos que faltaram
as tuas consumições nunca cessaram
na tua meiga e agitada sensibilidade

Então, sonha aí, posta na conciliação 
no teu moimento da campa santa
agora pode aquietar o teu coração

Dorme, na graça e na união Divina 
dói n’alma o silêncio que agiganta
ide em paz, saudosa, triste menina!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
28/11/2020, 11’23” – Triângulo Mineiro
Sétimo dia da Páscoa da prima Flávia Magalhães Nogueira

Inserida por LucianoSpagnol

⁠VENDAVAL EM CANTILENA PROSA

Cai no cerrado, ó chuva, e nos beirados 
Sussurrando sons que o apavorar fiança
Em pingos d’água numa enfada dança
Purgando áridas angustias e pecados

Temporal no sertão, e tão agitados 
Escoam nas planícies numa pujança
Deitando melancolias numa trança
De saudades e suspiros desolados

Do teu copioso gotejar, o luzidio 
Relampejar, eriçando em arrepio
Que agita a tempestade tão furiosa

Troa lá fora, em um agravo vitupério  
Estrondeando e envolto em mistério
De um vendaval em cantilena prosa...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
30/11/2020, 20’51” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠BOM DIA!

Acordo cedo com a passarada 
D’alvorada vejo toda a magia
Sacode-me com jeito, a poesia
E abre-me a manhã iluminada

Estremunhado pela madrugada 
Vou, louvando a todos mais valia
Afagando meus votos de alegria
Com voz torpor do sono deixada

Senhor! Gratidão por mais este 
Avidar! Que seja sem abrolhos
Dá-me amor e agrado por guia

E reserva também, ó Pai Celeste 
Ventura, sonhos aos bons olhos
E aos aqui ledores: - o bom dia!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
03/12/2020, 08’58” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠A UMA SAUDADE

Entre as custosas saudades, pobrezinha 
Que eu velo, no sentimento, uma existi
Que dói, corrói, inquieta, deveras triste
Que suspira quando a solidão avizinha

E nesta sorte da sensação tão sozinha 
Uma carência na poética ainda insiste
Que no trovejar um desalento persiste
De tu, paixão, que não mais convinha

Sabe a lembrança velha abandonada 
Que espanca, que não mais acontece
E ainda atucana na emoção acordada

E assim para, a olhar com nostalgia 
Faminta de saudade, tal se quisesse
Tê-la vivente na ruminada poesia!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado 
03/12/2020, 15’17” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol