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⁠SONETO COADJUVANTE

Vendo-te agora, soneto dum passado
Na desilusão, sem emoção, verso bruto
Com a lembrança de tormento povoado
Abaçanado, deserto e o coração de luto
Meu dantes se percebe tão abandonado
Descorçoado em um banimento absoluto
Contrito e também com cântico magoado
De um versar hospedeiro de um desfruto

Ah! toada relativa dum destino tão triste
Só a poética na minha alma ainda existe
Na ilusão e o sentimento jogado adiante
Onde está quem traz está toda saudade?
Que invade a sensação tal uma divindade
Se do amor, o soneto, é só coadjuvante!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19 de agosto, 2022, 19’19” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠POÉTICO SONETO

Pode passar o tempo, seguidamente
Pode haver estória sem ter fomento
Mas quando o poeta fica sem alento
A prosa se torna morna inteiramente
Anos a fio, tendi ir em frente, tente!
Ou viver somente carente e sedento
O fado, por certo, deixará fragmento
E o versejar não terá parte da gente

O poema chora, fica contente, é amor
Desta vertente a sensação é um teor
Tem prazer, dor, mas nunca obsoleto
Tudo, o acaso, ao trovador é paralelo
Traçando um sentido delineado e belo
Contado, então, num poético soneto!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
27 agosto, 2022, 19’36” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Seja ousado, seja corajoso, Alegre e principalmente feliz contigo mesmo.
  A cada dia novas expectativas, a cada desejo mais realizações.
Tudo passa tudo sempre passará
Viva o hoje pois o amanhã é pra poucos
   Sorria...
Dance...
Se emocione...
A desilusão só vem pra quem já espera por ela
 Pensa positivo ajude, ame e principalmente respeite a si aos próximos.
 Amor gera Amor, ódio gera ódio 😉
Escolha oque vc quer e segue sempre 🙏

Inserida por Marlonlluiz

SONETO CINZA

Como no cerrado, o torto é vestuário
Desenhando no vento árida textura
Rajando o céu em escarlate mistura
O coração na paixão, tem imaginário
Eu, na solidão, de imperfeita bravura
Vejo a desdita germinar no itinerário
E o amor em tal solene rito arbitrário
Frustrado pela própria azeda ternura

Fico então no conforto do contrário
Do que no peito me anuncia a tortura
Implorando amor com um destinatário
Mais, que o viver possa ter procura
E a vontade de ter amor, seja vário
No afeto, o amor no fado, é ventura

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
25 de maio de 2016 – Cerrado goiano

   

Inserida por LucianoSpagnol

⁠QUISERA SER DIFERENTE

Cá a imaginar um soneto diferente
Leve como a inspiração no abstrato
Pode ser engalanado ou com recato
Porém, com sentimento incipiente
Que suas rimas transborde o prato
Da inspiração e, no amor suficiente
Com quimera radiante e presente
Onde do autêntico seja fiel retrato

E nesta de dar vida paralelamente
Ao belo e o agrado, que o translato
Seja reluzente, tal o sol no poente
Pois, o quero na imaginação exato
No coração contagiante e ingente
Que não caiba num "post" barato

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Dezembro, 2016 - Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

⁠SONETO EM PROSA DE AMOR

Relato com zelo, o soneto que faço
Numa prosa de amor, que encanta
Pois, colhe-se poética quem planta
Afeto, apreço e sentimental passo
Então, nele tem o apaixonado laço
Para descativar do nó da garganta
Que, assim, é uma alegria e tanta
Ter na melodia o doce compasso

A paixão a sussurrar e aprazendo
Em sentimentos que vão dizendo
Na poesia que a sedução conduz
Ah soneto, o poema para ser feito
De amor, amor tem que ser eleito
Em mimo que nos nomeia e seduz

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
07 fevereiro, 2022, 11’10” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠SONETO RETROSPECTIVO

Ah! se da saudade, agora recordando
um aperto de lembrança a lagrimejar
quando só era para, assim, ir levando
a tal sensação que tem ao saudosar
Ah! olhar, mãos, que, mimam, quando
por entre afogos, tem, aquele gostar
que, de novo, robustecido, vai dando
na recordação, que então, faz suspirar

Porquê da prosa, o mesmo persistir
que sussurra n’alma e faz mais sentir
desesperações da infortunada sorte
Do silêncio a quietude, unicamente
murmúrios, que ativa o dia poente
arrastando a noite, insone, sem suporte...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
16, abril, 2022, 18’45” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠'SONETO DE UM GRANDE AMOR'

Um dia pedi a Deus,
Você para mim, e vi
 o brilho nos olhos teus
Ao declarar me para ti,

Tu és um sentimento
Sem nenhuma explicação,
és a voz do meu silêncio
Numa louca paixão.

Que posso dizer eu
Desse amor sem fim ?
Se teu amor não é meu
Mas vives dentro de mim ?

 Tu fostes para mim meu tudo e meu nada 
Meus sonhos coloridos
Dos meus contos de fada !

Me afoguei nesses louco amor, 
e até a morte te amarei
 Com intensidade, fidelidade e fervor !

Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98

Inserida por mariafrancisca50leit

⁠SONETO INDIGENTE

Na entranha dos poemas tenebrosos
O silêncio parece ter palpitante vida
E a solidão, sobre a poética refletida
Traz ocos e sentimentos impetuosos
Pela sofrência, em salmos lamuriosos
Sussurra a prosa em uma rima sentida
E a versificação senti tão enternecida
Os cânticos rumorejantes e vultuosos

Em odes sombrias, a privação, o pesar
Ah! soneto indigente, deixai-me livrar
Da situação importuna que tempestua
Priva-me do verso esfolado, crucificado
A aflição, as matinadas, de um passado
Que suspiram na poesia sibilante e nua!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Maio, 16/2022, 18’16” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Soneto para Ayronn

Ayronn, meu filho amado
vim aqui te visitar
A saudade bateu forte
que não pude controlar
neste local está seu corpo,
mas sua alma está com DEUS.

Hoje me encontro perdido,
nem sei se quero me encontrar
A realidade fere a alma,
e desta dor quero afastar...

O vazio tomou conta da casa,
é um pro canto, outro pro outro
os momentos de nossa interação
nos perseguem dia após dia...
Filho lindo, descanse em paz,
até que um dia irei te encontrar
então iremos nos abraçar eternamente.

Inserida por wmarles

⁠Soneto do Despertar

De tudo, quem me dera ser a poesia homérica
Ser o amor entumecido, não muito raro, esquecido
Nos porões do coração, em um deserto insociável,
Mas tornei-me um miserável, por apetência de amor

Me desprendestes da inocência, no despertar da consciência,
Por cada estrofe, cada verso, por cada rima entusiasmada,
Na mais florida das estradas, foste a mais redolente essência

Ah quão doce és tu poesia!
Na súplica do coração, deveras entristecido
Ser o cume desta fé, seja homem ou mulher
Em resposta a muitas preces, que a inquietude, seja breve

Pois, escreverte-ei, em todos os momentos,
Por teus versos, encantem-se os pensamentos,
Para que muitas almas despertem!

Autor: Roberto Junior
16.03.2021

Inserida por roberto_junior_8

Deus castiga e a fofoca muito mais.
E nunca saberemos se foi Deus
Ou a fofoca a razão destes meus ais.
Todavia deu tudo no que deu.
Aproxima-se a luz, vem vindo o trem,
A do Natal vem para os outros, forte,
Gente desconhecida, que é do bem,
Ou que se diz do bem, mas não tem sorte,
Essa sorte que dizem que possuo.
A deles é o suor, gabam-se sempre;
Tipos de sorte, penso, e como amuo.
Que o mal de cada dia, acumulado,
Torne-se o bem, e que eu também me torne
Altamente inspirado, um anjo alado

Inserida por EduCoral

⁠Soneto do Som 

Bate ali, ecoa aqui, um toque sem ritmo perder;
É natureza que embala gente;
É som, vibração e emoção contente;
É alegria e harmonia de se ter. 

É tao gostoso ouvir e não se consegue ver;
É batida que envolve a alma, evidente;
É batuque potente;
É de surpreender. 

É paixão por música, disciplina e vontade;
É saber ouvir, é combinar e compor;
É ter estudo e habilidade. 

O Som nos toca como um louvor,
Nos corações, emana musicalidade!
O Som é silêncio, é amor. 

Inserida por carolinaccorrea

⁠SONETO DE INVERNO ... 

Cai a madrugada fria, lá fora, sem lamento
E, cá dentro, hora em hora, indo a semana
Afora, uivando na janela o soprar do vento
Um cheiro úmido do chão e do chão emana

No cerrado e sobre o torto galho cinzento
O orvalho escorre, e da frialdade dimana
Sobre o vasto horizonte o nevoeiro lento
Sedento, é a invernada em sua total gana

Aí que frio! arde o fogão de lenha, a flagrar
No alarido da madeira chora o fogo doído
Como é bom nesta hora o agasalho do lar

Sob o teu olhar, teus beijos, ternuras feito
Coração aligeiro, abrasado, amor querido!
E, eu prazido, me aquento no nosso leito...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
18/04/2021, 04’57” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Soneto filha amada

O que posso dizer de Ti:
És todo meu sentimento,
És a continuação de mim ,
Palavras em silêncio.

És meu início e o meu fim.
És parte de minh'alma,
Tu és a metade de mim
O amor que me acalma !

és minhas lágrimas e sorriso,
És meu sul e meu norte,
Minha realidade, meu paraíso.

Meu grande amor, minha vida,
Meu grande presente de Deus !
Querida e amada filha !

Inserida por mariafrancisca50leit

⁠Soneto do Adeus
Vira e mexe sinto a falta de sua companhia
Foram bons momentos que me trouxeram alegria
Mas deixo a saudade bater
Me mantendo distante para que meu coração deixe de doer
A deixo a ir
Para que sua vida possa prosseguir
Estarei de longe acompanhando seus passos
E feliz por ti, seja o que for preferir
Estarei longe mas perto
Com um sorriso disfarçado
E fingindo estar tudo bem

Inserida por JoseAugustoSant

⁠⁠Nada feito

Lá se foi um verso inteiro
e eu não disse coisa alguma
Esse aqui já é o terceiro
e a rima mal se arruma

desperdiço meu tinteiro
escrevendo, assim, ligeiro
antes que a palavra suma

Inserida por mnora

⁠Assombro

O nó seco na garganta
O meu passo meio manco
Nada disso me espanta
É preciso ser bem franco

O Terror que me encanta
vem da alma sacrossanta
dessas páginas em branco

Inserida por mnora

⁠Nu (flagra)

Quem pegou o meu soneto
e jogou metade fora?
Encontrei só um quarteto
Ai, meu livro! e agora?

Quando abri o meu terceto
Eu flagrei meu poemeto
Com redondilhas de fora

Inserida por mnora

⁠Riso não fugaz e
Personalidade atraída que
Outrora o via, sereno...
Momento de constante impeto
Metamorfe de si, adéqua e
Brota a luz e alento.
Sou de mim, uma, e
Várias de uma em mim
Sou aquela que luta, e
A cada batalha se forja
Sou "essa e sou aquela"...porém
De todas elas, só tem uma em mim...

Inserida por G15

⁠Soneto do dia triste 

Se me achares como um dia nebuloso 
Que na tristeza em tua porta bate
Não negai teu sorriso aquém se abate
Na jornada de um dia melancoso 

Abraçai com um abraço amoroso 
Em teu peito minha dor amortece 
Pois terais no meu dia que padece 
O poder de diminuir o doloroso 

Embora o desgosto muito seja 
No olhar há um brilho, que se veja!
Nesse peito que já foi afetuoso. 

Dos deslizes se mostrando arrependido
Na vida se entregou, já é vencido 
Chora o choro desse dia demoroso. 

Inserida por GenivalSilva



Soneto; decepção 
Ainda lembro de você nos meus braços 
Com sorriso no rosto de felicidade 
Que o tempo transformou melancólicos 
Pela dor que transcende a verdade 

A tristeza está marcada no meu rosto
Quando olho no espelho não me vejo
E o grito trancado no meu peito
Com a alma deprimida lacrimejo 

A decepção ao longo dos anos
Em conhecer a tua essência 
Me faz perder noites de sonos 

E que a vida preserve os sentimentos 
Que autrora valeu a pena
As mágoas um dia sejam levadas pelos ventos               
          @zeni.poeta
Direitos autorais reservados 
Lei 9610/98

Inserida por zeni_maria

⁠Minha vida em versos
Selda Kalil & Edson Nelson Soares Botelho*In memoriam*

Como ondas do mar às vezes sem lugar
Destravada e com trejeito rezo meu terço
Vim do sertão e dos matagais sem berço
De bem com meu canto, credo e tradições.
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Nas minhas genéticas obscuras sem conexão
De professor adotei a vida informal
Através dos cantos e das almas sofridas
Dos louvores e das labutas de vida.
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Nas minhas andanças de tempo criança
Da vida extinta sem abraço e sem afago
Solta no mundo vivendo o perigo dos náufragos.
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Hoje com jeito e de bom trejeito, vejo no céu meu sossego.
Se for certo ou incerto, este é o meu apego.
Meu credo e rezas são vendavais, que me levam até aos céus.
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Inserida por ellenketlen111


Amor que arde no peito
Na madrugada clama desejo
Em amar e querer um beijo
Uma paixão e fantasia do ímpeto 

Da plenitude excessiva do amor
Provocada intensa explosão 
Implora à súplica ao coração 
Num despertar  sem pudor 

Na loucura da alma
Aprisionada pela paixão 
No jogo da sedução 

Com impulso desenfreado 
Que ansia o vigor
Do amor Com ardor
         @zeni .poeta

Inserida por zeni_maria

⁠Se você deixar - eu irei pegar a tua poesia e a encherei com suaves notas de alegria. E vou lhe mostrar em meus versos toda fantasia que há em meu universo particular. Se você deixar! Se você deixar - eu irei pegar a tua poesia triste e colocarei nela a mais bela palavra que ainda não existe. Se você deixar! Eu irei lhe mostrar como se faz uma rima no mais belo ritimo para um soneto íntimo. Posso lhe ensinar palavras feias e palavras finas. Se você deixar - Eu vou apagar palavra por palavra que não combina com você,menina... e delicadamente vou lhe ensinar como se deve decifrar a palavra sonhar. Se você deixar - Vou lhe mostrar tudo sobre o verbo amar. Se você deixar! Eu sei que é ensinando que a gente consegue ver o tanto que a gente ainda tem a aprender... - O que eu quero mesmo lhe dizer é que se você quiser ... você pode ser a minha poesia,o meu motivo de alegria,o sentido dos meus versos, minha rima, minha menina,o meu sonhar,o meu verbo amar,a minha mais bela fantasia,o meu universo... Se você deixar!

Inserida por WendelBonatti