Tag solidão
Já te procurei... por todos os lugares, viajei nas mais loucas estradas e caminhos a tua procura, por momentos achei que tu sorriu pra mim, era só ilusao.
Fiz de tudo pra ter você ao meu lado, até suportar a dor, pois achei que estaria aqui logo depois pra me confortar, isso também foi em vão.
Inúmeras vezes me perguntei se não era digno de ter você, o por quê de nunca conseguir e sempre sentir a sua falta mesmo em momentos que eu achei que tu estava presente.
Fiz da minha vida uma eterna procura e indagação.
Onde está você facilidade?
É pra valer! Será que agora percebeu
O quanto eu gosto de você?
Eu não nasci pra dividir você com a solidão
É bem melhor você seguir o coração
Podemos estar nos sentindo solitários, até mesmo estando no meio de uma multidão, mas não quer dizer que somos solitários.
É preciso buscar-se e encontrar-se, apresentar-se para si mesmo, aceitar-se, aprender a gostar da companhia de si mesmo, pois desta não temos como fugir, a não ser negando a nós mesmos.
Quando aprendemos a apreciar a companhia que somos para nós mesmos, não temos mais tanta necessidade de procurar companhias externas, ou pelo menos delas não nos tornamos dependentes, e nem escravos.
É preciso se permitir conhecer para além do que já conhece de si e do mundo, numa busca em revelar a si mesmo tal como se é de fato, não passando a vida sendo somente sombra dos outros.
Muitas vezes, depois de um certo tempo, descobrimos que a melhor parte do nosso relacionamento se deu a partir do momento em que ele terminou.
Naquele dia, o aroma estava diferente dos demais.
O sol podia ser notado por detrás da janela,
os pássaros, o vento e tudo o que era captado pela visão não era mais visto, era apreciado!
Naquele dia as vozes eram claras e doces, a gravidade era nula e seus pés não tocavam o chão, estava elevada.
Naquele dia tudo era graça, manhã, tarde, noite... os momentos não mais passageiros, agora, imortais.
O bálsamo era pura resiliência e, antes de encontrar qualquer âmago... ela havia encontrado a sua essência, no lugar mais secreto do mundo, dentro de si.
Pensar me cansa, as palavras me tomam.
As vezes fico assim... sei lá, desse jeito.
Tão profundo, me afogo!
Tão longe, me perco!
Tão alto, tonteio!
As vezes fico assim... assim, quando estou só em mim mesmo.
Talvez não estejamos mais aqui, por mais que seja pouco, o tempo que te resta é o suficiente, por enquanto agora. Depois não haverá todo esse pouco tempo. Haverá menos!
A rua é um lugar de encontros,
cujo tristeza e felicidade se esbarram,
ninguém nunca sabe o que cada um que caminha por ela leva dentro de si.
Os olhos não podem tocar, mas algumas almas sentem!
A rua é um lugar de mistura,
onde todos se encontram e levam de volta um pedaço de si.
A rua é um lugar de encontro.
Sentencia-se, que o amor seja somente uma coisa, e coisas são esquecidas, congela-se os sentimentos em detrimento de razão...Mas chegará um momento que pesará, que a vida passou, que os filhos seguiram...E você está só, custou o preço que você quis pagar.
A raiva bloqueia nosso raciocínio, nos fazendo agir por impulso em momentos que deveríamos agir com inteligência.
Eu não temo a solidão de corpo,
Essa não mata,
Temo a solidão de Alma,
Essa maltrata,
Quando um corpo,
Só faz papel de corpo,
É só um frasco,
Bebida amarga,
Coração gelado
RONDA SILENCIOSA
Solidão cerrada, aquietada, escura
Afora a janela, o cerrado tão calado
Na imensidade do céu não fulgura
Um só brado, um ermo imaculado
Cá dentro, a mudez flébil murmura
E a melancolia no vento é fustigado
Escoriando a alma, áspera candura
Em um rasgar do silêncio denodado
Ecoa surdamente sôfrega bofetada
De escora frouxa, completamente
Aflando ali a apertura tão abafada
E, a letargia, assim, vorazmente
Faz tácitos claustros de morada
Em ronda silenciosa, lentamente
© Luciano Spagnol- poeta do cerrado
Cerrado goiano, 5 de dezembro, 2019
Olavobilaquiando
A fúria nos consome de vez em quando, mas o que seria a fúria? Talvez seja o retrato da alma quando guardamos tanto as coisas pra nós mesmos. Quando engolimos as respostas azedas, os xingamentos, a falta de educação. Quando tentamos manter a aparência da doçura e meiguice, quando na verdade só queremos nos proteger da ignorância e taxação dos outros. Eu não tenho culpa de não agradar a todos. Agrado a quem quero: eu mesma! Se os outros não gostarem de mim, que sumam. Ninguém vai viver a minha vida no meu lugar. Os escolhidos viverão ao meu lado. Só que a sociedade se torna tão chata em dados momentos que o que nos resta é viver sozinhos, nas sombras das nossas próprias sombras. Na escuridão do vazio da nossa própria vida. Pq não há mais luz, não há mais salvação.
DE VOLTA
Aqui vai o meu olhar de volta, pro vazio
pois pra mim o céu aquietou, emudeceu
depois que o seu silêncio me escreveu
a distância e, a poesia ficou com fastio
Se tudo tem seu tempo, em mim doeu
ao deixar o seu gosto sem o seu feitio
ao sentir que já me esqueceu, arrepio
e que no seu amor, não tem mais o meu
Olha pra mim, só restou a minha metade
dum coração solitário, onde, eu sou réu
e neste cancioneiro, está triste fatuidade
Se ainda ouve de mim uma canção, eu
ouço o seu suspirar na minha saudade...
Que grita, uiva, na poesia deste plebeu.
© Luciano Spagnol- poeta do cerrado
Cerrado goiano, 5 de dezembro, 2019
Tem horas que sinto um vazio tão grande!
Como se um buraco negro sugasse todo o prazer pela vida. Mas a pior parte é que mesmo estando com esse vazio, eu tenho que sorrir para as pessoas, para evitar que elas não sejam sugadas junto comigo.
Vez em quando a solidão judia, entretanto todavia, é preferível entreter-la acerca de certas companhias...
