Tag simplicidade
Não sei de onde as pessoas tiram essa pretensão de serem grandes, fortes e cheias de poder...se soubessem que até as águas que constituem os oceanos anseiam por saberem que em algum momento serão apenas pequenas gotas de chuva.
Assim sendo, felizes por verem sentido: gotas de chuva poderão fazer florir os jardins!
Amor
Amor é um estado, não uma condição, amor não é único, não é tênue, amor é a descontínuidade de uma linha muito embaçada, embaraçada, estranhas entranhas cheias de camadas que nos deixam confusos e são complicados de entender, amor é sentimento, não crença. Porém, não confunda desejo com amor, por favor, o desejo é conteúdo, mas funciona sem essa peça. O amor, ele permanece, se vai, é diferente, inconstante, inconsistente, constante, sólido, gasoso, líquido. O amor é lindo, é, foi bonito, foi, e será também, mas não para sempre, um dia ele se acaba, e quando acabar, talvez se renove, senão, vai lá e tenta outra vez, só não desista, pois ele está contido nas mais pequenas coisas.
O céu sempre me intrigou. Desde cedo olhava para o espaço e pensava sobre os limites, as fronteiras, o fim de tudo. Algo como a parede que Jim Carrey encontra enquanto navega no oceano artificial do “Show de Truman”. Aquele mundo era uma produção televisiva, todos sabiam, menos o incauto personagem que protagonizava a serie. Um dia desconfiou e chegou ao limite do seu mundo, a parede pintada de céu.
Tudo o que sabemos é que as medidas são muito maiores do que imaginávamos. Quanto mais a ciência explora, mais perguntas, mais grandiosidade, mais mistérios. Do que é feito o universo? A matéria escura? A causa primordial? Estamos muito longe de respostas definitivas.
O mesmo acontece quando me aproximo e tento entender as partículas subatômicas. Os átomos dissecados. Agora exploramos o mínimo dos mínimos e parece que a física macro é subvertida em conceitos no micro. Mudam as lógicas, as leis, as dinâmicas.
Vivemos em busca de respostas que diminuam a sensação de perplexidade diante do que não sabemos, do infinito, do incognoscível, da vida, da morte.
Então tentamos entender Deus, ou pelo menos a mente de Deus. Tentamos controlar Deus. Seja pela via científica que explora o universo, seja pelo conhecimento teológico que alimenta as religiões, seja pela viagem filosófica que nos aponta para o sem fim, para perguntas sem respostas, exatamente como a ciência, ou como a religião se encarada com honestidade.
Tudo o que vejo como mistério inacessível do lado de fora se projeta de alguma maneira no que sou, do lado de dentro. O mistério dos multiversos, das galáxias, dos planetas. As perguntas sobre Deus, sobre o que ou quem ou se é. O medo da morte e os mistérios inexoráveis. A vida e os significados que tentamos entender. Reflexos do que nos habita, se vincula à dinâmicas tão sutis, tão intimas, tão essenciais e se projetam em completa grandiosidade e mistérios para o lado de fora. Intocáveis para lá, discernidas em significados para cá.
Somos maquetes do universo. Somos a chave de compreensão entre os dilemas da vida, do espaço, do infinito, do tempo, da morte que se projetam subversivamente no essencial, no simples, no genuíno.
Tudo aplicado no cotidiano e em minha capacidade de assumir-me como sou, humano, incluindo minhas fragilidades. Olho para dentro e sinto que sou casa de mistérios. Em mim habitam as respostas das galáxias, os segredos dos planetas, as chaves do infinito, da vida, da morte. Casa de Deus que sou.
Então entendo que tudo fala sobre a mesma coisa. Noite e dia, luz e trevas, dor e alívio, doença e cura, macro e micro, vida e morte, mistérios expostos na simplicidade de quem entende que somos linguagem vinculados ao infinito e, no entanto, lindamente presos ao tempo e aos reflexos de tudo que ainda não sei, mas se expressa em desconcertante simplicidade do lado de dentro. Do lado que vejo. No lado que sou. Flavio Siqueira
" Aos que falam pelas costas por eu estar a frente, e aos que respondem com falsidades ou indiretas, devolvo com educação, simplicidade, honestidade, sinceridade e bondade. Não devolvo igual porque o Pai ensinou diferente, e precisamos fazer a diferença sempre. Da tal 'igualdade", o planeta está cheio."
Diploma, mestrado, doutourado... QUALQUER um pode ter.
O que te faz ser diferente dos demais é o que você É.
A sofisticação pode até parecer interessante num primeiro olhar, mas é na simplicidade das coisas que encontro a minha alegria de viver.
A beleza é um determinismo cultural que não determina nível cultural e nem tampouco personalidade de ninguém...
Observe os detalhes. Tente reparar no que ninguém repara. Deixe-se surpreender. Simplifique, as coisas mais simples da vida são as mais extraordinárias.
Vi esses dias uma definição curiosa pra especialista: alguém que tenta complicar o que é simples. Minha vida inteira sempre fui o oposto disso.
A sabedoria consta na prática da simplicidade e na sinceridade do coração. Um dia por vez, nos faz crer que Deus é sábio na sua totalidade. Feliz quem aprende com isso.
Vejo alguns reclamando de saudades da vida simples. Ela nunca deixou de existir.
Na verdade a necessidade de sobrevivência, tornou a simplicidade em praticidade. Hoje a praticidade, torna a vida tão simples.
Às vezes você deixa de ver a beleza e a simplicidade das coisas pelo simples fato de achar que tudo merece críticas, nada é bom o suficiente e que você, sim, é a pessoa qualificada para criticar tudo e todos.
A simplicidade faz parte do meu caráter, está na minha conduta e minhas virtudes, no meu jeito de ser criança, no meu abraço apertado. Minha simplicidade se encanta com a natureza, com a flor que desabrocha num terreno baldio, no canto dos pássaros, no verde de todos os tons. Minha simplicidade está em ver o mesmo filme 10 vezes porque meu filho quer estar ao meu lado, comer brigadeiro de colher, ouvir o estourar da pipoca na panela em dias de chuva, minha simplicidade, é muito mais simples!
Dentro da simplicidade do
EU e somente EU.
Levo na bagagem aquilo
que não ocupa espaço, mas
preenche a alma; os bons
sentimentos e a leveza do SER
e do ESTAR de bem com a vida.
O que me basta? Apenas sorrisos !
#Liberdade e #Simplicidade (correção)
"Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade."
A simplicidade da vida é o que realmente importa, pois eis que vaidade de vaidades, tudo é vaidade...
No tempo que tiramos para nós, podemos sim, nos dar a liberdade de andarmos de forma simples...
Do que adianta viver toda a vida para agradar a outras pessoas e não nos dar a liberdade de andarmos de forma simples, livre dos modismos e todas as demais vaidades (ilusões) deste mundo...
Quem foi que decretou que não podemos andar de uma forma mais simples? Quem foi que decretou que devemos sempre andar que nem um pavão, só para agradar ao gosto de outros...
Exemplo, porque eu não posso me reservar um tempo para deixar a barba crescer, ou porque eu não posso andar com aquela calça que tem um rasgo na bainha, ou aquela camisa que esta com a gola esgarçada...
Afinal tudo neste mundo é vaidade (ilusão), como diz uma música "na vida tudo passa, não importa o que tu faça"...
Até mesmo este mundo que conhecemos passará, o que realmente importa é andar decentemente, ou seja, não depravadamente...
Como disse alguém,
"-goze a tua vida com seu cônjuge, pois este é o presente que Deus nos dará por todo o sofrimento e trabalho que enfrentamos nesta vida."
Quer agradar a alguém, agrade seu cônjuge não se preocupe com o que o seu vizinho ou amigo vai pensar, se preocupe com o que seu cônjuge vai pensar e, sobretudo o que Deus tem certeza sobre suas atitudes...
Reserve se um tempo para se libertar das vaidades e exigências da sociedade capitalista e vaidosa...
Afinal, sobretudo o que realmente importa é Temer a Deus e guardar os seus mandamentos...
Eu demorei muito pra entender o conselho que me falavam na época de escola, quando eu ficava bravo ou chateado por coisas que falavam sobre mim.
"-Não de importância para o que os outros falam sobre você, você é quem você é, se você fazer isso com o tempo deixarão de fazer brincadeiras de criança com você e te respeitarão."
Depois que compreendi o significado disso, muita coisa mudou!
Você é o que você é, e não o que você veste ou tem (se possível leia "Quem eu sou - Pedro Bandeira").
Contudo não desrespeite as regras internas de sua empresa, de uma reunião ou festa, afinal isso já é questão de ética!
Autor: Eliseu Fernandes Laurindo
Data: 12/Jan/2015
Meu chinelo
Acordei hoje e não achei o meu chinelo
Desci as escadas até a caixa do meu gatinho
E o bicho ainda estava dormindo
Dessa vez ele não roubou
Dei-lhe um cheiro e voltei
Voltei para o quarto
Sentindo nas solas os pelos do bichano
Procurei nas caixas de sapato
E na casa em todo canto
Achei moedas, remédios e pirulitos
Em sigilo dirigi ao quarto de mamãe
Forçando a porta para cima enquanto empurrava
Senão ela dava apito e minha mãe gritava
Caso perdido
Tropecei num tamanco e caí na cama
Mas ela acordou foi com o próprio espirro
Era pelo de gato aquilo!
Então bem rápido perguntei:
-“bom dia mãe, viu o meu chinelo?”
-“se cê num sabe eu que sei?”
Ok... Agora sei que está perdido
Se nem minha mãe viu, sumiu! rsrsrs’
Fui para a cozinha
Esquecendo que descalço estava
Um pão, tomate, mussarela e azeitona
Um café bem forte e fico à tona
Subo pulando para o terraço
Lá chego e piso numa poça d’agua
Que cocegas nos pés mais engraçada
Sinto o leve vapor subir
De uma geada que passou (de novo) de madrugada
E o Sol aquecendo me lembrou de espreguiçar
O vento leve batendo me fez assoviar
Os pombos juntando me fizeram migalhar
Alguma coisa de tudo me fez sorrir
Meu gato veio, espantando os pombos
Depois ficou bem no meu pé esquerdo
Achei que precisava de um calçado
Mas só fui acordar naquele terraço
Descalço
Amigo agradeço
Por todas as vezes que
viu chorar e soube com simplicidade
e calma me fazer sorrir
E por ensinar-me dar a volta por cima
Por dar-me coragem para ser eu mesmo
Por trazer paz e felicidade em meus dias
O verdadeiro amigo resgata a quem ama.
