Tag silva
Não sabe o porquê, nem por onde ou por quem, só sabe que dança a dança mais zen; dança no embalo do samba da vida, na alma o brilhar, bailar dos amores, cheia de cores, de festas, de todos; é a dança frenética, sem ritmo ou tambores, de velho, menino, gigante que é rei, de ruas e rios de deuses plebeus; se dança na raça e na praça ditosa, no coreto da vitória e no viés do além.
Hoje tem manga, pés descalços para encarar a subida, alegria do doce na boca, o melado no rosto e a brusca sensação de ser moleque; hoje tem manga, ontem teve manga e amanhã é mistério.
Vê-se a razão que não mingua, fala-se em matrimônios - mistérios, infindos sem afins nem começos, assim dá-se o nome de vida.
Pare por um minuto e pense nas mentes comuns ou raras, nas ideias imaginativas ou simples, nas bocas que comem, calam, falam, e nas cintilantes que cantam belas canções; pense no olhar sereno dos animais selvagens e no olhar dócil e pensativo dos gatos e cães; pense nos pássaros que vem e vão voando em nuvens sobre as águas que correm rio abaixo e em todos os peixes coloridos, ou não, que sobem em contramão; pense, mas não se apresse com a distração; alguém reservou o resto da vida para ter o prazer de pensar em você... assim é a mãe!
Será mesmo que importa se alguém faz a boa ação para se sentir bem e atender ao ego, se mostrar altruísta e abrilhantar sua imagem para seu vizinho, amigos e parentes? Bem, para os que têm fome e frio garanto que não!
A escrita é extremamente democrática; se aceita a escrita livre, padrão, clássica, insana, inventiva, irreverente e até a convencida (pretensiosa); pena que nesse último caso quase sempre vem aos moldes do dono.
Adoro jiló, mas toda vez que digo isso vem alguém me dizer que é comida de passarinho... Ora bolas, salmão é comida de urso, milho de galinha e cenoura de coelho.
O que mais a infância deixou-me de saudade foi a maneira inventiva de lidar com a vida: quando acabava o prazer de comer iogurte começava o deleite de falar no "telefone".
De repente aquela pessoa que te vê como concorrente se sente envergonhada, pois percebe seu desinteresse em entrar na corrida e ela esteve todo esse tempo ao seu lado, parada.
O corpo foi na onda e saiu do dilúvio, forte e firme em direção ao sossego; o abraço (prévia do beijo) fez-se ao relento e o medo (descalço e bêbado) caminha viúvo.
Num dia quente de verão brota um amor quente que faz quentes a alma e o coração... é, e só assim "fico frio"!
Acordei acessível, com novos aforismos e ansiando ouvir tua voz. Acordei querendo ser o ser mais admirável, amar-te com maior tenacidade e experimentar tua sensualidade. Acordei famélico, querendo me entregar, querendo te possuir.
As quedas nos obrigam a levantarmos a cabeça, reconstruirmos com paciência cada passo, cada tijolo, cada pecado e inocência; erguendo-nos mais rígidos e harmônicos, com o cimento da convivência.
A janela
Eu posso ver as luzes da cidade
As almas que vagam penosas por lealdade
A lua que quase passa despercebida
E a rua que dá mil voltas sem saída.
Eu vejo a vida da minha janela
Procura e acha mais do que procura como Anabela
Daquele livro, daquela autora.
Do parapeito da cortina bem feitora.
O chão daqui é tão convidativo
A viagem por um desejo impulsivo
Visto assim que até então controlável
Como a luz latente da janela inviolável.
Gosto demais de Pernambuco, de Recife, Olinda, Porto de Galinhas, Caruaru... Gosto de sarapatel, praia, carambola, ver o Sport jogar bola, comer carne de sol e sururu; e mesmo vivendo no belo Ceará, a distancia não é mal que há! por incrível que pareça, antes que eu me esqueça, vejam que incrível: estou a um passo de Pernambuco e cem mil de Fortaleza... como é possível?
Desenredou como que livrando-me dos sujos poços, lavando-me e deixando-me no fino trato. E a alma, que até então perdida, renasceu, colocando farta comida no prato e de fato sepultando os ossos. A poesia tirou-me de um sujo e apertado buraco e jogou-me num asseado e extenso espaço: - Meu muito obrigado!
Tentativa e erro.
Ele é mais um bom samaritano
Aquele cara, daquela banda.
Ele vai me tirar um sorriso espontâneo
Vai deixar a minha dor mais branda.
Sei que ele vai me amar
Poderei com sua mão brincar
Então, porque não?
Talvez tenha espaço no meu coração.
Forçarei o meu melhor sorriso
Talvez o seus braços não sejam o paraíso
Tentativa e erro por felicidade
Talvez a gente supra essa vontade.
Pode ser que eu venha a amar
Porque não tentar?
De repente personifique o tal alguém
Sofrer não mais me convém.
Permiti-me chorar somente para a lua. O céu era banhado por uma chuva de meteoros, seria irônico dizer que estava chorando.
Até o céu chorava.
TETELESTAI! Está Consumado!
E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. João 19:30
O ser humano ainda não conseguiu entender o que aconteceu no paraíso quando Adão desobedeceu a Deus e comeu aquele fruto, nem o que aconteceu no Calvário quando Jesus declarou essas “últimas palavras” e morreu por amor a nós. Está Consumado, no original grego: TETELESTAI. A palavra era usada quando uma dívida era paga ou quando um criminoso cumpria sua pena junto a justiça e estava livre. Jesus, como sempre, escolheu as palavras certas na hora certa. Tinhamos uma dívida que não podíamos pagar. Fomos julgados e condenados culpados, e somos mesmo. Eu e você. Mas não podíamos pagar a dívida, muito menos cumprir a pena, pena de morte. Então Ele veio, O Verbo se fez carne, habitou entre os homens e pagou a dívida. “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.” (Colossenses 2:14). Não conseguimos ver o valor total da conta porque tem uma mancha de sangue no local, Sangue Santo, O Sangue do Cordeiro. Somos declarados inocentes porque Ele foi declarado culpado, estamos vivos porque Ele morreu em nosso lugar.
TETELESTAI, Está Consumado! A pena foi cumprida, a dívida está paga e a cela está aberta, você e eu estamos livres. Basta sair e aproveitar a liberdade, ver o Sol da Justiça e curtir a Vida em Abundância! A Cruz não foi um acidente de percurso, ela foi planejada; antes mesmo de Deus dizer: Haja luz, Ele disse: Haja cruz! Não foi a opção mais viável, foi a única opção! A cruz foi a resposta de Deus para as nossas ofensas, nossa rebeldia, nosso pecado. A Cruz é a ponte que nos leva de volta pra Deus, pra presença do Pai, de onde nunca deveríamos ter saído.
É impressionante como o ladrão da cruz conseguiu enxergar o que as vezes nós não enxergamos. Ele reconheceu que era culpado, reconheceu que merecia está ali, sob aquela sentença, e mesmo assim recorreu a Jesus. A impressão que dá é que além de Jesus ele era o único ali a entender o que estava acontecendo e graças a isso ele entrou no Paraíso. Isso é a graça de Deus, pode parecer bom demais para ser verdade mas acredite, é. Não tem truques, letras miúdas no final da página ou nada que você tenha que oferecer em troca. Vivemos para Cristo e morremos por Ele porque o amamos e não para conseguir a salvação. Era impossível para nós, por isso Deus o fez. Basta ter fé e aceitar o presente e no grande dia, quando o veredicto for dado e você declarado culpado, Ele vai se levantar e dizer: Sim, ele é culpado, mas eu já paguei a pena, TETELESTAI, ESTÁ CONSUMADO!
Quando prego o Evangelho de Cristo estou tendo a maior honra que alguém pode ter nessa vida. Quando Deus me chama para anunciar a sua mensagem Ele está me colocando no lugar mais alto que alguém pode chegar nessa terra.
