Tag silva
O frio do teu calor
Como um vento sul, frio e vagaroso.
Tomou por antecedência
Arrepiando, o pesaroso.
Aqueceu sem procedência.
Deixou-me em calafrios
Sem ter o porquê de fugir
Perdurou mais que outros frios
Mas esquentou e teve de ir.
Por inverno eu imploro
Ao inverso eu quero gelar
E flocos de neve choro
Na janela a te esperar.
O frio do teu calor
Em uma época de toda errada
Chegou trazendo torpor
E se foi na madrugada.
Procuro na chuva e outros carnavais
O que o vento fez de amor
Talvez ande no sul ou em outros litorais
O frio leve e sereno que aqueceu o meu calor.
Todas as pessoas
Todas as gerações
As crenças, a fé.
Todas as orações.
Todas as vidas
Todas as emoções
Todos os problemas
Todas as resoluções.
Todos os sorrisos
Todo o amor
Todos os abraços
Todo o calor.
Todas as noites
Todos os dias
Todas as alegrias.
Todos os choros
Todas as chuvas
Todos os coros
De adoração.
Todas as mãos
Todos os laços
Todos os traços.
Todos os todos...
O amor...
O amor não se revela só
com palavras, palavras não
consegui expressar
sua força...
O amor tudo suporta, tudo espera, tudo
crer o amor sempre perdoa...
Te amo S2
Entre tantos porquês
Dói lembrar-se do teu sorriso...
Dói sentir essa saudade...
Os porquês me corroem, fisgam-me a sanidade.
Delírios com teu beijo faz-se o paraíso.
Entre tantos
Tantos porquês
Como ainda não consegui expulsar-te do coração?
Talvez esse seja o que mais me distrai
Preciso para meus olhos outra direção.
Preciso que tenha vento para te dizer “ Vai...”.
Vai com o vento menina
Deixe-me aqui no meu sofá
Busque em outros mares a tua sina
Pois cravada em meu céu já está.
Pequeno
Acalme-se pequeno... Venha ver o pôr do sol
Mesmo minha agitada alma
Ali se põe calma
Feito um girassol...
Deite na grama verde, feito teu olhar
E contraste-se com o vento
Do mundo temos todo o tempo
Quanto puder imaginar...
Enlace minha mão na tua
E ao fechar os olhos, deixe-se acariciar.
Convido-te a esperar a lua
E mais tarde, quem sabe a jantar...
“Com minha consciência, conquistei o universo e tornei-me Deus! E hoje, como Deus declaro-me novamente um mero ser humano”
Ah!, quem dera pudesse pensar além das formas e das cores, e modelasse um novo formato de universo único, no qual apenas eu com minha arrogância pudéssemos viver!?
Ninguém calça os seus sapatos, nem caminha a sua estrada.
Então só você sabe o que é, e como é viver a sua vida.
Por isso calce os seus sapatos, caminhe a sua estrada e seja feliz!
Os tribunais estão usando corretivos de papais e mamãe contra políticos. Prisão domiciliar é corretivo de crianças que não fez o dever de casa ou que roubou brinquedinho do amiguinho. Belo sentido, autoexplicativo! (Geralmente os políticos cometem crimes semelhantes, só que nem todos os pais são formados em direito igual os juízes).
Resumindo, agora não pode mais dar palmadinhas, porque estragaria a reputação eleitoral dos danadinhos.
Além disso, conheço muitas pessoas que adorariam ser condenado a uns meses de prisão domiciliar, só pra esquivar das chatices alheias, que se julga um problema externo-lar.
Instinto de amizade, é aquele caloroso momento de estar sentado ao lado daquela mina linda no Busão, ficar a viagem toda desconfortável e tímido e sem saber como começar um papo sem parecer um babaca!
Enquanto isso, a mina também desconfortável, nem papeou e já te acha babaca.
Se fosse julgar o mundo começando pela família, eu poderia afirmar:
Alegria das mães em relação ao lar, é chegar e não ter louça pra lavar, já os pais é chegar torcendo para não tem ninguém de fora pra encher o saco.
As vezes sinto dó dos professores, além dos alunos, o estado também exerce violência contra esses pobres defensores do sarcasmo.
Inteligência e Conhecimento são virtudes, que devem ser transmitidas com pureza, humildade e nobreza!
A maioria das pessoas demonstram ter uma felicidade plena e absoluta.
Muitas pessoas compartilham em redes sociais mensagens de superação e conquista. Poxa, estou começando a sentir inveja e acreditando que sou um dos fracassados.
Tenho sido um fraco, pouco tenho daquilo que almejo ter, até acho que muito quero e que pouco me contento, será que minha insatisfação não tem limites?
Será eu o problema da minha tragédia e do meu pessimismo?
Será eu a força negativa da minha felicidade e otimismo?
Sou tão fracassado que sinto inveja, e isso me parece decadente e contra minha moral.
Sinto saudade do futuro, que de certo nem o conheço!
Sinto falta daquilo que ainda não tive, pois sou condenado a querer ter. E minha prisão é perpétua. Essa é minha liberdade!
Arco-íris
O vento me toca, diz que vai chover.
A brisa se choca, medo de se perder.
Os pássaros correm, fogem pra não molhar.
A gente se espanta, a pressa faz não olhar.
A chuva nos tranca faz franca buscar abrigo
O cabelo molha e agora: “Se alguém me ver?”
A gente destranca, percebe não ter perigo.
Se molha e implora, dilúvio acontecer.
O sol vem surgindo, quase que deprimido.
A chuva estanca e ao vento os algodões.
As gotas e os raios trazem o colorido
Aplausos ao “íris” e suas emoções.
Sentei-me no cordão e fiquei a observar as flores
Vez ou outra uma abelha vinha buscar um pouco de doce
De repente uma moça arranca uma flor
Bem me quer, mau me quer e ela logo está no chão.
As pessoas pisam em suas pétalas sem nem notar
Sequer percebem a beleza que está sob seus pés
Elas ficam tão mais bonitas sem serem arrancadas. – Pensei.
Caminhei até uma floricultura
Observei os apaixonados presenteando suas amadas
Margaridas, rosas, violetas...
Um dia elas murcharão e as pessoas sequer lembrarão
Mas talvez se alguém as plantasse em um quintal qualquer
Deixasse num canto para embelezar
Pra que eu parasse pra fotografar
Um dia ela sairia em uma revista
Milhões de pessoas se emocionariam.
Observei a floricultura uma última vez
Caminhei a largos passos e pensei:
Seriam tão mais bonitas se não fossem arrancadas!
Eu conto piadas se quiser sorrir
Eu viro abrigo se a chuva cair
Eu molho os cabelos se quiser correr
E vivo contigo se quiser viver...
Eu planto uma árvore se quiser maçãs
Eu seguro o sol se quiser manhãs
Escrevo uma música se quiser dançar
Eu arrumo asas se quiser voar.
Não me solta, fica aqui comigo, já te fiz de abrigo pro meu coração.
Não tem volta, tá aí o perigo, não sei se consigo perder tua paixão.
Eu te vejo, descendo a ladeira, saindo do banco que a gente sentou.
E me esqueço de olhar as estrelas pra te ver partindo pra onde ficou.
Me seguro nas flores inteiras e nas brincadeiras que a gente brincou
Me desabo na poça d’água, na foto rasgada que a gente tirou.
Só te peço, fica aqui comigo, pelo infinito ou até o fim.
Ou por pena, pra me ver serena, para me acalmar, fica perto de mim.
Não me esquece na tua penteadeira junto da revista que a gente posou
Me aquece naquela geleira que a solidão me transformou.
Não me solta, fica aqui comigo, já te fiz de abrigo pro meu coração.
Senta, calma, eu vou contar uma história.
São flashes falhos que se estancam na memória
Uma menina que transbordava amor
E um amor que respirava solidão.
Um dia ambos se esbarraram no caminho
Devagarinho, os flagras de uma paixão.
Moraram juntos numa velha quitinete
Encontrada num jornal como manchete
Fruto de liquidação.
Viveram dias no torpor do paraíso
Nas madrugadas se livraram do juízo.
De transbordar o amor foi se evaporando
E os dois pararam de tentar se confortar
Um dia ela sussurrou considerando:
“Se a gente separa, com quem a arara, vai ficar?”
Então soltaram a arara aos quatro ventos
Se separaram e tornaram a caminhar.
E caminhando novamente sob a lua
Um esbarrão na chuva que molhara a rua
Foi transbordando novamente o coração
Daquela gente que vivia de paixão
Destranca a tranca que tranca teu peito
Dá um jeito de se reorientar
Admita que nada é perfeito
E depois de tudo feito, comece a gargalhar.
Gargalhe pro tempo, pro vento e pra quem quiser mudar
O teu jeito de se apaixonar.
Pela vida, pela rua, pela chuva,
Pela gente que de repente vem urgente
Aqueles olhos que transpassam o instigante
Do faz de conta que se entende por viver.
A gente corre apressado pelo vento
E se esquece de olhar todo o passar
Passar de tempo, de rostos, de apresso.
A mudança de endereço, que isso tudo vai gerar.
Então, destranca a tranca e encosta.
Daqui a pouco a hora certa vai chegar.
