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Tenho fantasias abstratas e em alguns sonhos um amanhã abstrato também. A morte não fecha meus olhos ao adormecer, mas espreita o que minha vida pode oferecer. Liberto na dimensão dos sonhos é sempre alívio conseguir ser; ausente dessa condição minha própria posteridade vaga cemitérios de almas pêndulas diante uma realidade de pura ilusão. Meu coração não quer engasgar com nenhuma pobreza de sentido.
O sentido do estar feliz, pode não está para onde estamos indo, mas nos diversos lugares onde passamos e ainda iremos passar.
Pessoas vazias só consomem embalagens vazias, mas o amor verdadeiro as preenche e as transforma em recursos com significado. Seja o sentido ou a presença na vida de alguém.
As dificuldades, adversidades e tropeços da vida, são como virgulas inseridas no texto da vida, para que esse faça mais sentido.
“O rapaz para diante da prateleira e pega um vidro de palmito, olha demoradamente, desvia o olhar e começa a sonhar com o azeite, molhos e conservas.
Ele está vendo um prato delicioso em uma louça perfeita, como uma obra de arte que embriaga todos os sentidos.
Eu olho o palmito e a única coisa que me ocorre é - “tira a tampa, pega o mais molinho, chacoalha e come.”
Então eu descubro que o mundo das coisas, nada mais é do que um cenário cheio cores, formas, cheiros e possibilidades, que alimentam a imaginação para que tenhamos força para mover a roda da vida.
O rapaz foi embora, com o palmito e algumas coisas que eu nem sei o que são... foi feliz e sonhando.
Eu fui embora sem o palmito, e alguma noção sobre a arte de tocar no denso, para resgatar o sublime... fui feliz e sonhando.”
Eu não preciso, mas eu a desejo como se minha vida existisse por isso. Eu ja não a sinto, mas sua falta é tão profunda quanto o mar. Eu me entrego a ela, mas sou jogado de lado como um brinquedo. Busco conexão, mas a humana esta perdida.
Buscando meios de expressar como vejo ou olho o mundo? A vida? Não vejo ou olho! Presto atenção, faz mais sentido.
Sempre tem aquele momento louco da vida que coloca um caminho esquisito pela frente. Volta lá naquele caminho que fez muito sentido e pega o sentido de tudo de volta.
O que há no abstrato? Tanta coisa, imagino.
Recorrer ao que não se pode ver, ou olhar atento ao que se vê e não entende e buscar. Buscar sempre.
Existe sentido em tudo. Dê sentido ao que enxerga.
Se está doendo, é porque você está vivendo, lembre-se disso!
Quando não doer mais, significa que não tem mais sentido.
Querer encontrar sentido em algumas particularidades da vida é caminhar em direção à dúvida do que foi decidido pela sua razão.
“Neste Natal, compartilhar momentos em família gera laços de união, onde a conexão floresce e nossa comunidade torna-se um só coração, revelando o sentido do real e verdadeiro amor.”
Quanto mais caminho, mais tenho consciência de que preciso continuar
firme no desejo de caminhar, pois é nisso que encontro o sentido da nossa caminhada.
Não posso acreditar que o universo inescrutável gira em torno de um eixo de sofrimento; certamente a estranha beleza do mundo deve repousar em algum lugar na alegria pura.
As palavras ressoam
perdidas no vácuo,
como se não
fizessem sentido algum,
e reverberam em silêncio,
como se fossem dirigidas ao vento.
A morte física não é o fim. A vida humana é muita valiosa para ter fim. se nascemos, se começamos a existir, é para existir pra sempre. Para que algo começa a existir para não virar nada, pra mim isso não faz sentido nenhum, se não fosse para algum momento não existir nem tínhamos nascidos!!!!
Eu que sempre defendo a filosofia de dizer o óbvio, agora estou no dilema entre meus desejos, receios e minhas convicções. Eu já revelei o que sinto em muitos sinais, gestos, sinônimos, recitei quase todas as palavras, falei cantando, mostrei cuidando, flertei brincando... Eu disse tudo, menos o óbvio. Agora eu entendo que o óbvio por mais simples e correto que seja, ele dá medo. Ele assusta porque é uma variante... ou ele cria um ponte ou ele levanta uma muralha... Ou ele une, ou ele sempara. O óbvio tende a ter resultados distintos, seu delta nunca tende a zero e por isso dá medo, uma vez na equação o óbvio sempre resulta em transição. Nosso medo não é do óbvio em si, mas da mudança que ele pode provocar. Por isso, reformulo minha teoria: O óbvio deve ser dito sempre que sua mente estiver preparada para perda na mesma intensidade com que anseia pela conquista e independente do resultado, seja fiel aos seus princípios!
