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“A Liturgia da Dor:
Quando Amar é Sofrer em Vida pelo Ser Amado”
Texto filosófico e psicológico.
Amar é sofrer em vida não por fraqueza, mas por excesso de humanidade. O amor, quando autêntico, carrega em si o germe do sofrimento, porque nasce do desejo de eternizar o que é efêmero, de reter o que inevitavelmente escapa. Amar é querer aprisionar o tempo no instante em que o olhar do outro nos faz existir; é suplicar à eternidade que não nos apague da memória de quem amamos.
Há uma liturgia secreta na dor amorosa. Ela purifica, depura, torna o ser mais lúcido e, paradoxalmente, mais enfermo. O amante vive uma crucificação sem sangue: carrega o peso invisível de um afeto que o mundo não compreende. Vive entre o êxtase e o abismo, entre o beijo e a renúncia. Freud chamaria isso de ambivalência afetiva: a coexistência de prazer e dor em um mesmo movimento da alma. Mas há algo mais profundo algo que a psicologia talvez não alcance, pois o amor, em sua forma mais elevada, é sempre um sacrifício voluntário.
Quem ama verdadeiramente, sofre antes mesmo da perda. Sofre por pressentir a fragilidade do instante, por saber que a ventura é breve, que o corpo é pó e que toda promessa humana é feita sobre ruínas. Esse sofrimento não é patológico, mas metafísico: é o reconhecimento de que a alma, ao amar, toca o eterno e, ao voltar à realidade, sente a mutilação de quem regressa do infinito.
Nietzsche, em seu niilismo luminoso, diria que o amor é a mais bela forma de tragédia, pois ele exige entrega total, sabendo-se fadado ao fim. Amar é afirmar a vida apesar do sofrimento, é dizer “sim” à existência, mesmo sabendo que o objeto amado um dia há de desaparecer. É um heroísmo silencioso, uma luta contra o absurdo.
Mas há também o lado sombrio o amor que se torna cárcere, o sentimento que se alimenta do próprio tormento. A psicologia o chamaria de complexo de mártir, mas o filósofo o vê como a tentativa desesperada de alcançar o absoluto num mundo que só oferece fragmentos. O sofrimento, então, torna-se o altar onde o amante consagra sua fé.
“Amar é sofrer em vida pelo ser amado” eis a verdade dos que ousaram sentir profundamente. É morrer um pouco a cada ausência, é carregar dentro de si a presença que já não se tem. O amor, quando verdadeiro, não busca recompensa: ele é em si o próprio sacrifício.
E talvez seja esse o segredo trágico e belo da existência: somente quem amou até sangrar conhece o sentido oculto de viver. Pois o amor é o único sofrimento que salva, a única dor que eleva. Quem nunca sofreu por amor, nunca amou apenas existiu.
Epílogo:
“Há dores que são preces disfarçadas. E o amor é a mais silenciosa de todas elas.”
DO SUBCONSCIENTE À LEI.
Catarina Labouré / Irmã Zoé .
Atingindo o ponto de liberdade que faz do homem autor de si mesmo em suas experiências costumeiras e múltiplas ;a autoridade que lhe advém das escolhas que lhe percrustam o subconsciente, emergem em emoções vividas e imantadas mediante o tempo que é de teor significativo prior,produzem invariavelmente sem o preparo ideal nas pautas do evangelho que alforria o homem de suas dependências primitivas em todas as áreas em que lhe concernem dores atrozes,segue o espírito por força maior do bem estar que ele procura para seguir em paz e adiante;chega então o sondar dos mistérios que o seu "eu pessoal" teima em esquecer das arbitrariedades praticadas contra a própria vida íntima ou alheia que lhe segregam envolvidas no mesmo universo psicológico que roga lograr êxito para uma sublimação que trespassa os interesses pessoais.
Cada ação,cada ato lhe tornando o receptáculo intransferível baseado nas leis naturais que sustentam todas as existências primárias ou milenares que pairam sobre as mesmas livres escolhas; chegam para diluírem-se na égide que cada um trás acima dos próprios atos,mesmo que desconhecendo-lhes o nascedouro não olvidam que lhe fazem aparentemente e de imediato humano o incompreensível mal que também se lhe transforma num educandário tanto no corpo como n'alma.Cabe ao homem que busca algo mais além das aparências turvas observar para compreender essa lei de causa e efeito, é a mesma que lhe chega com as mesmas forças dos atos pretéritos lhe elevando em direção a sentidos mais avançados e objetivos luminosos, abrindo-lhe portas e janelas dantes desconhecidas,mas agora um tanto mais interiorizados que olhamos e que nos olham em somas efetivas para despontar e redirecionar todos os que buscam a paz e o equilíbrio que almejamos,vivendo hoje esses sentidos, para que nessa transmutação amparada sob à lei inalienável da justiça divina aumentem em cada um de nós o merecimento de viver em mundos melhores e superiores na ação da paz conquistando ante as lei das reencarnações a lívida consciência dos deveres por hora bem realizados para com Deus na pessoa daqueles que conosco jornadeiam na mesma senda e seara.
Muita paz.
A SOBERANIA INTERIOR COMO ARQUITETURA DA VERDADEIRA LIBERDADE.
A máxima atribuída a Sêneca, " quem se domina é livre ", sintetiza um dos fundamentos mais elevados da filosofia antiga. No horizonte estóico, a liberdade não se confunde com a ausência de obstáculos, nem com o poder de moldar o mundo ao bel prazer humano. Ela nasce de um labor silencioso e contínuo sobre a própria consciência, uma educação rigorosa dos afetos, pulsões e juízos que, se deixados à deriva, convertem o indivíduo em prisioneiro de si mesmo.
O domínio de si, na perspectiva clássica, não é simples contenção, mas arte de reger as forças íntimas com disciplina e lucidez. Tal disciplina exige uma maturação moral que transcende a superficialidade das reações imediatas. O homem que se conhece e se administra já não se submete às oscilações do mundo, pois compreende que as vicissitudes externas pertencem ao campo das fatalidades necessárias, enquanto suas escolhas morais constituem o espaço legítimo de sua autonomia.
A tradição antiga sempre sustentou que a verdadeira serenidade emerge quando a alma, purificada de ilusões, aprende a distinguir o que lhe pertence do que escapa ao seu alcance. A partir dessa distinção, o ser humano se eleva a uma dignidade que o protege do tumulto e das intempéries emocionais. É nesse amadurecimento que a liberdade interior se torna não apenas possível, mas soberana, revelando que nenhum poder externo suplanta aquele que se exerce sobre si mesmo.
" Cada passo rumo ao autodomínio seja também uma ascensão rumo à mais alta forma de grandeza, pois é nesse ápice que a alma encontra sua própria imortalidade silenciosa. "
A FINALIDADE FILOSÓFICA DE JEAN PAUL SARTRE.
A proposta filosófica de Jean Paul Sartre dirige-se à elucidação da condição humana em sua radical nudez ontológica: existir antes de ser. Toda a estrutura do existencialismo sartreano converge para um único fim: demonstrar que a existência humana não possui essência prévia, modelo, finalidade transcendente, natureza fixa ou fundamento metafísico que determine o agir. O objetivo central da filosofia de Sartre consiste em afirmar que o homem é o único responsável pelo próprio ser, pelo próprio projeto e pelas conseqüências de suas escolhas.
A expressão clássica que condensa essa finalidade pode ser posta da seguinte forma: o homem está condenado à liberdade. Tal condenação não designa punição, mas estrutura ontológica: o ser humano não pode não decidir. Mesmo quando parece abdicar da escolha, escolhe não escolher. Assim, a finalidade filosófica de Sartre é mostrar que o agir humano é sempre um exercício de liberdade que inaugura caminhos inéditos no mundo, inscrevendo novas possibilidades na tessitura histórica da humanidade.
Nesse sentido, a filosofia sartriana assume três propósitos fundamentais:
PRIMEIRO. Evidenciar que a liberdade não é atributo psicológico, nem ideal moral, nem disposição interna: é o próprio ato decisório. A liberdade não está guardada em um espírito abstrato, mas se concretiza unicamente no momento em que se afirma uma possibilidade e se nega outra. Após a escolha, a liberdade se recolhe, retornando somente quando nova decisão se impõe.
SEGUNDO. Explicitar que circunstâncias, pressões sociais, condicionamentos históricos e contingências não anulam a liberdade. Elas constituem o cenário inevitável da existência, mas não substituem a decisão. A finalidade filosófica de Sartre é libertar o pensamento humano da ilusão de que agir seria mero produto das circunstâncias. Para ele, nunca existe ausência de circunstâncias; o que existe é o modo pelo qual o indivíduo assume a própria existência dentro delas.
TERCEIRO. Demonstrar que cada ato individual projeta o homem no mundo, abrindo uma via inédita para toda a humanidade. Não se trata, como no universalismo kantiano, de transformar a máxima pessoal em lei universal. Trata-se de reconhecer que cada escolha cria um precedente ontológico: dali em diante a humanidade sabe que aquele caminho existe. A história humana se amplia com cada decisão singular.
Assim, a finalidade central da filosofia de Sartre é fundar uma ética da responsabilidade absoluta no interior da existência contingente. Nada pode ser atribuído ao destino, à natureza, à essência ou a qualquer transcendência prescritiva. O homem é aquilo que faz de si mesmo nas circunstâncias em que está lançado. Todo ato é uma afirmação do ser, uma projeção de mundo e um pacto de responsabilidade integral.
Ó mestre, eu permito que tu me persigas.
“Jesus, ó meu Mestre, meu Guia, minha dor amada… eu permito que Tu me persigas, se for na direção da Tua luz.”
Há corações que já não pedem consolo, pedem apenas sentido. E nesse instante sagrado, quando o Espírito se ajoelha diante do invisível, nasce a verdadeira prece aquela que não suplica por alívio, mas por permanência na Vontade Divina.
Há dores que não ferem, purificam. Há lágrimas que não denunciam fraqueza, mas lavam o que ainda é humano demais dentro de nós. Quando a alma pronuncia esse “eu permito”, ela não se entrega à fatalidade, mas à consciência daquilo que a move: o Amor que corrige, que chama, que transforma.
Não é a perseguição do castigo, é a perseguição da graça. O Mestre não vem para punir, vem para fazer de cada ferida um altar, de cada queda uma oportunidade de renascer. A perseguição de Jesus é o toque suave da Verdade que não desiste de nós, mesmo quando fugimos do espelho da própria consciência.
Quem assim se entrega já não busca milagres, busca entendimento. Já não deseja o conforto do corpo, mas o repouso da alma em Sua presença. É o instante em que o “eu” se dissolve e resta apenas o silêncio luminoso de quem ama sem pedir, de quem serve sem pesar, de quem sofre sem revolta.
E nessa entrega sem nome, sem forma e sem recompensa, a alma descobre que a dor, quando amada, deixa de ser dor. Torna-se caminho. Torna-se luz.
O monge que queria ver Cristo.
livro: Pontos e Contos
Irmão X.
Conta-nos Longfellow a história de um monge que passou muitos anos, rogando uma visão do Cristo. Certa manhã, quando orava, viu Jesus ao seu lado e caiu de joelhos, em jubilosa adoração.
No mesmo instante o sino do convento derramou-se em significativas badaladas. Era a hora de socorrer os doentes e aflitos, à porta da casa e, naquele momento, o trabalho lhe pertencia. O clérigo relutou, mas, com imenso esforço, levantou-se e foi cumprir as obrigações que Lhe competiam.
Serviu pacientemente ao povo, no grande portão do mosteiro, não obstante amargurado por haver interrompido a indefinível contemplação. Voltando, porém, à cela, após o dever cumprido, oh maravilha! Chorando e rindo de alegria, observou que o Senhor o aguardava no cubículo e, ajoelhando-se, de novo, no êxtase que o possuía, ouviu o Mestre que Lhe disse, bondoso:
“ - Se houvesses permanecido aqui, eu teria fugido.”
Assim, de nossa parte, dentro do ministério que hoje nos cabe, não nos é lícito desertar da luta e sim cooperar, dentro dela, para a vitória do Sumo Bem.
A tenacidade do guerreiro não depende dos resultados alcançados, mas em lutar com resignação a cada batalha.
O falto de condescendência se irrita facilmente, mas o longânimo com resignação suporta contrariedades.
Nunca contestei meus espinhos, ao contrário, os aceitei resignada, porque sei que são eles que protegem, a minha delicadeza de flor.
É preciso entender e aceitar com resignação e alegria que nossa vida é uma caminhada sim, de sacrifícios e de esforços. Precisamos ter empenho, determinação e perseverança para vencer os desafios, seguir em frente e alcançar nossos propósitos.
Alguns acontecimentos nos derrubam, nos deitam por terra totalmente. É nessas horas que somos obrigados a aprender a ser semente, a esperar o tempo necessário para crescer e só então, depois voltar a florescer.
UMA DOENÇA NÃO É O FIM.
Este texto é dedicado a todos aqueles que, de alguma forma, por fraqueza, descontrole, ou emotividade pensam ser a doença o primeiro passo para a morte e também a seus parentes ou pessoas que estejam mais próximas, pois a cura, em qualquer caso, depende de um esforço conjunto. É necessária uma boa dose de fé, em Deus ou em qualquer outro ente, confiança na equipe médica e auto-estima quanto a seus valores inerentes, pois o desejo de viver do paciente é de suma importância. É extremamente delicado tentar confortar ou mostrar uma saída para a pessoa que está passando por um momento difícil, mas se não tentarmos é aí mesmo que nunca conseguiremos. Para você que é portador de alguma doença da qual teoricamente não se livrará, um conforto: se você leu até aqui, é por que não somente sua curiosidade, mas algo mais forte dentro de você, como a esperança, o despertou para o título desse texto e por seu primeiro parágrafo. Pare cerca de 10 segundos pensando nisso e continue a leitura.
Uma posição sempre muito comum na humanidade foi o fato de todas as pessoas ficarem sem um norte quando se descobrem portadoras de alguma enfermidade grave como a AIDS, o câncer etc. Muitos ficamos desolados mesmo numa simples tuberculose; ou se nossos filhos nascem portadores de síndrome de Down ou autistas ou ainda com paralisia infantil. Chegamos a cometer a insensatez de acharmo-nos injustiçados. Mas essa é uma posição muito covarde, posto que não nos sentiríamos da mesma forma se ganhássemos na loteria. Pense bem: as duas situações são matematicamente idênticas. É apenas uma questão de probabilidades e todos sabemos.
O paciente precisa mostrar o valor que a vida tem para ele. Ele precisa continuar vivendo a cada segundo que seus pulmões ou seu coração funcionam. O que acontece é que muitos pensam que a vida termina quando o coração pára de bater ou o cérebro pára de emitir sinais elétricos, aliás um conceito muito difundido na medicina moderna e, sob determinado ponto de vista, condenável. Do ponto de vista humano, essa é uma definição de morte sumamente errada.
Se eu deixar de construir meus ideais, de olhar para frente, de sentir a família que tenho a meu lado, esquecer que prometi a meu filho acompanhá-lo em sua formatura ou esquecer que prometi a meu pai ser o melhor jogador de futebol do mundo de nada adiantará meu coração continuar a bater, posto que a magia da vida, o viver, não mais existe. Agora sim, do ponto de vista humano, chegamos a uma boa definição de morte.
Para todos está muito claro que ciência e religião sempre travaram um embate mortal. Em vista disso, por exemplo, muitos são aqueles que desprezam a força da fé ou crença, se apegando somente ao que está cientificamente comprovado; esses são os racionalistas ou cientificistas. Outros simplesmente desprezam as recentes descobertas científicas e pensam que apenas as orações e a subordinação a um ser supremo são suficientes para a cura. E triste perceber que para ambos os grupos, por diversas vezes, apenas quando suas vidas estão por um fio é que se dão conta que de suas frágeis existências nada compreendem. A cura esta dentro de cada um de nós, ou, em outras palavras, todos somos deuses, anjos, santos e médicos de si mesmos, seja quando através de nossa fé cremos que as coisas podem mudar seja pela confiança nos conhecimentos médicos ou ainda pela união entre os dois. A vida pertence àqueles que a querem ou que dão sua vida por sua vida. Mais importante que o tempo de vida que o médico estima para o paciente é o tempo que o paciente decide, com seus pensamentos e atitudes, ter de vida.
Nosso tempo somos nós que fazemos. Suponha uma história (assim como muita gente conhece de verdade) em que um paciente terminal com estimativa de 6 meses, ao receber a notícia, dá cabo de sua vida no dia seguinte. Está aí um bom exemplo de uma pessoa que fez seu tempo: o que teoricamente seriam 6 meses ela transformou em 24 horas. O paciente deve resgatar sua força e apegar-se a ela; deve perceber que mesmo a solidão pode ter uma serventia, pode ser o momento de se virar sobre si mesmo, seja no arrepender-se de seus pecados seja no reconhecer que a vida é realmente uma caixa de diamantes brutos, que devem ser lapidados pelas ações do dia a dia.
Novamente a frase: “se nunca tentarmos, nunca conseguiremos”. Pode parecer difícil conciliar paciência, perseverança e coragem com as regras brutais do mundo atual, mas devemos tentar. Quando experimentarmos pela primeira vez a sensação purificadora desse êxito, teremos um impulso, um estímulo, para tentar mais vezes e, em muitas destas, iremos conseguir. Não é errado se sentir só. O errado é hesitar em pedir ajuda do próximo que acredita em você ou nele mesmo. Errado também é desestimular a confiança do próximo ou negar-lhe apoio. Alguém já deve ter ouvido isso, mas vale repetir: “o tempo só vale enquanto vivido, jamais quando contado no calendário”. É o tipo de frase que muitos chamam filosófica, romântica, platônica, careta, entre outros termos mais populares. Mas o erro não está na frase, e sim na assertiva a respeito dela. Em certa ocasião, uma mulher, Maria, que sofria de câncer de mama e fígado tomava um chá muito amargo quando alguém fez o seguinte comentário: “_ ah, eu não teria coragem de tomar um chá tão amargo assim”. Nisso, D. Maria respondeu: “_ qualquer chá que digam curar minha doença eu tomo, pois quero ficar boa logo”. É algo semelhante à frase “quando tiver sua vida nas mãos, não hesite em jogar cara ou coroa”. O que D. Maria fez foi justamente, ao ter sua vida nas mãos, jogar cara ou coroa. Não tinha certeza absoluta de que o chá funcionaria, mas o tomou por indicação de terceiros. Utilizou a vaga informação proferida por alguém como impulso e sua fé como caminho para mais uma tentativa de se salvar.
Se você ainda não acredita que o fenômeno chamado vida é incrível e merece muito reconhecimento por parte de quem o possui, então vou contar uma história curta, muito curta, sobre a origem da vida. O que aconteceu para que eu pudesse ter escrito este texto ou você tê-lo podido ler? Vamos ver de um ponto de vista científico, por exemplo (poderia ser do religioso) e tomando você e sua vida como ponto de partida. Supõe-se que há cerca de 15 bilhões de anos houve a formação do universo, mas a formação do sistema solar começou há apenas 5 bilhões de anos e as primeiras formas de vida na Terra surgiram há apenas 5 milhões de anos. E somente na Terra , a princípio, se encontram as condições para o florescer da vida; portanto você deve ser um terráqueo e seus pais também, para não entrar em níveis maiores de generalidade, como avós, bisavós etc. Seu pai e sua mãe tiveram que se escolher e copular entre si, sendo que a população mundial de hoje está na casa dos bilhões! E você foi um espermatozóide entre bilhões de seu pai que fecundou apenas 1 dos 400000 óvulos de sua mãe_ e acredite: se aquele espermatozóide fecundasse outro óvulo, o resultado não seria você. O embrião resultante deve ter se fixado corretamente no útero e se desenvolvido corretamente por cerca de 36 semanas sem qualquer tipo de dano, que poderiam ser milhares! Você deve ter sobrevivido aos significativos índices de mortalidade infantil, principalmente para nascidos em países do chamado terceiro mundo. Deve ter sido vacinado e ter passado com saúde pelas “doenças da infância”, como sarampo e catapora. É necessário que você, até este exato momento, não tenha sido afetado por qualquer enfermidade dos meios visuais ou auditivos que o impossibilitasse de ler ou ouvir estas frases...
Se eu continuasse a enumerar tais eventos, nem as páginas da enciclopédia britânica seriam suficientes para escrever o primeiro capítulo dessa história!
Perante tudo isso, pense que se na pior das hipóteses você está tecnicamente com os dias contados, foi uma desgastante luta te pôr aqui, vivo. Se alguma doença o estiver abarcando e amedrontando, não se deixe ir sem lutar. Seja digno com o presente que lhe foi cedido e lute agora tanto quanto os acontecimentos lutaram para que você existisse.
Não me lembro quanto tempo durou. Na verdade não fiz essa conta. Dia 18, duas coisas vieram à tona. Na primeira, me dei conta primeiramente que meu pai, mesmo morto, não abre mão de viver no que eu poderia intitular "inconsciente impulsionado à submergir". Na segunda, eu me dei conta de que sou único responsável pelos quase-desfechos das histórias que caí como cai a chuva na terra dessa vida. Único foi exagero, claro. É bom que eu pense assim. Dói agora, mas num amanhã que nem sequer apareceu ainda no horizonte, vai espairecer e sumir como a fumaça do último cigarro de cada dia. Tá desconfortável, mas estou aprendendo a sublimar. Ou eu desista dessa merda e diga logo onde estive(ponto paradoxal de continuação)
O simples e humilde
de espírito
tem a resignação
como companheira
O tempo firmou
meus passos
Com sandálias simples
não sou ferida pelas
pedras da arrogância
Vivo o real
Miragens só em corações
de areia
E o vento primaveril
perfuma meus caminhos.
2/09/15
RESIGNAÇÃO
Se é isso que tu queres,
Eu não teimo não insisto,
Faça o que tu quiseres,
Eu não luto, eu desisto.
Se é o teu jeito de ser,
E é tua opinião,
Eu procuro te entender,
Não tiro a tua razão.
Respeito teus ideais,
E nem vou mais contestar,
Talvez não me encontre mais,
Se depois me procurar.
A vida corre com o vento,
O tempo é rápido a passar,
Eu já não tenho mais tempo,
Um tempo pra te esperar
Talvez eu me sinta triste,
Deste teu amor ausente,
Mais no mundo ainda existe,
Amores, de amor carente!
Saindo tão de repente,
Aos poucos eu me refaço,
Pois existe muita gente,
Esperando o meu abraço.
Repito,desisto, não vou lutar,
Eu vou te deixar em paz,
Mas se talvez me procurar,
Já será tarde demais.
Não vou tirar-te a razão,
Mas não reclame depois,
O amor,é via de duas mãos,
Não posso amar por nós dois.
Na vida, tudo se ajeita,
Com certeza podes crer
O meu amor que rejeitas,
Alguém ainda há de querer.
No meu pranto derramado,
Não vou ficar iludido,
Pois amar, sem ser amado,
É puro tempo perdido.
Márcio Souza.
Fácil é ser grato quando as coisas saem exatamente como planejamos. Difícil é ser grato ainda que não tenham saído como planejado.
Corra riscos por mim (Jesus Cristo), e você encontrará vida. Faça uma aposta conservadora e perderá tudo.
Amor impossível
Ray lima leite:
-Desde que eu te conheci eu tenho vivido Dias lindos...mesmo distante de você.
-No entanto somente em está escrevendo estes versos pra você, já me traz felicidade,
Saber que você existe.
-E mesmo se nunca nos vermos, ainda assim eu sou feliz por você, pela sua vida, pela sua família, pelo teus filhos.
Sou feliz por você nunca ter esquecido de mim, assim como eu nunca me esqueci de você.
E cada dia que passa o sol da Esperança brilha mais forte para mim,
Me promovendo a certeza de que, se meus dias forem acrescentado mais um pouco... eu verei você com os meus próprios olhos.
Maura :
- E desde que ti conheci, eu vivi sempre na angústia no silêncio,
na escuridão e no desespero de uma necessidade em vão, sempre na ilusão de que um dia se torne realidade.
-E difícil acreditar mas sempre tenho a esperar, e me pergunto, será que um dia isso vai passar?
ray lima leite:
-Se um dia, pra você passar,
que passe lentamente,
Porque só assim dará tempo para que a minha esperança e meu sonho, se torna realidade.
Maura:
-Mas sua ausência destrói minha alma.
-Sonhos incessante tenho tido com nós dois...
Desculpe... nem consigo digitar direito, fico trémula só de estar falando com você.
ray lima leite:
-Eu entro em delírios só em pensar em um dia poder te encontrar.
Maura:
-Sabes que isso nunca vai acontecer...
ray lima leite:
-Porque?
Maura:
- Impossível, Ou talvez só em uma outra vida...
ray lima leite:
-Discordo.
-Porque cada dia que passa eu Sinto que está mais perto de te conhecer.
Maura:
- Nessa época eu já terei desistido.
-Porque sei que e só ilusão.
ray lima leite:
-Mais eu não.
Maura:
- Tem sonhos que se realizam, mas o nosso se tornou pesadelo.
- Preciso de você pra ser feliz.
ray lima leite:
- Eu sempre espero ver você feliz de verdade.
Maura:
-Você sabe o que falta Para isso acontecer...
-Tenho tudo mas não tenho nada Porque sei que não tenho você.
Ray & Maura Vanessa
Raimundo Leite
