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Estamos todos nos equilibrando, fazendo malabarismos, assumindo compromissos, dando o melhor para encontrarmos nosso lugar, seguirmos em frente e lidarmos com nossos relacionamentos e responsabilidades. Isso não é fácil em uma sociedade que muda tão rápido, mas ainda se agarra a velhos hábitos e regras comportamentais que parecem fora de nosso controle.
Informação, conhecimento, sabedoria, não geram ordem e decência, se faltar obediência, disciplina, leis e regras;
Modo de vida sem sentido e fraco.
Vivemos hoje em um mundo de falsas verdades e verdades ocultas. Vivemos de sorrisos falsos e maliciosos, de fotos e vidas montadas para uma rede social que se tornou a referência. Vivemos de lampejos de felicidade e plena de felicidades irreais, onde o descartável se tornou referência e o certo passou a ser o duvidoso. Verdades impostas de acordo com vários interesses e objetivos e que devem ser seguidas e assumidas por todos.
Sentimentos verdadeiros banalizados e muitas vezes ignorados em prol de sensações rápidas e fugazes que se tornaram o principal motivo de muitas vidas. O simples hoje é ignorado, a pureza de sentimentos e a sensibilidade são ultrapassadas. O ridículo se tornou a bola da vez, quanto mais feio e banal é o modelo a ser seguido.
Modo de vida sem sentido e fraco de conteúdo e responsabilidade, a empatia ficou de lado, o ego inflado e o orgulho se fazem presente a cada dia mais numa sociedade doente e carente de bons exemplos. A via de regra hoje em dia é ser antenado, ligado, curtido, likes e aplausos para tantas idiotices e coisas sem sentido.
Somos e estamos sendo a cada dia mais carentes de valores de vida reais, de gente forte e batalhadora, de pessoas com objetivos claros, corretos e principalmente verdadeiros. Perdemos em algum ponto nossa identidade de consciência do que é certo, correto e honesto. Questionável isto que falei?
Com certeza que sim. Cada um com sua maneira de ver e viver sua verdade e seus valores, mas venhamos e convenhamos, sempre existiu uma base de entendimento do que era certo e errado, do que era normal ou não. Não estou julgando o que é normal ou não para alguém, cada um faz sua avaliação, mas que perdemos importantes referências isto ninguém pode falar que não.
Nossa sociedade se banalizou, erotizou a ponto de perdermos a identidade de quem somos, de costumes cada vez mais profanos e voltados não ao engrandecimento, mas sim a pobreza de espíritos, pobreza de atitudes e ações que em nada ajudam, mas que caminha mais para um abismo moral e de difícil definição. Liberdade demais, regras de menos, valores perdidos ou substituídos por coisas sem valor. Falta de amor, valorização de corpos e não de um ser de Deus feito em carne, espirito e alma para a construção de uma vida eterna após este mundo.
Por vezes, tudo se desenha tão maravilhosamente bem que parece como se o próprio universo não estivesse funcionando direito, brincando com suas regras, e criando um espetáculo de perfeição que desafia qualquer lógica mental linear.
As crianças precisam de uma rotina diária, precisam de regras. E precisam de uma mãe que cuide delas.
O controle cria segurança. Regras criam segurança. Segurança é o mais importante na vida.
Se o sol diz para nós não caminhar sobre ele, então, porquê fazemos isso?
Adoramos regras, adoramos mais ainda quebra-las.
Nunca ousamos imaginar. Um mundo feito para nós. Em que ditamos as regras. Em que pegamos o que queremos. Aonde Deus se pareça conosco. Em que não temos medo. Em que somos temidas. Esse mundo estava nas nossas mãos. Só precisávamos incendiar o mundo que existia.
Guardadas as devidas particularidades, todas as religiões se sustentam na fé, no dogma e no fundamentalismo.
E, por isso mesmo, religião alguma da face da Terra aceita a ideia de que existe um outro Deus (ou deuses) que não seja (m) aquele (s) por ela louvado (s).
O que faz então com que elas se suportem – e ainda assim com enorme dificuldade – são legislações, civilidade, regras de trato social e costumes de respeito ao próximo, premissas que prescindem de religiões para que se formem.
E, quanto menos desenvolvido é um grupo social, maior será a intolerância.
E mais aviltante ainda será a barbárie.
Só há três regras para ser um grande caçador. Mantenha a cabeça levantada. Esteja preparada para qualquer coisa. E sempre termine o que começar.
As regras só são fortes, onde o relacionamento é fraco. A religião caminha por esse caminho também.
O verdadeiro branding para mim é aquele que respeita o que eu considero a minha verdade. E o verdadeiro Marketing, aquele que representa na íntegra quem eu reconheço que sou. E não aquilo, que decidem a meu respeito!
Tenho medo do seu amor, porque amar você tem regras, tem ritmo, ou é ou não é, tudo tem seu ponto final. Eu gosto do simples, do simplesmente amar, sem porque, pra que, quando, onde. Eu quero duvidar de vez em quando e ser convencida novamente. Quero alguém pra dividir, nem sempre somar, até aceito um subtrair de vez em quando.
As regras, por mais que se digam coisas favoráveis delas, precisam ser quebradas de vez em quando, porque só assim é possível preservar o verdadeiro sentimento.
As regras existem para diminuir a entropia sistêmica. Jamais para criar barreiras intransponíveis que transcendem ao bom senso.
Não me submeto a leis divinas nem humanas, mas tão somente às de minha consciência, as quais continuariam me norteando independente da existência de um Deus ou de governos que me sejam impostos com o intuito de tutelar as minhas prerrogativas de escolha.
