Tag reflexão
Mata a fome que te mata
Come o pedaço de pão
Caído no chão e desfigurado
Come aquilo que te come
Às pressas, mas come
Come sem saborear
Apenas ao som do mastigar de pedaços
Com o estalar das mandíbulas desesperadas
E o ranger dos dentes amarelados pelo tempo.
"Quem so olhar, não vê;
Quem vê, sente; Quem sente, sabe... sabe mais que oque espera;
Quem espera não procura... se procura e não vê...
é porque só olha"
"Alegra os céus aquele que busca sem a necessidade de encontrar; bem-aventurado é aquele que encontra sem ter precisado procurar."
"Nem tudo que colocas em tua boca saciará a tua fome, mas aquilo que dela sai poderá devorar a tua alma."
A renúncia, a espera, a inconveniência. Um coração disputado, entrelaçado, dividido... aqui as vezes pesa a emoção, as vezes a razão. Parece que encantadoramente nada parece de fato ter noção. É tudo modificado, calculado, codificado. Sabemos.
Sabemos também o quanto o coração acelera em um compasso desesperado, encontrando caminhos e motivos que simplesmente o façam acertar.
Acertar o futuro que parece distante, mas ali logo está gritando com a gente. As incertezas golpeiam o coração de uma forma lenta e sem pena. O medo machuca, e leva consigo um sabor amargo de dor e culpa. Tantos questionamentos, mas nenhum caminho parece viável. O que será realmente a verdade? O que será realmente a mentira? Eu não quero que isso venha ferir a gente, aquilo que temos, o que é sagrado. Queria uma folha em branco, sem manchas para um recomeço, mas isso já acabou. O tempo acabou. O que resta é enxergar com um olhar de criança, deslumbrar no coração um caminho onde o amor e a esperança renasçam. Repensar. Confrontar a si mesmo, mas se lembrar de não deixar nada pesar seus ombros, nem o seu coração. Voltar a rotina de dar passos pequeninos, saborear lentamente com doçura os dias belos e não esquecer de partilhar.
Algo me diz que preciso correr. E é o que as minhas pernas desejam fazer. Mas já sei que no meio do caminho, embalada pelo desespero, e ainda sem preparo, cansarei muito mais rápido se tivesse escolhido caminhar admirando o percurso trilhado. Essa velocidade inumana inventada por quem procura andar com calma só fará com que tropece um pé sobre o outro. Só terá queda e arranhões no joelho. E no levante, é sempre possível recuperar o caminho. A gente acha que quando a gente corre e o desespero está infundado nos olhos, a gente chega mais rápido, mas na verdade é o contrário. É a paralisação que encontramos na próxima esquina. E no final correr, parece que não serve para nada. Só está ali para deixar nossas pernas ainda mais cansadas. E para fazer perder a beleza emergir nos olhos.
Tiro o elástico de borracha das flores de corte e coloco em cima da mesa. No vaso já com água fresca, coloco uma por uma por vezes tocando de leve as suas pétalas sensíveis. Depois fito o elástico abandonado no canto faltando um fio para se romper. Esticado de todas as formas até a borracha chegar no limite. Nas minhas mãos o coloco, e em um simples movimento ele se parte em dois. Mesmo que eu o amarrasse ele não ficaria o mesmo. E é isso que acontece quando deixamos que ultrapassem os nossos limites. Quando permito que rompam com essa linha tênue, já sei qual caminho de destino. A gente permite por medo de abrir a boca e transferir o não. Para o outro, para nós mesmos. No fim de tudo, quem despedaça somos nós, não quem rompeu com a nossa barreira.
Admiro as asas que batem suaves ao vento, até emergir na certeza do pouso. E ali contemplo. Na luz que adentra os olhos furtivos, encaro a certeza ainda maior de que não quero esperar tanto para encontrar a beleza que não mora apenas no céu azul, mas também dentro do casulo. Mesmo que na pele ainda vista lagarta.
Vou sendo muito. Vou sendo tudo. Vou sendo nada. E nessa dança que a vida me pega pelas mãos e me arrasta para o salão para dançar, tudo que quero é ser unicamente, eu mesma.
No passado líderes religiosos
tinham um estilo de vida reservado, se manifestavam nos limites das suas congregações e se inspiravam na leitura e interpretação das escrituras, em orações e jejuns. Atualmente, não resistem aos holofotes e nutrem o seu espírito com boatos das redes sociais.
Quem saberá?
Todavia, a sinto dentro de mim.
Incrível!
Não tenho controle sobre meu corpo.
Estou impactada, esvaecida, arrepiada, flutuando em mim mesma.
Um choque de emoção.
Os meus padrões se afloxando.
As responsabilidades sumindo.
Só a sinto, só me sinto.
Te escuto.
Quero,
quero,
QUE o MEU CORPO GRITE,
DIZENDO "QUERO TUDO AQUILO QUE OPRIME",
em palavras!
A sua melodia me abre,
pede licença,
e deixo entrar.
Choro,
a escutar,
escrevo,
corro,
meu coração acelera,
sem pensar,
sorrio,
aliviada, me encontro,
agradecida por me foliar,
por me despertar.
“Só é possível vê a vida melhor no futuro mudando suas atitudes, caso contrário, é positivismo barato.”
O incentivo que você tanto aguarda não virá, seja sua própria inspiração, aquela energia positiva contagiante, a luz que todos esperam.
Tragicamente convivo com uma trágica mente; quem dera fosse um ser que não me preocupasse com as questões sociais.
Erroneamente convivo com uma errônea mente; quem dera fosse capaz de não me preocupar com a filosofia.
Extraordinariamente convivo com uma extraordinária mente; quem dera fosse capaz de não me preocupar com tudo ao meu redor.
As vezes queremos ser irracionais para parar de tanto raciocinar, entretanto é necessário ser racional para não ser controlado pelos que acham que sabem raciocinar.
um corredor, infinito e cheio de portas de madeira das quais eu nunca tinha visto na vida, um carrosel gira sem parar e sem cavalos, uma montanha russa vazia e sozinha.. Um parque antes que cheirava a vida, agora está abandonado e largado ao vento. Assim como eu venho me afogando em uma onda de pensamentos pessimistas e até egoístas de certa forma, sinto-me atrelado a culpa entretanto nada errado eu fiz, então por que sinto tal sentimento? Por que me incomoda tanto? Por que lacera minha carne? Por que sinto tamanha dor? Perguntas frívolas, sem um real propósito e digno de questões...
Por que está sendo tão duro consigo mesmo? Qual o motivo de está se sentindo mal nesse exato momento? Ergua sua cabeça jovem, siga seus instintos assim como tem feito, não a nada a temer nesse caminho, você já conhece essa dor, você já viveu isso... Tá tudo bem em se sentir mal mesmo que não entenda o verdadeiro motivo disso tudo, somos seres inteligentes todavia não significa que tudo precisa ter uma resposta, sentido, motivo. Não se cobre tanto, os ventos sempre sopram pra diferentes direções, caminhos e trajetos, assim como a vida não tem uma linha reta, se orgulhe da linha que está traçando em meio ao caos que vive, em meio ao trânsito turbulento da cidade, se orgulhe do que conquistou até aqui. Não tema o amanhã, nem o depois. Viva o presente sem medo e continue a trilhar seu caminho
Carregando o peso do mundo nas costas, ignorado por tudo e todos, condenado a vagar sem rumo, uma maldição lançada em meio a multidão, um dilúvio, um monstro, um sol, um guarda... Um anjo acorrentado em uma pintura renascentista trazendo consigo um significado abrasador do quanto o impossível consegue se mostrar ser possível para quem acredita. Um sorriso traz conforto, uma música reforça o sentimento, uma carícia pode ser sentida em seus cabelos, uma voz calma é ouvida sem muitos questionamentos, aceitando tudo e todos a sua volta, seu castelo tem um cheiro adocicado de lavandas, rústico por fora mas por dentro existe uma beleza indescritível que somente os olhos mais puros são capazes de visualizar e acreditar. Nada será por acaso nessa vida, faça você os motivos.
