Tag poeta
#ALTURAS
Vagueia o poeta em sonhos...
Fita o céu, em reflexos, das mais variantes cores...
Lá onde os violoes choram...
Louvando a vida e os muitos amores...
Se um sonho se ergue...
Outro sonho cai...
E nesse eterno vai e vem...
O tempo passa e vai...
Desgraçado do poeta pobre...
Cujo em vida o túmulo o cobre...
Não amou...
Não foi amado...
Pela vida passou...
Ignorou e foi ignorado...
Em redoma ilusória...
Fechou-se em falsa glória...
E agora que o amor se foi...
Ninguém há de contar sua história...
O luar no céu se apagou...
As estrelas todas tombaram...
A terra abriu sua garganta...
E o poeta foi engolido...
E agora aqui, no que lhe digo...
Esse vazio medonho me espreita...
O poeta que um dia também sonhou...
Agora jaz na sarjeta...
Estrela d'Alva...
Imaculada e pura...
Faz-me novamente sonhar...
Erga-me às alturas...
Sandrinho Chic Chic
facebook.com/conservatoria.poemas
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#MENTIRAS
Antes eu tive fé...
Deixei escapar em uma esquina qualquer...
Conheci a verdade...
Mas não posso lhe dizer...
Poeta mentiroso...
Que em cada versos existe um pouco de mim...
E onde sonhei viver...
Já não sei se desejo tanto assim...
De rima em rima um pranto...
Alma calma...
Declamando amor, o apego e o sossego que mais se acentua...
Do cisne , um canto de mentiras...
Enquanto a verdade anda nua...
Feliz de quem puder...
Aos domínios do céu o pensamento erguer...
Perdi-me dentro de mim...
Pois sou um grande labirinto...
Passei pela vida...
Por muitos abismos...
Nem todos os senti...
Não tenho o amanhã e nem o hoje...
E para os outros cujo o tempo foge...
Eu o tenho como meu consorte...
Aonde tanta vez a lua me beijou...
É onde tantas encontrei um amor...
Quisera eu lhe falar mais...
Sendo hoje o dia da mentira...
Quiçá depois...
Sandro Paschoal Nogueira
Para o pintor, uma parede branca, suja e esburacada...
Transforma-se em tela e fantasia...
Horizonte e linhas do céu...
Um pouco de tinta...
Um pincel...
Para o poeta...
Um momento...
Palavras ganham novos sentidos...
Em pedaços de papel...
O poeta tece em palavras...
Como o pintor retrata em cores...
A arte vai imitando a vida...
e a vida inspirando a arte...
Sandro Paschoal Nogueira
Amanheceu...
Frio intenso...
Árvores chorando em sereno...
Nem brisa sussurrando...
Em meu jardim só ?
Pensava ele = o poeta triste =
Rumor dos mortos...
Nunca esquecidos...
Caminhando....
E no silêncio presente...
Doce perfume inebriante pairava...
Nem uma abelha zumbia...
"De onde vem esse perfume?"
Indagava para si, tal qual sino silencioso,sem receber afago merecido...
Enquanto no frio agonizava...
Seus chinelos no chão arrastava...
Em penosa caminhada tremida...
Olhos lhe aguardavam...
Todo seus movimentos sentidos...
"O que será que o poeta vai fazer?"
Perguntam os pássaros uns aos outros...
Sussuravam baixinho...
A hora e o momento não pediam...
Alegres gorjeios...
E na aurora que o dia bebia em taças...
Pelo mel no ar ele se guiou...
Cada pétala...
Cada flor ele encontrou...
Estrelas deixadas na madrugada...
Com as quais se enamorou...
Eis que setembro chegou...
Olho-de-boneca floresceu...
O quanto Deus é generoso...
Só para fazer o poeta sorrir...
Plantou orquídeas em seu jardim...
Sandro Paschoal Nogueira
Eu sou um #poeta #vivo...
Escrevo porque preciso...
Porque no céu a lua tece...
O seu vagar...
Sua magia...
Que me faz sonhar...
A Deus agradecer...
O meu viver...
Escrevo juntando pedras...
Construindo poemas...
Recriando a vida...
Sempre, sempre...
Amando o silêncio...
Escutando o vento...
Vendo a flor crescer...
O arrebol despontar...
Madrugada chegar...
Sonhando com você...
Tenho alma para sentir...
Coração a entregar...
Deitar-me ao seu lado...
Pronto para lhe amar...
Ah pudesse eu...
Colher todas as estrelas...
E lhe enfeitar...
Doce são seus olhos...
Em seus lábios puro mel...
Prontos a me embriagar...
Seu cheiro me inebria...
Desperta em mim fantasia...
Fecho os olhos e sinto...
Que por ti, nessa hora...
Me entrego todo....
Alma e espírito...
Mesmo que você fuja de mim...
Sei que não deseja...
Saiba amor meu...
Que os poetas...
Podem ver na escuridão...
Ah...
Tantas coisas lindas que eu gostaria de falar...
Queria lhe mostrar o mundo que tenho dentro de mim.
Descortinar seus sonhos e desejos...
Poder sentir...
Me permita lhe poder amar....
Ser só seu...
Sandro Paschoal Nogueira
Não há mais de voltar...
Vento frio soprou...
Firmamento abriu...
Sob lágrimas do céu...
O poeta partiu...
Vontade do Supremo se fez...
Infinitamente...
Sempre...
Mais uma vez...
Anjos entoam cânticos alegres...
Uma nova estrela no firmamento a despontar...
Mas, para nós que aqui ficamos...
Sobrou pranto a rolar...
É difícil suportar...
A despedida de quem nunca mais voltará...
No contar das horas em que não mais estará...
Ficam as lembranças de quem muito soube amar...
O tempo passa...
E no vazio do peito...
Quando o silêncio muito diz...
Compreendemos que foi feliz...
Partiu amando...como quiz...
Sandro Paschoal Nogueira
Espanto
Enquanto o poeta brinca com as palavras, o cantor às cantam e o filósofo se espanta. O juiz utilizam-as para o veredito final, o médico às usam para dar diagnóstico. O leigo desconhecem- as,
mas o que na verdade me exaspera, é o que o arrogante faz...
200822II
Apito final
Por mais pífio
Que seja
Qualquer coisa que se escreva
Pesadão ou com Leveza
Pode crê tenha certeza
Toca a alma de alguém
Mesmo que confuso
Retilíneo ou obscuro
Uma luz diante ao túnel
Mentes confundir ou clarear!
Agora jaz.
O poeta deve parar!!!
030223
O silêncio não teve mais ser tratado como forma de contentamento da minha parte, uma vez que os meus pensamentos aprenderam a decifrar o manuscrito do seu corpo; agora, revelado perante os meus olhos está o caminho que me leva ao seu coração, que somente em meus sonhos o trilhei, mas em lugar nenhum me levou; vou me declarar, para que a noite não traga mas o silêncio.
A arquitetura é feita por espaço curvas e linhas, criando alegria e entusiasmo com imagens que lembra os poetas, quando se sentem inspirados para mostrar tudo o que é belo.
De uma margem à outra tenho caminhado. Às vezes corro ansiosamente, em busca de novos oportunos parágrafos. Pausando aqui e ali, entre vírgulas que aparecem pelo percurso. Prossigo tentando dizer sempre algo relevante a cada dois pontos e travessões que me dão uma vez ou outra por aí. Suspiro e reflito muito em reticências que me surgem na cabeça de momento em momento. Vou seguindo. Vou indo. Resistindo até que eu aviste um ponto final no fim de uma linha sem saída me cobrando parar.
Queria poder pôr minha cabeça no travesseiro e conseguir dormir friamente como os insensíveis e indiferentes, mas não consigo porque tenho a sofrível e perturbadora insônia dos preocupados e compassíveis que nunca conseguirão aceitar as injustiças impostas...
É melhor percorrer as vias de terra livre, do que seguir pelas asfaltadas prisões do opressivo sistema
Dar senso crítico a alguém é como fazer um transplante arriscado. Se o procedimento cirúrgico não for bem feito, o sujeito pode viver atormentado pro resto da vida...
Uma ideia que se principia é igual a concreto fresco, no começo dá pra remover, mas quando enrijece...
Queria mesmo era ser como uma pedra, pois pedras são eternas. Mesmo que algumas lascas sejam tiradas de sua estrutura e ela se fragmente conforme a ação do tempo, ela vai se transformando, sendo esculpida, ficando menor ou disforme, agregando novas partículas, mas nunca deixando de existir
antes regressar pela força da saudade do que por um constrangido arrependimento de ter ido e fracassado
Sem percepção, ficamos assim: presos num interior de uma caverna escura, deixando de conhecer a incrível luz exterior, pois os que se posicionam como detentores da única e absoluta verdade, e que coercitivamente nos querem servos, ingênuos e devotos, e que afirmam proteger-nos dum suposto mau terrível, travam-nos cruelmente, boicotando nossa curiosidade, dizendo de forma alienante que, se sairmos da caverna, seremos devorados por um monstro medonho lá fora
