Tag poeta

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⁠Vergonhoso
é ter vergonha
do que é!

Inserida por mnora

⁠Talvez, sanidade seja só uma loucura consentida...

Inserida por mnora

⁠Tudo é
exatamente
como fazemos
tudo ser.

Inserida por mnora

⁠Acabando o pão...
o circo pega fogo!

Inserida por mnora

A ⁠cachoeira pede silêncio. É a água fazendo: "shhh".

Inserida por mnora

⁠Não foi eterno, mas... o que é?!

Inserida por mnora

⁠Todo fim
é, em si,
um recomeço...

Inserida por mnora

⁠⁠Nada feito

Lá se foi um verso inteiro
e eu não disse coisa alguma
Esse aqui já é o terceiro
e a rima mal se arruma

desperdiço meu tinteiro
escrevendo, assim, ligeiro
antes que a palavra suma

Inserida por mnora

⁠Biblioteca

Entre gritos abafados
no silêncio da Babel
Pensamentos empilhados
entre sonhos de papel

Ideais catalogados
deuses, reis empoeirados
Um inferno! quase céu...

Inserida por mnora

⁠Assombro

O nó seco na garganta
O meu passo meio manco
Nada disso me espanta
É preciso ser bem franco

O Terror que me encanta
vem da alma sacrossanta
dessas páginas em branco

Inserida por mnora

⁠Nu (flagra)

Quem pegou o meu soneto
e jogou metade fora?
Encontrei só um quarteto
Ai, meu livro! e agora?

Quando abri o meu terceto
Eu flagrei meu poemeto
Com redondilhas de fora

Inserida por mnora

⁠Escalando As Montanhas

A inércia dura e fria
da granítica muralha
que se ergue sobre a via
da humana e vã batalha

Guarda, em si, como quem cria
em seu ventre a fantasia
de um sol que não se espalha...

Inserida por mnora

⁠Passo

Sinto aperto no meu peito
Sigo andando meio manco
Sigo, canso e me deito
Sinto, tenho que ser franco

Num poema tão sem jeito
Eu percebo só ter feito
outra página em branco

Inserida por mnora

⁠Fogueira

Se pensar é meu pecado,
a caneta - qual cilício -
me flagela e vou, calado,
escrevendo meu suplício

pelo qual eu sou julgado,
torturado e condenado.
Eis aí meu Santo Ofício!

Inserida por mnora

⁠Livre-arbítrio

Quanto bem fica de lado
nas escolhas que alguém faz?
Lá, perdido no passado,
quanto amor deixam pra trás?

pensa Deus, desconfiado...
Com razão, pobre coitado...
Escolhemos Barrabás!

Inserida por mnora

Pindorama

Solo santo invadido
Transformado em nação
Fruto podre, corrompido
Sem raíz, sem coração

Hoje o chão é devolvido
a um índio bem vestido
em camisas de botão

Inserida por mnora

⁠Lex talionis

Se os frutos que eu colho
minha vida é quem rega
de bom grado eu acolho
até mesmo quem me nega

Fico em paz e me recolho,
Pois, de tanto olho por olho,
a justiça ficou cega...

Inserida por mnora

⁠Lucas 6, 41

Não há cruz que me segure,
que me impeça de gritar;
não tem fé que me torture
e que faça eu me calar!

Quem quiser, pois, que procure
um remédio e se cure
de querer vir me curar...

Inserida por mnora

⁠Fome e sede

... e disseram: — foi bem feito!
Quem mandou roubar sua horta?!
Nunca mais esse sujeito
bate aqui na sua porta.

Uma dor me ardeu no peito:
— E do homem, que foi feito?
— Eu não sei, mas... Quem se importa?!

Inserida por mnora

⁠Pena

É prazer? É dor? vontade?
Ou será que você tem
a cruel necessidade
de ferir quem te quer bem?

Quem não vê que, na maldade,
mora um pouco de saudade,
de remorso e amor também...

Inserida por mnora

⁠SABOR DA POESIA

Eu amo a poesia pelo seu encanto
Pela razão da poética em seu ser
Sem me importar com o portanto
Se há prosas de tristura ou prazer
Eu amo a poesia na sua natureza
Na essência onde a ilusão estará
Sem pensar se há apenas pureza
Importa a magia e se assim será

Poesia é sensação, só saber tê-la
É sentimento caída duma estrela
É suspiro, oferta, a luz de um luar
Saber chorar, se é pra enternecer
Sorrir, quando a alegria é o viver
Compreender, sentir e degustar...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18’55”, 10, março, 2022 – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠“FATEOR”

Tu vês, ó poesia. Estou desapontado
Calado, num emaranhado de ilusões
Em meio a várias inquietas emoções
Nesta tarde de verão, cá no cerrado
O céu no azul imenso de sensações
A saudade que fica aqui do meu lado
Definhando o peito, e já tão apertado
Nada me confortas, tudo imensidões

Estou acabrunhado, só, tão perdido
Em uma voragem dum amor dorido
Que hauri de vozear, correr e passar
Tu vês, minha poesia, quanta solidão
Se o choro alivia minha alma, em vão
Deixando o dia triste com triste olhar...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
11, março, 2022, 13’19” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠VOCÁBULO POESIA

É palavra tão poética, e tão inteira
Que sai duma imaginação visceral
E que sabe, decerto, quão especial
Ao sentido é... essência verdadeira
Da dor e do amor rasga a sua leira
Aflora qualquer noção sentimental
Avilta a uma sensação corriqueira
É prece, a paixão, direção verbal

Poesia é muito, quase tudo, feito
E é, certamente, do belo profundo
Na essência do sentir o doce jeito
Ao sentimento o sublime segundo
Emoção, aonde o devaneio é eleito
Sentimentalidade que gira o mundo

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
12 março, 2022, 12’44” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Ó TANGO QUERIDO!

Ritmo poético! O bailado em prosa
Versos de um amor não esquecido
Que no teu âmago foi adormecido
A ilusão cheia de perfume de rosa
Bandonéon sofrente, sussurrante
Que desperta o peito e nele brade
Num compasso pesado e vibrante
O instante de evocação a saudade

Ritmo d’alma, de sensação errante
Que leva o sentimento tão distante
E traz comichão ao coração sofrido
Ah! balada de insânia dum passado
Sonhos, devaneios, desejo sagrado
Inesquecível paixão, ó tango querido!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
12 março, 2022, 17’00” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

Ei você vai colher lá no futuro 
O que está plantando agora 
Às vezes dá tempo de corrigir 
Tente agora mais uma vez 

Inserida por jonathaslis83