Tag poesia
"Palavras belas, fome que rói
Indigente, sem voz.
No sinal, bala, terra estranha,
Onde não se é visto.
Desvairado, honra a pouco preço
Coração cansado, alma ferida.
Poeta, pobre, sem já pertences,
Reclamaram seus versos."
INCÚRIA
Um dia a conta chega
E a ficha cai
O chão desaparece...
O equilíbrio se esvai
Há sempre um preço a se pagar
Há sempre um erro a se acertar
Tanta incúria
Recebe a fúria
No vindouro, amargura
Agouro de agora é alguria
A mágoa no peito perfura
Contorce a procura da cura
Cara é cada dose... cada dor
Cada angustia também
E cada passo rumo ao seu futuro.
É uma vida que se refaz e desfaz seu monturo
Duro é o caminho em que se volta
Ao pisar nas pedras de sua ruína
Quando a liça é puramente genuína
A colheita no interior é a paz
Há um ar de tristeza quando chove
Frio, saudade e muta solidão
É uma melancolia que nos absorve
Nessa úmida desolação
Estamos nos reinventado
Erguendo dos escombros
Não deixe o assombro
Pesar-lhe nos ombros
À sombra do tempo
Plantamos a esperança
Eu quero ir para a Lua
Como posso chegar lá
Não sei o caminho, posso tropeçar
Uma viagem eterna
Tenho medo de me perder
Uma linha reta talvez, não, talvez não
Uma estrada esburacada, sim isso parece correto
Talvez eu me perca muitas vezes
É mais difícil do que fazem parecer
Perdi o meu guia
Não me esqueço desse dia
O Pescador disse
Astronauta você vai vencer
Ganhei um novo guia
Não me esqueço da alegria
O super herói disse
Levante a cabeça e volte a correr
Assumi o papel de guia
Mesmo não sabendo chegar
Incrível o que o tempo faz
O Astronauta está a envelhecer
Subam a bordo tem espaço
Literalmente tem espaço meus amigos
No que eu puder ajudar eu vou
Só me diga o que fazer
Não abandone a nave Capitão
O Astronauta está mais velho
Mas não se engane por favor
Ele ainda precisa de você
A quem foi abandonado no caminho
Esta trajetória teve muitos altos e baixos
Um dia feliz o outro triste
Não sei o que te dizer
Tinha um gato gordinho nessa nave Astronauta
Deixei ele pular
Esqueci o caminho
Esqueci o que queria ver
E como posso chegar lá
Voltamos para o início
Talvez tenha me esquecido da tripulação
Vi sua memória morrer
Mas vou celebrar as pequenas vitórias
O caminho esta mais claro
A escada para a lua está a minha frente
Eu preciso me mover
Oi Pescador
Não te esqueci
Eu quero ir para a Lua
Não tenho mais medo de me perder
"As palavras são como as pilhas na lanterna, e a poesia é luz pra vida, vamos ser a lanterna carregados de palavras para iluminar o mundo..."
PauloRockCesar
Poesia: Nossa vida, um sopro do nosso Criador.
Nossa vida é um sopro, um instante concedido pelo Criador. Nascemos, crescemos e vivemos cada dia, mas que proveito tiramos disso? Sorrimos, sonhamos, amamos intensamente e, muitas vezes, nos decepcionamos. Por que ainda amamos, então?
Amamos porque nutrimos a esperança de um amanhã melhor, onde nossos desejos, sentimentos e palavras sejam como fonte de vida, que por onde passa, transmite graça e transforma.
Por isso, amemos, mesmo que nos custe lágrimas, pois o amor consolador, com seu poder transformador, redime nossa alma de toda frustração, tristeza e dor.
Saibamos que cada gesto de graça e amor, nessa jornada da vida, é apenas uma nuance, um breve sopro do Criador.
Um dia me perguntaram por que meus poemas não falavam de amor
E eu friamente disse que esse tema eu não conhecia
Meu peito cheio de ilusão me inspirava
E com muito remorso eu escrevia
E quando eu encontrei o seu amor
Meu coração demorou a entender
A real felicidade por trás de amar alguém
E esse alguém corresponder
Então você chegou de mansinho
Tão calmo, gracioso e paciente
E eu fugi discretamente
Assim, sem desculpa, meio termo ou explicação
Mas a terra deu sua volta completa
E o destino nos colocou frente a frente novamente
E quando eu te vi não sabia
Com que sentimento me aguardaria
E com o passar das horas me vi querendo
Reparar o erro cometido
Te olhei indiscretamente e aceitei que te queria comigo
Aquele beijo me tirou do eixo
E eu não sabia sequer disfarçar
A vontade que tomou meu peito
De ao seu lado ficar
…E permanecer…
Desse dia em diante eu tive a certeza
Que o tempo coloca as coisas no lugar
Que poderiam passar mil anos, mas no momento certo eu iria te amar.
E te amo
Te quero
E espero
Espero que enquanto houver vida
Que não me falte oportunidades para escrever
Sobre essa mágica sensação
De estar amando você
Que os segundos se tornem dias, meses, anos e infinitos
Para que tenhamos tempo suficiente
Pra viver esse amor tão bonito.
Te amo hoje e sempre, Renato Leitão Cardoso.
Quadro tão lindo
cheio de ternura e magia
Me recorda Maria Eduarda
Assim tão pequenina
debruçada sobre os livros
como se dali viesse
tudo que lhe fortalecia
E é claro que isso acontecia
Tanta imaginação voando
estacionando aqui e acolá
Fez dela essa menina encantadora
de palavreado manso e sedutor
Ah, minha Dudinha tão pequenininha
Mas de uma imaginação tão grande
que saudades a vovó tem
Dessa sua infantilidade inocente
que preenchia a vida da gente
Hoje já mais crescida
Está quase adolescente
se deixar,
trocas o livro pelo celular
Mas o que ficou na mente gravado
com certeza é subsídio lacrado
que te direciona para uma escolha eficiente
"Laços Invisíveis"
Duas almas, destinos entrelaçados,
Caminhos que se encontram, corações unidos.
Na trama da vida, um encontro precioso,
Nasce uma amizade, verdadeira e pura, sem medida.
Compartilhamos risos, lágrimas e sonhos,
Em momentos de alegria, em instantes de medo.
Ombros fraternos, onde chorar e repousar,
Um abraço caloroso, que nunca se desfaz.
A vida nos leva, por caminhos diversos,
Mas laços invisíveis, nos mantêm unidos.
Na distância, a memória nos abraça,
E o coração reconhece, a presença da graça.
Amizade, tesouro raro e precioso,
Jóia que brilha, em nosso peito, sem igual.
Não há palavras, para expressar,
O valor de ter, um amigo verdadeirar.
Então, aqui estou, com coração aberto,
Para te dizer, quanto você é querido.
Nesta jornada, lado a lado,
Juntos navegamos, no mar da vida, com amor e fé.
Amigos são páginas de uma história,
Escrita com risos, lágrimas e glória.
Um capítulo precioso, para sempre.
Por que o Poeta Chora
O poeta chora pelo simples motivo de existir,
O poeta chora pelo simples motivo do amanhecer,
O poeta chora pelo simples motivo do entardecer,
O poeta chora pelo simples motivo do anoitecer.
Entretanto, o verdadeiro motivo do choro incessante do
poeta reside na incapacidade de manter ao seu lado a mulher
amada. Agora, o poeta vive triste e
deprimido; as lágrimas correm incessantemente em
seu rosto abatido. Ele habita, portanto, o amanhecer,
o entardecer e o anoitecer em um mundo
esquecido.
Por que, poeta, você sofre assim? A resposta não se revela.
Em sua garganta, um gosto amargo; em
seu peito, um eco agonizante. Poeta,
não chora; não é culpa sua o destino assim
o ter desejado. Não se deixe vencer por tais
dores.
Poeta, você ainda está aí? A resposta não se revela, mas
em seu peito, o desespero e a solidão. O poeta vive
seus dias em um mundo de ilusões; em sua mente,
ele convive ao lado de sua musa, sua donzela,
aquela que, quando vivia, era a mais bela.
O poeta chora, sim; o poeta chora. Mas quem
pode condená-lo por desejar viver em um mundo
onde nada foi subtraído ou tomado? O poeta habita
um mundo de mentiras, exilado, trancafiado
em seus próprios pensamentos, mantido
refém de seus sentimentos.
Poeta, o que você pensa? O que anseia? O que fará
com seus pensamentos?
O poeta responde:
Amigo, vivo dentro de ti. Não posso responder perguntas
cuja resposta ignoro. O poeta que clama por ajuda é
você, que vive em um mundo de tristeza, lamentando-se por
ter perdido a pessoa amada. Caro amigo, não o condenarei,
pois você já está condenado a
habitar a solidão, a escutar o triste som de seu coração,
as lágrimas gélidas que marcam seu rosto,
as lâminas afiadas que rasgam seu pulso, encerrando
com suas dores.
O que fez o poeta tão triste? Talvez acredite que seria
melhor não sentir mais tais dores, suprimindo sua
essência, até mesmo a própria vida. Quem pode saber o que
o poeta sentia? Quem sabe, em outro mundo,
ele possa estar ao lado de seu grande amor,
aquele que o destino levou.
Michel Elias Dias Leite 2024
Ainda há esperança?
Ahhh esperança!
Ainda estás aí?
Disseram: “é última que morre”
Agora olho pra esgoto e vejo que é pra lá que escorre.
Quase por fim de acabar, quase sem acreditar.
Cadê tu esperança?
Realmente tudo o que eu queria era ser inocente como uma criança,
ser adulto todo dia, como cansa!
Mas sim, conte-me,
ainda tens esperança?
Solitude.
Eu já senti a solitude
mas hj só me resta a solidão e o medo,
medo de perder quem amo,
e quem mais me importo,
talvez seja por isso que eu prefiro me afastar
antes que se afastem,
afinal se foi eu quem fugiu primeiro, deve doer menos né.
NÃO, agora mesmo rodeada de pessoas que eu amo,
eu só consigo sentir esse solidão dominando
meu corpo,
célula por célula,
átomo atrás de átomo.
Até o fim.
Questões ao horizonte.
E mais uma vez estou com a mesma sensação, a mesma vontade.
Sinto falta da época em que eu era feliz, em que a vida tinha cor.
Sei que sou só mais uma adolescente
reclamando da vida. E Uau, que novidade em.
É, Eu sou só mais uma, uma em milhões de outras. Sou apenas uma pequena insignificância em um monte de insignificantes.
E mais uma vez estou olhando ao horizonte em busca de respostas, me questionando, de coisas sem soluções.
Como isso me assusta.
Eu sou a grande vilã da minha vida ?
Quem eu sou?
Eu tenho salvação?
O que realmente me preocupa é que, na visão de tantos brasileiros, todo africano é angolano, ignorando que a África é um continente vasto, pleno de territórios e histórias a desbravar.
"A melhor coisa que fiz foi casar a mente com o braço. Acreditem no homem que diz: eu sei, eu vou e eu faço".
Autor: Eusébio Messias de Andrade
O poeta deseja produzir emoções no leitor. Já o realista pretende estimular a reflexão. Mas ambos acabam por cumprir o seu papel social por meio da escrita.
O amor é a poesia mais linda a ser sentida, mas meu coração não se contenta em apenas sentir, ele recita.
A amo como
Van Gogh amou a lua.
A amo como
O céu ama as estrelas.
Ela é simplesmente a paz
Que por toda vida procurei,
Pois achei o sorriso
Que nunca encontrei.
