Tag poesia

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⁠Só para os insanos,
Para os singulares
Que não temem o escuro,
O salto é sempre sereno e seguro

Inserida por teretavares22

⁠Arredia

A quanto tempo não escuto 
O canto das cigarra
Que ainda hoje, já adulto, 
Gosto tanto dessa farra.

A cigarra me encanta com sua melodia Fico procurando, meio abestalhado, Mas ela é muito arredia
Se consigo vê-la, me sinto premiado.

Gosto tanto das cigarra
Que fiz até uma poesia
Foi minha primeira, feita na marra Pensei até que num saía.

Inserida por Tina_Patriota

A solidão como lenda na soma natural que vem a ser o existir. São tantos os nasceres. Em todos os sentidos e nos sentidos todos há profundidade ou filosofia além de uma insanidade não diagnosticável.⁠

Inserida por teretavares22

⁠Há quem de si tenha saudade, aquela de ter sido.
Seguindo-se nos entretantos.

Inserida por teretavares22

⁠(re) Petição

Toda rotina
prejudica a retina. 

Inserida por julianogirotto

⁠Selfie-se

Dia de cabelo bom
não se desperdiça foto.

Inserida por julianogirotto

⁠(des) Culpa

Eis o meu (di) lema:
se não sou a solução
me julgo como problema.

Inserida por julianogirotto

⁠Hobby

Até o tempo
passatempo.

Inserida por julianogirotto

⁠Match

O amor adora
o distraído
o ódio namora
o traído.

Inserida por julianogirotto

⁠Equação

Amor com prazer é bom
amor com vontade é legal
amor com entrega é ótimo
mas amor com amor é sensacional. 

Inserida por julianogirotto

⁠Caso de (pa) ciência

De fato:
falta de afeto
infeta.

Inserida por julianogirotto

⁠Experiência

Diga-me com quem andas
que te digo com quem
deves errar.

Inserida por julianogirotto

⁠Ela é mais ela

Perdeu o medo
e mudou
era muda
agora é flor.

Inserida por julianogirotto

⁠Dopamina

Felicidade
sem um porquê
liberdade
nem sei do quê.

Inserida por julianogirotto

⁠À primeira vista

Ela tinha nos olhos
cor de mel
e na alma
intenções do mal. 

Inserida por julianogirotto

⁠(cons) Ciência

Confissão
evita
confusão.

Inserida por julianogirotto

⁠Subliminar

A menina sorri
passa a mão nos cabelos
reclama da oleosidade
mas os olhos entregam:
ela está com saudade. 

Inserida por julianogirotto

⁠(e) Vidente

"Sei lá"
é alguém que sabe
do futuro.

Inserida por julianogirotto

⁠Destino

Remo
e enquanto não acho rumo,
eu rimo
e nós, rimos. 

Inserida por julianogirotto

⁠Nem aí

Amor não correspondido
é igual paixão de gato e velha
enquanto ele se declara pro novelo
ela, pra novela.  

Inserida por julianogirotto

⁠(sub) Missa de domingo

Já que estava com as penitências pagas
deixou agendado novos pegas. 

Inserida por julianogirotto

⁠(re) Leve

Quanto mais se arrega
mais peso se carrega.

Inserida por julianogirotto

⁠A verdadeira beleza é inocente e não sabe confundir-se.

Inserida por teretavares22

⁠Sobreviver e viver sobre
Sou ao meu modo de quase todas as maneiras.
Talvez me falte sentir o quanto de mim perco nesses instantes,
Nesse jardim excessivo que me vigia,
Vestindo-me de ventos e formas imaginárias.

Sou o pé que não pisou a nitidez da escarpa,
Que dançou com todas as coisas que não tive,
Com cada seixo perdido nos extremos indivisos.
Cada viagem é um retorno, um extremo flamejante,
Como se fosse possível possuir uma fração do universo
E, essa fração, fosse a totalidade infinita.

Meu espírito sente que não há solidão nem término
Nesse pequeno abismo disposto em degraus, em espirais,
Onde as criaturas todas clamam pelo mesmo Deus,
Distante da matéria, próximo do mistério,
Do grandioso silêncio que surge sereno e solitário,
E vem ensopar de sulcos
As migalhas espalhadas nas florações.

Sei que nada possuo para aproximar-me
Do invisível, do sucessivo embaraço onde não me encontro.

O manto despido dos vales e montes murmura:
Ainda há pedras à tua frente
E tumulto no mundo submisso, vago e diverso
Como um rio anterior às chuvas,
Quase exausto de tanto ser rio.
[Cada ser é uma escultura filarmônica e simbólica].

No meu peito uma lívida linguagem soluça,
Um cantar sinuoso suspende-me as pálpebras dormentes,
Como um ciclone simultâneo.
Durmo e já não vejo como me via.
Adentro no que é tudo,
Na mínima festa que passa dentro das noites melancólicas.

As cascatas ocluem o choro das rochas,
As tessituras feitas de teias abandonam o limbo,
Para além das urgentes estrelas que não alcanço
E me vivem, e me sustentam quase metaforicamente, me circundam.

Sou as vegetações em desequilíbrio,
As veladuras,
O vazio aquecido e dúctil,
A fosforescência,
A muda eternidade.

Sou uma alma que transborda pela arca dos signos
E não mais sustenta a visão que me subverte e me corrompe
Nem me sabe antes que, como um novo e absoluto nascimento,
Louca, intensa e imperfeitamente, eu a saiba – igual a mim.

Inserida por teretavares22

⁠GEOGRAFIA IMATERIAL DA ESTRANHA LISTA FEIA

Ação!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 
Em um lapso de olhar meus orgãos de sentir 
estavam sôfregos com tanta estranheza
Pobres Coitados ! Perderam as ilusões e a insane loucura
Nunca saberão que enxergar é inventar o infinito
e ainda me perguntam onde fica a árvore sagrada 
das goiabeiras celestes e cerejas divinas?
Quer chegar lá?
Faça um close no intempestivo
Sabe o caminho?
Panorâmica no submarino estratégico da baía
Como assim…o caminho é o caminhar?
Veja um ponto fosforescente 
onde toda a desrealidade se reencontra
chegando lá vá mais adiante e não se atrase 
ao ver uma pele roxa desenhando cosmogonias individuais
não saia daí jamais…
somente se outra rosa silvestre tocar-te a superfície…
Em um giro-zoom o seu entorno monótono 
 o coro normatizado e descontente 
retornará à tela do cotidiano
com suas aninhas e seus rosas encabeçando os papéis
e tantas outras pedreiras alimentando o desassossego
E já não haverá qualquer insert 
que nos faça imaginar terrenos intensos
E dizem por aí, pelo dois de julho
que ainda seremos punidos e envergonhados
Pelas nossas virtudes
Enquanto os vícios e maledicências prosseguem
Com um líder cachorrão
Quem?
Aquele que me sugere em planos escondidos
De lapas fingidas e falsos alagados
Qual?
O que pinta as minhas unhas decepadas 
com esmaltes de dor e ressentimento
Não me faça vedete da sua ignota irresponsabilidade civil…
Ainda que a hombridade se envergonhe nos bits da mordaça
E a vontade abandone
Nos bares entupidos de haitis 
Tempestades estáticas e bestiários humanos
Ainda que as zonas de fratura de outras lisboas
E a vacuidade da droga Dourada…
a esperança dos ribeiros das velhas vilas
E das josefinas pouco educadas 
Mostrem-se grávidas de medos e tristes paixões
Ainda que possamos intuir 
o cinismo e a velhice dos encontros nada satânicos
e a frágil paralisia inventando uma macropolítica de indecisões…
ainda que o lento traveling do meu modo rochedo de existir 
insira no osso e na pele encardida de uma memória física
a lentidão da cultura de butique arruinada…
devo insistir que o daltonismo…agora leve miopia 
prossegue mundo afora…
e não é exagero algum 
preferir ainda e sempre a essência 
da pobre solidão povoada
aos abastados signos de uma Bonfim de infâmes
atordoando esse poema menor…
Corta!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Entre o corte brusco e a ação de tripé…
Entre as caras excusas 
Que escondem a incompetência sobre o véu de homem-mídia...
E um passado de toupeiras
continuo desejando outras suavidades…
e bordejando em rios pós-quase nada
na repetitiva cidade dos cabotinos famintos e engessados….
Enquanto isso…
a lista feia engorda a nossa 
nada estranha geopolítica imaterial…

Inserida por FabioDiRocha