Tag poesia
A éssa altura da caminhada,
com a visão experimentada.
O coração salta,
e treme as pálpebras.
Mas a postura confeccionada,
ao longo da estrada,
Continua intacta.
Poesia.
Quem dizes que sou?
Um pensamento?
Uma fala ou citação?
Pode ser a expressão profunda
Do mais puro amar.
Um poeta diz: Tudo pode ser
Poesia. Sim outra vez pode dizer, tudo é poesia!
Mas, a poesia é cantar, o sentimento
Do amar, na simplicidade do silêncio do balbuciar, que o verbo não consegue falar,
Que só a alma pode gritar, que só quem
sente pode identificar.
No silêncio de um olhar.
O grito da alma quem pode intentar?
Aquele que sabe que é vital. Amar.
Consegue identificar o grito que não tem nenhum falar,
Barulho que não seja singular.
Só intende quem consegue olhar na janela
De entrada da vida,
Sopra toda nuvem que quebra cegueira Penumbra de que pode amar. Ver a alma mesmo no influenciar do raiar da vida
Que é a alma,
Não morta.
Se não morta
Vai sempre amar.
É vital
Amar é poesia
Porque é vida é alma
Se tem alma é capaz de amar
Se não amar é porque
Não deu a oportunidade ainda.
Pois toda alma existe para amar
Na alma em algum lugar da alma está escrito amar
Amar
Porque o que vai restar é amar
Isso é poesia:
Amar
Sem pré,
Sem se,
Sem só,
Sem eu,
Poesia é
Eu vou
Eu posso
Eu vou disser
Gritar no silêncio da alma
Eu quero amar
Eu amo
Para todos ouvirem
Eu posso e quero amar
Cada vez mais posso amar
Sem parar
A minha poesia é:
Amar, Amar e amar
Eu amo
Amo a poesia
Amo a poesia
Posso declamar para toda alma ouvir
Que há uma poesia em m'alma
Alma que sempre lembrará de ti
Oh, poesia do meu coração
Dinante da janela de m'alma sempre estarás
Isso para dizer o que é vital.
Isso é poesia.
RESPOSTA
(prm-122.025)
Às vezes me pego pensando...
Em que sou eu...
Ou o que sou eu...
E não encontro resposta...
Para esta pergunta tão fácil.
Às vezes me pego refletindo...
No porque estou aqui...
Neste mundo tão insano...
Ou se o insano seria eu.
Às vezes me indago...
Do porquê das coisas...
E porque...
Da intensidade...
Deste imenso amor...
Que eu sinto por ti...
Mas ai sim...
Eu consigo encontrar respostas...
E já sei dizer quem sou eu...
Ou o que estou fazendo aqui...
Sou uma pessoa...
Que veio ao mundo...
Neste mundo insano...
Que me deixou...
Mais insano que ele mesmo...
Em busca...
De um amor especial...
E depois de longa busca...
Eu encontrei a pessoa...
Que jamais poderia imaginar...
Que existisse...
Ou que eu pudesse...
Com toda esta intensidade...
Te amar.
Com a mesma paixão, é capaz de recitar a genialidade de um filósofo ou artista distante enquanto aponta como louco ou bobo, o outro gênio da mesa ao lado.
Ontem sofri com uma pedra que pedia socorro pelo bater das ondas na praia e não consegui sentir nenhuma sensibilidade em você. Não, você não é de pedra!
Meus versos são seus
Guarda-os em teu peito frio
Pra quando seu coração estiver vazio
Se lembrar que nosso amor existiu
O TEMPO EM GANCHOS
Não sei se o tempo vai me levar para algum lugar, mas tenho a certeza de que ele deixa marcas conforme o caminhar...Na areia de Ganchos, se encontro um vasto tempo para se viver...quem sabe minha alma voe até lá..
Há uma saudade em cada despedida
A dor no peito vozeia por está partida
Lágrimas mudas viram cinza e nada
A lembrança passa a ser uma porrada...
Se é pra danar, perde-se para encontrar,
pois encontra-se para novamente amar...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
O amor é abochornado como o cerrado
escabroso, é chama no peito enfado
flexuoso, um perpassar aos enamorados.
Devaneio apurado, árido, sequidão aos lábios molhados
Aos corações, sulcados...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
S
Exerço o
Sagrado
Sábio
Ser
Faz sofrer
Doer
Ou simplesmente ser
O sábio
Saberia
Se sairia sóbrio
Da sova
Sofrida
Sancionada
Pelo ser
Seria
Sátiro
Sagaz
Salpicar
Sossegadamente
Soluções
Sobre a vida
Salientando
Superfluamente
Seus sublimes
Saberes
Sobre o
Surto de ser
Poesia e o poeta
Lento o tempo passa no cerrado
Passa numa aflição acelerada
Arremessando a alma numa cilada
Onde evoca o estro do passado
No alvo papel não tem nada
O lampejo enrugado maltrata
E o tempo na poesia, pirata
Ensaiando asas para revoada
E na lira inocente e árida rima
Vacila a desmedida emoção
Querendo virgem inspiração
Onde o verso treta e aproxima...
A poesia do poeta
Luciano Spagnol
Maio, 2016
Cerrado goiano
Se o desalinho é o retrato do cerrado, preserve cada torto galho, cada árido cascalho. Só assim teremos a beleza alinhada no desgrenhado.
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Vidão
Ramerrão na estrada
De chão cascalhado
Casas na beirada
Na beira do cerrado
Passa lento a lentidão
Devagar que dá canseira
O vento sopra mansidão
No cerrado de lombeira
Pasmaceira de vidão...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Por muito tempo
estive a ler uma saudade
que o tempo nunca se cansou de me escrever
e hoje jà nao sei muito bem
se leio a saudade de um tempo
se é a saudade que se escreve no meu tempo
ou se é o tempo que lê a saudade escrita
em todos os meus tempos...
Algumas vezes a voz do silêncio é o som mais bonito que queremos ouvir, além de trazer paz, enfeita o coração e envolve de poesia a alma.
Para um poeta,
debruçar-se sobre sua obra
é tão ou mais importante
que contemplar a sua inspiração.
Os mais apaixonados,
no entanto,
vão ao seu amor
e lhes dão
as mais simples, carinhosas
e sinceras palavras:
Eu te amo!
nesse meu cenário
componho versos e melodias
preparação adequada pra todo sentimento contido
e pra toda emoção refreada
eu ,completamente, toda mergulhada
no tudo, incompleto, de mim
recolho o perfume das estrelas maduras
que caem no meu jardim de verdes divagações poeticas
a delicateza do que sinto é demasiadamente forte
que sem piedade açoita o meu sonhar e o meu viver
então me liquefaço na poesia
que irriga a vergôntea das minhas tardes
e orvalha as petalas das minhas madrugadas...
Palavras alastrando-se pelo chão ...
a caneta convida o caderno … explosão
quando transborda a inspiração
eu nao sei estugar
o lirismo è o meu caminhar
a poesia é o meu pulsar
Estiro os meus versos umidos
no estendal da noite
galgo as poças das expressões singulares
no eirado deserto e mudo
o olhar goteja letras silentes
o silencio transborda gotas de palavras acanhadas
querendo virar frases poeticas
ensopada a caneta estrondosa
se ajoelha diante da folha prateada
implorando o fim da poesia encharcada…
