Tag poesia
"O universo não foi feito em laboratório; foi feito por Deus. O ser humano acha-se dono; mera catástrofe".
O jardim estava seco e quase sem flores
Encontrei uma pequena simples e singela
E presenteei a moça mais linda e bela
Flores são como poesia
E você uma linda melodia
Provavelmente você nunca lerá o que vos escrevo,
isso me aperta o coração.
Acordar pensando em você tem sido um exercício diário,
ao qual me dói repetir.
De repente, suas férias estão sendo agitadas, ou piores que a minha,
afinal, o que uma princesa faz nas férias?
Um súdito chamado moral vigia-te,
até quando tentas ignorar-lhe, ele estará ao teu lado.
Por coerção dos que te rodeiam me deixastes de lado,
e mesmo assim ainda estou aqui, pensando em você.
Nos meus devaneios, lembro-me da garota linda que me fez feliz,
daquela que prometera está disposta a amar-me por reciprocidade.
No afã do meu dia a dia tentei criar forças para reconquistar-te,
tentativas em vão, isso não me deixa triste,
pois quem ama é capaz de sentir felicidade ao saber que o seu amor está bem.
Se um dia, no alto de vossa humildade, lembrar de mim,
saiba que espero-te de volta, e se não quiser-me, saiba que estarei feliz em saber,
que você estará feliz.
-Lucas Ben David
Harmonia é a chave pra tudo, é o que liga uma nota a outra, uma frase em outra e o amor entre duas pessoas.
Amor sem harmonia é como uma boa letra sem melodia, até se aprecia uma sem a outra mas só quando elas se encontram você ouve uma música de verdade.
Amor além da destruição
Amor sublime, amor de almas a se encontrar
Se reconhecem num primeiro olhar e não demoram a se entregar.
Amor festeiro, amor que canta, dança e rodopia
Fogem das amarras e vivem uma utopia.
Amor que acredita, confiam no sentimento
Ultrapassa obstáculos, dribla desafios e enfrenta o vento.
Amor eterno, amor vivo no coração
Segue no peito e no pensamento, muito além da destruição.
Ana Paula Silva
Autora do Livro: Me apaixonei por um poeta
https://www.clubedeautores.com.br/book/187032--Me_apaixonei_por_um_poeta#.VYzDvPlViko
Havia um tempo...
Chovia.
A chuva convidava: só para vê-la a gente saía.
Quanto mais chovia, mais a gente se queria.
Houve um tempo em que chover era nossa mais pura poesia...
Intimidade
Intimidade não é somente
Roubar os beijos grossos
Da mulher que passa e – sem fôlego –
Perder a noção do perigo!
Intimidade não é somente
Maldizer os deuses que saíram de férias,
Levando consigo o adeus
A imortalidade e a graça!
O íntimo pode se revelar
Na distância (real ou aparente)
Entre as almas, os sapos – pois tudo que
Respira se entende sempre!
Zarfeguiana
Te amo porque te amo
No São João sou capaz
De me queimar todo na
Fogueira elétrica
No Natal me visto de Papai Noel
E saio distribuindo
Mimos às criancinhas
No Dia dos Namorados
Faço declarações ridículas
Só pra te agradar!
Não preciso esconder
Meus parcos sentimentos
De ninguém
Muito menos de ti
Meus versos têm sabor
De pera
Maçã
E água com açúcar
Que estás esperando?
Vem no meu disco voador
Me dá um beijo quente
Sê minha musa decadente
Que um poeta
Pouco original
Pode te oferecer
Exceto um filho virtual?
Posso até me calar como tu queres,
mas minha poesia vai gritar, vai sussurrar
por cada beco solitário, por cada estrada
poeirenta e ensolarada onde passamos...
Se não pode consertar-me as asas...
ajude-me...
decifro rotas de sonhos.
.
Vou pelas estradas...
.
olhei a lua...
volto ao sono.
A levo comigo...
,
bosco
Não estou indo, também não estou ficando. Não estou decidindo, também não estou esperando. Não estou procurando, também não estou em cegueira. Não estou adiando, também não estou em esteira. Só estou estando. Entre o não e o sim. Sem pedir ou calar. Não espere de mim. Não estou desistindo, também não estou aclamando. Só estou partindo, enquanto vou não ansiando.
Todas as faces de uma poesia anacrônica
De qual poesia estamos falando?
Da sua, da minha ou da de Drummond?
A qual classe social pertence os teus versos?
Pois se falas de um sobrado com vistas para o mar,
a poesia é uma.
Se falas de um puxadinho a beira córrego,
a poesia é outra.
Se escutas o estampido seco dos disparos ao longe,
mas não vês a cor do sangue que pinta a calçada de vermelho
e o choro triste da mãe que escorre em silêncio de seus olhos avermelhados
e envolve o corpo morto de seu filho, ainda (adolescente), caído na sarjeta
a poesia pode até te dizer algo, talvez, não te diga tudo.
E o mais provável é que não te diga mesmo tudo!
Mas dirá algo com toda certeza.
Mesmo que pense, (in)conscientemente, não ter mais nada a ser visto.
Se não vês o sangue urdir a tua consciência
e tomar-te de indignação por completo
de certo, talvez até critiques o que lê.
Pois não sabes de que poesia se está falando.
Não sabes de qual estética poética falo
e eu de certo, na mesma medida que ti,
não faço ideia de que versos você se veste
quando investe sua ira contra mim.
De quem é a poesia?
De quem a escreve,
de quem a lê,
de quem?
Dizem que a poesia não tem classe social, gênero, cor, raça, etnia, religião...
Tudo mentira!
A poesia é pretensiosa, escolhe e se faz escolher, manipula.
A poesia se disfarça e se versa em faces diversas,
só para manter o disfarce, da grande farsa que somos todos iguais.
Inclusive quando escrevemos versos.
Eu minto, tu mentes, ele mente...
Drummond, não.
Fragmento da poesia:
"Todas as faces de uma poesia anacrônica"
Dizem que a poesia não tem classe social, gênero, cor, raça, etnia, religião...
Tudo mentira!
A poesia é pretensiosa, escolhe e se faz escolher, manipula.
A poesia se disfarça e se versa em faces diversas,
só para manter o disfarce, da grande farsa que somos todos iguais.
Inclusive quando escrevemos versos.
Eu minto, tu mentes, ele mente...
Drummond, não.
(...) "As pessoas são tão transgênicas e sintéticas com seus sentimentos artificiais... Não adianta mudar a fórmula. A superfície está exposta..."
(...) "Dentre os diálogos que despertam o coração, existem palavras que saltam a alma por segundos no ar.
Gosto das palavras que passam com fome por cima da gente..."
