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⁠Chegar do nada e tornar 
para o teu coração 
mais do que admirada,
Aquela perene paixão
que te mantém vivo,
Como o Aracurí florido 
e inaugural em setembro 
para a abelha fazer mel,
Colocar-te em flutuação 
e tocar contigo o céu:
a promessa cumprida 
e convicta à primeira vista.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Noite romântica e invernal
neste Pátria Austral 
sob o Jacarandá de Minas,
Trago aos teus pés 
os meus Versos Intimistas 
e o meu sublime amor,
E você me devolve
com todo o seu ardor. 

...

Bailam os Jacarandás de Minas
nesta estrada percorrida,
Madrugada de neblina
desafiando a nossa vista,
O seu sorriso inspira 
os meus Versos Intimistas.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Trazer o diferente,
nutrir o sentimento 
inesquecível entre a gente,
Deixar que floresça 
com os oitis setembrinos 
para que os frutos doces 
do amor sejam colhidos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Saber que em setembro
floresce o Pau-brasil
que é a Árvore Nacional
é lembrar que tenho raízes,
e em mim está a Independência.

Saber que em setembro
floresce o Ipê-amarelo
que porta a Flor Nacional
e em mim está a Independência.

Saber que em setembro
o Sabiá-laranjeira se multiplica
é que é a nossa Ave Nacional
e em mim está a Independência.

Saber que não foi somente
em setembro e que a Independência
nasceu com os pés descalços,
e não no fio de uma única espada e coroa,
em mim está viva a Pindorama
na alma, no corpo e na memória.

Saber que para existir de forma longeva
ter Independência é viver com diligência,
em relação a sua própria existência,
e não buscar nenhuma interveniência.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sobrevoa elegante
o nosso solo brasileiro
o Uiraçu-verdadeiro,
protegendo secretamente
a sagrada floresta;
Não menos precioso
só não tão presente
no nosso território
segue o Uiraçu-falso
igualmente o seu destino
cumprindo o desígnio
de guardar o seu ninho;
Lições observadas
de harmonioso convívio
que ainda podem ser
aprendidas com incentivo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A cobra do mato 
também salva,
A cobra que mata 
veste saias,
E para a segunda 
dou Caá-aboicininga
em forma de poesia
que em setembro
efloresce aos cachos. 

Fetichizar cafajestes 
coloca todas em perigo,
as que estão aí 
e as que estão vindo;
Precisamos dos papéis 
muito bem aclarados 
de ambos os lados; 
Porque precisamos 
de corações afetivamente 
na vida melhor orientados.

Mulheres que se prezem
não fetichizam cafajestes,
Uma mulher genuína 
sabe que precisa na vida 
de um homem bom,
porque ser bom é ser corajoso;
E um homem bom é um 
homem verdadeiramente poderoso. 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠25/10

Se te deixaram só,
você não está só,
é porque não és só.

...

25/11

És o melhor,
busque o maior
para ser maior e melhor.

...

25/12

Seja a paz 
que tanta falta 
ao mundo faz.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Gemas floríferas dos Vassourões 
coloridos que constroem, curam,
alimentam animais, fazem papel,
colaboram para que tenhamos mel,
desabrochando na dança no tempo; 
continua intacta a inspiração 
que é bicho selvagem e indomável, 
que não se permite o sufocamento,
setembro se pega nas unhas
e o restante irá embora com o vento.

Não há nada e nem ninguém 
que seja capaz de fazer esquecer 
quem eu sou e quem tu és,
e da importância de conviver; 
somente as nossas mãos 
nasceram capazes de escrever.

O quê realmente desejo da vida 
é que ninguém no nosso destino 
de nenhuma maneira seja bem 
sucedido em fazer não crer 
mais que temos o próprio poder.

O quê está em nós e debaixo dos pés
deve ser eterno porque é superno,
e permitir que nos vençam é desatino;
porque glórias alheias não podem
custar o quê por nós foi construído.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nem sempre máximas 
ou as roupas alheias 
se encaixam nas vidas 
de uns e dos outros,
Às vezes é mais sábio 
calar do que pegar 
qualquer assunto para engajar,
para não se arriscar.

Para quem sabe muito bem ler,
tem excelência e a consciência
de que uma coisa é uma coisa
e outra coisa é outra coisa.

Não quero nenhuma circunstância 
que não seja a minha,
nasci como uma Onça-Pintada 
que enxerga no escuro,
e sabe confundir no meio da mata;
para nunca o seu território entregar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quem pede para que 
você saia de si por 
ele ou por outrem,
Jamais faria o mesmo 
por você ou por alguém,
É um tipo que não 
que ver o seu bem,
Prefira tomar posse
do seu próprio destino,
Que nada distraia 
o teu viver bem 
para quem sabe vires 
ter a provar um 
Murici-da-praia pelo caminho,
tu nasceste todo feito de infinito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Teus lábios 
feitos de Murici,
Teu beijo é sonho 
tão profundo,
A minha intenção 
é puro suco 
do que ainda não vivi.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Os teus olhos 
feitos de Sul,
par de Guabiju,
A delícia da vida,
a genuína poesia
criada sob medida.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quem escreve poesia nasceu 
com a alma pronta para ser 
escândalo, para escandalizar-se
e sem dó de escandalizar,
Não faz muito tempo teve um ser 
que para causar constrangimento,
e acabou virando divertimento  
porque comparou a minha poesia 
com carta de mulher de preso 
na pueril tentativa  
de me deixar envergonhada,
Na verdade, sem saber, 
me fez sentir muito honrada;
porque o amor é livre,
e quem zombou é um grande nada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Murici-amarelo colhidos
para adoçar os lábios 
e os nossos caminhos. 

...

Murici-vermelho encontrado
farei um delicioso doce 
para agradar o namorado,
E quem sabe fazer dele
ainda muito mais apaixonado.  

...

Floresceu o Murici-da-mata,
e logo que vi fiquei inspirada,
Mania poética de me deixar 
levar e manter sempre encantada.

...

Lembrar do Murici-da-chapada,
da infância esquecida e de tudo 
que sempre fez bem na vida, 
é poesia para se manter viva. 

...

Nasce o Sol sobre 
o Murici-do-campo, 
não é segredo 
que te amo tanto. 

...

Colher do Murici-pitanga 
frutos para alegrar,
Colher de ti sorrisos 
para o coração devotar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Olhos atentos sempre
em todos àqueles que
usam do mal inato alheio
para instrumentalizar
os seus planos de poder;
Enquanto isso existir
e alguém se render,
o preço que o dinheiro
não compra será caro,
e nada na vida dará certo.

Retroalimentar ativamente
fórmulas requentadas,
típicas de quem não
tem nenhum repertório,
não agrega porque é seguir
quem carece de amor à terra,
e os que acolhem a ideia.

Gente assim sempre passa,
e no final é a gente
que sempre que aqui fica,
Por isso não compensa
se viciar em cultivar
uma convivência tensa.

Não autorize que este
influências assim alcancem
e nem te desestabilizem,
construa secretamente
a sua realidade paralela,
plante o seu pomar poético
e a sua fortaleza interna.

Em tempo de uvaias,
colher frutos doces,
é de sobrevivência
não autorizar tudo àquilo
que nos irrequieta:
é o quê realmente interessa.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Colher a paciência 
como quem na mata
fechada se embrenha
em busca de encontrar 
doces guabirobas com 
satisfação para saborear,
O quê vem mais adiante 
somente a Deus pertence,
O importante é sempre 
seguir em frente e não parar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Se for doce e amarga 
ao mesmo tempo,
Sem cara amarrada,
sem tirar nem pôr,
que seja como Cambuci,
E sem nenhuma pressa 
para ser feliz à beça.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O olhar, a palavra, o tom 
e até mesmo a respiração 
do desdém eu conheço,
Mas por sobrevivência 
escolhi fingir que não vejo,
porque nada irá fazer 
esquecer do que mereço. 

No meu peito plantei 
um paraíso edênico
que em setembro 
colho até Tarumã-bori, 
Daquilo o quê observo
de uns não carrego. 

O melhor comigo levo,
o quê quero e não quero,
sem deixar nada para trás,
o importante é caminhar 
com o melhor e em paz. 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A tua boca linda
é Cambucazeiro,
Cada beijo teu 
é Cambucá perfeito,
Manjar verdadeiro 
até para com a alma beijar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A lembrança não passa 
do teu aroma inebriante 
de Ameixa-da-mata,
Alucinante quando surge
o coração selvagem:
A tua existência não é,
e nem será miragem. 

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Profugato 


Uma história esquecida,
que para alguns sequer 
foi contada com exatidão, 
Um história de fazer 
doer qualquer bom coração. 

Não tenho dúvida que 
eles eram diversos,
e a maioria era italiana:
todos com o signo 
de uma fé oceânica 
que cruzaram o Atlântico 
trazendo o signo da bravura
para este brasileiro destino.

Muitos foram deportados 
à força para outros países,
outros viveram como estrangeiros 
dentro do seu próprio país, 
Alguns conseguiram fugir
do Império Austro-Húngaro 
que insistia com o quê existia 
de pior a lealdade à Itália perseguir.


(Este poema dedico em especial aos trentinos que imigraram para o nosso país e como parte da memória pelos "150 anos da Imigração Italiana 
no Brasil).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠As veias de um farroupilha 
carregam a herança indígena
Guarani, Kaingang ou Charrua,
É por isso que ninguém domina 
e a liberdade sempre o fascina.
Levando a fé, a música, a poesia 
e o gigante orgulho do ancestral 
sabor pelas estradas da vida,
O farroupilha não teme a ventania 
porque tem a sua alma instruída, 
e pode vir a passar o quê for:
porque nada nem ninguém diminui
pelo Rio Grande do Sul o seu amor.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠⁠Tempo do dia mais próximo
de ser por nós comparado
com um espinho incômodo
está aí na pele impactado.

Antes parecesse de fato
com Jurubeba encontrada
em plena Mata Atlântica,
para fazer a gente curada.

Alguns não têm buscado ter
compreensão aprofundada
e mantém a opinião formada,
trago o olhar de plateia calada.

Navegando para bem longe
onde observar crescente pede
em nome do que é imperativo
sobre brasas e cacos de vidro.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Acho que não sou a única,
não sou a primeira a sentir
e por aqui nem serei a última 
a buscar algo para distrair.

Sei que a chuva é dádiva,
mas sempre que alguma 
tempestade é anunciada,
Não nego que fico ansiosa 
e sem conseguir dormir. 

No Médio Vale do Itajaí tem 
sido algo que assombra 
de um jeito que perdi a conta;
Mesmo que não cumpra 
o anunciado a imaginação 
por hábito constrói o cenário.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Trago a aura infante e amável 
da colheita em plena Coxilha 
da memorável Goiaba-serrana,
da ainda menina esperança 
e da poesia de Santa Catarina 
escrita nas linhas da vida.

Para que ninguém detenha 
o pensamento, as sensações,
o sentimento e as emoções,
porque ninguém fará esquecer 
o quanto me conheço bem. 

Os laços que correm nas veias 
trazem tudo aquilo que existe 
seja na terra, nas águas e no ar,
e em mim constrói sempre lar,
não existe ninguém capaz por 
nenhuma razão de me fazer olvidar.

Inserida por anna_flavia_schmitt