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⁠Salmo do Que Sobrou

Pai,
fui abandonado pelos que me chamavam de lar.
Fui traído pelas promessas que fiz a mim mesmo.
Chamei de amor aquilo que me devorava
e ainda assim ofereci o pão.

Me disseram:
homem que chora é fraco.
homem que parte, é culpado.
homem que sente, não serve.

Então calei.
Por anos calei.
Enterrei meu grito sob pneus e porcas,
numa oficina que cheirava mais a passado que a graxa.
Mas nem o barulho das engrenagens
conseguia abafar o ruído do que eu não dizia.


Na bancada, deixei as chaves.
Foi sem querer —
mas nada é por acaso quando o mundo está desabando.

Vi minha amada me olhar como um estranho.
Vi a verdade sobre meu filho me atravessar como espada.
Vi minha família me virar o rosto
como se eu fosse o próprio erro.

E eu?
Eu só queria um pouco de verdade,
um pouco de chão
onde meu coração coubesse.


Gritei para o céu,
mas só ouvi o eco da minha fé ferida.
“Pai… nas tuas mãos entrego o que sobrou de mim.”
Não era mais súplica.
Era rendição.

De mim restou apenas isso:
um suspiro com nome.
Um corpo em estilhaços
que ainda crê no vento.


Explodi por dentro.
Morri sem coroa.
Mas, como o meu Mestre,
fui enterrado na injustiça
e renasci no invisível.

Se até os anjos
merecem morrer,
quem sou eu para não cair?

E no entanto,
olha para mim —
ainda aqui.
Ainda verbo.
Ainda caminho.


Não vim para ser exemplo.
Vim para ser espelho.
Para que os que sofrem
saibam que a dor também
pode ser oração.

Este é o salmo do que sobrou.
Do homem que perdeu tudo,
menos a centelha que o fez de novo.

E se este corpo já não cabe na velha vida,
que seja templo
de uma fé que arde
sem pedir plateia.

Inserida por DanyyelElan

Conhece-te a ti mesmo

Ser forte
não é fingir que não dói.
É aceitar que sente
e, ainda assim, permanecer inteiro.

Minha natureza é essa:
eu sinto.
Eu respeito.
Eu me importo.
Mesmo quando isso parece tolice para o mundo.

E enquanto muitos usam o poder
para dobrar os outros,
eu escolho o poder que me liberta:
o de permanecer quem eu sou.

Porque, no fim,
o sábio
não é quem vence disputas...
é quem não se perde de si.

Epílogo do LIVRO DAS REFLEXÕES
por Danyyel Elan
Lançamento em breve.

Inserida por DanyyelElan

⁠A poesia não é efêmera, moldada por tendências passageiras. 
Rimar com o coração e escrever com a alma ainda permanece relevante através dos tempos. 

Inserida por mileneabreu

⁠Às vezes, distraída, chegam-me estrofes tão nítidas e familiares, como se fossem memórias de tempos esquecidos.
No entanto, quando tento aprisioná-las no papel, elas se desvanecem da mesma forma que surgem. 
Creio que não passam de breves lampejos de linhas de outras vidas.

Inserida por mileneabreu

⁠Minha alma se alinha e alegra com a arte que oferece uma visão mais colorida da vida, com os riscos das palavras que alimentam o espírito e com a voz que grita em linhas.

Inserida por mileneabreu

⁠No devaneio das ideias
muitas emoções emergem 
Na esperança incontida
os anseios se perdem

Nos crescentes pensamentos
o passado regressa
No atormento da intuição
daquilo que é promessa

Na fala insípida
o olhar sedento
o futuro é argumento

No olhar trivial da vida
o presente é a ação
do afeio do coração. 

Inserida por tryanc

⁠" Acabou o sal, o mar ficou doce, tornou-se mar de Minas(MG)!"

Inserida por realidade5D

Do amor espero muito e tanto
Do ardor espero o mesmo e parto.
Da ida espero o mesmo encanto,
Na volta espero o mesmo afago.

Do olhar espero o seu encontro,
Do riso espero o seu retrato.
Das mãos espero o mesmo toque,
Da boca espero o embaraço.

Nascido da mesma vontade,
Que bate e não se aguenta
Que invade o mesmo peito e parte
O embate que na vida aumenta.

Espere, ó bem, o meu resgate
Ao sol que luz da vida trás,
O amor se torna um desastre
Se não são dois corações iguais.

Inserida por MatheusHoracio

Do sol
E da luz que arde,
Parti pra viver da arte.

Da lua
Que vieste encher,
Parti para poder te ver.

Da chuva
Que há de me molhar,
Parti pra poder amar.

Do inverno
Que o frio trás,
Parti procurando mais.

Da moça
Que pouco vi,
Pouco falei
Então parti.

Inserida por MatheusHoracio

Se em palavras vieste inspirar
Ó Deus, fascínio crias em tuas poesias.
Natureza de beleza ímpar,
Ensinai a viver teus dias.

Se em amor escreveu o poeta
Ó Deus, da-lhe entendimento.
Em tuas palavras destes o encanto,
E em pleno pranto, trazes o lamento.

Se em beleza nos deu a mulher
Ó Deus, estendo as mãos ao céu.
Dedicamos ao doce veneno
Palavras jogadas ao léu.

E a tudo que não provém
Ó Deus, vem nos libertar.
Do riso sem viço
Paixão sem serviço,
Do amor sem amar.

Inserida por MatheusHoracio

As palavras não estão vivas. Em mim não encontram morada, das minhas mãos não saltam ao papel.
As palavras estão fugindo, em êxodo da minha própria mente.
O que era inspiração agora é passado, velado e relutantemente esquecido.
Se para o cientista, o gosto está na descoberta, para o poeta, está na moça que vai e que volta. Quando ela não volta, a tinta da caneta seca, a mente não produz, e o poeta se torna uma estátua de sal.

Inserida por MatheusHoracio

Escrevo pra falar de amor
Expressar a dor,
O que é comum aos alheios
Tem em meus olhos esplendor.

Narrativa da vida
Sem ponto de partida.
Se por aqui tudo finda,
Fica a obra do autor.

O épico é interpretativo.
Deuses, imortais e heróis
Mas falo de meros mortais se amando, sentimentos de um doce finito.

O propósito é alcançar, sim
Alma carente de paixão.
Paixão pela arte, em parte
O que venha a tocar o coração.

Inserida por MatheusHoracio

Naveguei como os melhores navegadores em suas expedições.
Corri como maratonistas corriam por um grande prêmio.
Escalei a maior das montanhas como os melhores alpinistas.
Escrevi como os maiores poetas.
Lutei como os melhores pugilistas.
Me diverti como o maior dos palhaços.
Amei como o mais sublime dos românticos.
Cheguei até onde outros já haviam chegado, e nunca além disso.
Morri, e nada de novo vislumbrei.
Sou apenas um dos outros, somente porque não dei um passo a mais do que eles.

Inserida por MatheusHoracio

⁠Verso livre 17/11/20

E aí tudo bom,
Só passando pra deixar uma mensagem,
Já me adianto,
Não sou profeta,
Nem prevejo o futuro,
Sou poeta e um pouco de tudo,
Esse é o meu resumo,
Seja mais social,
Fora das redes,
Tu não é baiano,
Sai da rede!,
Fica na boa, fica na paz,
Não procure briga,
Não tire vidas,
Isso o governo já faz,
Coloca o povo contra o povo,
Ninguém aguenta mais,
Faça amigos,
Faça de verdade,
Os não verdadeiros,
Se revelarão, 
Cedo ou tarde,
Conheça uma mina,
Troque uma idéia,
Às vezes é tiriça,
Mas pode ser Cinderela,
Objetos são só objetos,
Dê valor nas coisas simples,
A momentos que não voltam mais,
Seja esperto,
Nós já perdemos tempo de mais,
Abra a mente,
São novos tempos,
Novos e diferentes,
Como o Sid dizia,
A mudança vem da gente,
Presidente?,
Só se for no sentido figurado,
São atores,
Fazem o que foi mandado,
Se tu acha que o teatro é só aqui,
Tá enganado,
Cuidado com o condicionamento mental,
Arma letal,
Fomos alvejados,
Mas ainda existe o bem e o mal,
O conflito não é físico,
É espiritual,
Somos humanos,
Somos iguais,
Pra resolver o problema da discriminação,
Ninguém corre atrás,
Fica de olho, 
Não só querem sua liberdade,
Como também sua felicidade,
Abra um sorriso,
Você é o foco de tudo isso,
Na sua vida você é o tema,
Você é quem faz seu dia,
A sua história, 
E não o sistema,
Fica com Deus,
E até a próxima,
Tô sempre por aí,
A gente se tromba.
                                        Adner Fabrício

Inserida por Poetadosfundos

Uma mulher       07/12/20⁠


Conheci uma mulher,
Não faz muito tempo,
Trocamos umas ideias,
Fomos nos conhecendo,
Gostei da sua vibe,
E descobri um pouco sobre sua personalidade,
É brava e estressada,
Levando em conta como as coisas vão,
Não julgo,
Não pega nada,
Tem um coração enorme,
E não liga de ajudar o próximo,
Numa sociedade tão egoísta,
Ela soma pontos,
Tem seu lado emotivo,
Se diz chorona,
E bem,
Se as emoções existem,
É para que venham à tona,
Se machuca,
Ao guardar as coisas só para ti,
Espero que ela saiba,
Que de agora em diante,
Sempre estarei disposto a ouvir,
É ansiosa como eu,
Hoje em dia muitos são,
Problema atual da nossa população,
É romântica mas não é santa,
Se é verdade ou não,
Só se descobre na cama,
Gosta de um chocolate,
Para adoçar a vida,
Hormônio do amor, oxitocina,
Gosta de sair,
Curtir um rolê,
Opção alternativa,
Ficar em casa e um filme ver,
É aleatória como eu sou,
Fazer sentido que nada,
Esse tempo já passou,
Ama ir à igreja louvar o senhor,
Reconhece o seu valor,
Pois é ele que nos torna firmes,
Em momentos de dor.


                        Adner Fabrício

Inserida por Poetadosfundos

⁠⁠Nostalgia escolar    19/12/20


Quem diria,
Te ver de novo,
Todo esse tempo,
E eu não esqueci seu rosto,
O cabelo o sorriso,
Lembro dessa época, eu era garoto,
O lance era outro,
Eu não te conhecia,
Quem te apresentou?,
Sua amiga Maria,
Lembro da gente se beijando,
Do lado do muro da escola,
Eu todo tímido,
Você deu início,
A Andressa minha colega de sala,
Passou e viu, no canto da boca um sorriso,
Pra não dizer rindo,
Nega a cada beijo,
Eu queria outro,
Quando você não estava,
Soltava sorrisos feito bobo,
Sorte minha ter te conhecido,
Recentemente quando te vejo,
Vem a nostalgia,
E não deixa esse bom tempo,
Ficar perdido.


                           Adner Fabrício

Inserida por Poetadosfundos

Percalços da vida           24/12/20


Nem sempre,
Será um bom dia,
A gente cai,
Faz parte da vida.

Nem sempre,
Será um sorriso,
Haverá o amanhã,
Então fique tranquilo.

O ódio nos cega,
Nos torna inimigos,
Viver assim,
É escolher o caminho mais difícil.

Alguns querem mais,
Quando só se precisa do suficiente,
Isso nos entorpece,
E atrasa a caminhada da gente.

Não vire as costas,
Mesmo que seja tentador,
Sei que não se pode ajudar todo mundo,
Faça o que der, e o resto deixe nas mãos do senhor.

Nem todos enxergam,
Os cacos de vidro,
Não sabem que estão se ferindo,
Decidi viver longe disso , meus olhos já se abriram.
                                     
                          Adner Fabrício

Inserida por Poetadosfundos

⁠Me deixa                05/01/21


Sei lá,
As vezes eu sumo,
Sem motivo,
Mesmo na sua frente,
Eu não estou,
Minha mente,
Em outros lugares me levou,
Não sei,
Talvez seja uma força,
Que me desgruda da atual realidade,
Quando chega,
Ela nunca avisa,
Apenas invade.




Adner Fabrício

Inserida por Poetadosfundos

⁠A PERGUNTA   29/01/21

Me pergunte por que eu sorrio?,
Que eu lhe digo a verdade,
Com ou sem motivo,
Não economizo felicidade.

Me pergunte por que vivo?,
E eu lhe direi,
Que a vida é algo,
Que só se vive uma vez.

Me pergunte como tenho amor,
Na atual sociedade?,
Que eu lhe digo que sem ele,
Não somos humanidade.

Se você me pergunta,
Por que ainda escrevo?
Eu lhe digo que na poesia,
Me viciei por inteiro.

Agora eu te faço uma pergunta,
Você é feliz com pouco?,
Ainda sabe sorrir?,
Você pensa nos outros?.

Se sim continue,
E tenha certeza,
De que você está no caminho certo,
Pois vejo muitos que desistem,
Quando já estavam perto.




                        Adner Fabricío

Inserida por Poetadosfundos

⁠Balança
                                    05/02/21

Nunca há só uma direção,
Caso não aja caminho,
Na direita ou na esquerda,
Vá na contramão,
Caso sinta ódio,
Não ache estranho,
Ódio também faz parte do ser humano,
Só não se perca nesse caminho,
Voltar é difícil,
Não se conforme,
Com o que você vê na sua frente,
Caso precise,
Lute com unhas e dentes,
Deixe os arrependimentos,
Para aqueles que se calaram no presente,
E não se precipite,
Por um futuro,
Que ainda não chegou,
Viva o hoje,
E veja no que você mudou,
Já a mudança é variável,
Pode ser boa ou ruim,
Mas tenha certeza,
Que cada uma tem seu fim.


                                        Adner Fabrício

Inserida por Poetadosfundos

⁠(Prisão sem chave) 16/02/21

Cada um na sua casa,
Cada um na sua prisão,
Os que eram pra estar,
Lá não estão,
Qual a desculpa,
Super lotação?,
O sufoco é a máscara,
Na TV informação não se acha,
Governos corruptos,
Vish! cilada,
Você trabalha,
Você recebe,
Só não usufrua para viver,
Aí você perde,
Você faz o que quer,
Ou o que te mandam,
Você questiona?,
Estou te questionando,
O amor atual,
É padrão e vive de aparência,
O filtro já tirou sua essência,
Ainda bem que sou poeta,
Doze do seis,
Amor de nascença,
Nossos direitos estão presos,
A liberdade escorre pelos dedos,
Me diz aí amigo,
Sadisfeito?! .

                                 Adner Fabricío

Inserida por Poetadosfundos

⁠Último vento

                                        07/03/21


Pássaro que voou de mais,
Por estar cansado,
Suas asas pararam de bater,
Enquanto cai,
Sua mente esvai tudo aquilo que lhe fez sofrer,
Aquele que alto subiu,
Pela última vez desce,
Das nuvens ao chão,
Ecoam aos ventos,
Às últimas batidas de seu coração,
O céu perdeu um de seus filhos,
Morreu o passarinho.



Adner  Fabrício

Inserida por Poetadosfundos

⁠(Soltem as amarras)  
                           11/03/21 

Cada folha é meu diário,
Cada poema um mal aliviado,
Sei como funcionam
os pensamentos ruins,
E nessa eu não caio,
Entra dia,
Sai dia,
Entre as multidões vejo ira,
A máscara cobre o sorriso,
Que antes não cobria,
Vejo em nossa população,
Um grave problema de visão,
Dessa vez o óculos,
Não é a solução,
Se ainda há esperança?,
Temo que não,
A cada dia o cerco se fecha,
Com menos espaço,
Você tropeça,
Caso seja claustrofóbico,
De antemão inicie uma reza,
Porque não vão ter pena,
Enquanto isso,
O medo engole parentes e amigos,
Poucos são os de pé,
Que continuam resistindo,
Já não sei se vejo pessoas,
Ou fantoches,
Esquecem que uma moeda
Tem dois lados,
Igual aos homens de terno do Senado,
Assistem e obedecem, 
Tudo aquilo que é dito na TV,
Lugar onde a verdade,
Não costuma aparecer.


                            Adner Fabricío

Inserida por Poetadosfundos

⁠(Sonolência poética⁠) 09/04/21


Penso em você,
Já é noite,
Me encontro cansado,
Dormir é bom,
Melhor ainda se eu sonhar com você ao meu lado,
O mundo é simples,
Nós é quem complicamos as coisas,
Facilita pra gente,
E deixa a química rolar solta,
A vergonha que eu tinha,
Se foi com a última gota,
Pra finalizar,
Virou fumaça e saiu pela boca,
Atiçou minha mente,
Me deixou sorridente,
Fiz versos por amor,
Sei que hoje durmo contente.


                     Adner Fabrício

          

Inserida por Poetadosfundos

⁠”De que adianta”
De que adianta a praia, se não a contemplo?
De que adianta a família, se não tenho tempo?
De que adianta algum dinheiro, se não viajo?
De que adianta alguns amigos, se não me engajo?
De que adianta o ar, se não respiro?
De que adianta o mar, se não me atiro?
De que vale o sol, se não me esquento?
De que vale a casa, se sou relento?
De que vale a fartura de pão, se eu não sustentar?
De que vale mais um culto, se não me entregar?
De que me serve a fala, se eu não pregar?
De que servem os braços, se eu não abraçar?
De que valeu o tempo, se eu não parei?
De que valeu a vida, se eu não reparei?
De que serviu a paisagem, se eu não percebi?
De que serviu o espelho, se eu jamais me vi?
De que me valeram os olhos, se eu não olhei?
De que me valeram as tempestades, se eu não mudei?
De que serviu a Bíblia, se eu nem a li?
De que serviu a Cruz, se não me arrependi?

Inserida por RodrigoLago