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⁠AS MÃOS

"Entre os escombros onde o tempo se perde e a sombra da morte espreita sem pudor, à espera do momento certo para fazer a sua entrada triunfal, desponta em mim o que nunca fenece.
O sonho que na vida é a mais vibrante flor.
Em cada ruína um novo horizonte se desvenda, onde a ilusão é sepultada, mas a esperança ergue-se altiva.
Pois a alma que sonha, jamais se rende à desolação, pois sua luz é infinita.
Assim, mesmo na penumbra da noite mais densa, nos vales mais tenebrosos da existência, as mãos que se erguem, jamais ficarão vazias, pois carregam o fogo duma fé imensa...
E, cada derrota fortalece o ser que as ergue.
E assim, entre as ruínas das ilusões e as muralhas da dura realidade, persiste a chama eterna dos sonhos que me guia,
Pois enquanto houver fé, vida e vontade,
Jamais as minhas mãos ficarão vazias."

Inserida por t_m_grace_autora

⁠Prefiro a melodia do mar. 
Abraça o meu silêncio, 
Faz dele um poema, 
Sem ser preciso explicar. 

© Ana Cachide 

Inserida por ana_cachide_pedroso

Nos vastos céus, tua luz reluz,
O universo treme diante de tua luz.
Tu és a essência da verdade,
Em teu poder, a humanidade anseia.

Oh, Divindade, em ti repousa o sublime,
Teus mistérios, em cada estrela, se exprimem.
No coração do homem, tua imagem reside,
Em cada alma, teu amor transborda e guia.

Oh, Criador, em teus feitos, nos maravilhamos,
Tuas obras, em cada detalhe, nos encantam.
Que nossas vidas sejam um louvor constante,
Em adoração a ti, ó Ser Radiante.

Inserida por leony_diall

⁠Fico a pensar,
Na vida, hoje e como será ela amanhã
Penso,
E não passo além disto.
A cogitar de barriga cheia
No que comerei amanhã
Ou numa nova lua cheia.
Fico a pensar,
Nos trechos d’alegria
Excertos de uma vida sem fantasia
Ou nos versos que alumiavam a vida do poeta
Que vivia sem companhia.
Fico a pensar,
Idealizando lua
Materializando ser estrela,
Para quê,
Com o meu resplendor cintilante
Enviar à vida cativante
Corações bons aos,
Presos na maldade.
Fico a pensar,
No sorriso desfarçante
Que embelezara o meu rosto naquela foto
Cujo marcante fotográfo éra o tempo.
Fico a pensar,
Nas pegadas achadas na lua
E quiçá sejam dos eternos,
Do ontem
Querendo dizer – me,
Alguma coisa, para desta vez
Matarmos as saudades, não mais a vida.
Fico a pensar,
No movimentar das águas
No silêncio barulhento da natureza
E no crescer do feto, de um mundo ventre
Para um mundo quente, crente,
Fico a pensar, pensar,
E só pensar mesmo
Para a posterior, poemar,
Pensar, sem cessar. 

Inserida por OnezimoBaptista7

⁠Ainda hoje os vi,
Os vi no retrato congelado,
Do meu quarto
Os vi e aparentavam estar bem.
Naquela sala,
De saudades, prometi para eles
Noutro dia trazer comigo a sua filha
Que como eu, morria de saudades.
Prometi ainda,
No outro dia, que eu fosse os ver
Matar as saudades,
Aos fortes abraços
E respirar liberdade.
Os vi e aparentavam estar bem
Mais, noutro nosso reencontro
Quiçá eu já nem volte
A separar – me deles!
Naquele encanto da natureza
Procurarei pelos seus mélicos sorrisos
Oh estrelas de um paraíso.
Os vi e não mais quis voltar
Mais, no nosso próximo reencontro
Prometo é matar as saudades, aos abraços
Vi os, os eternos.

Inserida por OnezimoBaptista7

⁠Espírito sociangustista 

Nas ruas da desilusão,
Onde o eco da injustiça ressoa,
Caminhamos com o peso da opressão,
Na sociedade que nos despoja e magoa.

Erguem-se muros de indiferença,
No labirinto do progresso vazio,
Onde a esperança é uma crença,
E o amor, um bem desafio.

Mas ainda na angústia coletiva,
Há uma chama que persiste,
A luta por uma vida ativa,
Onde a justiça enfim existe.

Quebraremos as correntes do medo,
Com a força da união e da palavra,
Por um futuro onde haja mais enredo,
E menos dor que a alma lavra.

Pois somos mais que meros números,
Somos vozes, sonhos e ação,
Contra os abismos sombrios e erros,
Levantamos a bandeira da transformação.

Inserida por Moarfiso

⁠O medo

O medo bate a porta 
Será que da janela
Alguém pode me ouvir?
Será que vem um anjo
Ou alguém interceder por mim?

Na rua escura sobre o céu estrelado 
Difícil ouvir algo
Com meu coração tão acelerado 

Na ida ou na volta
O medo sempre nos escolta
Será que pra casa eu vou voltar?
Ou mais um caso na TV irá passar?

Um dia novo, mas tudo igual
Na TV passa
O que parece ser normal

Inserida por Gabrielaportugal

⁠O amor 

Se o amor dos olhos teus
Não te encante
Não te preocupes
São só instantes 
Num mundo vasto
Ainda a conquistar

Inserida por Gabrielaportugal

Solidão 

Se tudo que te dissestes
De nada valerá 
Caberá ao meu coração 
A solidão de um esilio 
Como o trem que passa no trilho 
Caberá a mim a vagar

Inserida por Gabrielaportugal

⁠A sociedade 

A sociedade exerce um poder 
Como um lobo faminto 
Tão rígido ao ponto de estraçalhar
Tão severo ao punir

Corpos ocos 
Mentes sombrias 
Infância dolorosa e fria
De quem só queria sonhar

Inserida por Gabrielaportugal

⁠Triste infância 

Minha vó faleceu 
Antes de me vê crescer 
Tanta coisa eu queria e não pude lhe dizer 

Minha vida seria diferente 
Se estivesse ao lado dela
Uma infância violenta 
Crescida na favela 

Uma mãe tão imatura 
O pai sempre alcoolizado
Uma família sem estrutura 
8 filhos sem preparo

Dai em diante vieram os padrastos...
Sempre explorando seus filhos em troca de uns trocados 
Sustentando viciado 
A exploração infantil foi legalizado?
Mas que diabo
Uma infância tão ruim 
Pq não foi denunciado
Investigado 
Todos sabiam dos abusos
Mas preferiram ficarar calados 
Deixaram aquelas pobres crianças sem amparo

Inserida por Gabrielaportugal

⁠Vento que venta

Vento que venta lá, venta cá 
Dois pesos
Duas medidas 
Duas almas aflitas num jogo de azar 

Inserida por Gabrielaportugal

⁠Tudo outra vez 

Da janela do meu quarto vejo o sol nascer 
E se intristecer com o anoitecer
A lua por sua vez é toda pretensiosa 
Com uma forma deslumbrante 
Chega sempre a mesma hora 

Horas se passam
E logo amanheceria 
Dando lugar a um novo dia 
O galo vai cantar sua linda melodia 
E vai repetir tudo outra vez

Inserida por Gabrielaportugal

⁠Epitalâmico Grunge


 Nas ruas de Seattle, sob o céu cinzento, O grunge ecoava, rebelde e intenso. Guitarras distorcidas, vozes rasgadas, Em clubes escuros, almas apaixonadas. Nirvana, Pearl Jam, Alice in Chains, Eram os profetas desse som sem freios. Kurt Cobain, Eddie Vedder, Layne Staley, Seus versos eram gritos, seus acordes, raízes. Em camisas xadrez e jeans rasgados, A juventude dançava, corações inflamados. O cheiro de cigarro e cerveja no ar, Era o perfume da liberdade a flutuar. E nas letras, segredos e confissões, Amores perdidos, angústias e paixões. O grunge era a trilha sonora da rebeldia, A melodia da juventude em ebulição. Hoje, lembramos com saudade e reverência, Aqueles dias de chuva, som e resistência. Seattle, berço do grunge, eternamente marcada, Em nossos corações, a música nunca calada. Que o amor que inspirou esses versos, Seja eterno como os acordes dispersos. Que o grunge viva em nós, como um refrão, Neste epitálamo que celebra a nossa canção.  

Inserida por lilijoiapsi

⁠Providência

Eu vejo cenas de um video alterado
Mudança no cenário
Não importa o pecado
Nada justifica a execução

O jovem já tinha se rendido
Pra que matar o menino
Que pediu pra não morrer

Olha lá o garoto ensanguentado
Colocaram uma arma na mão de Eduardo
E fizeram dois disparos para o lado

Três polícias acusados pela morte
Começaram a ser julgados
O que leva um crime confesso e provado
Levar dez anos para se resolver?

Justiça pelo Eduardo e outras vítimas
Que perderam suas vidas
Nessa guerra de poder
Já fiz até uma reza
Pra isso nunca mais acontecer

Inserida por Gabrielaportugal

⁠Predestinado 

Cabeça a mil 
Coração angustiado
Mais uma injustiça 
Um destino marcado 
Será que Deus escolhe seus afilhados?

Inserida por Gabrielaportugal

⁠O menino que não desistiu de sonhar 

Victor era um menino 
Que tinha o sonho de conhecer o mar 
Ele morava no interior 
Mas isso não o impedia de sonhar 

Andando pra escola
Sempre a cantarolar 
Enquanto ele imaginava  
os seus pés tocando o mar 

Ele guardava uma foto
Que passava horas a olhar 
Única ideia que ele tinha 
De como realmente era o mar 

Um certo dia 
Ele ganhou de aniversário 
Da madrinha que de longe vinha 
Um presente inesperado 
Era uma passagem de ida e vinda 
E na sua dinda deu um abraço apertado 


Chegando no Rio de janeiro 
Seu intusiasmo gritava alto 
Ele nem podia acreditar 
Que seu sonho ia ser realizado

Quando chegou na praia 
E seus pés tocaram a areia
O menino começou a chorar 
Sua madrinha segurou suas mãos 
E continuou a caminhar 

Chegando no mar
Se jogou de cabeça 
Pulava todas as ondas 
E tinha um sorriso de orelha a orelha 
Enquanto sua madrinha o admirava
Com tanta proeza 

Inserida por Gabrielaportugal

⁠A depressão 

A depressão é como um fio desencapado
Transbordando energia de um sentimento Afogado
É como uma onda que tenta te derrubar
Você sente como se tapassem a sua boca pra Ninguém te ouvir gritar 
E você luta incansavelmente até se esgotar

Inserida por Gabrielaportugal

⁠Uma oportunidade de sonhar 

Conheci a dona Sandra 
Que vem correndo do trabalho pra não se Atrasar 
Todo dia uma luta 
Pra ela conseguir trabalhar e estudar 
Quase consigo ouvi-la respirar 
Mas nunca a vi resmungar

Ela tinha um sonho
 na enfermagem queria se formar 
Mas como uma típica mulher brasileira 
Cedo teve que trabalhar
para seus filhos poder criar 
E na casa de família ela foi parar 

Ela tem olhos de quem não desanima
Uma voz serena que parece cantiga 
E mãos que parecem mãos de quem os seus netos acaricia
Enquanto escreve a matéria do dia
Ela transborda amor e alegria 
E uma humildade e gentileza que nos contagia

Mas se engana a dona Sandra 
Quando diz que o sonho era de quando ela era nova 
Pois pra crescer é só plantar uma semente e regar a planta

Inserida por Gabrielaportugal

⁠Karma

Estou presa por correntes banhadas de injustiças 
Onde se ouve o lamento de uma mãe Intercedendo pelo seu filho 
Enquanto do outro lado
Pessoas vazias 
Engolidas pelo próprio ego 
E suas mentes doentias

Procriando gerações com uma infância sofrida 
Mais um inocente pagando os pecados dessa Família
De 13 ninhada 10 vingaria 
Mas apenas 1 se salvaria

Reflexos como um espelho de quem os criou
O sangue que corre em sua veia
Foi o mesmo que os envenenou 

Almas vagando sem direção 
Alimentando-se e de corpos frescos 
Como uma enorme teia de aranha
Uma armação de fios de seda 
Capturando suas presas
Que ficam totalmente sem defesa

Inserida por Gabrielaportugal

⁠Não quero o poema,
basta-me o momento do pensamento antes do poema.

© Ana Cachide

Inserida por ana_cachide_pedroso

⁠Morro de amor por você,
Mulher que é minha inspiração,
E nesse poema profundo, posso dizer,
Que és a dona do meu coração.

Inserida por eraldocosta13

⁠Quero o oceano
que o horizonte não toca:
o infinito antes de ser eternidade. 

© Ana Cachide

Inserida por ana_cachide_pedroso

⁠Quem me dera

Quem me dera se com meus olhos
Eu pudesse enxergar a maldade do mundo
Ou a ingenuidade de uma ovelha

Se meus pés pudessem tocar o céu 
Ao invés de caminhar nessa rua escura

Quem me dera se eu pudesse
Ir em direção ao mar
Ao invés de um pedido de socorro

Quem me dera se pelo menos mais uma vez
Eu pudesse contar sobre os meus sonhos 
Mas tive a minha vida seifada 
Por um monstro 
Apenas por ter nascido mulher 

Inserida por Gabrielaportugal

As rosas caem da roseira
A roseira se mancha com sangue
O vermelho carmesim escorre dos seus lábios e se aprofunda na minha ferida
O humano é tão humano para não resistir às tentações da sua voracidade?

Corra
Percorra meu corpo com teu doce veneno que desceu queimando
Prendendo minha garganta nos espinhos de tua roseira
O jardim seria mais belo se pudessem plantar o amor que sinto por ti, e dele gerar frutos.

Inserida por SunnyXD