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Dia lindo dia bonito
Dia de abraçar o novo
Dia sombrio como todo
Dia iluminado em partes
Dia de viver? Eu anseio!
Afinal de contas, como?
O que é viver, nessa realidade?
Tô sem ânimo, sem amor próprio
Quer saber? to cansado de viver!
Mas não tanto quanto de sofrer!
O que sobra é lutar e lutar…
Um dia, dois, até o infinito e talvez além
Será que vale a pena lutar?
Talvez haja uma paz que não enxergo
Eu sinto que há, só não consigo alcançar.
A maior prisão do mundo eu hábito
Só que suas barras não são de aço
Nem mesmo de ferro fundido…
Ela existe nos meus recantos escondidos
Eu sou o prisioneiro perdido
Eu sou o carcereiro terrível.
מריס
MARISA
P - Tu és uma mulher
cheia de vitalidade
e líder que
apoia quem cai...
N - Tu és uma mulher
tempestuosa, medrosa
e dada a muita teimosia...
קלודיו
CLAUDIO
N- Ao descer
pelo caminho
do desejo,
o seu coração
desconectado
abre a porta
do paraíso
e da compaixão...
נשל"ם
NISHLAM
DÍVIDA PAGA
(ESTÁ CONSUMADO)
A eternidade é para
os que buscam
e fazem o retorno
de coração...
Poema da Opressão
Na túnica obscura do poder estatal,
oculta-se a força de um jugo brutal.
Sob os holofotes da democracia ferida,
ergue-se a mordaça que cala a vida.
Censura, exceção, anomia reinam,
num sistema onde as injustiças tecem.
A liberdade é prisão, um cárcere oculto,
repressão vestida de ordem, fruto do insulto.
Desigualdade social em atrofia cruel,
o país, sob tirania, perde seu papel.
Monarquias de prepotência e aristocracia,
Luiz XIV, na história, uma sombra sombria.
O governo centralizador, tirânico e frio,
exerce seu poder sob o despotismo sombrio.
Coerção e coação em ondas violentas,
a brutalidade desenha cicatrizes cruentas.
Arbitrariedade e boçalidade, armas da dominação,
intolerância que corrói o chão da nação.
Prisão, ergástulo, enxovia do pensamento,
solidariedade e humanismo viram lamento.
Mas, mesmo sob o jugo da sujeição,
há quem sonhe com a ruptura da opressão.
Fraternidade e dignidade em luta renascem,
na corrosão do sistema, forças se entrelaçam.
Icônica será a força da liberdade,
quando o humanismo vencer a atrocidade.
Que a túnica negra caia, revelando a luz,
e a democracia, enfim, conduza à paz que seduz.
Poema do Terror
Na sociedade colapsada, ressoa o eco,
Do simbolismo social, barulhento e seco.
Militância nojenta, abjeta, imunda,
Na pocilga do ódio, a divisão se aprofunda.
Novas expressões, vernáculo ultrajado,
Vocabulário em frases, impactantes, revirado.
Ato subterrâneo, comportamento binário,
Amantes da democracia em caos planetário.
Populismo digital, extremista em vigor,
Ainda estamos aqui, apesar do terror.
Preceitos fundamentais que a sociedade forjou,
Agora no abraço da democracia desmoronaram.
Monstros sociais, utopias regressivas,
Militância doentia em lutas nocivas.
Idiotas da história, vanglória, mediocridade,
Roedores do erário público, artistas da falsidade.
Corruptos, sanguessugas, peculatários também,
Concussionários do dinheiro, humanos que nada têm.
Latrocidas da verdade, falsários do caminho,
Urubus sociais, abutres do dinheiro mesquinho.
Mentiras escorrendo em agressões cabotinas,
Narcisistas no espelho da latrina.
Imundície vil, ignóbil e cruel,
A sociedade em septicemia, sob o próprio véu.
Morte, agonia, decomposição e podridão,
Lixo humano em sujeira, canalhice em explosão.
Idiotas antissociais, com suas condescendências,
Apropriação indébita, criminosas evidências.
Anomia e hipocrisia em rebeldia disfarçada,
Mentiras como bazófia enganosa, mal intencionada.
Ilusão e jactância, ideologias em rupturas,
Fraudulentos forjando a corrosão das estruturas.
Um filme de terror com voracidade destrutiva,
A desconexão com a sociedade já é ativa.
A democracia, apaixonados proclamam amar,
Mas na escuridão, a humanidade deixa a sangrar.
שבוע טוב
SHAVUA TOV
BOA SEMANA
Boa semana
a todos da casa,
que buscam
a união das almas.
A pureza e o cuidado
conectado a outra casa...
Caos e o fim
Do caos ao caos,
No presente, a poesia.
Metade fui, e a outra vou,
Em sintonia com a sabedoria.
Aprendi que nas feridas, há vida.
Do caos ao caos,
Essa é a lida.
A chegada e a partida,
O fim é a morte, mas no meio há vida.
Caos no peito,
Paz na alma.
No amor e na dor,
De um eterno compositor.
No caos há beleza,
Na paz, a certeza.
A vida é um ciclo,
De caos e pureza.
E assim seguimos,
Entre o caos e a calma,
Encontrando no caminho,
A essência da alma.
Richard R. Rodrigues Silva
Solstício de inverno
Alvorada tardou e seu brilho logo cessará
A noite mais longa do ano se aproxima
Celebrando mais uma estação com vida
A vasta noite inerente à escuridão, espanta, mas o brilho das estrelas estão aí para justificar que a luz existe e que do outro lado do mundo o sol brilha
Que valor teria
O dia sem a noite
A noite sem o dia
A natureza mostra
Tudo se inicia e nada tem fim
Apenas o fim
Foi como a aurora do amanhecer
A primeira luz que tocou um espaço desconhecido em meu ser
Despertou um sentimento impossível de descrever
Suave como a brisa da manhã soprou toda tristeza da minha jornada
Na sintonia perfeita me mostrou que vc era a força que eu precisava ter
E foi afinidade
conexão, cumplicidade
A essência da sinceridade
Ausência da solidão
E hoje é minha inspiração
Ontem me mostrou o que significa amizade
Amanhã vou sempre te amar
E hoje, hoje sou grato por tudo
o Sol da minha tarde
A Luz em meio a tempestade
O sentimento que despreza qualquer formalidade
É o brilho que ultrapassa as nuvens que a querem esconder
O coração de gelo que nunca deixou de arder
Uma incógnita, mas só pra quem não teve a sorte de a conhecer
É quem te entende mesmo sem concordar
Quem aceita teus defeitos sem precisar te mudar
Que te aconselha sem nunca te julgar
É o calor que aquece a minha vida
Richard R. Rodrigues da Silva
