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A "POSSE" DOS LIVROS
De nada vale a inteligência adquirida pelos livros?
Quando eu desmereço a leitura aos "deslivrados",
Quando os impeço ou os escondo da História escrita,
Quando lhes impeço do protagonismo da escura cor.
Não aprender a compartilhar as fontes da construção
É não abstrair da evolução o intelecto, a real lição.
É ilusão pensar-se como sábio, intelectual ou mestre,
Comprimido pela avareza e a condição da ignorância.
Sabedoria é abstratismo, depósito, mas não é refúgio!
É verbo, mergulho, navegação, não culto a si mesmo.
Por vezes, inversa, desobedecendo as normas de ser,
Voa livre das folhas, para além, nem sempre escritas.
Ah se os meus livros saíssem todos voando por aí!
Ah se viesse um tempestuoso vento forte, a tempo.
Um vento desses que com descaso causam o caos!
Que açoita o ego, ou as folhas do limoeiro ácido.
Ah se visse um vento intruso, rabugento e mal criado,
Capaz de "livrar" os "meus livros" do pueril cativeiro!
Prisões, "minhas posses", insanidades, "meu apego",
Levando-os aos lugarejos "desmerecidos e opacos".
Ah se esse vento me deixasse, sem "ter meus livros"!
Jogando-os todos sobre as minhas carrancas tristes!
Dando-me lições abstratas, inversas, desconhecidas,
Mostrando-me as faces atrofiadas pelo meu egoísmo.
Ah se esse vento viesse sem avisar-me de seu tempo!
"Livrando-me" ante as crenças, os apegos e os muros.
Entulhos que aprisionaram-me ao abismo da ilusão,
Impedindo-me a refrigeração dos mundos externos.
Ah se esse tempo chegar e causar o caos nos livros!
Isso seria literalmente um atentado, um "livramento"!
Seria como uma recomposição, uma composição!
Talvez eu saberia lutar, mas não faria o contra-tempo.
Talvez eu sentiria prazer, por uma estranha liberdade...
A "minha liberdade"; por não ver "meus livros presos".
Talvez a liberdade dos livros me causaria inveja, dor!
Libertando-se, libertam outros seres, outros livros.
Alguns contos ou poesias não existiriam à revelia,
Sem que o vento causasse um caos nos incipientes.
Os livros vêm com o caos, a sabedoria vem depois!
Os livros sopram o vento, o tempo cristaliza os livros.
(Pedro Alexandre).
Viena
Talvez... Talvez sim.
Talvez isso passe, olhe, veja,
que belos campos verdes,
Paciente é o tempo.
Paciência de um fim de tarde.
Paciência de um ponteiro que bate.
Paciência de um casal em um parque.
Paciência de brisa que assopra a árvore.
Talvez... Talvez sim,
talvez com paciência, isso passe.
Como posso desterrar tua presença de minha mente, quando ainda não desterrei tua essência de meu coração? Como posso proclamar o esquecimento de tua existência, quando ainda guardo um retrato teu em minha carteira, como um tesouro de valor inestimável? Como posso negar os efeitos que tu exercitas em mim, quando meu coração dispara em um compasso descompassado a cada vislumbre de tua imagem? Como posso fingir a indiferença diante de tua lembrança, quando a verdade é que anseio desesperadamente por tua presença, e meu amor por ti continua imutável, invadindo cada fibra de meu ser com sua intensidade indomável? Como posso, então, iludir-me, quando a realidade é tão óbvia? Eu reconheço, embora relutante, que te perdi e que talvez jamais retorneis, mas saiba, acima de tudo, desta verdade incontestável que tanto luto para negar: eu te amo!
"Então, como posso expressar a profundidade do meu amor por você, minha amada Yanet? Cada amanhecer era um novo capítulo de admiração e paixão infindável. Se pudesse, passaria horas a fio descrevendo os motivos pelos quais meu coração encontrou em ti sua morada: desde a tua beleza estonteante até a aura de luz que irradia de tua alma. Contudo, hoje me limito a reconhecer que, acima de tudo, era tua presença que me elevava. Sob teu manto real, eu me sentia inspirado a ser melhor, a dar o meu máximo. Era como se uma força inquebrantável, uma chama indomável, ardesse dentro de mim. Mas desde tua partida, sinto-me despojado, como se metade de mim tivesse sido levada consigo. Yanet, sem ti ao meu lado, sou apenas uma sombra do homem que já fui."
Sabe qual é a diferença entre um poeta e um homem comum?
Um homem comum vira poeta quando está apaixonado, mas um poeta vive eternamente apaixonado, portanto nunca será um homem comum!
"Às vezes, a maior jornada que fazemos é dentro de nós mesmos, navegando pelos mares turbulentos da nossa própria mente."
Ode ao Marrom
Logo ao acordar
Sempre muito cedo
Sinto me apertar
No buraco do medo
Muito me incomoda
O que sai mas não sai
Passando pela roda
Nesse eterno vai-não-vai
Uma cor esquisita
Um som engraçado
Uma breve visita
Acabei cagado
Você é minha grande heroína, possui poderes incríveis que me fascinam!
Com seu sorriso você é capaz de me deixar encantado, e com seu olhar eu fico completamente hipnotizado.
Com seu toque você me faz suspirar, e com as suas palavras eu fico sem ar pra respirar.
Uma guerreira, tem forças para vencer diariamente grandes barreiras, tem coração nobre, mente brilhante e uma alma pura como um diamante.
O Tempo que se Lasque
Sobre o tempo dizem:
Ser senhor do destino
Tranquilizante da alma
O cabra que conduz " As vidas "
Poetas o exautaram
Cientistas o conceituaram
E muita gente cantou:
Deixa que o tempo mostra, se for pra ser vai ser.
Mas, por mais que o tempo seja esse sémi-deus.
Nem mesmo es capaz de saber:
O quão sagrado e revelador, e o brilho do olhar.
Pois uma coisa tempo!
Tu não sabes...
O brilho... o brilho do olhar... es reflexo do que o coração, transcreveu ouvindo a bendita alma.
" Entonce" eis o mistério.
Es por isso que o tempo demora tanto pra:
Revelar os segredos da vida
Pra vc tempo, falta sabedoria
Autoral: @ronanmarrom
Parar/pensar/refletir/agir
Olho à minha volta buscando te encontrar...
Não a vejo desde aquele dia
Em que roubaste meu coração com apenas um olhar...
Falar contigo foi tão fácil, tão leve
Na sua voz tinha tanta alegria, tanta paixão
Que foi impossível não ficar fascinada...
Tinha tanto de mim nos seus detalhes
Que nem pensei nos empecilhos
Só no teu sorriso e mais nada.
O mundo me cansa pelo simples fato dos próprios seres humanos se afundaram em conceitos de certo ou errado, de justo ou injusto.
o choro desesperado, sem o amparo da mãe falecida, chorava em cima de seu caixão, mal sabia que dali em diante a tendência era para uma profunda depressão, dói tanto o desespero de uma alma clamando por ajuda, sem seus ideais...longe da luz, sem ninguém...dê-me um fim desta maldita vida condenada ao abismo...sua mente morre e você faz coisas que não faria se estivesse sã. Então, diga seu adeus e olá a sua paz.
recaídas, triste... A dor que nunca acostuma, em penumbra sem descanso aparente, pois quanto mais descanso mais cansado fico.
maldita e melancólica é a morte, sem todos seus escrúpulos, amarga e fria porém gentil. As pétalas das flores sempre caem no caixão e nas sepulturas, por que flores? um símbolo tão meigo e generoso.
Chove forte em meio ao desespero humano, pessoas não gostam de se molhar, tamanha a sua abundância que as vezes passam horas e ela não para, alaga, mergulha.
seu olhar sereno me diz muito, tua calma me fala que está tudo bem mesmo não estando realmente bem, teu rosto me traz uma certa tranquilidade quanto ao mundo lá fora, suas lágrimas são distintas do sereno da chuva e elas dizem que dói. Ao longe eu sei que você zela por mim mesmo no seu pior devaneio possível, sei que tudo confunde muito a minha cabeça e não era nada disso que eu gostaria de ter ou sentir, tamanha a sensação de incerto.
As vezes eu odeio as pessoas, as vezes as amo, eu diria que é algo bem inconsciente e eu não queria realmente pensar assim porém infelizmente temos nosso lado sombrio, querendo ou não isso é parte do que somos, a paz que eu sinto por você simplesmente acariciar meu rosto é inexpressável e parece que tenho tudo à minha mão...parece que o mundo é outra coisa quando o teu amor aquece o meu coração. À quem me referio em tudo isso? depende do que você considera, agradável, amável, acolhedor, carinhoso ou até mesmo que te traga uma paz interior..seja ela lugar, pessoa ou animal, apenas sinta-se bem com essas coisas que te fazem bem...
e no limiar da existência, tua presença se fez mais do que existente neste plano terreno e com ele se solta ainda mais suas rédeas que ali foram postas sem sua permissão, teu olhar nebuloso dizia que era hora de ir. No fundo do teu peito senti tua dor estridente...era triste, mal conseguia olhar em seus olhos fixamente, você estava fraco e opaco, me doía tanto te ver em uma situação tão esdrúxula que tamanho era meu terror.
Sinto muito em ter te abandonado naquele palco a noite, me arrependo amargamente e infelizmente eu vi o preço que você pagou tentando ser...você.
inspiração, angustiada é a sua volta, tuas mãos trêmulas sem saber o que por no papel. O aleatório soa agradável neste momento, o momento no qual toda luz sentida vai se esvaindo aonde todo calabouço parece sem fim, as pedras que aqui foram postas sem propósito algum, agora teriam, suas mãos foram postas em uma mesa, foram espancadas sem parar e eu sei que dói escrever pois toda chuva que caiu sobre elas ardia cada vez mais, mas você não reclamava e apenas escrevia, contrariando tudo e todos até o momento que te silenciaram. Ei me diga se algum dia você se sentiu extremamente sufocado e não conseguia gritar por ajuda, me diga o quão dolorido foi você arranhar sua garganta com as próprias unhas, me diga que você ainda pode me ouvir...
Acho que, aquelas foram realmente suas últimas palavras e eu joguei os dados porém só você viu os números que lhe aguardavam.
Com amor, Alguém especial.
jogue suas alucinações no rio e deixe elas se afogarem, perca o peso da dor e da dúvida excruciante que tanto te machuca, ó Deus o que será de mim nesse devaneio tão profundo. Olhe a sua volta, aquelas figuras te olham de um jeito estranho parecem até te chamar pra dentro de um labirinto sem luz, você sempre vai bater nas paredes que ali estão, você sempre vai...olhar, seja com atenção ou não você está olhando pra ele! ele está olhando de volta, que loucura que lugar estranho e sem conexão alguma com a realidade...espera, essa é a minha realidade.
Pisando em pedaços da lua que caíram na terra, brincando de astronauta, eu serei alguém melhor um dia, você verá.
o bloqueio, nada mais que algo lhe impedindo de chegar ao seu objetivo...como lidar com algo que a sua própria mente dita? como ainda manter o foco depois de tudo? sinceramente, eu não sei a resposta pois eu sou uma dessas pessoas da qual a mente está em parafuso, como um avião caindo ou até mesmo como frases que poderiam ser inaceitáveis porém lhe digo mais, interprete a sua maneira tudo isso.
Aonde eu quero chegar? não existe "aonde" só existe as palavras, as vezes palavras totalmente desconexas...essas que eu gostaria que fossem lidas de uma forma diferente, para cada pessoa terá tal significado diferente...esplendorosa e oceânica trazendo a vida que que a ti foi dada com tanto vigor, tirada de sí uma vida, uma mãe...um mundo? você sempre foi taxado de louco por todos mas veja bem algumas poucas pessoas sorriam para você, sempre com bons olhos e carinho...sinto meus pensamentos dispersos como um quebra-cabeça, dilapidado e moldado em rochas, um coração bom sempre achará aquele que está mal.
teus cabelos multicores, me deixaram tão hipnotizado e em profundo êxtase pois tamanha era a beleza de seu rosto, com um olhar tão singelo e meigo. Você era tudo o que meu coração ali desejava.
um velho bar, eu via a vida passar diante dos meus olhos e me perguntava a todo o momento o dia que tudo estaria acabado, me via sempre acorrentado em minha própria mente e ela era sempre muito dispersa quando eu tentava manter meu foco, ela acabou criando uma certa vida? Ela me sussurra coisas e eu apenas digo elas, ela tem uma voz doce, creio que já me acostumei tanto com ela que já não é mais um incomodo grande porém acho que ela vai ficar me prejudicando enquanto eu viver.
Ela sempre foi uma pessoa ácida nas suas palavras, me assusta as vezes... pensar com coerência é difícil, é errado romantizar isso? me sinto tão perdido com essas linhas tortas que ela desenha. Como eu te odeio mas ao mesmo tempo te respeito, à vivência com algo que você não sabe explicar é uma experiência estranha.
Ei, você sabe que as coisas nem sempre vão ser essa confusão certo? uma hora a água não fica tão agitada, nessa hora sua razão volta junto com seu senso, não deixa ela te abraçar sempre, você sabe como ela é carente porém não recuse sempre, escuta ela as vezes... fica bem.
o dia que o vento soprou tão forte, eu não pude evitar de querer sentir aquela força que ele tinha. Ainda vi uma enorme onda vindo diretamente em minha direção, aquele dia foi um completo caos, pessoas mortas e desabrigadas, a natureza é algo que o ser humano nunca vai vencer, não importa o quanto tente, chega a ser óbvio que uma descida ingrime é impossível de se descer normalmente.
Via pessoas desesperadas querendo uma saída de algo que já tinha sido predestinado á acontecer, olhei com desprezo aquela cena, eu apenas via demônios perseguindo cada uma delas dizendo que elas não teriam um bom fim, quando alguém diz na sua cabeça que já não tem mais volta, talvez não tenha mesmo. O que eu quero dizer é que as tragédias são como problemas impossíveis de se solucionar naquela hora e quando não solucionados, deixam cicatrizes terríveis.
o olhar que eu nunca esquecerei, nunca mais esquecerei o quão lindo era seu olhar. Como era bom apenas te admirar, você olhava o por do sol e eu olhava você, aquilo me fazia feliz de verdade, aqueles momentos dos quais eu guardarei com carinho.
Olhe pra mim uma última vez e diga que me ama, diga que suas palavras proferidas ainda ecoam em meus ouvidos, as palavras que a muito deixaram de significar algo. Assim como a água do mar sempre agitada eu estava quando você disse "sim"; eu diria que a cada vez que eu olhava para o teto eu via os pigmentos se solidificando em uma bela e esplêndida cor violeta... Seu nome.
você é impiedosa, assombrosa e calma, olhe todos ao seu redor...qual o critério que você tem? Qual é a sensação de estar possivelmente gostando do que vê? você sempre foi assim, sempre foi..triste e medíocre, sempre foi algo que dava pena e era um sentimento diferente dos outros, você chorava com aquelas lágrimas negras e sujas.
Sempre olhei pra você como uma incógnita no meio do túnel, tapando a luz que eu via e você apenas estava parado esperando alguma coisa? como eu disse você sempre era diferente, um sentimento diferente e escuro. O mar era um caminho sem volta, você gosta de dizer que está tudo bem mas você está sempre mentindo pra si mesmo, tentando transparecer sua mediocridade, lutando sem motivos.
trilhando algo que nem sequer é uma garantia, abrindo mão do que lhe é sagrado, desejando um coração puro e com esperanças para no fim esmaga-lo com suas próprias mãos, andando sem seu amigo pela noite que lhe acalma nas profundezas do seu abismo, olhe pra mim e diga que nada disso é real, que nada disso é um truque seu para me manter preso nessa droga de lugar. Olhe...por si só, como é revoltante sua volta a este recinto que um dia foi sua casa, sempre tudo é melancólico e sem vida? por que escrever sobre coisas que você sequer vivência para descrever?
O luto, a tristeza, a angústia, a mágoa tudo isso é algo que no seu céu cinzento te faz ser o que é, sem um teto, sem um espaço, sem um mundo. Tudo é sempre tão triste né? seu amigo ainda volta hoje pra você? eu espero que sim, ele é uma boa pessoa, uma pessoa com esperanças e desejos... você realmente quer sugar isso dele né? sua inveja é distorcida e incerta, você escreveu tão forte que a folha rasgou, seus punhos cerraram e sua raiva tomou conta do seu ser e em meio a tamanho devaneio e mobília quebrada, sua mente ainda é a mesma né? a mesma que sempre dizia pra si mesmo o quão insignificante você é pro mundo injusto lá fora, seu medo de pessoas é algo realmente perturbador...você sequer consegue conviver com alguém? o que te faz pensar que é um merecedor?
Não olhe mais pela porta pra me dizer que é a última vez, que é apenas um jogo, que é apenas seu jeito... no fundo você sabe que eu não quero seu mal.
