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CONSUMISMO
Somos uma sociedade consumista.
Não pensamos em criar, apenas em consumir sem se preocupar com preços e com as consequências para o amanhã do planeta e das futuras gerações.
Estou lutando uma guerra contra um inimigo que nunca dorme, cujo objetivo principal é nos varrer do planeta.
OS ÚLTIMOS DIAS DO CAFÉ PLANETA
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Somente eu no Café
O mundo acabou-se
Numa nódoa tônica
Ou com o último doente
De um vírus suicida
.
Passarinhos cantando
Se foram prá sempre,
Palmeiras tremendo
Não há mais,
Toda espécie de vida
Era demais
.
Somente eu no Café ...
Indago ao destino
Questões irreais
.
As garrafas vazias
Não me respondem,
As mesas ausentes
Não me contestam,
Sequer do silêncio
Outrora inexistente
Partem palmas de gente
Ou apupos de ente
.
O que eu não daria por uma vaia !
Uma daquelas vaias gosmentas
Que grudam na pele por toda vida
Uma vaia daquelas cruéis
Que nos dão vergonha
Depois da piada mal resolvida
.
Queria ter perto ao menos uma tosse
Ouvida por acaso
Contra o empenho do silêncio
Ou, quem não sabe,
uma respiração entrecortada
Que anunciasse vida
Onde não há mais vida
.
Ainda que fosse, então, um chiado negro
Que escapou da estante
Vindo de alguma traça
(Ah, mas nem mesmo o trânsito
Lá fora passa)
.
Somente eu, no Café
O mundo encontrou a solução
Que os filósofos não pensaram:
Não há mais problema
Não há mais questão
.
Apenas eu não me furto ao hábito
De freqüentar a nação
As cadeiras e mesas
Vazias de gente
Me contemplam
.
Aqui, neste Café
Reúne-se toda a humanidade do país
(quiçá da Terra)
Que sou eu
.
.
[publicado na revista Água Viva, vol.6, nº3, 2021]
A vastidão do nosso universo, faz com que nós sejamos somente pequenos seres em uma galáxia entre outras bilhões que existem no universo. Mas se nós usarmos nossa inteligência e capacidade mental poderemos mudar a nossa forma de pensar sobre o universo e talvez mudar o futuro do nosso planeta.
apesar do sol nascer em tempos diferentes para o planeta, contudo, mesmo que não seja visto, ele nasce e brilha para todos, basta acreditar...
BECAP
Me diz. Se apenas impressão.
Tem gente que , pretende extrair todo petróleo do planeta até a última gota,
E contrata cientista para dizer que não há perigo.
Para construir paraísos na areia.
Outro recolhe uma porção de tambor no fundo do quintal, solda, pinta:
E faz r míssil para soltar na cabeça do vizinho,
O pior; são parentes, imagina se não o fossem.
Outro transforma papel em dinheiro, e troca por galinhas e verduras
Dos mais pobres. Distribui espelhinhos. E cobra taxa mensal.
Outro fabrica armas para machucar pessoas. E cria uma linha imaginária,
E ainda quer continuar brincando de esputinique. Tão démodés .....
Outro, quer a derrubar arvores, sujar o oceano , acabar com a camada de ozônio.
Ê quer, que : tudo termine em carnaval.
Assim não há tatu que aguente.
Estou a favor, por fervor, por pavor do Planeta Terra.
Marcos fereS
( e essa merda de corona continua)
Vale ressaltar com todas as letras, com todo o valor semântico, sem grandes construções léxicas, que recomendações não são normas, são meros conselhos dados geralmente de pessoas mais experientes a pessoas mais jovens e inexperientes, são meros aconselhamentos, portanto, não são aventuras vinculativas. Ninguém é obrigado a obedecer a recomendação. A ausência de serviços e a arrogância de alguns órgãos que se apresentam como censores de outros são manifestações aberrantes e cabotinas de quem tem sede de holofotes. É preciso sair da órbita, da imensidão cósmica, das nuvens de algodão, deixar o mundo de fantasias, ilações pueris, inocência de crianças, pureza de menino e pousar num mundo de realidade, deixar de ser astronautas e fixar residência no Planeta Terra.
Estudamos tanto, chegamos ao título de Doutor, mesmo assim, sabemos muito pouco sobre a essência da vida no planeta.
A culpa só existe quando você age deliberadamente contra o outro, contra a ecologia do planeta ou contra você mesmo!
Devemos ter sempre em mente que é arrogância achar que sabemos como salvar a Terra: nosso planeta cuida de si próprio. Tudo o que podemos fazer é tentar nos salvar.
Considero a luta por justiça social e pela dignidade dos povos como parte integral da luta por nações mais justas e seguras, por uma comunidade internacional mais justa e coesa, e por um futuro de vida humana capaz de sustentar com dignidade nossa população, nossos ambientes e nosso planeta.
Precisamos ter responsabilidade sobre a nossa posição aqui no planeta e trabalharmos em prol da melhoria de todos.
Não é por acaso que você veio a este planeta. Procure entender o motivo de estar aqui. Ao descobrir, faça o melhor que puder, pela sua vida e a das pessoas.
Versos de um Futuro Incerto
A água que escorre, a vida que se esvai,
Nas cristas das ondas, o futuro se desfaz.
As geleiras choram, lágrimas de um tempo ido,
E o homem, em seu trono, parece perdido.
Os detritos espaciais, o céu já não é mais puro,
Cataclismos orquestrados pelo homem, obscuro.
O setor de seguros, um reflexo da tempestade,
A insustentabilidade, a face da modernidade.
A mão do homem, em sua marcha audaciosa,
Revela na Terra cicatrizes dolorosas.
A crise climática, o eco de um grito,
Na dança da morte, o homem é dito.
Nos meus versos a revolta se desenha,
Contra a ação do homem, que a Terra desdenha.
A busca pela máquina, pelo progresso sem freio,
Leva-nos a um abismo, num futuro alheio.
E assim, sob o olhar crítico do poeta,
A saga da humanidade, em verso, é completa.
Mas ao fim da jornada, o que restará?
Uma Terra desolada, ou a luz a brilhar?
Numa reflexão profunda, o poeta se vê,
Parte de um todo, na dor e no prazer.
A missão é clara, salvar o que resta,
Antes que a Terra, de nós, se despeça.
