Tag pecados
Tu me procuras em seus sonhos...
E eu te guio em todos meus pecados...
Teus desejos afogam-se em taças de vinho que as bebo vagarosamente...
Retiro-me despido de anjo...
Embalando tuas vontades como uma serpente...
Distorçendo tuas verdades...
Brinco com tua alma...
Te convidando ao meu íntimo abismo...
Te enlaço em meu olhar...
E no instante de um tempo...
Não perdido...
Mostro-te meu veneno...
E o que sinto...
Um só caminho é o bastante...
É o suficiente...
Para te mostrar que posso ser recatado e indecente...
E pode ser que derepente...
Te conquiste...
E nos amemos eternamente...
Sandro Paschoal Nogueira
Desconheço...
Sou eu poeta?
Cenário dolente...
Embora me divirta...
Aqui, coração que andou entre os homens, arranco...
Ando à deriva na fonte de muitos olhos...
Movendo-me aqui e agora entre contornos vivos...
A minha prisão de viver são perfumes de pecado...
A grande inteligência é sobreviver...
Entre o murmúrio dos esgotos...
Rotina...
De longos braços estendidos...
Velhos desejos recalcados...
Espantos e receios...
Escondidos em leitos sangrentos...
Disfarçados em diálogos sonolentos...
Provisórios dias do mundo a ti pergunto:
Sou eu poeta?
Desculpai-me esta face...
Serei eu só mais um fantasma de tudo?
Sandro Paschoal Nogueira
Deixados sobre a mesa...
Como os homens vivem...
Nem os deuses socorrem...
Os sonhos, as esperanças e ilusões...
Como um deserto imenso...
De conversas vãs...
Da enorme dor humana...
Que todos fingem não ter...
A essência de ser e parecer...
Conduz ao purgatório...
Sem ninguém perceber...
Vácuo imenso e fundo...
Eterna busca...
Inconstância do homem de ser...
Responde sorrindo à cruel realidade...
Enquanto perde-se no horizonte...
Acreditando crer...
A terra cumpre sua promessa...
De tornar a todos iguais...
O bom, o mal...
Quem riu, quem amou...
Que chorou os seus ais...
Nem este falso silêncio...
Sobre os ombros nus
e esmagados...
Nem o luar...
Pode esconder os pecados...
Raro e vazio dia.
Noite desamparada...
O momento é tão fulgaz e rápido...
Até para o mais amado...
Sandro Paschoal Nogueira
“Parei de acreditar na verdade do mentiroso.”
“Parei de procurar quem não muda.”
“Parei de pegar carona com quem não quer ir a nenhum lugar.”
“Parei de pagar aqueles que não me devem.”
“Parei de sonhar com os pesadelos dos outros.”
“Não vou levar para o Céu os meus pecados.”
Ao dormir não leve seus pecados para repousar em cima dos colchões, afinal, a maldade tem sono leve e não dispensa principalmente quem está em maus lençóis
Se alguém lhe disser que está acontecendo um avivamento em algum lugar, e quando você chegar lá e não presenciar arrependimento de pecados e um desejo profundo pela genuína palavra de Deus saiba: você está diante de uma farsa!
Não se iluda com a doutrina de amar a Deus por bênçãos que Ele pode te dar. Precisamos adorar e amar a Deus pelo que Ele É e já nos concedeu: O perdão dos nossos pecados!
O homem constrói uma parede de obstáculos ruins e quer que Deus a derrube, quando ele mesmo reconhece que foi construída pelos desejos de seus pecados.
Tente esconder todas as sujeiras de uma casa na cozinha, assim é o pecador que não retira seus pecados do coração.
Ouvi cristãos espiritualmente mal resolvidos, dando conselhos àquele que é fiel, como se fossem sábios; no entanto, suas vidas estão atrapalhadas de pecados.
Preguiça, indisposição e infertilidade tomam conta do ser humano devido o número de pecados praticados ao longo dos anos que ele deixa se dominar todos os dias.
Titica, meleca e catarro expelem os cristãos que justificam sempre suas vidas de volta aos pecados, culpando outros pelas suas enfermidades e fracassos.
Denunciar pecados ou erros é uma ordem divina, senão o mundo cercará a casa daqueles que os praticam.
Os pecados dos homens são como águas do rio Arrudas, por onde caminham seus pés para a própria contaminação do seu corpo.
Quão fracos e indefesos são os homens de cobiça, prepotentes e imorais, que levam espiritualmente o fardo pesado de seus pecados.
A presença de constantes mentiras, perseguições, tristezas, sofrimentos, depressão e murmurações na vida de uma pessoa, é prova concreta que ela não foi liberta de seus pecados pessoais.
