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E num passado não muito distante, reticências, sim reticências (...), escreviam uma história que iniciava tão linda, e sem que eu pudesse entender, ela foi interrompida. Achei que um ponto teria vindo pra por fim as reticências, ou será que era uma vírgula? ... ← voltam as reticências →...
É certo que vivamos de glórias passadas, só há passado quando há o futuro e ambos só existem pelo presente, pois nele lembramos das glórias do passado e planejamos o futuro.
Vivamos o hoje para que no futuro nosso passado seja um presente.
Certas coisas devem permanecer mortas no seu passado,
se tão somente o seu presente, for para viver o seu futuro.
Sou errôneo.
E só porque eu cai de joelhos
Não significa que o eu verdadeiro
Irá manchar de sangue esse chão.
E só porque eu sofro calado
Não significa que apaguei o passado
Do meu retalhado coração.
Sou simples, mas sou verdadeiro
De tão pouco meu ser é herdeiro
Mas carrego a saudade e a solidão.
Sou errôneo, mas sei pra onde ir
Meus amigos não me deixam cair
Afinal, os verdadeiros eu sei quem são.
COISA DE MENINA
Quando nasci, minha mãe me deu o nome da minha bisavó, figura feminina da qual todos se orgulhavam.
Mãe, avó e esposa exemplar, bisa Eliza levou um casamento até o fim, como manda os bons costumes do matrimônio “perfeito”: ‘Até que a morte os separou’. Sofreu ameaças, agressões e gritos de um marido agressivo e alcoólatra. Mas, “como deve ser”, nunca cogitou uma separação.
Doce, bondosa, religiosa, mãe de oito filhos. Assim era a mulher que inspirou meu nome.
Já nos primeiros dias de vida, ganhei pulseira de ouro e um par de brincos. Coisa de menina.
Antes mesmo de aprender a falar, já tinha dezenas de bonecas.
Minha mãe gostava de fotografar cada passo meu, e, para isso, contratava um fotógrafo profissional. Trocas de roupa, penteados e vários batons a cada foto.
Tive coleção de Bonecas Barbie, milhares de roupinha, sapatinhos, bijuterias... Tive todas as coisas de menina.
Minha avó me proibiu de brincar na rua o quanto pode. Porque isso não era coisa de menina.
Menina tinha que brincar em casa. Com as amiguinhas. De casinha, comidinha, mamãe e filhinha!
E assim foi. Até meus onze anos.
Foi aos onze que descobri a rua. Foi aos onze que descobri que além das panelinhas, havia um mundo de brincadeiras e diversão!
Foi quando descobri as trilhas de bicicleta, os inúmeros ‘piques’, o jogo de Taco, bolinha de gude e o rolimã.
Foi quando percebi que eu era flamenguista e o que isso de fato significava. Foi quando eu descobri o que era um pênalti e um gol olímpico.
Anos depois, grávida, vi minha vida se encaminhar sem que eu me desse conta. Perdi as rédeas e as coisas aconteceram, simplesmente.
Montei casa, me mudei e voltei a brincar de casinha!
Uma brincadeira que me sufocava a cada dia. Daquelas que dá vontade de guardar tudo numa caixa e não brincar nunca mais. Deixar lá no alto do guarda-roupa, até mofar e ir pro lixo.
Não durou muito. Não havia como durar.
Levou tempo, mas hoje entendo com perfeição. Eu não cabia naquele lugar, naquela vida. Aquela brincadeira já não me servia mais. Eu queria as trilhas e o rolimã!
Separei.
Queria trabalhar em algo que pudesse fazer diferença na vida das pessoas. Estudei, me formei.
Hoje, sou Pedagoga, com dois empregos públicos, e mãe do Arthur, com oito anos.
Nenhum marido.
Não lavo, não passo, não cozinho, não limpo!
Sou um desastre para encontrar coisas, e um maior ainda para manter arrumações.
Esqueço roupa no chão do banheiro, toalha molhada em cima da cama, sapato no meio do caminho! Tomo iniciativa em relacionamentos, pago a conta, pego o telefone, no fim da noite, sou eu quem vou pra casa!
Minha avó tem Alzheimer avançado. Quase não reconhece ninguém. Mas, ao me ver, sempre pergunta: “Quando você vai casar?”
Lido com olhares de lamento de amigas, que torcem para que eu me case,trabalhe menos, tenha mais filhos...
Hoje sei que posso me casar sim, mas que isso não implica em voltar a brincar de casinha. A certeza de que não preciso mais das panelinhas, me traz leveza.
De minha bisa, apenas o nome. Dos ensinamentos da infância, a certeza que posso ser o que eu quiser.
Entre bonecas e rolimãs, futebol e novela, sigo sendo o que sou, sem necessidade de aceitação externa e com a certeza que nada disso me faz menos ‘menina’. Pois coisa de menina é tudo que a menina quiser!
Não que o passado seja menos importante que o futuro presente, mas ele jamais poderá ser forte o suficiente para não deixá-lo evoluir para um estágio ainda melhor.
A vida é como um livro em que as páginas são passadas pelo vento. Acontece que o vento não sopra em uma só direção, e aí acabamos revivendo coisas já passadas, mesmo, às vezes, sem querermos
Nasci e cresci polis, estudantil me preparei, como classe trabalhei, em sociedade me agrupei e em rede sou a marca do que trilhei
''Mais cedo ou mais tarde a vida vai te ensinar a deixar alguém partir, mas o que você tem que fazer é relembrar do que passaram juntos, guarda a pessoa em seu coração e jamais esquecer dela.
Pensar na sua vida, manter o foco, seguir em frente, levantar a cabeça para tudo sem paradas para chorar, sem paradas para desabafos, mas quem consegue viver assim? A tristeza, a melancolia viram rotina na sua vida e saber que aquela única pessoa poderia mudar isso totalmente, talvez apenas com um sorriso. Mas a única coisa que te resta são os pensamentos, as lembranças e ao meio das lágrimas você se lembra daquela risada boba, daquele abraço apertado, daquele beijo na testa, daquela felicidade e se vê ali, com a mente gritando, coração badalado, com alguma coisa cortante na não, mãos tremulas. O sangue escorre, visão turva, som do coração, pensamentos da vida inteira, será esse o fim? "
O PASSADO faz parte da HISTÓRIA, REVIVA os BONS MOMENTO
Antonio R Fedossi- escritor- editorainteração.com.br
Considere que é no momento em que os fatos acontecem que melhor julgamos nossos sentimentos em relação as possibilidades de ação que podemos tomar, pois é nesse tempo que estão envolvidas todas as circunstâncias que futuramente não serão lembradas, e, por conseguinte, não levadas em consideração nesse julgamento tardio. Por isso as vezes não entendemos porque agimos de certa forma em determinada situação do passado, e muitas vezes nos arrependemos de tal ato. Portanto é inútil, e um tanto injusto, julgar no presente nossas atitudes do passado. Devemos confiar que naquela situação, devido aquelas circunstâncias, agimos da melhor forma possível.
Tudo o que eu queria quando criança era ter a felicidade que imaginava que teria. Imaginação pura de criança, onde não há o que repreender. Não há ambição nem falta riqueza. Ah, seu eu pudesse viver a beleza que era minha vida quando eu sonhava. As dores eram mais doces e até os mais altos gritos eram de amor. Minha casa era cheia de paz e alegria. Não sei mais se lembro os detalhes, mas sei que não passava batido nenhum. Se eu chorasse era por ter caído e até meu joelho ralado parecia sorrir. Saudades desse tempo que ainda não pude viver. Saudades dos segredos que a mim mesmo contava. Saudades das reuniões que só eu comparecia pra discutir sobre o meu futuro, e das vezes que até esqueci do sono esperando parar de rir.
Passado, Presente e Futuro
Espero lá na frente lembrar-me deste dia…
Espero lembrar-me de cada palavra escrita e das ignoradas;
Pois serão importantes; assim espero…
Esperei durante anos de minha vida por um momento…
Não qualquer momento, mas o ideal.
Ainda não sei o qual; e espero até hoje.
Mas afinal, provei para mim que sou paciente;
Espero, ou melhor; esperei de mais…
Hoje reconheço quê, aqueles que eu via lá atrás…
os vejo lá adiante, distante daqui.
Irrelevante é citar suas direções mas…
Espero não ficar tão atrás….
Pensando bem; lá na frente nem quero me lembrar deste dia;
Nem das palavras gravadas neste simples papel.
Não quero lembrar que esperei tanto por um momento ideal;
Mesmo não sabendo exatamente o qual;
Mas hoje, não espero mais nada nem por um semelhante,
Sejam os que estão por perto; Ou até mesmo os distantes…
Esperava lá na frente lembrar-me deste dia;
Mas como chegaria lá se ainda estivesse aqui; Esperando?
Por isso decidi não esperar mais.
À partir de hoje, seguirei adiante e confiante;
Se por algum motivo, amanhã eu tiver de olhar para trás
Não mais verei aquele rapaz, paciente esperando…
Mas de quem estou falando?
Que rapaz foi este? Olhei e só vi pegadas…
Pegadas que ficaram gravadas no chão, perfeitas até então…
Sem sinais de tropeços ou escorregão
Vi pegadas firmes numa única direção.
O Passado
Bebe da sua própria vida...
Afogue-se em mágoas suas do passado,
revive dores antigas.
Dores que emergem das noites vividas
ou que pulsam latente
em plena a luz do dia.
Sabe as velhas feridas que tu tens medo de tocar?
Toca-as, com teu próprio dedo,
faze-as sangrar.
Transforma o teu escárnio em afeição
e deixa percorrer nas tuas veias cheias de nicotina,
o sangue encarnado que turva o teu coração.
Morrer já não basta para si,
viver assim já não é mais opção,
faze tu também o teu caminho:
- Resgata de dentro do peito tudo que há por lá,
mesmo que não possa ver agora,
tira o que puderes tirar.
Resgate a si mesmo de dentro do próprio peito
ou, enterre-se de uma vez por todas lá.
Faz o que tem de ser feito, não cabe mais reclamar.
Mate-se o dia inteiro, viva-se pleno, até o sol raiar.
Descubra como é importante enterrar-se no peito,
e depois desenterrar-se no dia em que bem desejar.
A partir de um certo ponto da vida, algumas coisas que não foram feitas no passado, tornam se urgentes, devido o risco de não se ter mais tempo, então quando o tempo é curto, o essencial se torna prioridade.
Lamentar ou tentar reviver o passado repetindo os mesmos
caminhos que não deram em nada, não traz mudanças.
A ira e o rancor tampouco.
Contar a história de um ângulo que nos beneficie em
detrimento de outros distribuindo culpas e atraindo compaixão também não.
Melhor é aceitar os erros (tentativas de acertos!) e aprender com eles.
A vida pede honestidade consigo mesmo e aceitação dos fatos.
Se uma ou várias oportunidades foram perdidas é preciso
acreditar que outras virão e estaremos mais sábios e
cuidadosos para não perdê-las.
Que sejamos real a morte faz parte do futuro!!
e o nosso passado nos culpa do que vivemos o agora!
que sejamos consciente de que tudo é meramente um piscar de olhos!
Por isso vivo com o presente o passado é o aprendizado e o futuro é a consequência do agora!
ao tentar esquecer o passado, e ficando com o futuro, acabei me apaixonando pelo presente, e tudo tomou outro rumo!
Espero que esse vazio que você está sentindo agora suma com o tempo, que está tristeza seja passado e que a solidão não faça parte da sua vida...
