Tag parte
Não sou completo, sou de partes. Aonde uma parte de mim acredita no amor e a outra prefere apenas um final feliz. Uma parte que espera o seu beijo e a outra parte que prefere só um toque. Uma parte que sonha com você e a outra que só pensa em você. Sou feito de partes que creem na verdade, mas em uma parte sou apaixonado e na outra um amante. Uma parte precisa de amor, carinho e beijos constantes e a outra... também. Não tenho partes perfeitas, mas você me inspirar a ser.
Pode ser que em algum momento você pare sua vida para fazer alguma coisa. Mas lembre-se de que é possível que essa coisa vá fazer parte da sua vida.
Voltar de viagem me causa uma sensação muito estranha, sinto como se eu tivesse deixando uma parte de mim pra trás.
A parte boa do Diabo é a parte que falta em Deus. E a parte boa de Deus é a parte que falta no Diabo.
"Deus pode fazer o que podemos fazer, não obstante Ele decidiu colocar em nossas mãos tudo o que nos é possível. Devemos sempre fazer a nossa parte".
A gente não pode confundir paciência com acomodação, paciência não é isso! Paciência é equilíbrio, é saber esperar, mas também saber agir. Ter calma, mas também atitude. O ideal é sempre ter a paciência como aliada, desde que a gente saiba o que realmente ela é, sintonizar pensamentos e ações para galgar os degraus da existência e receber o que é seu por direito, por mérito. Pedimos ao Pai: "Venha a nós o vosso reino". Porém, mesmo enquanto esperamos o Reino da Glória, precisamos nos mexer por aqui. Tudo flui, mas a genuína fluência requer iniciativa.
Caminhe, faça a sua parte.
Depoimento do Abismo – Parte II
Às vezes penso se algum dia fui algo.
Um nome. Um corpo. Um gesto de humanidade.
Mas essas memórias, se existiram, apodreceram sob o peso das águas.
O tempo aqui não passa — ele apodrece.
É um tempo imóvel, estagnado, onde tudo que respira morre em silêncio.
O que resta são vestígios de pensamentos,
ecos de uma razão que tenta sobreviver ao esvaziamento de si mesma.
Pergunto-me: o que é a dor quando não há mais corpo?
E descubro que ela sobrevive mesmo assim,
porque a dor é anterior à carne —
ela é a lembrança do que fomos,
a cicatriz deixada pela ausência de sentido.
Aqui, a consciência não se extingue.
Ela se estilhaça,
se parte em fragmentos que flutuam sem direção,
como restos de naufrágio num mar sem horizonte.
Eu os observo, esses fragmentos.
E cada um carrega uma versão de mim que não reconheço.
O que sou agora é um silêncio que pensa.
Um vazio que filosofa sua própria forma.
Compreendo, enfim, que o verdadeiro castigo
não é o fogo, nem o tormento físico.
É o excesso de lucidez num lugar sem realidade.
É saber demais num espaço onde nada tem nome.
Aqui, a única certeza que tenho
é que nunca sairei.
Não por estar preso —
mas porque já não há um "eu" que possa partir.
O rio Aqueronte não aprisiona.
Ele dissolve.
Ele absorve o que resta da alma até que a alma se torne ele.
E eu… já não sei se sou aquele que caiu,
ou apenas mais uma corrente fria
a arrastar outros para o mesmo fim.
Os animais vão ter você pra vida toda, mas você só vai ter eles por uma parte da sua vida... Pensando por este lado é tão triste...
Sou um amontoado de pedaços, onde moram partes que não nasceram em mim e hoje florescem em um corpo que é, de algum modo, meu. Tenho um pouco de todos e todos têm um pouco de mim, vejo-me espalhado.
Esse eu sem nome, essa parte que nasceu em mim e agora habita em outro corpo, ainda sou eu. Desgasto-me com velocidade absurda, meus fragmentos se espalham por toda parte. Sinto-me completo somente quando estou disperso.
Como um galho arrancado da árvore e plantado em nova terra. Como a árvore que viaja através de suas sementes, eu vivo nas entranhas alheias.
Assim, quem busca a perfeição humana se perderá, pois não há encaixes perfeitos em pedaços distintos.
Não somos nada sem ninguém; não conseguimos nada sozinhos; qualquer conhecimento só se constrói com a soma do conhecimento dos outros; nada é perfeito sendo sozinho, pois sozinho és apenas uma parte; o fazer só nunca será o fazer da melhor maneira.
No mar de minhas emoções costumo lançar qualquer sentimento que me pareça ruim, isto porque lá sei ele é pequeno, se dissolverá e será parte daqueles que este mar, compõem.
Para tudo há procedência, por isto existem as leis, e quem não gosta delas, mas também não pode muda-las, sofre das consequências por não cumprí-las. Assim é o mundo socialmente, até mesmo de pontos de vistas naturais, em qualquer que seja o lugar, em qualquer que seja o tempo. Afinal de contas, onde se viu o fígado fazer o papel do rim? Ou a boca fazer o papel da orelha? Ou o boi dar leite no lugar da vaca? Ou mesmo a lua iluminar o céu porque o sol quiz tirar férias?
Faça a sua parte!
Certas situações nos remetem a um passado longínquo, do qual não fizemos parte, mas que aparenta ser peculiarmente familiar.
Deus faz a parte Dele e nós trabalhamos para que isso dê certo. Como tudo não é culpa de Deus quando dá errado, da mesma forma ocorre quando está certo. O resto é apenas omissão da nossa parte!
