Tag nadar
Senti tanto amor que enchi e transbordei.
Senti sem desaguar nos rios da realização. O que transbordou inundou meu pensamento a ponto de eu querer nadar nas valas da ilusão que se formaram na minha imaginação.
Tamoatá
Tamoatá não é só um peixe,
é uma palavra que aprendeu a andar.
Inventou pés onde só havia barbatanas,
carrega no casco histórias que desafiam o seco
e planta memórias no fundo das lagoas vazias.
Quando a água foge, ele permanece.
Não se assusta com a ausência,
seu sonho o umedece.
Respirar fora d’água é a poesia do Tamoatá:
ele mastiga o ar como quem se alimenta de esperanças.
É peixe do mato, de água pouca e chão úmido,
veste o barro como quem carrega sua pele.
Faz-se rio onde só há poeira,
e, no silêncio das várzeas secas,
aprendeu a ouvir a fala das poças.
Tamoatá é peixe caipira,
conhece o mato como quem conhece o caminho de casa.
Ele não tem pressa,
faz do brejo um campo de repouso.
Com seus pés de peixe, planta passos na terra molhada,
ensinando ao tempo a ser lento, a ser raiz.
Ele prova que, fora da água, a vida também tem suas correntes,
mesmo que sejam mais lentas.
"Continue a nadar!"
No espaço o encontro de objetos não é por acaso. Na verdade o acaso não mora ali. Nesta ordem cósmica mesmo que demorem milhões de anos, as rotas estão sempre pré-estabelecidas. Assim é o nosso destino, somos nós neste sistema de coisas, só é o que é. Faças sempre o que deves fazer!
Eu queria conseguir controlar minha dor com a mesma facilidade que você ignora o que diz amar.
O problema é que não sei dosar, me embriago, me afogo e não sei beber não sei nadar, não sei a hora de parar.
Eu precisava pular fora
Mesmo sem saber nadar
Mesmo me afogando
Uma hora ou outra
Eu iria me salvar
E imagina?
Não me salvei
Morri.
Pai
Ó pai
Aqui nesta sacada
Olhando para a noite estrelada
Se é que aí está
Preciso que aí de cima me olhe
E me mostre a melhor estrada
Ó pai
Me diga o que faço
Me ajuda a continuar nadando
Mesmo que já não aguento o repuxo
Mesmo que não quero mais
Me manter boiando
De forma que as ondas da vida
Do meu indivíduo estão ganhando
Ó pai
Me faça lembrar
Me faça lembrar do porquê
Do porquê entrei nesse mar
Quais objetivos queria alcançar
E do quanto vale a pena nadar
Ó pai
Me ajude a recuperar o fôlego
Me ajude a reabrir o olho cansado
Me ajude a me livrar das câimbras e dos machucados
A qual a vida me impõe
Ó pai
Me digas o que te fez tão forte
E me faças tão forte quanto tu eras
Me mostre quais foram tuas escolhas
Das mais graciosas às mais medonhas
Mesmo que não sejam de grande honra
Ó pai
Me dê forças para continuar
Me dê vontade para nadar
E uma luz para me guiar
E por fim peço de joelhos
Que me liberte dessas garras
Que me puxam para o alto mar
E me levam para o fundo do mar
O mar da vida
Estou muito exausta
Parece que estou com a água até o pescoço lutando para não me afogar
Eu nado, nado e não e não consigo sair do lugar
Parece que todos os esforços estão sendo em vão e por Deus, eu tô cansada de nadar
Eu só queria me deixar afogar, deixar tudo para trás, deixar enfim meu corpo descansar.
Ao nadar contra a maré é que um peixe faz seu cardume, um aquário não deve servir eternamente de berço para alevinos
Vivemos no mesmo mar
Com águas por todo lado
Uns vivendo em iates
E outros vivendo a nado.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
02/05/2025
Viver e conviver com pessoas onde a luta é em vão, é nadar contra a maré. É gastar energias boas em algo que não tem mais conserto. É necessário buscar novos caminhos e semear estas energias em outros ares.
Abaixa as tuas marés
pra eu que possa apreciar
exatamente como és,
dos teus encantos, desfrutar,
linda mulher, meu bem querer
que faz meu coração palpitar,
quero poder sentir o prazer
de nadar nas águas do teu mar.
Deixa eu nadar nas tuas águas,
quero ser inundado pela tua essência,
não conhecer apenas a tua superfície.
Pretendo desbravar as profundezas das tuas emoções,
contemplar além da tua graça sublime e excitante,
sufar nas oscilações das tuas ondas,
tocar a sinuosidade do teu corpo
e a sensibilidade do teu espírito,
sentindo sensações intensas
de avivamento.
Então, se também for do teu agrado, juntos, podemos imergir num momento profundo,
sem sentimentos rasos,
estaremos no nosso próprio mundo
e o tempo, oportunamente, será ignorado.
Nada como um banho de sobriedade,
nadando em águas transparentes
sem nenhuma adversidade.
Um nado tranquilo que deixa o corpo em movimento e refresca a mente,
assim, um precioso avivamento
com uma paz evidente.
É necessário nadar pra se acostumar com a vitalidade da superfície,
em seguida, mergulhar pra ver a vida abundante que há na profundidade.
Isso pode ser aplicado ao nosso viver
e a consideração que devemos prestar,
já que enquanto o nosso sentimento
e a nossa vontade forem rasos,
estaremos vivendo pela metade
e não amaremos alguém de fato.
