Tag menino

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⁠Minas tem belas montanhas; tem histórias e memórias; tem valores e culturas; Minas tem Monte Verde e Boa Esperança, Minas de Entre Rios, de encantos e poemas; Minas tem bela literatura, recheio de expoentes juristas; Minas de grandes estadistas; Minas de Drummond, Minas de Kubitschek, de Guimarães Rosa, Minas tem Cruzeiro e Atlético, Minas tem Pampulha e Teatro das Artes, Minas de Belo Horizonte, Minas de Governador Valadares, de Contagem, Minas de Teófilo Otoni, berço da Liberdade; Minas Gerais do Menino do Mucuri.

⁠O QUE CEROL DE NÓS?
Eu, menino, mirinzinho ainda, voinha me levou para conhecer o Rio de Janeiro. 
A gente ficou no bairro de Duque de Caxias, na casa de uma amiga dela, D. Arcanja, que aliás fazia jus ao nome (e sobre quem no futuro contarei algo).
Ocorre que fiquei na frente da casa vendo os meninos empinarem arraias naquela rua de barro.
De repente, um monte de carioquinha veio correndo em minha direção, e - súbito - uma pipa caiu no meu colo.
Tentaram tomar de mim. Aí segurei a arraia com cara de medo e gritei:
- Oxe, oxe, oxe, oxe! Nada! É minha!!!
Aí um deles falou:
- Vc é baiano?
- Sou!
- Oi! Eu sou Arimam!
- Luís.
- A gente vai te liberar, baiano, mas vc vai ter que empinar essa arraia!
Nos dias seguintes, fiquei vendo os meninos temperando a linha - o cerol - para a batalha aérea que aconteceria no dia outro.
Era fascinante ver a algazarra mitológica que a gurizada empolgada fazia. E, quando uma linha era cortada, pequenos troianos fluminenses corriam para ver quem pegava o prêmio. Uma espécie de alegre agressividade coloria o evento... Rsrsrs
Eu não tinha linha nem aprendi a receita do tal cerol. Mal sabia empinar, a não ser o meu nariz, como blefe de valentia (rsrsrs). Então, numa atitude criativa e desesperada (às vezes o desespero é um start para a criatividade...), fui catando um monte de resto de linha velha que via pelo caminho, fui remendando uma na outra e fiz o meu carretel "frankenstein".
Na véspera do retorno à minha Bahia, fiz a arraia ganhar o espaço com as linhas de bagaço.
Arimam já era o meu melhor amigo e me orientava no combate espacial.
- Vai, baiano! Vai, baiano! Puxa! Solta! Vai!!!
Os outros davam risada, pois entendiam que linha remendada, velha, usada, desgastada não garante nada.
Eles entenderam errado...
Consegui cortar a arraia dos meninos da outra rua!
Fui carregado como herói da meninada!
No dia seguinte, a despedida... Ia chover, mas Arimam desenhou um sol no meio da rua de barro... As nuvens respeitaram a majestade solar...
 Todos fizeram uma vaquinha e compraram geladinho com broa de milho. Foi uma das melhores festas da minha vida.
Voltei à minha Bahia com a minha voinha. 
Isso aconteceu há 39 anos...
Hj não mais menino, lembro essa história e percebo que minha vida é um carretel de linhas remendadas cuja arraia ainda está no céu...
Ainda está no céu...
Sobre o que virá depois?
Não sei mais nada.
A única certeza é que, embora forte e imprevisível, chegará a hora em que a linha será cortada...
E eu correrei em alguma rua do infinito da memória com a meninada.
Obrigado, Arimam!

Inserida por ProfessorLuisAlberto

Como um menino

Gostaria de confiar nas pessoas
Com a inocência de um menino
Gostaria de ter a força
Com a vitalidade de um menino
Gostaria de ficar triste e
Chorar como menino
Gostaria de me alegrar e
Pular como menino
Gostaria de sonhar
Com a facilidade de um menino
Gostaria de resolver os problemas
Com a preocupação de um menino.
Por ser um adulto, não farei coisas de menino
Mas me apaixonarei sempre por CRISTO
Como um menino.

Inserida por RodneyNascimento

"Acontecimento cumprido... É a Virgem Imaculada que deixa descer Jesus Menino na sua pobre serva... Começa agora a vida de Jesus em mim...Ele tem tantas bonitas intenções...Deixem-me saborear Jesus..."

Inserida por madremastena

Sempre fui encantado com a ideia de amor perfeito.
Lembro-me muito bem do sentimento inesplicavel que me sobreveio ao ter contato pela primeira vez com a obra classica de Romeu e Julieta. Eu era ainda um menino, e como menino acreditava em coisas de menino.

Inserida por Felipepp_psi

-Quem já esperou por um "Como você está?",que nunca irá existir?!

Quem nunca na vida,já se pegou pensando se é ou não é a ovelha negra da família.E depois de um bom gesto vindo de alguém,tudo começa a ficar mais confuso,pois você começa a acreditar que talvez alguém ainda goste de você.

Mas você é confuso ou confusa demais pra entender essa coisa de gestos,de tanto apanhar da vida e ser ignorado pelo seu próprio sangue,começa a negar à sua própria existência! ...Mais foda que isso é,saber que não tem pra onde correr,não vai em quem confiar,mesmo sabendo que um ou dois ainda possa tentar querer fazer alguma coisa.

Todos os dias,à vida vai levar a gente pra um abismo e vai fazer uma questão de perguntas,todos os dias seremos questionados por pessoas que só querem ver a gente sofrer..Vai ser difícil,é difícil!!!

Mas pra quem tanto já sofreu e sofre,a dor já nem é tão notável,pra quem tanto já amou mais a dor que a sí mesmo..Ela se torna uma companheira,que sim,machuca,mas que já sabemos o porque ela vem sempre..E o porque ela tem que permanecer...

Quem tem a dor como alívio das paranóias,tende sempre à ser o culpado da desgraça dos outros,dentro da sua própria casa..Isso é o que dizem por ai.

Inserida por RegiSanz

⁠O CIRCO O MENINO O PALHAÇO

Vou ao circo, rir com o palhaço
Nariz avermelhado
Roupa multicolorida 
Sapato alongado.

Voa ao circo o menino alado
O olho arregalado
A bermuda florida
Chinelo remendado.

Vou pro circo! O menino será palhaço
O sonho realizado
A vida querida
Deixar mais menino abobado.

No centro do circo o riso despojado
De tanto riso largo
Na face do menino
Que um dia virou palhaço.

Inserida por marcos_peixe

⁠Eu tô gostando de um menino aí
Mas ele ainda não sabe que eu gosto dele
Se bobear, eu vou é desistir
Eu sou muita areia pro caminhãozinho dele

Inserida por pensador

⁠Sentar-se à mesa ao lado do Menino do Mucuri exige fortaleza de caráter e grandeza de espírito

Inserida por JBP2023

⁠O menino do Mucuri tem luz própria, que incandesce com efervecência; o artificialismo do nexo temporal é apenas alfinete sem brilho e sem ofensividade

Inserida por JBP2023

⁠Minas Gerais é berço de riqueza das ciências jurídicas; de Além Paraíba a Teófilo Otoni há sempre motivos para enaltecer a essência da construção jurídica com promoção de direitos humanos; haverá sempre um Menino do Mucuri com amor exuberante ao garantismo penal.

Inserida por JBP2023

⁠Minas Gerais tem poeta de Itabira e de Cordisburgo; nada disso será suficiente para ofuscar o brilho do Menino do Mucuri que rasga de emoções as veredas da exuberância humana

Inserida por JBP2023

⁠Chuva de ternura

Aurora de rara beleza
Alvorecer de deusa
Risca os céus da Capital
Do Amor fraterno
Traz esperança e felicidades
Aos pássaros e nessa
Gente de bom coração
Pingos d’águas
Fazem ecoar o som
De impactos na terra
Imaginações férteis
Viajam nas tenras
Saudades de outrora
Aguçando o viés poético
Do Menino do Mucuri

Inserida por JBP2023

⁠Menino do Vale 

Lembra-se de mim?
Sou aquele garoto do Vale 
Que te recebeu
Com honras de Estado
Que satisfez nas suas
Vaidades e caprichos 
Talvez tenha esquecido 
De tudo isso por quê? 
Mas a memória talvez 
Seja sempre eletiva 
Aquece o presente e 
Despreza o passado
Mas a vida é sempre 
Assim, cheio de medos e 
Surpresas 
O mundo gira e 
Logo, suas vaidades 
Se transformarão em pesadelo

Inserida por JBP2023

⁠Palácio. Sonhos de menino 

De repente um sonho 
O cenário é de cultura 
A bela imagem que se 
Desenha na praça Tiradentes 
À noite a fonte jorra 
Para o alto águas coloridas
Sob acordes de uma bela 
Ária que encanta 
O banco de cimento 
Alimenta a esperança de 
Grandes amores
Do outro lado a casa da 
Arte exibe as aventuras 
Da era do gelo 
Filmes e animações 
Tempos de reminiscências 
Recordações artísticas 
O poder econômico sepultou 
O lazer, a cultura, arte 
Sonhos do Menino 
Do Mucuri deixam 
Rastros de saudades 
Oh, Palácio de lembranças! 
Mil e coloridos que impregnam 
O tempo de outrora, amor e sedução 
No coração a lembrança 
Da grama bem cuidada 
O verde exuberante 
Da beleza que exala 
O Néctar do prazer de criança
Oh, Palácio Tu és 
Eterno em nosso tenro 
E plangente coração

Inserida por JBP2023

Júlia Botelho. Estrela Incandescente 

20 de abril de 2023. 
Explosão de amor no mundo 
Uma estrela que reluz
Luz incandescente
MULHER forte, guerreira
Meu mundo perfeito 
Sabedoria do espelhamento
Fonte plena de sabedoria 
Aquece a imaginação 
Do Menino do Mucuri 
Explosão de inspiração poética
Comburente que oxigena
Força energética da minha 
Semântica axiológica
Fio condutor do poeta do Vale 
Mulher cheia de amor
Me ensinou o valor da vida
Me deu bons ensinamentos
Respeito, princípios e valores
Eticidade e amor ao próximo
Me ensinou o caminho do dever
Me conduziu pelas veredas da retidão
Profusão de superação
Eterna professora da vida
Fonte das minhas conquistas
Que Deus lhe dê muita saúde e vida longa. 
Feliz aniversário! 
Por Ti meu coração jorra o sangue
Do amor verdadeiro e surreal. 
JÚLIA BOTELHO 
TE AMO ETERNAMENTE.⁠

Inserida por JBP2023

⁠Menino do Vale do Mucuri

Cercar-se de pessoas boas; rodear-se de profissionais de fibra moral; amar a verdade; internalizar a ética como apanágio da vida pública; repudiar o ódio e cultuar a paz; ser livre para agir conforme os mandamentos legais e jurídicos; combater a opressão; amar a Deus em primeiro plano; respeitar as convenções socais; defender os princípios familiares, sociais e religiosos, repudiar a escravidão da insensibilidade, eis os ditames do Menino do Mucuri.

Inserida por JBP2023

⁠Reflexões perfunctórias do Menino do Vale do Mucuri

Lute sempre para melhorar 
As relações humanas
O bem-estar, a qualidade 
De vida das pessoas
A grandeza do nível 
De confiança no meio social
No ambiente em que se vive
Sua força enobrece o território
E o espaço na sociedade.
Seja porta-voz na defesa 
Dos princípios humanitários
Não deixe a maldade prosperar
Não transija jamais diante 
De choques de interesses
De conflitos de valores
Se tiver que fazer opção entre
A influência do poder econômico
E os valores éticos
Faça opção pelas firmes 
Convicções da dignidade
A espada capitalista do terror
Não tem o mesmo poder diante da sólida
Estrutura moral
Existem valores que são inegociáveis
Se algo lhe importuna e maltrata sua alma
Saia do barco enquanto 
Somente persistem as ameaças
Iminentes de naufrágio
A hipocrisia cabotina
Logo se descortina
A máscara logo vem ao chão
E todos verão que tudo 
Era ditadura do vazio
Do amadorismo, da fantasia narcisista
Da vaidade desmedida
Do encanto pueril
Bom mesmo é ser feliz no Vale do Mucuri
Na amada Teófilo Otoni
Onde a paz prospera 
Tudo é muito leve
A arrogância logo é detectada
A brisa ameniza o sofrimento
E afasta a opressão
Seja protagonista do seu tempo
Cujo desiderato é a promoção 
Dos Direitos Humanos
E construção da Cultura da Paz.

Inserida por JBP2023

⁠Menino Cientísta

Ei, menino imaginativo,
onde vai com tanta pressa e empolgação?
Corre, vem ver titio, minha coleção,
de pedras preciosas, tenho um montão,
diamante, rubi, ametista, olho de falcão,
cristal, jaspe, rodonita, turmalina, pedra bolão...
Nossa!!! Estou admirado quão lindas elas são,
Só cuidado com essa titio é pedra sabão,
se pisar, escorrega e cai de cara no chão.

Inserida por robertosim

⁠Costumo me realizar em três lugares mágicos e distintos. Numa bela vista, sinto as reminiscências de um tempo de pureza; do Alto do Iracema vejo a majestosa cidade do amor fraterno; a fonte grande de inspiração me faz extravasar a sabedoria de poeta do Menino do Mucuri. 

Inserida por JBP2023

⁠Fui um bom menino. Adolescente e jovem, bastante reprovável. Como homem maduro, paguei por minhas decisões equivocadas.
Agora me preparo e peço a DEUS que me permita ser um ancião "frutífero.

"TERRAS CATARINAS"

Lembro dos campos nevados
das poças congeladas
que meus pés de menino
insistiam em pisar
até quebrar
até congelar
até saciar...

Lembro da mata em setembro,
das flores do Jacatirão
da ameixeira torta
de tantos frutos
já cansada
quase morta...

Lembro da velhinha de pés descalços,
descendo a montanha faceira
um balaio de aipim na cabeça
como se peso não houvesse
como se ver os netinhos
fosse-lhe o céu prometido...

E tudo pra ela era fácil:

Raio era "a luz do céu"
trovão um boa noite de deus...
Os ventos de Junho e Julho
tinham que existir
para quebrar os galhos das árvores
que queimariam no fogão
para ferver a agua
para fazer o mate
que nos reuniria
em volta da quente chapa

e o calor das pessoas
era mais quente que o fogo...

Lá na Serra Catarina
de onde me sorri uma menina
que há muito tempo se foi...

(M. J. Ventura, Macapá, AP, 2006)

Inserida por MarthaCourteville

Há coisas frequentemente associadas a meninos, a meninas e a todos os gêneros. 

No entanto, esses elementos não deveriam ser usados como padrões rígidos para definir ou limitar o que cada pessoa pode ou deve fazer. 

A crítica está em transformar essas referências sociais em regras inflexíveis, que acabam por restringir a liberdade individual e alimentar estereótipos.

Inserida por I004145959

⁠O Menino
de: Manoel Jonas

O menino sonha em comer pizza,
o menino sonha em dar uma casa à mãe.
O menino sabe que precisa estudar,
mas não sabe o que a vida lhe reserva além.

O menino é feliz no alto da colina,
de onde vê o mundo sem barreiras ou dor.
Ele enxerga uma colina verde ao longe,
parece um tapete, um paraíso, um esplendor.

Mesmo cercado pela falta de tudo,
o menino sorri, porque ainda pode sonhar.
Ele conta histórias para si mesmo,
e no mundo imaginário, sempre pode voar.

Mas as letras são ranzinzas e difíceis,
não ajudam o menino a encontrar seu lugar.
Até que Mimi, a macaca sábia,
lhe ensina que as palavras podem o libertar.

O menino sonha e acredita,
mas não sabe que a sua cor tão linda
será sua próxima batalha,
um muro que o mundo lhe destina.

O menino se pergunta em silêncio:
"Por que minha cor incomoda tanto?"
Ele percebe que precisará lutar dez vezes mais,
mas não entende o motivo desse pranto.

Inserida por manoel_jonas

⁠No fundo, no fundo, nós somos todos iguais
No fundo, a gente ainda é o rapaz
Indeciso...

No fundo, no fundo, ainda temos tanto medo
De passar a vida e perdermos o tempo
Impreciso.

Atrás de cada ser humano adulto
Existe um ser carente e inseguro
Escondido

Que no fundo, no fundo,
No fundo, ainda é a criança
Carente de abraço, carinho e atenção;
Ficando emburrada, brigando por nada
Explodindo em prantos sua frustração...

No fundo, no fundo, nós somos todos iguais,
No fundo, a gente é frágil demais,
Mas disfarçamos.

No fundo, no fundo, ainda buscamos a esmo
Admiração e reconhecimento
Dos que amamos

Atrás de todo adulto tem sempre a criança
Que perde o ritmo, mas não perde a dança
E que faz de tudo para impressionar!

No fundo, no fundo, a gente ainda é o menino
Que esquece no palco a letra do hino,
Mas mexe a boca e finge cantar! 

Inserida por maria_beserra