Tag memória
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Essa madrugada...
acordei sem rumo sem noção, tomei um banho, e percebi que eu estava em descompasso, coloquei minha cabeça no travesseiro e meus olhos tomados por lágrimas, tive sensação de estar desprotegida, e com o coração inundado por um vazio, nunca senti isso! Me senti como uma criança deixada sozinha num escuro, tive medo, nunca tive medo! E nesse vazio de insegurança, percebi que vc não estava mas ali, e mesmo você minha mãezinha, estando inerte, à alguns anos, eu tinha você, tinha seus olhos olhando pra mim, vez o outra eu ia em busca desse olhar, sentia o calor de sua pele, me sentia segura eu tinha mãepai, sim! Foi MÃE E PAI. Nesse mundo de pouco amor, você se foi e me deixou uma certeza do que é amor verdadeiro
Te amo mãezinha
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dura o momento
não mais que um instante
o lampejo de felicidade
ilumina o durante
mas na memória fica
a presença constante
Hiato
Fiz a ti um verso,
Uma lembrança,
Fiz a ti uma memória,
De tantas outras, fiz a ti.
Revés o mundo tem,
O seu explicável,
Seu firmamento trancado,
Abraça-me.
Anamnese eu,
Diferente de tantas outras,
Intensa,
Cobra-me.
Tu,
Uma centelha de estímulo,
Calmo,
Espero.
Uma escada ao ar livre,
A conversa, a curva do sorriso,
Um toque, o beijo... O beijo!
O tchau.
"E que você ainda possa se lembrar - se de mim e falar :
- Esse eu lembro ainda tenho um sorriso dele guardado em minha memória "
GRACINHA
Eu sou aquela caixa d'água a tilintar dentro da noite veloz. Lá fora, o sereno caía vadio enquanto os rumores dos carros mexiam com as luzes dos postes. Tchiqui, tchiqui, tchiqui... Quase sempre, o ventilador ao pé da cama. A cama. A cama. Aquela cama... Na área, o churrasco embalava os nossos estômagos famintos. A fumaça passeava por todo espaço. Chegava na cama. A cama. Aquela cama... Ao meu lado direito, meu mano: pequeno, raquítico, olhos negros, cabelos lisos. No centro, a mana: covinhas amontoadas, coqueirinhos na cabeça, chorinho fácil a descolar na boca. Ao lado esquerdo: vovó. Vovó. GRACINHA. Corpo roliço, cabelo despreparado, pele macia e branca. Sua mão a "irribuçar" os netinhos com colcha vermelha. Sua mão a cantarolar no meu peito. Um dois três carneirinhos. O ronco, o sereno a cair, os rumos dos carros e eu-caixa d'água, eu-saudade, eu-vontade-de-voltar.
O amor vagueia feito música pelos campos das colheitas verdes que perderam a memória dos dias de sol...
Saudade tem rosto, saudade tem nome, saudade tem cheiro, saudade tem beijo, saudade tem sorriso, saudade tem momentos incríveis que nunca se apagarão da memória...
o tempo tudo governa, e vai deixando em nós imagens que perduram na memória... começo a dar-me conta de tudo que fiz e o que não fiz e dou valor a pequeninas coisas que me pareciam ocultas até aqui....
Favores são mais prazerosos quando você faz, do que quando lhe são ofertados.
Quando você faz é intuitivo, quando o outro pensa em fazer nem sempre é um favor, é apenas alguma intenção disfarçada.
"Charles Darwin só podia ser um bêbado ou era generoso demais. Dizer que somos descendentes dos macacos??? Que ofensivo!! Para os macacos!!!"
Sem memória...
Sem história...
Com paixão...
Com sofreguidão...
Sigo uma linha...
Que é só minha!
Pedro Marcos
O tempo não apaga e nem cura, por maldade ou talvez compaixão ele apenas estende um véu sobre a memória, um véu que de tempos em tempos pode ser erguido ou retirado
Quero te pedir desculpas, mas lembro do seu orgulho. Quero te sentir, mas lembro o quanto me queria afastado. Quero falar, mas lembro que não gostava da minha voz. Quero chorar, mas lembro que não se importava com meus sentimentos. Quero pensar em você...mas lembro que já tem outra pessoa pensando em você. Queria guardar você na memória, mas você me queima por dentro. Decidi te esquecer, mas sua infinita presença mancha meu pequeno universo de dor. Queria sonhar, pois estarei dormindo...mas até em meus sonhos você consegue chegar.
O choro do céu
O céu está a chorar
Ele já cansou de errar
As nuvens... suas pálpebras
As gotas... suas lágrimas
Cada gota uma história
Uma velha memória
Pela janela escorrem suas lágrimas
Por ela vejo a sua verdadeira chuva
O sol se ausentou
Mas um dia, ele ainda brilhará por lá
Apenas por um instante, as nuvens se fecharam
Cinza... tudo cinza
É uma escuridão clara
E Tudo fica tão ranzinza
Luz
Hoje eu vi o sol nascer,
Há tanto tempo eu não via,
A noite ir embora, e dar lugar ao dia.
Abri os olhos devagar, deixei a luz entrar,
Ela me contou uma história,
veio morar na minha memoria.
Luz que exorciza o medo, que traz o sossego,
Que tira da escuridão, que pega pela mão,
Mostra tudo que reluz, as estrelas e o luar, um rosto familiar,
Aquele sorriso sincero, para sempre há de lembrar.
Porém não só das rosas lembrará e o que ver não poderá apagar,
Mas para que não voltes a tropeçar, teus erros ela iluminará,
As lembranças são as memórias nítidas que nossos olhos emitem, podem ser sonhos de outra vida ou deslumbre já vividos
O segredo para lidar com o passado é simples, basta deixar as coisas ruins para trás, os bons momentos na memória e nas poesias.
O vento sopra com força, entra pelas janelas do sonho e à memória um arrepio que humedece o olhar...
O que é Eterno é a boa memória,
o que perece é a má história,
porque em todo os ciclos das historias
que fizeram memórias,
existiram momentos de luz.
