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Mãe Oxum
Tão bela.
Tão doce.
Horas, suave como as cascatas.
Horas, agressiva como as correntezas de ter rios.
Porém, sabe amar como ninguém.
Nunca subestime a rainha Oxum, ela até pode até parecer frágil, mas ela sabe o momento certo de mostrar suas forças e sua irá.
Ora ye ye minha mãe.
Até hoje eu nunca soube descrever minha mãe, eu só sei que ainda a amo quase tanto quanto eu a odeio, ou vice-versa. Foi ela quem, direta ou indiretamente, me causou as piores tristezas que eu já tive até agora, mas, sem sombra de dúvida, as minhas melhores gargalhadas foram com ela. Caíamos na gargalhada por qualquer motivo, muitas gargalhadas, minhas e dela, e eu certamente sentirei falta disso.
A maternidade também sangra
Nunca é assim, com essa maquiagem toda e esse ar de paz. Pelo menos pra mim não foi. É meio perturbador quando seu filho tem uma patologia muito comum: refluxo, porém em um grau muito elevado.
Era assim que ficávamos, juntinhos, mas não era só amor, aliás era amor!!! Dobrado: porquê era amor e cuidado.
Uma luta pela vida.
Em um dos episódios iniciais de ficar desacordado, antes da descoberta da doença, entrei em pânico e desespero.
E desde então entrei em estado de alerta e nele estou até hoje.
O guri já tem três anos, come de tudo, mamadeira desce goela abaixo cheia (no topo)!!! Mas o meu corpo, meu cérebro de mãe ainda não entendeu isso.
Alguém avisa pra ele por favor? Porque eu já tentei inúmeras vezes e foi insucesso.
Agora que ele corre pela casa, acho que chegou minha hora de ficar assim como na imagem, usufruindo de um belo batom, cercada de boas companhias, não tão pequenas mais, mas com o mesmo significado de amor, puro amor.
Um reprodutor é aquele homem que simplesmente engravida uma mulher e vira as costas para ela e para o bebê.
Um pai é aquele homem que engravida uma mulher, assume seu papel de homem, participa da gestação e cria seu filho com presença, amor, carinho e muito afeto.
Ser pai vai muito além de postar fotos no Facebook ou pagar uma pensão, contrariado, de poucos reais, e achar que está de bom tamanho para o filho.
Deve ser incrível ter um corpo que pode carregar uma criatura inteira dentro dele. Tomara que se pareça comigo.
A maternidade n'alma e na carne são tênues adjacentes da ternura e da fúria em função natural exercida.
Acho que meu maior objetivo é fazer meus pais rirem. Talvez seja disto que se trata: uma maneira indireta de tentar entreter meus pais, assim como fazia na sala de estar quando eu era criança.
São tantos planos, e de repente eles nascem, nos tomam por completo, nosso tempo, nossa vida, nossa alma. É um medo e um amor sem fim. E o tempo passa, e passa depressa...
Um dia, um mês... um ano. E o que vai ficando são as lembranças de tudo aquilo que, embora muitas vezes seja dor, só chamamos de AMOR.
Há mulheres - sobretudo as que não tem compromissos compulsórios com a maternidade - que, ao passarem a vida propagando o desejo de não terem filhos, afastarão de seus campos energéticos os ascendentes necessários à recepção de um espírito no ventre. Em alguns casos, quando tardiamente o desejo de ser mãe se manifesta, sentem-se desafortunadas por não conseguirem realizá-lo depois de tanto repudiá-lo. Neste momento, só uma reconstrução psíquica profunda pode recriar as condições necessárias a atração de um espírito afinado. Neste processo, meios há. Facilidades, não.
Com essa vontade estar no controle, tudo que acontece, achamos que é nossa culpa. Ficamos achando que temos o poder e a responsabilidade pelas mudanças que virão. Mas a gente não tem. Por isso, precisamos começar a encarar as mudanças a partir de outra perspectiva.
A gente quer tudo previsto e garantido. Na nossa cultura, estamos fazendo isso de um jeito tão obsessivo, que fica difícil viver. Em vez de deixar rolar, ficamos obcecados pela perspectiva do controle.
Estava ficando farta daquele comportamento de dois pesos, duas medidas. Quando as crianças se comportavam, pertenciam ao pai; quando não, eram da mãe.
Precisávamos dizer em voz alta todas as coisas amargas, negativas e perversas que pensávamos. Os remédios, os hormônios e a constante frustração da nossa vida nos tornam babacas, e não temos permissão para sermos babacas em público, porque as pessoas não gostam.
É esquisito ter uma coisa que é minha e não é da Mãe. O resto tudo é de nós dois. Acho que meu corpo é meu, e as ideias que acontecem na minha cabeça. Mas as minhas células são feitas de células dela, quer dizer que eu sou meio dela. E também, quando eu digo pra ela o que estou pensando e ela diz pra mim o que está pensando, nossas ideias de cada um pulam na cabeça do outro, que nem lápis de cera azul em cima do amarelo, que dá verde.
Muitos costumam romantizar a maternidade, não somente pelo fato de não assustar as pessoas ao redor, mas também para se convencer de que aquele mundo “maternalmente romântico” existe! Que o mundo da maternidade não é triste, solitário, sombrio, depressivo... Afinal se alguma mulher dizer algo do tipo seria considerada um “monstro”.
Muito se fala do Amor inexplicável de uma mãe...
Mas pouco se fala dos desafios, tristezas, inseguranças, medos...
Mas por mais difícil é exaustivo que seja, nenhuma mãe troca essa vida corrida por nada.
A maior decisão que uma mulher pode fazer na vida não é com quem se casar, mas quem será o pai de seus filhos. É um elo para a vida toda.
