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Olhos castanhos, olhos verdes, olhos azuis… Algum de fato me amaria? Às vezes parece que nenhum deles nunca lutariam por mim.
- As janelas da minha casa
Desço do carro às pressas e corro pela garagem, escorregando no final, próximo a porta da cozinha pisando de mal jeito no tapete, mas bem a tempo, um dos bombeiros me pega pela cintura antes que eu caia no chão.
— Cuidado, ou teremos que socorrer você também. – Sua voz é rouca e sedutora, suas mãos parecem que me soltaram em câmera lenta.
- As janelas da minha casa
Dar estrutura para um professor é como abastecer um carro: ele vai mais longe e mais rápido, levando muitos com ele.
"É uma honra representar a secretaria, onde trabalhamos com o que me move, a Educação."
- Julho de 2021, no dia da nomeação como secretária municipal de Educação
Eu sou o livro proibido,
banido em muitos países
repudiado por muitos,
alvo de olhares hostis e de falsos pudores
sou o livro que te desafia, que te faz desaprender...
em poucas livrarias me enfeito, esquecido pelos deuses, abominado, sou renegado,
mas sou acolhido por ti.
POEMAS DO LIVRO: Palavras azuis acordam a madrugada.
Editora 7Letras
01
O poeta se põe a escrever
como se entrelaçasse a face de um fantasma.
O vulto transita pela cena, flutua sem corpo
e deixa no ar o poema com voz trêmula.
02
Queria falar do susto
quando acordei pálido
com palavras azuis pedindo
escreva um poema azul?
Eram palavras assustadas,
não queriam dizer nada,
vieram no pesadelo
procurando a poesia da madrugada.
03
Neste palco despovoado despertamos.
Sei que me olham de soslaio
sondando o que há em volta.
Agora miram meus olhos e dizem
palavras azuis acordam a madrugada.
04
Palavras azuis acordam a madrugada,
mas dizem nada sobre a noite sonâmbula.
Antes que seus nomes sejam pronunciados
regressam ao seu destino, imersas em sono.
Não podemos tocar nessas imagens nuas,
ressonadas de sonhos e cansaço.
05
A dançarina silenciosa escapa da mão.
Que desleixo deixá-la caindo caindo
por mero desatino, sem destino.
Que mão abre-se relapsa
soltando a mão de outra
que se perde sem sentido?
Sem sentido a seguir
a dançarina se refaz
e renasce em cor
tão flor tão forte.
Em si ela contém o mundo.
E não tem nome algum.
Não me pergunte o que é.
Não a colhi de palco alheio.
Veio sem tempo de ser começo, meio
e fim.
É coisa cadente, estrela abandonada.
Caiu de mão que retém nada.
06
Escreve tuas palavras de horror.
Mas não grites.
Não levantes a voz acima do poema.
Escreve em caligrafia fria teu pavor pálido.
Para onde vamos quando enlaçamos as mãos?
Sentei-me ao pé da árvore e me colei ao solo.
A gravidade me consola e lança a maçã no meu colo.
Gravitando em torno da palavra, o poema nos acolhe
em sua órbita mordaz.
"...já estou farto das multidões, mesmo quando estão felizes... se ficam com medo, ou querem crucificar alguém, ou adorá-lo. Sinto muito, mas é demais!".
O amanhecer renova as energias e proporciona uma página em branco no livro da vida que devemos redigir.
"O mundo não é necessariamente um lugar de prazeres e constantes alegrias, mas também não é um inferno inabitável. É uma espécie de purgatório, onde penalidades e recompensas se alternam, agravando-se ou atenuando-se de acordo com as atitudes e o merecimento de cada um."
Os homens propõem casamento à luz de lua; as mulheres pedem o divórcio.
Escrever o livro se tornara uma tortura e terminar o livro significava o fim da sua vida.
Você nunca está velho demais, maluco demais, selvagem demais para pegar um livro e ler para uma criança.
Só os tolos acreditam
em tudo sem questionar,
mas os mais tolos são aqueles
que nem sequer se dão a chance
de tentar.
(ALBUQUERQUE, Lis. Aproveite a Viagem! Pág. 52)
Ao menos farto de anos
comemoro os melhores dias nesta vida. Até que eu pisque um olho, acordado quem é já nasce pronto!
Vejam, uma coisa é eu ter certeza, e outra muito diferente é que isso seja verdade. // livro: O Verão das Bonecas Mortas.
Nunca ninguém matou alguém por amor, isso é uma mentira dos tangos. Só se mata por cobiça, por despeito, ou por inveja, pode acreditar. O amor não tem nada que ver com isso. // Livro:
O verão das bonecas mortas
