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Berzerk
Como num grito estrondoso a minha selvageria é acionada,
Não sou quem você pensa, não sou quem você quer que eu seja,
eu guardo meus conflitos para serem acionados em momentos necessários.
Tudo que compreende sobre si mesmo e sobre os outros
não se compara ao que pode se revelar!
Todos nós explodimos as vezes, todos!
Não me queira ver em batalha, pois posso morrer tentando,
ou não deixar ninguém em pé!
A realidade é dura e serena,
a realidade assusta!
Sua doma é eficaz, assim como a minha reviravolta
dominar, enfurecer, maltratar e enlouquecer
nenhuma grade prende o coração liberto
nenhuma prisão segura o pensamento
nenhuma prisão segura o pensamento!
NENHUMA PRISÃO SEGURA O PENSAMENTO!
Explodo, transpasso, ultrapasso, explodo, sou, vejo, realizo...
Ninguém é tão santo a ponto de não ser safado!
Ninguém é puritano em pensamentos
Ninguém é aquilo que aparenta ser!
Rostos angelicais não escondem muito tempo aquilo que se tem por dentro!
Bezerk...
Somos todos renegados daquilo que queríamos ser e não somos!
Ou somos, mas, com extrema luta em partes pensamos ser!
Cada dia mais humanos, caóticos, céticos, cegos, mudos!
Dualidades incontroláveis sendo equilibradas em um só corpo
Passividade e selvageria
choro e alegria
são extremos, intensos, invasivos, transcendentes a tudo aquilo que se tem visto!
Lutar, pensar e agir...
Agir, lutar e pensar...
Pensar, lutar e agir
...
*Quem de nós...
Quem somos nós...
*Quem de nós?...
*Quem é vc?
*Quem sou eu?
Insaciável, incontrolável, insubstituível?
*NÃO!
*apenas um selvagem a cada dia sendo domado e moldado, segurando a fúria do dia a dia!
*Domesticado para ser igual,
*Educado para ser normal...
E no final?
*Sobra apenas a selvageria...
Bezerk...
Dei tempo ao tempo que me disse ao vento no alento do sofrimento para ficar atento que tudo será um livramento.
Liberdade
Imensa vontade
De seguir,
E não reagir
Sentir como um pássaro
Nas asas
A imaginação
O desejo
De poder
Viver sensações
E não ter que temer
Ao vento revolto,
E serenar
E buscar
Horizontes!
Quanto mais atenção me cobram
menos atenção eu dou.
Não gosto de me sentir obrigada,
a única obrigação que eu tenho é
a de ser livre.
Já observou um pássaro que é totalmente livre e você o prende. Ele fica triste, mas você vai cuidando dele durante meses/anos e do nada você resolve o soltar. Ele fica louco, vai pra longe, passa meses viajando, mas depois volta porque a liberdade não é a mesma coisa.
Por: Silvia Godoi
Os grilhões da libertinagem camuflam-se sob os ímpetos instintuais, seus elos por serem invisíveis dão uma falsa impressão de liberdade.
Penso que as pessoas seriam mais felizes se acreditassem uma nas outras, mas ou invés disso preferem acreditar em um ditador onipotente, que não pode nada, onipresente, que não esta em lugar nenhum e onisciente, que não sabe de nada.
Deus criou a natureza para o homem, e o homem para a natureza. Sendo assim, não podemos viver em atrito com nosso eu.
Eu gosto de competição, eu gosto de sabe o quanto eu sou bom em alguma coisa, eu gosto de sabe que fui o melhor, e é por isso que estou fardado a uma vida pequena, uma pessoa que precisa se sentir o melhor, necessita sempre de alguém para faze-la se sentir a melhor, tirando assim qualquer possibilidade de liberdade. Mas afinal existir coisa mais utópica que a liberdade ?
A liberdade em excesso é uma forma travestida de uma prisão sem grade. Pois mesmo com asas para voar e pernas para andar, serão inúteis sem um destino aonde chegar.
Na vida a gente só tem que vencer um desafio: Os nossos próprios medos! Quando vencemos os nossos medos nos tornamos
livres para fazer o que quiser e voarmos como pássaros em liberdade.
Um aquário é só um adorno decorativo para o seu dono. Mas para o peixe é uma prisão, uma constante tortura, de onde ele enxerga o mundo pelo vidro, mas se limita a percorrer os limites que este lhe impõe.
Liberdade vai além do querer e das amarras de outras pessoas, vai até onde sua mente consegui alcançar.
Há um certo tempo, descobri que nunca olhei para vida. Ela, diante de mim, crescia tímida, temerosa que seus encantos pudessem me afugentar e, por isso, inerte, absorta em seu escaninho, olhava-me com olhos de ternura. Com a paciência de Jó que lhe impunha a fim de ver desabrochar o oportuno instante de não ter seus abraços partidos por minha desfatez. Ela sempre me olhando como sou, eu olhando-a como eu imaginava vê-la. Aos poucos, entre tantos dissabores e do fel da fria concretude da realidade, nós dois nos tocamos. A pele logo se ouriçou, aquele frio na espinha desceu até os calcanhares e nós nos olhamos. Notei que aquela não era a vida que há anos observava, chorei ao ver as marcas dos fulcros que as lágrimas deixavam por onde escorriam em seu rosto, a aspereza das mãos, os pés descalços, a boca seca, os cabelos desgrenhados... eram tantas as marcas que era difícil, ao primeiro encontro, apaixonar-se por tal criatura. Entretanto o brilho angustiado de seu olhar ainda era vivo e senti-me convidado a contemplar a visão que dali a vida tinha. As pessoas que eu acreditei enxergar, aos poucos se desvaneceram, feito fumaça, daquele ponto em que eu podia olhar, outras que nunca tinha visto, agora se mostravam em cada gesto, em cada jeito singular de se movimentar. Naquele instante, senti as lágrimas sulfúricas abrir caminhos por cada expressar deste rosto que nunca estivera cá. Olhei a minha volta e já não vi mais a vida. Percorri os espaços ao redor buscando, procurando saber onde estaria a vida, mas não voltei mais a enxergá-la. Hoje, caminhando entre meus achados e perdidos, vi que muito do que achei que fosse nunca estivera lá ou cá, vi que havia coisas de mais em todos os recantos que não deveriam estar. Vi pessoas durante o caminho que não eram as mesmas que imaginei que fossem estar lá. O susto foi grande, pensei: o que eu fiz com o resto de mim? Quando a vida se apresentou, pude perceber que as pessoas que imaginei, que um dia enxerguei não eram bem aquilo que avistei. A miopia é um mal que carregamos para não enxergar a vida.
Eis a graça! Tão graciosa que nos deixa absolutamente sem graça, desconcertantemente constrangidos. Nossos argumentos mais refinados vão para o lixo. Nossa sofisticação se torna obsoleta. A graça implode nossos castelos de areia. Ficamos sem chão. Entregues à vertigem da liberdade. Fiados exclusivamente em Seus propósitos, cuja equação inclui misteriosamente a Sua soberania e a nossa liberdade.
Os anjos devem ter achado que Deus perdera o juízo. Não é à toa que Paulo se refere à loucura de Deus, associando-a a Sua inebriante fraqueza.[7] Quão subversivo é o Deus revelado em Jesus! Ele Se esvazia para poder encher todas as coisas. Sua majestade resplandece na Sua humildade que beira à descompostura. Seu poder se revela na fraqueza, Sua presença na ausência provocada por Sua retração, Sua sabedoria em Seu desvario. Sua vida pulsa vibrantemente através de Sua morte. Sua soberania se sobressai ao conferir liberdade aos seres dotados de consciência. Sua justiça se impõe na exposição de Seu amor.
