Tag julgamento
"Ninguém é tão bom quanto parece falar, nem tão ruim quanto as pessoas dizem. Duvide de quem só fala dos
defeitos dos outros."
Tinha medo de mudar o visual, mas se não mudasse, teria medo da opinião alheia. Tinha medo de cortar o cabelo, mas se não cortasse, teria medo do julgamento. Tinha medo da cabeleireira, mas se não a procurasse, teria medo dos apelidos maldosos. O medo sempre me levava a outro medo. O ciclo nunca se finda! É preciso ter coragem para confrontá-lo.
A gente se preocupa tanto em dar explicações, dizer que não foi aquilo, que a pessoa entendeu errado, chora se descabela, fica magoado, mas tudo isso é desnecessário, é perda de tempo, é se humilhar desnecessariamente. Se a pessoa, realmente tivesse intenção de entender não te julgaria, e se julgou é porque já te condenou. Então, o que a gente precisa é parar de ser besta. Para que ficar dando tanta explicação se o veredito já foi dado?
A gente julga demais uns aos outros e se esquece que no ápice do desespero, qualquer um de nós é capaz de tudo.
A maioria das pessoas que apontam os nossos erros, não tem interesse alguma em corrígi-los. O que querem é nos diminuir, nos injuriar e nos desvalorizar perante os olhos dos outros e nossos próprios olhos, como se elas fossem a própria personificação da perfeição.
Lembre-se sempre, as pessoas vão sempre te medir por aquilo que você tem ou pelo que você fez. Raramente por quem você é ou pelo potencial que existe em você.
Infelizmente, num julgamento, as opiniões não contam muito, mas as aparências, sim.
Eu não quero ter que viver mudando de acordo com o interesse dos outros, nem para agradar ninguém. Quero ter a liberdade de ser quem eu sou de verdade, sem medo de ser julgada, condenada ou má interpretada.
Por que temer o julgamento? Se hei de morrer no final.
É no sufocamento de uma grande caixa que qualquer poder se finda. Tal caixa, consegue ser forte o bastante para suportar o peso dos pisos e da terra, mas fraca o suficiente para não manter o corpo intacto. Hemos de morrer! E quão amarga precisa uma alma, para julgar no dia do sepultamento!? Se porventura julgar, qual poder terá sobre mim? Nenhum; um dia há de está no meu lugar.
Serdes ricos, influentes, pobres, frágeis, abatidos psicologicamente, serdes apenas um comum, no fim, chegaremos no mesmo lugar, alguns com um caixão mais bonito que outros, mas do que importa a mais beleza ilusão, se ela não me pode trazer a vida de volta. Hemos de morrer. Isso já não é suficiente? Porque, então, deixar que as palavras alheias antecipem a minha morte!?
Em suma, seremos pó do mesmo chão, lama de um grande temporal, mas basta-me de minha alma, essa, sorrirá orgulhosa, chorando a alegria de lhe ter sido fiel até a morte. Que me tirem a vida, mas a alma alegre, não me poderão arrancar.
Não sei dizer o que vem primeiro em meus pensamentos quando olham para mim, imaginar o monstro que devem estar vendo ou então saber que estão vendo um monstro.
Julgamos as pessoas pelas nossas crenças, costumes e verdades.
Somos o juiz, os jurados e a plateia.
Só não podemos esquecer que, seja qual for o veredicto, ele só tem validade dentro das paredes do nosso eu.
A beleza verdadeira transcende o julgamento de bonito e feio, pois vai além das aparências superficiais.
Você já sentiu que faz as coisas só porque os outros fazem? E tem medo de mudar? Ou fazer algo que pode confundir ou surpreender as pessoas?
Não dava para ditar o certo e errado na vida alheia, até porque, na hora do purgatório, o julgamento seria individual.
"Julgar antes de perguntar o porquê é ignorar a complexidade das emoções humanas e a riqueza das histórias pessoais. Busque compreender antes de concluir, pois nem sempre as aparências revelam as verdadeiras intenções do coração."
Não se prenda ao julgamento alheio, seja ele positivo ou negativo, pois são apenas opiniões passageiras. O verdadeiro respeito emana a partir do peito, independentemente de as pessoas gostarem ou não de você. A luz sempre ilumina as sombras.
Me dói dizer isso, mas, como seres humanos, não há absolutamente nada em que possamos confiar além do nosso próprio julgamento.
Se as vezes nos julgamos incompetentes é porque nosso inconsciente está sempre julgando, e por vezes tem razão: Somos mesmo incompetentes. Mas, por outro lado, ser competente ou incompetente depende de uma referência, um referencial. Sempre haverá pessoas piores que nós, mas sempre iremos nos comparar com pessoas que julgamos melhores, só pra ficar nos martirizando. Mas a realidade é que somos melhores do que muitos, e muitos gostariam da vida que temos e muito lhes agradariam saborear das conquistas que temos. Mas depois de muito nos martirizar percebemos que apenas podemos ser quem de fato somos. Então, ficamos em paz consigo próprios. Fazemos as pazes com nossas incapacidades, aceitamos que não somos e que não precisamos ser perfeitos, aprendemos dar risadas das nossas debilidades e está tudo certo.
Daí, é só envelhecer e esperar a morte como seres insignificantes que somos.
Só o tempo é soberano e só ele pode nos provar que a única coisa que levamos e que podemos ter é breves momentos de felicidade.
Soneto: Juizo Final
"Chegará um dia em que o juízo final
Virá sem aviso, sem contemplação,
E todo homem será julgado igual,
Sem distinção, sem exceção.
Os pecadores, então, terão de prestar contas,
Por cada ato, por cada omissão,
E as almas justas, em paz, terão o monte,
Para desfrutar a glória e a salvação.
As trombetas tocarão com força e estrondo,
E os vivos e os mortos se reunirão,
Para ouvir a sentença do justo julgamento.
Mas antes que chegue esse momento,
Sigamos o caminho da redenção,
E vivamos em paz e amor, com nosso próximo e com Deus, em cada momento."
Se importe menos com o julgamento dos outros a seu respeito e mais com a pessoa que você é, de fato. Lembre-se sempre: a opinião dos outros é problema unicamente deles e não seu.
