Tag ilusão
Viver é tão ilusório que ao experienciar o óbvio cremos que é mudança ou o novo
ou o despertar.
Porém vivenciamos sempre o mais do mesmo.
Acordar pra algo é ir rumo ao contrário da maioria!
Se Iludir Não É Algo Ruim,
Só É Algo Que Só Os Idiotas Fazem.
- Oii, Quem É Você?
- Prazer Sou O Idiota
Não sei o que me deixa mais triste...perder alguém que nunca tive ou perder a ilusão de que tinha alguém ao meu lado...
O que fazer com o meu querer? Se querer não é poder?
O que fazer com estas minhas vontades insaciáveis? Uma imaginação tão fértil, a todo momento criando cenas de filmes, minha mente não para, extravasa. Estou cansada, não fisicamente, mas mentalmente, queria não pensar, porém não seria eu, amar queria, não agora, bato a porta, estendo a cama e olho na janela, ele me olha, mas não sorri, queria-o aqui, grudado em mim, talvez outra hora, agora não, me deixe imagina-lo, como será seu rosto, não sei, está embaçado, de longe não consigo ver, apenas seu rosto não consigo imaginar, o motivo, não sei, também me pergunto, o espio e ele me espia, talvez pense o mesmo que eu, talvez não, e outra vez um talvez, queria poder, mas sei que querer não é poder, assim por hora o vejo fechar sua janela, fecho a minha, arrumo a cama e vou dormir. Amanhã é outro dia, que volto a imagina-lo aqui.
E inútil pensa que o dinheiro satisfará todos os teus anseios e felicidades, no final tudo é ilusão.
Doce Veneno
O amor é como um veneno doce.
Pode até ser agradável ao paladar, mas no final te mata.
E comigo foi assim inúmeras vezes.
Dizem que o amor é uma droga, eu provei dele, me permiti viciar.
É como um alucinógeno, você vê e ouve coisas que não existem.
Prefiro chamar de ilusão, a ilusão é como um óculos de realidade virtual.
Por mais real que possa parecer diante de seus olhos, não existe.
É algo que criamos na nossa cabeça, um alguém completamente oposto daquilo que está diante da nossa realidade.
O amor é como uma canção melancólica, mas com uma bela melodia.
A melodia faz bem aos ouvidos, mas a canção é triste, fala sobre dor, amargura e decepções.
Decepções essas que somos vítimas diariamente.
A decepção é como um dia de inverno, você se cobre com roupas quentes, mas o frio continua presente ao seu redor.
Digamos que a decepção é o frio, e roupas quentes são a ilusão.
Você pode se vestir de ilusão, mas isso não anula o fato de que a decepção esteja ali, ao seu redor. E quando você for tirar as roupas quentes (ilusão), você vai sentir a decepção.
Voltando ao fato de que o amor é como um veneno doce.
Eu me permiti beber, me permiti embriagar.
Por fim, esperei a morte, e inúmeras vezes ela não me ocorreu.
Pois em um momento, eu senti que já estava morta.
Não haviam qualquer sinal de vida.
O amor é como um veneno doce, que te leva a morte do seu eu, antes mesmo de você provar dele.
Pois você se mata, para criar alguém capaz de aceitar a ilusão, a decepção e até mesmo a morte, por algo que diz ser amor...
Quando o amor não é recíproco, até sonhar doe.
Nem o tempo esvanece à dor cravada na alma.
E o meu Eu? Esvaeceu-se diante da hipocrisia de viver na ilusão.
Verso triste
Hoje eu resolvi ler
Todos os poemas que um dia eu fiz para você
Uma forma
Ainda que em lágrimas
Num último desejo
Tudo rever
A minha inspiração se perdeu num sonho lindo que um dia sonhei
As letras sumiram
As rimas também
Só ficaram lágrimas
E a saudade de você
Já não consigo mais juntar palavras para poemas fazer
So me restaram as tardes pálidas
Sem versos
Sem rimas
Sem você.
Admirar a grama sempre verde do vizinho é muito bom! Mas as vezes te toma todo o tempo, a ponto de se esquecer de regar a tua. A vida pode te surpreender, a grama do vizinho ser sintética e para sua que mesmo não sendo perfeita, era de verdade, pode ser tarde demais!
Não se iluda, você não encontrará uma lâmpada com um gênio para realizar três desejos, mas o gênio do espelho existe sim, com fé e perseverança ele realizará todos os seus pedidos que com gratidão e humildade pedires e construíres.
O conhecimento é apenas a ideia mais contundente entre as outras ideias (ilusões)
Talvez o que nos falta é testa-las mais do que se auto afirmar
A capacidade de aceitação de ideias diferentes da padrão.
Se toda vez que você entrar pela porta X recebesse um tapão, será difícil você entrar pela mesma porta com uma ideia de que você não receberá o tapão.
Ideia 1: Não vou receber outro tapão
Ideia 2: Vou receber outro tapão
As suas ideias moldam a sua realidade. Algumas pessoas nunca conseguem terminar de atravessar a porta sem receber o tapão, por não estarem acostumados com a realidade 1. A resposta permanece inconclusiva até que se atravesse.
(Benéfico se fatídica - Toxica se ilusória)
Mulher Invisível
Por que você faltou
A cada dia que fiquei sozinho
Por que você não diz
Que deseja o meu carinho
Por que se afastou
Quando eu mais me aproximei
Não sei o que tu queres
Muito já me perguntei
A cada dia que passa
É um dia a menos sem você
A solidão me incomoda
Estou querendo te ver
Por que não me chamas logo
Se também me queres ver
Ficas perdendo a emoção
De quem tu queres ter
Mostre que tens carinho
Demonstre que tens vontade
De ficar muito pertinho
Antes que seja tarde
Será que foi ilusão
A carência traz enganos
Esquecer essa afeição
Refazer os meus planos
Talvez nem seja verdade
Talvez nem seja possível
Foi tudo uma grande miragem
Da mulher invisível
Cigano Romani Em 01/02 /19
Fb Romanipoesias
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Chove lá fora
Vejo poças de ilusão
Lágrimas de chuva,
Folhas de paixão
Na face da saudade,
Escorrem pelo chão.
Na indecisão da consciente decisão,
perdi me na perdição perdida da ilusão.
Perdida perdição que perdi na ilusão,
transporta me para escadas que tenham corrimão.
Hoje, só hoje, comecei a perceber o quão incrível o deserto é. Estive andando nele... comecei a dar alguns passos, andei milhas de distância; as miragens começaram a aparecer. Estava sedento! sedento de você. Neste deserto, comecei a imaginar como seria se tivesse um jardim. Os pensamentos foram a mil... imaginei você. Você era a flor mais bela. Comecei a cultivá-la. Cheguei e você já estava. Linda. Formosa. Exuberante. Exalante. Um brilho incrível. Indizível. Pensei que fosse uma rosa, uma orquídea, ou outra flor invejável. Andei nesse deserto, fiz morada. Queria ser eterno. Esse deserto me reservava grandes surpresas, assim como o universo vai se revelando aos poucos, vai mostrando as suas nuances, os buracos negros, as suas constelações, as suas dimensões – você se revelou a mim. Viajei no deserto, no tempo, nesta imensidão árida, arenosa. Nele, estava você. Você sempre esteve lá. Agora, te vejo diferente, começo a te regar, cultivar, cativar, ceifar, te pegar. Pego no inimaginável. Na penumbra. Naquilo que um dia ousei pegar, cheirar, sentir, florir. No final da caminhada, percebo que você não era uma rosa, tampouco uma orquídea. Surgiram-me indícios que eu estava cultivando no jardim errado. Eu estava a capinar em um terreno que não era para mim. Reguei, cultivei, cativei, dei amor, podei, flori, ajudei a criar os pendões, as pétalas, as sépalas, o botão... ledo engano. Descobri que a minha tão sonhada rosa, na verdade, era um girassol. Gira, GIRASSOL. Enquanto eu a cultivava, lhe nutria, lhe beijava – mesmo na miragem – ela estava a olhar para outro jardim, para outro beija-flor, estava inclinada para outra direção. Senti-me indiferente. Percebi que ela o acompanhava, ela se inclinava em sua direção, a sua luz invisível o chamara a atenção. Creio que não me restava nada mais a fazer a não ser guardar os meus instrumentos de jardineiro e contemplar a miragem que criei deste deserto árido com status de jardim fértil em um solo arenoso num momento de sequidão. A minha rosa era um girassol, ela estava a olhar para outem, para outro sol, outro beija-flor. Enquanto eu a regava, ela acordava todos os dias pela manhã e procurava esse sol e ia a sua direção, ao seu encontro, se voltava para ele, ficava mais amarela e irradiante ao receber as luzes desse sol que a deixava em um amarelo ouro impecável. Do deserto, fica em mim a lembrança da rosa que um dia reguei, cativei, cultivei; a mesma rosa que virou um girassol em um belo raiar do dia. Recolhi-me ao meu jardim. Antes, florido, agora, em botão. Daqui, contemplo o girassol que um dia foi rosa em meu jardim. Neste momento, este girassol está tremendamente feliz sendo cultivado por outrem, por outro jardineiro, sendo beijado por outro beija-flor. O beija-flor a alimenta do néctar da vida, o almejado, o tão sonhado momento florescedor. Por um momento, quisera eu te ter como minha rosa, porém o sol me fez uma surpresa e te apanhou quando eu menos esperei, nesta miragem sentimental deste deserto árido que neste momento nomeio de você, o girassol que um dia foi a minha rosa, a minha rosa cheia de espinho o qual me deleitava em seu néctar, nas suas pétalas, na usa beleza impecável.
Creio eu - creio somente - que o Universo é uma belíssima e misteriosa ilusão, e que o acaso que cerceia sua criação não é um acaso, é proposital. É a atemporalidade da consciência que cria o conflito entre a hipótese e o empirismo.
"Brincar de EU"
brincava de ser Seu
Teu presente era...
eu Não ser eu
brincava de ser tonto para te prender...
te assustavas e tu gostavas
até te admiravas...
o que EU podia fazer
presente a Ti
mal a Mim
À...
prender ao Peito
meu Jogado coração...
eras Tu Dia,
eu era noite
Brincava EU...
De Ilusão.
Leon Nunes Goulart
