Tag fora
Sua maior tolice foi querer laçar-me em seus engodos, pensando que brincar de amor me faria crê que tu somente serias quem deveria dedicar todo o meu amor...
Não sabias que todas os seus joguinhos manipulador, não fui eu o derrotado, mas tu foste cativo em seus próprios enganos, pois foi você quem morreu na primeira fase de minha aceitação e não faz parte dos meus planos...
Quero confessar que sempre fui usuário nas minhas relações consensuais da Ciência Aberta, prática que me tornou dependente da química do pensamento fora do padrão que é torturante, mas, inovador a cada dia que observo o nascer do sol e percebo que estou vivo de novo.
Hoje eu saí de casa...
E vi que o mundo não parou, eu sei que ele não para
E eu me entristeci...
Faz tanto tempo que estou no meu casulo que já nem lembrava mais como era lá fora.
Casamento? Felicidade mundana? Eu joguei fora relações assim há muito tempo junto com a minha identidade no dia que virei espião.
Eu já te disse uma vez – você precisa manter suas emoções fora disso. Se você valoriza sua vida, nunca confie em ninguém.
Quantas vezes caminhamos lado a lado?
-Todos os dias meu amor....
Desde que me sou vida e entendo as palavras
que definem este âmago profundo do meu ser
em que sou tanto e tudo, quando não há mais nada
para ser fora de mim.
(Alice Vaz De Barros)
Compreenda a tartaruga, ela só progride quando estica o pescoço para fora.
Beleza para mim é algo mais profundo, que vem de dentro para fora.
O CERRADO LÁ FORA
Quanto o manto da noite veste o cerrado
O silêncio invade a alma numa melodia
Num versar tão sensível e tão sossegado
Tal uma sensação de uma erudita poesia
As estrelas no céu, alvacentas e luzidias
Numa harmonia em seu encantado voo
Bailam pra lua em parceiras companhias
Celebrando a magia dum dia que acabou
Escura, sombria, duma vastidão gigante
Odorante, e de um singular inteiramente
Belo, significante, muito a todo instante
E nesta quietação mouca dorme a flora
Numa sedução, e fascínio tão inocente
Do embalar da noite no cerrado lá fora...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
26 setembro, 2021, 20’44” – Araguari, MG
Filosofia acontece do lado de fora da situação. Para tomar a melhor decisão para todos na hora h, é preciso estar dentro.
Onde terei jogado fora meu gosto e capacidade de escolher, minhas idiossincrasias tão pessoais, tão minhas que no rosto se espelhavam, e cada gesto, cada olhar, cada vinco da roupa resumia uma estética? Hoje sou costurado, sou tecido, sou gravado de forma universal, saio da estamparia, não de casa, da vitrine me tiram, recolocam objeto pulsante, mas objeto que se oferece como signo de outros objetos estáticos, tarifados. Por me ostentar assim, tão orgulhoso de ser não eu, mas artigo industrial peço que meu nome retifiquem. Já não me convém o título de homem. Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente.
A qualidade sempre prevalecerá perante a quantidade. O que está por dentro, sempre será mais belo, mais valioso, do que está por fora, nítido aos olhos.
Reconhecer um erro é algo tão difícil porque estamos de dentro, para reconhecer um erro é preciso estar de fora.
