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Ser poeta é não ter medo de abrir a alma, é ser um livro aberto em cujas páginas podem ser lidas realidades e fantasias quase infindas. Quem poderá, realmente, traduzir o que é um Ser poeta? O que eles dizem e porque essa ânsia em dizer, em nunca calar a voz interior ? Não querem respostas, talvez elas não existam. Ser poeta é transcender a própria existência sempre em busca do Infinito.
Deixe para lá essa mania insana
de querer a todos e a tudo definir,
não há vocabulário suficiente
que explique, na verdade, o que é sentir
—
O Espírito Santo é aquele que traz harmonia a todo o universo, limites a todas as dimensões, sopro de vida a todo ser e sentido de existência a toda criatura.
Nada escapa ao olhar do nosso Deus e Pai Celestial, que conhece cada detalhe da nossa existência, desde o ventre materno até o nosso último suspiro.
"Peregrinos
Êxodo de nós mesmos para Deus, no qual nos adentramos em terra estranha, despojados dos suportes usuais da existência, desprovidos de todo amparo que não seja o da caridade...”
Tellechea Idógoras
Abra-se ao inesperado e inexplorado, a novos encontros e sensações.
Confie e percorra a sua própria existência.
Tem pessoas que chegam trazendo um pouco de sua essência, e outras levam um pouco de nossa existência...E nesse vaivém ficamos conectados até conclusão de nossa missão terrena...
Viva e creias que possa existir tudo do que viver acreditando que não existe nada, até o pó é soprado ao céu...
Nem tristes nem felizes, nem amados nem desamados. Nem ricos nem pobres, nem vazios nem plenos. Mornos, como sempre.
A melhor forma de viver é olhando para a frente, escrevendo nas páginas de sua existência o seu destino, com derrotas, sofrimentos, más, também repleto de vitórias e muitas alegrias.
A cada dia uma nova decisão, a cada decisão uma nova jornada, a cada jornada novas decisões, assim se resume nossa existência.
A maturidade só advêm com o tempo, todavia seja vigilante com sua versão atual, para que sua versão futura não tenha constrangedora vergonha da sua pretérita existência!
Considerando que a Vida não possui sentido algum, somente resta ao indivíduo revesti-la de sublime significado.
026 - "Quando descobrimos que podemos mais do que pensávamos, temos a completa certeza da existência de Deus."
Idemi®
Quando olhamos para o passado e refletimos sobre tudo o que vivemos, podemos perceber o valor da nossa existência.
INQUIETAÇÃO
Insisto-me entre a inquietação e o quase extinto.
Quando saio de mim, rumores restauram procura.
Me parto compassado, a estiar anseios, na vigia.
Abro-me em clareiras, soergo esperas, às vezes me avisto.
Enxergo o que entrementes não desbota, na audácia.
Pungidos olhares, fração reflexa, reverbero esquecimento.
Não me apraz desconhecer. Não me entristece distinguir.
Posso imolar finais prescritos, acontecer-me de outro.
Descreio que a finitude nos reserve,
Apenas nada na transcendência de tudo.
Tenho que viver-me como quem se conta,
Alembrado da existência que exprime.
In Poemas para Versar
Dúvida do ar
Duvido do ar,
que não circula,
por entre paredes.
O ar calmo, passivo,
não se tornará brisa,
tão pouco vento em rotação.
O ar reprimido,
deixará as paredes ruírem,
tornarem-se velhas casas,
com ervas crescidas no jardim.
Tenho receio deste ar,
que nos mantem sobrevividos,
mas que não nos permite,
experimentar a existência.
"...O mais raro do amor, é encontrá-lo com a intensidade das almas, que se tocam e confabulam, para além das dimensões aparentes da existência...
"... Se o amanhecer despertar desnudo,
Vou banhar-me de aroma,
Insuflado de existência,
Vestir-me do inusitado,
A cantarolar as cantigas,
Daquele reviver em mim avistado".
Escrever é libertar a alma das amarras que prendem a nossa voz.
É sobre dar vazão ao nó que existe em nossa garganta sem medos e sem pudor.
É sobre deixar fluir o que há de mais profundo e obscuro em nossa existência.
É sobre aceitar a nossa fragilidade.
É tocar o outro sem encostar.
É desagradável quando há esforços forçados para exibir intelecto. A verdadeira intelectualidade se revela até mesmo nas formas mais simples e humildes de existência.
A vida é um jogo de infinitas posições, onde a solitude é uma ilusão e a paralisia, um fora de jogo existencial. Mover-se é ser, é co-criar a realidade, é evitar a invisibilidade do estático.
Sem reclamações ou murmurações e com muita elegância no lidar, degustar os acontecimentos da vida como se pratos fossem.
Da entrada à sobremesa; sejam amargos ou doces; palatáveis ou não, ora servidos no restaurante da existência.
E é bem verdade que todos, vivos, à mesa estamos!
(FBN, 11.08.2024)
