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As vezes escrevo a mim e para mim, sem receios futuros pois a escrita me permite um registro de sentimentalidades e nostalgias posteriores, dedicado a tudo que existe no universo do pensar, escrever é criar.
Escrever direto aqui?
porque não deitar-me
e pra sempre dormir?
Lendo na borra do café no copo,
riscando o fundo do lodo com corpo.
Escrever; 'Cair no poço não posso'!
Quebro o silencio na mão.
Levanto os pés pra deitar-me
e sentir o peso do chão.
Se você não sabe escrever, não dúvida, alguém irá escrever p'ra ti. Se não sabes falar, falará por ti. E ainda se não sabes pensar, pensará por ti. Mas nem sempre que de tudo mencionado far-se-a como pretendias, por isso aprenda a fazer as coisas sozinho.”
Escrever faz parte da minha rotina e da minha vida, acho que é meu jeito de divagar em silêncio sobre as ideias que me arrebatam.
"Seria tão mais fácil e natural tudo que escrevo ser publicado. Mas tenho tantas coisas secretas a dizer que mesmo sendo todas ditas, as pessoas não ouviriam atentamente cada coisa que o espelho e nem mesmo as fotos dizem. As pessoas só lêem, vêem e ouvem o que lhe são convenientes saber. É fácil subentender, difícil é saber de fato."
"Se lhe é conveniente ouvir o que eu digo e não o que eu falo. Então, nunca irá se atentar as entrelinhas. E elas têm muito mais a dizer do que você crê supor saber."
"Escrevo para libertar minha alma de tanta carga pesada que esse coração sobrecarrega. Escrevo para deixar claro os meus sentimentos quando o silêncio me invade e ainda assim ele diz tudo que a boca covardemente não diz. Escrevo porque preciso transparecer quando ninguém mais consegue me descrever. Nem eu mesmo para ser sincero."
Viver as vezes parece ser brincadeira de rimas e fingimento. Não vivemos tudo que escrevemos, tampouco escrevemos tudo que vivemos.
Você é o meu verso mais bonito. O meu texto bem escrito. Minhas palavras soltas de coração repleto e amado.
Escrever é sonhar, é amar, viajar...
Ultrapassar barreiras,
viver de emoções
fazer dos personagens vilões.
Nós nos vemos através do outro. Os pormenores aos quais nele não apreciamos, pior se nos apresentam. É como o efeito dolorido de uma bofetada, que vem nos acordar para o uso da razão.
"E agora eu escrevo, porque escrever é enfiar um dedo na garganta. Escrevo palavras não faladas, não contadas. Relato da saudade que me acompanha em apenas um ano.
Um ano e um minuto de silêncio para as coisas que eu deveria ter falado e não falei."
Eu costumava escrever sobre o que sentia, costumava escrever sobre tudo que me fizesse sentir apaixanada, feliz, triste, arrasada, tudo que me fazia leve e ainda mais sobre tudo que me pesava. Eu ficava remoendo um acontecimento, um sentimento e quando eu não aguentava mais, eu escrevia, mas isso foi tirado de mim.
Hoje eu não escrevo e tenho medo de ser porque talvez eu não sinta nada, não fico remoendo porque o meu "lance" agora é tanto faz. Tenho medo da frieza que meu coração está, tenho medo de daqui uns anos ser apenas eu, sozinha. Tenho medo de nunca mais escrever.
Tenho medo e é apenas por temer tanto ser vazia no futuro que hoje estou escrevendo.
Perco o sentido do tempo,
Tempo este moribundo.
Com a felicidade já me contento,
Todo o resto é ruído do fundo.
Com muita audição,
De quem este sentido tem.
Já senti o coração,
Entrou a dez saiu a cem.
