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A favor do contra
O passado, bate em minha porta, com frequência. A frieza é resultado de ter passado por fortes tempestades de neve.
Sem dúvida, o que me faz lembrar, não é a sofisticação do todo, a sofisticação inteira, mas sim a simplicidade dos pedaços, dos pequenos, dos muitos.
Eu não passarei um dia de minha vida sem o recordo. Nos dias frios, sem querer, me esquento com a lembrança e o material, contigo. As lembranças batem na mente, como se um desesperado batesse à porta. Não há razão. Não sei se me cego, mais uma vez, por querer ajudar todos, ou se é o simples, que me chama.
Pessoas, sempre falarão mal de pessoas. Mesmo Jesus Cristo, foi crucificado. Não se pode ter medo da vida. Ela é breve e raramente te devolve oportunidades.
É lindo ler um texto e tentar fazer igual. É lindo ver uma dança e tentar dançar igual. É ótimo ver uma pessoa linda e tentar se parecer com ela. Mas, dificilmente, você pensa nas consequências disso, nas consequências que as pessoas sofrem.
Você só vê lado bom, mas não percebe que o que faz ser bom, é o ruim.
Me faço um instrumento de vingança para a vida. Ajudo todos que posso, sem medir as consequências. Na maioria das vezes não se ganha um sorriso, mas se de centenas não dados, haver um dado sinceramente, meu esforço foi válido.
Escrever, é não ter medo de sentir medo. É colocar a cara a tapa, sabendo que o tapa é forte. É saber que vais ser julgado milhares de vezes, erroneamente e corretamente. É fazer do orgulho, um idiota. E principalmente, é falar tudo o que todos tem medo de falar.
Poesia
Tem dias que começo a escrever,
assim sem querer, só para ver o que irá acontecer.
Então de repente, de forma imprudente, penso em algo diferente.
Meio que ansioso, como quem prova algo gostoso, vou rabiscando de novo.
E aí vai surgindo e continuo repetindo até ficar parado rindo.
Leio, releio com muito receio, procurando
algum erro pelo meio.
Quando termino, igual um menino, rapidamente logo assino.
É em algum momento, se valendo de pouca energia, que se inicia uma monografia.
E juntando um sentimento, seja de tristeza ou alegria que surge a mais linda poesia.
ESCREVER É PINTAR E BORDAR
Escrever é algo
Realmente fantástico.
Requer um pouco de tudo,
Das inquietações que é típico
De quem escreve,
À prática da paciência;
Escrever é antes de tudo,
Estar em sintonia,
Não com uma onda ou faixa restrita,
Mas sim com o universo;
Escrever é um desassossego sossegado,
É ora, um marasmo
De pensamentos e utopias,
Ora, uma avalanche
De sofreguidão inconteste
E até inconsciente.
Escrever é, num mesmo andamento,
Encontrar-se dentro do tempo
E fora do tempo.
É esquecer-se de tudo
Para lembra-se de quase nada.
É ver a vida passar e deixá-la ir,
Mas não tão depressa,
Para que não a perca de vista.
É viver dia após dia,
Em frente à máquina
Ou sobre a mesa, a olhar para o ócio,
Sim porque escrever requer
Muito de ociosidade criativa.
Escrever é compartilhar,
Compactuar é celebrar.
Escrever é dividir o precioso,
Afinal, ninguém escreve pra si mesmo.
Quem escreve corre sério risco,
É uma ocupação perigosa.
Há os que gostam e falam bem,
Já os que não gostam,
Veem defeitos em tudo.
Pode se escrever sobre tudo,
Mas é bom estar preparado.
Escrever é sublime e majestoso,
É belo, é ao mesmo tempo frugal.
O que escreve não se abstém,
Nem fica a distância, mas aproxima-se.
Às vezes cria seu próprio enredo,
Outrora dança a valsa dos outros.
Num momento seduz e encanta
Através das palavras,
Noutro, afasta, machuca.
Aquele que escreve dita o som
Escolhe a música, é o mago,
É mágico, esplêndido.
Entende de alquimia,
É compositor e feiticeiro,
É um duende.
Quem escreve
Pode ser mocinho ou vilão
Pode ser protagonista ou antagônico
Pode estar na retaguarda
Ou na vanguarda, não importa,
Pois quem escreve, antes de tudo
É o senhor das palavras.
Ele constrói, destrói,
Cria, recria, faz e refaz
Pinta e borda.
Tem o poder de acender
E apagar a luz da escrita.
Se existe algo que eu posso afirmar e que jamais poderão dizer ou usar contra mim é que eu nunca julguei, nem jamais vou julgar um escritor pelo que ele escreve, o gênero literário que ele escreve, o tema que ele escreve. A não ser algo que desrespeite ou faça apologia ao desrespeito dos direitos humanos... Pois não dá para concordar com isso.
Cada um escreve o que quiser.
Ao sonhar ou imaginar, somos verdadeiramente livres e inconsequentemente honestos.
Encontrei na escrita um local seguro pra conversar e me comunicar. Arte é voz, é luz. Confluência.
O que desanuvia e bombeia, todos os dias.
Mesmo tão íntima -ou por vezes tão nós- intento que, na interpretação pessoal, da vivência e experiências de cada um, seja colo e aquele abraço quentinho, o que recebo no que me inspiro e me reconheço.
Prazer, meu nome é Mariana.
Escrever não é uma fonte de dor. É quimioterapia psíquica. Essa atividade reduz seus tumores psicológicos e alivia sua dor.
Quem ousa pensar e escrever, fazer da Cultura um instrumento de transformação social, merece admiração e respeito de todos.
In memorian de Carlos Lima "Seu Portuga" #AmapáEmLuto
#DescanseEmPaz🙏
Adoro ler, escrever, e viajar no imaginário, simultaneamente. As barreiras para mim não são intransponíveis. Sou principiante, para sempre aprendiz de poeta. Vejo e sinto na poesia o que jamais o mundo real pode me proporcionar, nela embarco sem a menor pressa de retornar. Costumo dizer que, já não tem sentido existir, sem submergir e transcender no grito silencioso da arte.
“Porque lentos demais em acompanhar os pensamentos que céleres voam, quedamo-nos quase sempre impossibilitados de captá-los e descrevê-los com exatidão se nos propomos a escrever. Do lúcido e bom escritor se poderia dizer que é o homem comum, com algo a mais que o distingue: a capacidade de voar na esteira das próprias ideias, dominando-as, conduzindo-as, sem perder-se nos labirintos do ego.”
Nós somos destinados a ser quem somos, fazer o que fazemos e saber o que sabemos mas, só porque as linhas já foram escritas não quer dizer que não podemos reescrevê-las.
Dê mais importância para a sua vida e a torna perfeita, seja os olhos dos que não vêem e uma inspiração para os que são incapazes de compreender.
ESCREVENDO
Eu não quero mais sentir a saudade de antes
Não quero chorar mais a lágrima de antes
Não quero sentir a mesma intensidade daquela dor passada
Não quero mais falar de amor
Prefiro ficar surda do que ouvir sobre o amor
O amor aprontou e muito comigo
O amor foi um livro com sumários negativos
Cada página uma dor
Uma saudade louca
Uma letra que rasga
E meu coração deságua
Cada página uma noite lembrada
Cada cenas e imagens que só fere
Que só sangram
Que me deixa no chão sem vontade de levantar
E fugir de qualquer sentimento positivo
Eu estou abrindo a porta para fugir desse momento e sentimento
Vou andar por aí e andar
Não quero ninguém me dando as mãos
Se vinher me beijar, saiba que não vai ficar
Só vai ser uma visita na sua boca
E eu irei estar inconsciente com certeza
E amanhã eu digo que vou ti esquecer seu grudento chamado amor
Não escrevo livros para ganhar a vida, menos ainda para viver disso. Escrevo porque minha alma deseja disseminar uma parte de mim a quem virá depois. É quase como plantar uma semente sem a pretensão de comer do seu fruto, mas sim, pelo prazer de saber que mais adiante, outros irmãos de humanidade poderão usufruir daquela árvore.
Eu sempre acabo aprendendo algo, e aplicando na escrita dos meus próprios livros, quando releio Um Girassol Na Janela, de Ganymédes José!
Escrever é colocar os sonhos no papel, é andar sobre as paginas, é criar vidas e asas; é doar-se um pouco ao mundo.
