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Faz-se a parte que cabe fazer sozinho, porém com todo o bem feito para que possa associar a um Deus perfeito.
Deus sempre aparece depois de um acidente, uma catástrofe, um evento tenebroso qualquer para dar causas a algum sobrevivente. “Depois”.
DEUS pela força e grandeza que lhe é atribuído, deveria salva-lo seu povo da intolerância religiosa, mas todo o mal da religião é necessário em benefício de um Deus grande, não de um Deus necessariamente existente.
A religião é um meio pelo qual se tenta produzir seres humanos passivos em uma perspectiva daquilo que talvez não aconteça: o milagre e a salvação para uma vida cósmica após uma vida terrena. Os processos promovem a inércia e o medo de um Deus vingador e punitivo em conformidade com o estado de pobreza; o surrealismo da forma de vida humana.
O homem criou um Deus e fez dele a sua imagem. Deus, o Deus perfeito mesmo é aquilo tudo que o homem é.
A ideia de Deus está culturalmente presente no homem independente da fé que se tenha, mas por processos e produtos da fé, sendo a maior de todas as ideias e invenções, a invenção do nada, a ideia do tudo.
Deus morreu! No Morro da Cidade de Deus! Que fizeram os homens quando entregaram a cidade a Deus? Os homens são loucos e ninguém está salvo na cidade de Deus
Em uma sociedade conflitante na política e na religião destaca-se o egocentrismo, onde o homem é o reflexo de Deus e do Diabo.
Deus na concepção do homem é o mais poderoso ser vivo para a função da seleção natural de sobrevivência da espécie humana. Para a seletividade de Deus não requer compreensão humana, mas a concordância com um ser onipotente e imutável. A seleção por Deus não é percebida em Darwin, nessa ideia se conota que Deus não é uma espécie como um ser vivo.
Em estado de desalento, dor e perda há sempre um Deus desumano. O homem está situado entre o céu e o inferno, entre os poderes de Deus criador da fortaleza e da ruína, “Deus é a essência do amor contida na pequenez humana”. Ao mesmo tempo em que Deus aparenta um viés desse amor.
- Você acredita em Deus? - Foi o que me perguntaram!
Antes de afirmar sobre a minha crença me atento a uma reflexão. “Deus é uma ideia, um conceito, um parâmetro para distinção do bem e do mal e dos valores morais, essa verdade divina em geral sobrepõe todas as outras verdades.”
Acreditar ou não em Deus é tomar partida de uma existência de um Deus. A pergunta é pretenciosa, ela conota uma afirmação de que Deus existe, mesmo que minha resposta seja um Não. Para tanto eu poderia melhorar a pergunta:
- Deus Existe?
- Não. - Respondo.
Isso não é suficiente. Outra pergunta surge:
- Por que o mundo existe?
- O mundo não tem causa para sua existência, até que se descubra. O que não tem mais sentido para mim é eu aceitar que Deus é a causa da existência do mundo. Se Deus é a causa do mundo então o homem por todas as suas malevolências é a consequência da existência de um Deus nada humano. - Respondo
Para Bertrand Russel
"O que realmente as impulsiona a acreditar em Deus não é absolutamente nenhum argumento intelectual. A maior parte delas acredita em Deus porque foi ensinada desde a primeira infância a fazê-lo, e essa é a razão principal." (B.RUSSEL).
Não percebendo um ser existencial na sua materialidade e de nenhum outro modo transeunte, resta desdém espiritual sobre minha cabeça humana. A teoria dos dogmas religiosos faz o que pretende fazer, em ter um Deus como utilidade pública e social para justificar todas as causalidades.
Surge à terceira pergunta:
- Você é Ateu, Crente, Agnóstico, afinal o que você é?
- Nada, eu não sou nada...
A fé é o fruto da religião, logo o humano é um produto da religião que cultua um Deus onisciente, onipotente e onipresente. Portanto para Deus e para o verdadeiro e fervoroso cristão afirmo: "eu não sou nada..."
A. Valim
Como se livrar das maldades de um Deus vingador? Ao aceitar Deus, se aceita também a tirania e o egocentrismo único e exemplar. Visto que para todas as práticas do homem na bondade e na maldade, há um Deus como exemplo, sendo o endosso das verdades.
A promessa
A volta de Cristo é uma promessa irrealizável, a mentira humana sobre o humano, o plano do homem em um Deus não existente. Para tanto as tragédias são justificadas por um milagre qualquer a fim de dar conceitos à existência de Deus e causas para a vinda de Cristo. A Religião é a maior corrupção humana sobre o humano, sobre a vida de qualquer espécie. Todas as ações efeitos além do controle humano são próprias da natureza em um universo que por si se constituiu.
Não há nenhum controle superior ao humano sobre ele que possa reger na totalidade além do próprio humano, a não ser por um processo imaginário, doutrinário no qual não requer compreensão ou esforço algum. Deus é a criação materialista do homem, tendo como reforço um suposto filho único legitimado pela doutrina religiosa. Como se livrar das maldades de um Deus vingador ou de seu filho com promessas de castigo? Ao aceitar Deus se aceita também a tirania e o egocentrismo único e exemplar. Visto que para todas as práticas do homem na bondade e na maldade, há um Deus como exemplo, e um filho castigado pelo bem que praticou para o endosso das verdades.
Cristo está morto. Se cristo morreu para salvar a humanidade, Por que a humanidade implora por salvação? A morte de um filho para a salvação da humanidade, que não está salva de nada, é no mínimo imprudente, pela falta de cuidado de um pai onipresente. Conviver com a ideia da proteção divina após os incidentes, viver o medo da volta de um filho é dar subestimo a si, enaltecendo as causas do todo poderoso desumano.
