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Lá nas sábias entidades
Desse vasto território
Faz-se algo apelatório
Para o dom das caridades
Falam essas sumidades
Deste rumo deprimente
Como quem esteve ausente
Daquilo que bem conhece
E o povo é quem padece
Nas garras de certa gente.
Um arrumo nos casacos
Um esgar, um arrepio
Um prenúncio deste frio
Num trejeito de macacos
A aragem nos sovacos
O tremor em corpos sãos
O mancar dos anciãos
No tributo à voz do vento
Cede a prova do momento
Com o frio das suas mãos.
Os ossos do dia-a-dia
Nas alturas de carência
São ensino, por excelência
Pela sua antinomia
Além da ortopedia
E do cerne da matéria
A corrente da artéria
Mostra fracas cartilagens
Para aquelas personagens
Que se fartam de miséria.
Todo o lobo na matriz
Da raiz da sua essência
Tem talento e apetência
pra fazer o que não diz
Dentro dessa bissectriz
Da paisagem dividida
Uma parte é dirigida
Ao engano da verdade
Enquanto a outra metade
Gere o pão da sua vida.
Companheiros de matilha
Aliados da má-língua
Fazem jus à sua míngua
Com aleives na quadrilha
Tudo soa a maravilha
Aos cordeiros aparentes
Forjam logros indecentes
A troco do seu proveito
E a torto e a direito
São por vezes inocentes.
Brilham como divindade
Dos altivos campanários
No mais visto dos cenários
Da estranha sociedade
Talvez por necessidade
Das vaidades assumidas
As prosápias exibidas
Não se mostram em segredo
Enquanto este povo ledo
Tem as palmas estendidas.
será que você gostaria do mal?
será que o mal gostaria de você?
provavelmente não!
e o bem seria bom?
seria ruim?
claramente sim!
então faça o bem
para receber também!
Onde é o final desse mundo,
Sorrisos vou achar?
No arco-íris, no bilhete sobre o ar,
No caminhar do meu corpo.
Onde é o final desse mundo,
Sorrisos vou achar?
No céu pintado com as cores do alto mar,
Nessa canção que a lua fez pra eu cantar,
Ou nesse vento no meu rosto,
Sorrir, porque chorar?
A ilusão desse mundo que é o engano.
Vamos levando a vida do jeito que dá de qualquer maneira e sem a presença de Deus acabamos virando presas de forças malignas.
É verdade que a felicidade desse mundo é passageira.Mas,enquanto vivermos,façamos o melhor que pudermos para tornar essa felicidade,um momento inesquecível!
Depois dos trintas, agente não imagina o quanto viver, dói tanto.
E luta pra continuar não parece nada justo.
E mesmo se passar um século, será que tudo isso vai passar, não saber amar é o erro que nos apresenta todas as dores desse mundo.
Só continuamos por que afinal ainda somos jovens.
Paulorockcesar
