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A cultura é um fator crucial para o ser humano. Pois é através dela que encontramos as várias expressões artísticas, presentes na homologação dos indivíduos e grupos sociais.
Todos parecem estar míopes diante da importância do poder cultural. Investir em projetos culturais significa menos gente na cadeia, menos gente sendo assassinadas, menos gente usando drogas. Menos gente na rua. Menos gente passando fome. E por ai vai.
A vida toda fui contra à pena de morte, principalmente entendendo a natureza falha da justiça, onde erros sempre acontecem. Mas conhecendo os políticos culturalmente cleptocratas mudei radicalmente de opinião.
Se a Polícia Federal resolve alguma coisa, só o tempo dirá, mas se alguém se dispuser a entender o nome de cada operação, acabará descobrindo um pouco de cultura. Agora, é a vez da Operação Carne Fraca que melhor seria Operação Carne Podre.
Se a cultura brasileira for levada a serio pelo governo cultural como ferramenta ágil de educação, inclusão, civismo e cidadania resultará em votos em todas as suas múltiplas plataformas. O que a cultura nacional não quer, é se sentir esquecida e vendida a um preço baixo camuflado por agentes politiqueiros alienígenas que vivem por oportunismo no entorno do meio que só aparecem nas proximidades de eleição. A politicagem partidárias é a contra-mão da vocação da cultura, que privilegiam fantoches de gabinetes escolhidos sem critério e esquecem da população criativa que distingue diuturnamente a imensa diversidade artística e cultural da nação.
A arte e a cultura brasileira não pode se calar ou desviar suas criações para um local feliz abstrato, inverídico, do faz de conta. A arte e a cultura deve ser participe se nas lutas contra as violências urbanas das periferias e os vergonhosos atos criminosos anti democráticos que fragilizam toda nossa sociedade. A cidadania artístico-cultural não é hoje uma postura diletante, é sim mais uma voz dentro das plataformas criativas exigindo mudanças e amor pelo local que se vive. A arte sem o engajamento sócio-politico do que acontece, é uma plataforma alienada, decorativa e triste.
A cultura amplia todo tipo de conhecimento, incentiva o desenvolvimento social, expande horizontes, impulsiona discernimentos políticos, agrega cidadania e agita a paz interior antes sedimentada. A cultura abre os olhos para a verdade, encara os fatos e enfrenta a decepção diante da cruel realidade, porém torna o indivíduo idôneo e fortalecido.
Infelizmente em pleno seculo XXI as pessoas ainda não entenderam o real significado da arte na vida de um ser e a extensão e profundidade da vida de um ser na arte. Por isto vivem artificialmente improvisando da melhor forma que conseguem.
Quem sou eu... ou o que eu realmente sou, gosto e faço ou simplesmente sou, por que eu pratico, faço e uso impulsivamente, compulsivamente sem pensar por que existe. Quem sou eu isoladamente ou eu sou sempre pelo que caminho na cultura de massa, aliciado permissivo pelas propostas virtuais, pelas áudio-imagens oferecidas e engulo as propostas como produtos e subprodutos de consumo em meu tempo que me afastaram cada vez mais de minha particular identidade e singularidade.
Fotografias sempre foram capturas de instantes, mas estão longe de ser a vida como ela é. Por trás da imagem paralisada está a vida em movimento.
Diversas tribos indígenas temiam a imagem capturada, pois achavam que sua alma ficaria presa naquele papel. Hoje, o "fake" surge da confusão entre o momento estático e o tempo que flui. Há quem segue o movimento e quem vive fixado no ilusionismo da captura. O que antes parecia ingenuidade nos índios se tornou realidade: para onde olho vejo almas presas em fotografias enquanto suas vidas passam. A imagem deixou de ser lembrança para o futuro e passou a ser a essência do momento.
As pessoas abrem um jornal, vão ao cinema, ligam a tevê ou compram um livro para se entreter, no sentido mais ligeiro da palavra, não para martirizar o cérebro com preocupações, problemas, dúvidas.
Na vida existe uma incansável disputa em ser o melhor. Nessa disputa em querer ser o melhor, acabamos por querer possuir o mesmo que o outro tem. Querendo possuir o mesmo que o outro tem, pendemos a ser todos iguais. Nem refletimos que nas diferenças de cultura é que está a beleza de se conhecer o novo. Seja ela algo ou alguém. A única coisa que deveria permanecer igual em todas as nações é o sorriso, a língua oficial do mundo, onde todos se entendem num gesto singelo.
É preciso trilhar seu próprio caminho. Há quem seguiu os mesmos passos de algum vencedor e pelo caminho fracassou. Copiar a rota até foi possível, mas copiar a mesma perseverança, não.
Toda luz tem sua sombra. As pessoas aparentemente mais simples ocultam um mundo no qual acontecem coisas impensáveis. Quando penetramos nele por acaso, somos invadidos por um sentimento de desconcerto e temor, como quem invade um jardim alheio. De repente nos damos conta de que algo que sempre estivera ali nos passara despercebido. (...) Você pode descobrir que não sabia nada de quem vive ao seu lado, ou até agora fechara os olhos para não vê-lo. E desejaria que essa primeira revelação - que rompeu a doce rotina - não tivesse chegado nunca. Por isso, às vezes é conveniente não querer saber tudo.
Pessoas inteligentes, são pessoas solitárias, mas acima de tudo, felizes...
Um viva à ignorância social.
Não sou um gênio, tenho sonhos bobos e ideias tolas.
Não sou santo, tenho desejos e sentimentos.
Não sou lindo, mas fui feito à imagem e semelhança de Deus.
Não sou malandro, mas a formiga só trabalha porque não sabe cantar.
Vivemos em uma cultura em que a arte ainda é privilégio de poucos. Mas o maior problema é que poucos admiram porque poucos são expostos ao que é bom. Se você coloca qualquer pessoa em contato com material de qualidade, ela reage imediatamente! Ser artista ainda é para poucos, mas a capacidade de criar é de todos nós!
Uma Parte de Mim.
Sou o que sinto, penso e faço;
Desde o ódio até o amor,
Desde a paz
Até a guerra e o terror
Sou o culto que saboreia a incultura,
Mas também sou o inculto
Que muitas vezes troca a cultura
Pelos prazeres daquilo que é inculto.
Sou o desejo, sou o querer,
O querer daquela que eu não deveria desejar,
Mas não sou o poder.
O poder não é o querer.
Poder sem querer é alternativa de quem pode,
Mas querer sem poder é sofrimento de quem pratica o querer.
Sou a contradição
Sou a confiança em uma ideia
Mas também sou o ser que,
Momentos depois, muda de opinião.
Sou o caminhar solitário
Nas ruas silenciosas, escuras e sombrias;
Mas também sou a companhia dos desacompanhados
Para todas as ruas e avenidas, loucuras e alegrias.
Sou o pesadelo no meio da noite,
Que busca distorcer ou acrescentar explicações e fatos à minha realidade.
Mas também sou o sonho
E a vontade de vencer, que geralmente temos nesta meia idade.
Sou o suicídio sem sucesso,
Sou o renascer antes da morte,
Pois hoje sei que minha vida tem outro preço
Um preço que não pode ser pago com morte.
Sou a breve depressão
Que leva-me a grandes reflexões.
Mas não quero ser a profunda depressão
Que agrega um valor maior a morte do que às minhas paixões.
A cultura para mim, é uma oportunidade do cidadão conhecer a sua origem, compreender o seu lugar na história, e participar do processo evolutivo do seu povo. E percebo que essa oportunidade está entrando em extinção.
Parece celebridade
Esse povo da cultura.
Com tanta diversidade,
E quanta desenvoltura.
É uma gente sabida,
Falante e desinibida,
E rica em literatura.
Não existe fazer arte em uma situação morna, ou se está em paz ou se está no caos!
(Luiz Gustavo Paffaro)
