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Em nossa sociedade, a cultura é elemento integrador das gerações, propõe lazer e reflexão e muitas vezes avança em relação à tradição, contribuindo com nova visão de mundo. Portanto, é dever também da cultura inserir as minorias em seu universo mágico de arte e criação lúdica.
A cultura é fundamental como instrumento social pois agrega valores como trabalho em conjunto; concentração; disciplina; melhora na auto-estima e criatividade que se expande para o cotidiano de crianças e jovens.
A cultura brasileira nasce da força e da identificação de seus criadores com a terra tropical: seus mitos, suas verdades e seus enfrentamentos. Por isso, nossa cultura se manifesta das formas mais diversas na defesa e descobrimento dos problemas e soluções para o país.
Sempre penso muito antes de externar minhas opiniões, a medida que vou envelhecendo fico mais criterioso quanto a dosimetria das palavras para não ofender as pessoas bem intencionadas, principalmente as ligadas ao samba.
Mas não posso deixar de salientar a minha preocupação quanto aos rumos que as escolas de samba estão tomando, haja visto que na minha humilde opinião, tudo que se pregava em relação a hierarquia e respeito no passado, esta sendo esquecido.
A semente quando bem tratada, gera fortes e raízes e conseguintemente bons frutos. O fruto de inseminação nunca vai ter o mesmo sabor, o que ate fere a regra da qualidade daquele original feito e criado por Deus.
Se pegarmos as escolas de samba pioneiras, veremos que seus mandatários tinha história dentro do samba, ou ate como me auto denomino sou "SAMBISTA DE CARREIRA".
Hoje não sei por quais motivos pessoas que desafinam ate batendo palmas se tornam mandatários do samba subjugando aqueles que ralaram para que a nossa cultura alcançasse o patamar que alcançou.
É lamentável que pessoas imponham suas egocentricidades, sejam aceitas sem contestação por nos verdadeiros sambistas, é por essa errônea atitude, que acabamos vendo o nosso Samba se atolando num brejo fétido, nos deixando sem chance da manutenção da nossa cultura.
E digo mais, conte a sua história no samba, que lhe darei a oportunidade de ouvir a minha.
OS VERDADEIROS SAMBISTAS SABEM O PORQUE DESTE RELATO, PRONTO ESCREVI.
TENHO DITO!
Queremos o tempo por inteiro, utilizado ao limite, e nos tornamos ansiosos. Passamos a incentivar a cultura do “fast”. O fast food das refeições, o fast track das decisões, o fast love dos relacionamentos.
Julga-se a cultura de um povo pelo comportamento das pessoas: indiana casa as mulheres com 9 anos e santifica o gado; brasileira santifica as mulheres e come o gado.
Toda arte, cultura e pensamento tido como cem por cento brasileiro é uma falacia pois teve berço de origem estrangeiro. O que escapa doutrinariamente, são as originarias indígenas antes das incorretas catequizações. .
O Brasil só terá um bom governo soberano para os próximos anos e com representantes mais comprometidos com a realidade nacional nas próximas eleições com um maior investimento na educação, na cultura e na cidadania. Sem isto os nomes mudarão sim, mas a ciranda da corrupção entre os poderes e o flagelo social de uma nação miserável e ignorante, permanecerá.
A cultura é tão forte na sociedade, que ela é quem dita o que é certo ou errado em nossas vidas, sendo a nossa identidade formada por ela, cabe a nós aceitar ou não o que ela nos impõe.
Nossa sobrevivência depende da transmissão do saber indígena de uma geração para a outra além de se munir da cultura do colonizador para fazê-lo entender que temos o direito de sermos diferentes. Não é o fato de nossas culturas serem antigas que nos impede de ser contemporâneos, na verdade enfrentamos o desafio de para poder sobreviver, dever fazê-lo em dois mundos: ser bilíngues em países que não reconhecem as línguas da própria terra, precisamos entender a burocracia e as leis que os colonizadores “globalizaram” no mundo, e lutar ara que a democracia nos contemple.
O ciclo de cada existência é como a vida de uma árvore, desde o inicio de suas raízes. Quando se perde parte das raízes, a árvore jamais volta a ser o que era antes, assim como o ser humano que esquece sua essência, mascarando sua verdadeira face, esquecendo que na vida ele não é dono de nada e sim parte do todo. A terra que pisamos não é nossa e sim parte do que somos, cuidamos dela e ela cuida de nós.
Na arte e na cultura mundial do seculo XXI vivemos em tempos de multiculturalismos mas é o Brasil em síntese a própria diversidade, nada em essência primal existe por aqui.
A diversidade artística e cultural brasileira é rica, moderna e contemporânea mas o ambiente e a atmosfera educacional, artística e cultura no Brasil de hoje, ainda é escravagista, coronelizada, imperialista, antiquada e colonial. Os grandes nomes da cultura acontecem e parecem ser por mero favoritismos, oportunidades e apadrinhamentos.
A arte é a liberdade mas o retorno profissional do artista vivo perante sua obra na maioria das vezes só se dá com a concordância cega, calada e alienada a todo um sistema injusto e os imorais interesses de fartos ganhos financeiros.
O melhor das datas festivas em qualquer cultura soberana e livre, não são as comemorações históricas saudosistas e piegas. São sim as pessoas de hoje que por exaltação a memoria, reafirmam na contemporaneidade o valor da luta, da vitoria e das conquistas. A celebração da vida em pleno movimento histórico e cultural continuo, politicamente correto.Algum dia, terá que findar no Brasil este equivoco de assalariado e a falsa ideia pequena autista marginal que imagina que todo feriado prolongado é só mais um momento oportuno para um maior lazer.
Em todo lugar que possua uma rica diversidade artística e cultural sem por equilíbrio uma educação madura, ativa e apropriada, possuirá de forma crescente um perverso fundamentalismo ignorante e grupos antagônicos sectários covardes intolerantes as minimas diferenças.
