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"Talvez eu seja louco por sentir o teu cheiro no ar.
Talvez eu seja culpado, por não encontrar a quem culpar.
O coração bate, o corpo cansa, a alma sofre mas a vida parece não estar lá.
Se existe-me a vida apenas ao seu lado, então sou apenas um morto, à perambular.
A solidão e a noite igualam-se em escuridão, mas pela manhã apenas uma parece-me abandonar.
Sonho contigo e o meu viver mora no sonhar.
Um pesadelo ilusório, onde ainda estou preso naquele olhar.
Eu não sei de quem é a culpa, talvez seja sua por me fitar.
Talvez seja minha por me entregar.
Nesse tipo de coisa a mente já cansou de pensar.
Talvez eu seja um louco, sei lá.
Mas é certo que sou o culpado, por não encontrar a quem culpar..." - EDSON, Wikney
O julgamento é um processo que dói mais que a própria condenação. Às vezes o réu é só mais uma vítima de um sistema contaminado pela desconfiança e a pressa para se achar um culpado.
Para o Bom Deus a maior parte de nós em nosso ínfimo tempo neste sistema de coisas, não passam de crianças mimadas capazes de realizar muitas coisas que pedimos Ele realize. Deveríamos ter Deus ou o Diabo apenas para decidirmos um lado em estar, um caminho a seguir, mas os temos para ficar culpando um ou outro pelo que escolhemos ser e fazer. Nosso maior erro é acreditar que um ou outro é culpado pelo que nós somos e fazemos.
Para qualquer ação despendida contra nós, em nós há um resultado. Resultado este que bom ou ruim depende única e exclusivamente de como vemos o que nos acontece. Podemos não ser culpados do que nos fazem, mas somos estritamente e unicamente culpados pelo resultado destas ações.
A capacidade de encontrar um culpado para o fracasso, é maior que a humildade de admitir que errou e tentar novamente.
É sempre mais fácil para o ser humano encontrar culpados diante das suas faltas, do que assumir cada uma delas.
A inquietação da alma, surge diante dos erros que se comete. Logo encontramos culpados. Mas... o verdadeiro culpado, só é encontrado quando olhamos para o nosso próprio coração.
Quando você exclui alguém da sua vida, essa pessoa nunca contará a história completa. Quase sempre o outro só conta a parte que a faz parecer inocente.
#O #JOELHO #É O #CULPADO #DA #MINHA #REVOLTA
Comendo joelho...
Bem assado no tabuleiro...
Queijo com presunto...
Feito por um bom cozinheiro...
Massa fofinha...
Bem temperada...
Do forno quentinho...
De dar água na boca...
Daquele jeitinho...
Bananas fritas com canela...
Também cozidas ...
Na panela...
Frango com quiabo...
Ovos caipiras...
Arroz soltinho...
Polenta molinha...
Que delícia...
No café foi cuscuz...
Com ovos e linguiça calabresa...
Café coado no coador de pano...
Leite de cabra...
Um espanto...
Fico admirado...
Tanta gente cozinhando...
Sem nenhum cuidado...
Cada comida feia...
E tão cara...
Tempero de sazom...
Não vale nada...
É muito doce...
Daqui a pouco fico diabético...
Quero mais carne...
Não ser magrelo...
Vendem um potinho...
Tão pequenininho...
Tão fraquinho...
Tem pena de abastecer...
Mas o meu suado dinheirinho...
Crescem o olho...
Podem crer...
Oh cidade cara...
Cheia de pessoas com usura...
Metem a mão descaradamente...
Não tem pena nenhuma...
Da gente...
Querem ficar ricos...
Esfolando um pato...
Falando de bicho...
Vocês não passam de um bando de ratos...
São Benedito deve estar admirado...
Comida boa...
Em bom prato...
Graças a Deus...
Não sou deixado de lado...
Aqui deixo minha queixa...
Não aguento mais ver...
Comidas repetidas...
Não fazendo intriga...
Quero bem comer...
Será que não dá para a imaginação usar?
Tipo fazer...
Comida não tão cara...
Se querem bem vender?
Não venham me enganar...
Sei também cozinhar...
Cada prato caro...
Super faturado...
Perco já o prazer...
Antes mesmo de comer...
Na sopa colocam maizena...
No leite água para render...
Ovo tão sem graça...
Gema bem amarela quero ver...
Feijoada só tem pele...
Pé, rabo e orelha....
A farofa é só farinha...
Não tem baicom e nem uma linguicinha...
O feijão está desnutrido...
Couve amarga...
Cebola...nem o cheiro...
Cadê o alho?
Está sumido...
Eu cozinho...
Mas não gosto de cozinhar...
Fazer comida só para mim...
Não dá...
Aprendi com meus pais...
Que a fartura tem que ter lugar na mesa...
Sentar com a parcimônia não me interessa...
Pouca coisa não enche minha pança...
Gosto de abastança...
Não me incomodo de pagar...
Quero festejar...
Só não quero é me deixar roubar...
Se a carapuça serviu...
Pode na cabeça usar...
O Facebook é meu...
Qualquer coisa que me interessa...
Vou postar...
Sandro Paschoal Nogueira
Deixem-me dizer-vos neste momento que não fazer nada é a coisa mais difícil do mundo, a mais difícil de tanto não fazer nada
acabo de ser culpado de tudo
Ter um culpado…
Colocaram fogo no restaurante comigo ainda lá dentro. As chamas lambiam as paredes como línguas de uma ira que nunca foi minha, mas, de alguma forma, sempre me escolheu como alvo. O calor não me assustou. Pelo contrário, senti uma espécie de familiaridade com ele. Eu, que vivi tantos incêndios na alma, agora era apenas mais uma peça no cardápio do caos.
Enquanto o teto ruía e o ar se tornava pesado, percebi: não valia a pena gritar. Quem acendeu o fósforo já havia saído pela porta da frente, talvez assobiando uma melodia de inocência fingida. E quem passava pela calçada, ao ver as labaredas, não pensava em salvar quem estava dentro. Pensava apenas no espetáculo da destruição. Porque é isso que as pessoas fazem, não é? Elas assistem.
Então eu olhei ao redor. Louças estilhaçadas. Mesas tombadas. Cortinas em chamas. E, pela primeira vez, senti uma espécie de alívio. Uma certeza incômoda, mas libertadora: se é pra me chamarem de culpado, talvez eu devesse ser. Não me restava mais nada pra salvar — nem o restaurante, nem a mim. Peguei o que sobrou de força, virei o gás no máximo e, com um fósforo que achei no bolso, devolvi o favor. Explodi aquele lugar como quem assina um bilhete de adeus: com firmeza, sem remorso, mas com estilo.
Saí pela porta de trás, enquanto os destroços ainda voavam pelo ar. A fumaça subia, preta como os julgamentos que viriam. E eu sabia que viriam, claro. Sempre vêm. “Por que você fez isso?”, perguntariam. “Por que não tentou apagar o fogo? Por que não pediu ajuda?” Ah, os paladinos da moralidade, tão rápidos em condenar e tão lentos em entender. Mas eu não queria me explicar. Explicações são como água despejada sobre um incêndio: às vezes apagam, mas quase sempre só espalham mais fumaça.
Ser o vilão era mais fácil. Mais honesto. Assumir o papel de quem destrói é menos exaustivo do que tentar convencer o mundo de que você foi destruído. Porque, no final das contas, ninguém realmente escuta. Eles só querem um culpado. E, se é pra ser apontado de qualquer jeito, que seja com a dignidade de quem escolhe o próprio destino.
Não estamos falando de restaurante. Nunca estivemos.
Por que você deve ter esperança?
Não é o dinheiro que traz felicidade... não é não... dinheiro traz um monte de coisas, mas nada garante que junto com essas coisas esteja a felicidade.
Não é o conhecimento que traz a felicidade... não é não... Alguém até já falou que a 'ignorância é uma benção'... sei, sei, há um contexto... mas não vou entrar em detalhes agora.
Não é a paz que traz a felicidade... a paz traz paz... que muito bem faz... mas é só paz.
O que faz você feliz? (Lembrou da musiquinha da propaganda... que eu sei rsrs).
Felicidade... bem, é só você procurar no google e vai achar dezenas de textos dizendo o que é a felicidade... acho que estão todos certos... pro momento certo. Você escolhe o que achar que é o certo pra você. Porque acho que essa coisa de felicidade é meio pessoal... o que faz você feliz não necessariamente é o que me faz feliz... então, entendeu, né?
Em um dos que li está escrito que felicidade é coisa passageira, é sentimento transitório... Li também o que a psicóloga Susan Andrews diz: “A felicidade está esperando por nós de braços abertos. Precisamos apenas nos mover conscientemente na direção dela”.
Li e, daí, achei perigoso isso... sabe por quê? Porque você, se acreditar que a psicóloga tem razão, e é um infeliz... vai achar que a culpa é toda sua. Pode ser que seja. Culpado!!
Genten.. me dei conta agora que é possível escrever milhões de textos - não, não é uma hipérbole - sobre felicidade... importante ela, hem?
Bom, misturei, misturei... joguei a culpa da sua infelicidade em você mesmo, e não disse exatamente o que queria dizer quando comecei a escrever este post.
Serei rápida, para terminar.
Perca a esperança... completamente. E, agora, encontre a felicidade.
Sim... você entendeu, mas vou reforçar... a esperança não espanta os males, mas, de alguma forma ela é capaz de influenciar na sua felicidade... ou não?
Ninguém que se diz culpado assume a culpa antes, construída mentalmente e acabada no coração; estes, porém, a lei divina é mais severa, visto que, se tivessem realizado fisicamente o mal, culparia o outro como o principal responsável, somando mais uma culpa à própria consciência.
O culpado pelos seus pecados não escuta o conselho para arrependimento até que se torne vítima de sua própria estupidez.
