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Dias azuis, dias cinzentos, dias coloridos... Não importa... pois a escolha da pintura com as cores da vida a gente que faz. Escolha a cor que lhe convier... Escolha ser feliz!
Ao Mar
Eu me lanço ao mar
Um mar de incertezas
Um mar de desafios
Um mar turbulento
O mar mais violento que ja conheci
E ele me leva pro desconhecido
Para terras assustadoras
Terras de problemas sem solução
Terras de tempestades eternas
E eu gosto
Flor de pessegueiro
E lá está ela, altaneira, teimosa, colorida e viçosa; é um ser anômalo, destoante no meio do concreto e do cimento; solitária, imperturbável, florescendo prematuramente devido ao calor fora de época; que importa se é inverno ou primavera, teu brilho e teu colorido se sobressaem na paisagem acinzentada das ruas mortas de tédio e de rotina.
Por um momento minha visão do mundo, normalmente em preto e branco, vislumbrou aquela árvore vestida de rosa, destoando do acinzentado da rua e da minha vida. Por um momento, e só por um momento eu tive a ilusão de voltar a ver as cores, o brilho e a alegria da vida. Mas eras única, impotente e insuficiente para preencher de cores e de vida uma alma grisalha e envelhecida.
Talvez no campo, onde o barulho das ruas não me alcance, onde eu possa ouvir o chacoalhar das folhas das árvores numa golfada de vento, o cantar solitário de um pássaro; onde o horizonte não se esconda atrás de prédios feios e frios; talvez lá eu encontre cor e luz suficiente para trocar minhas vestes cinzentas pelo verde dos campos ou pelo colorido das flores e minha tristeza seja engolida pela alegria pueril das aves, pelo coro melancólico das cigarras ou pelo silêncio cúmplice de uma noite estrelada.
Finja-se de meu vermelho,
e viva comigo todo o azul.
Sonhe comigo lilás,
e acorde comigo doce branco.
Que nunca te esqueça rosa,
e nunca te toque forte roxo.
Que sinta comigo salmão,
e respire quente violeta.
Ande comigo turquesa,
e toque-me suave bege.
Deixe-me entrelaçar preto,
e sussurrar macio diamante.
Levar-te verde,
e amar-te transparente.
Tu és a distância presente, a saudade que doura os meus dias em cores vivas e quentes, a razão de eu estar feliz. Quando as horas andam, são nos minutos em ti que os belos encantos vão se misturando, prolongando as flores, formando jardins, perfumando-os de jasmim; que mescla o concreto com o sentir. E eu hei de sentir-te no pretérito e no porvir, no eterno e no aqui, além, até muito longe de mim.
Descobri que é de mim
que todas as sementes brotam.
De todas as formas
De todas as cores
Cabe a mim, fazê-las existir.
IPÊS
(Rayme Soares)
A natureza canta
A luz do sol ou da lua determina a clave
Da harmonia se incumbe, o acaso
Melodias brotam das escalas cromáticas
São notas musicais e zilhões de cores
Diante disso tudo...
Cabe a cada um de nós definir o ritmo
...e tocar!
“Confesso, meu caminho tem espinhos, mesmo querendo desviar-me há sempre uma espetadinha dolorida aqui e ali, as vezes a dor atrasa a caminhada, desacelera os passos, mas jamais me impedirá de prosseguir, pois em meio aos espinhos vejo também flores, frutos e sementes motivando-me a seguir. . Se hoje deparo-me com espinhos, amanha terei a sensibilidade de sentir o perfume das flores, admirar a densa paisagem, valorizar os pequenos frutos. Estou determinada plantar somente sementes do bem; sabe, nestas andanças da vida tenho aprendido que encher o coração de esperança e amor alivia a dor, não importa quantas farpas tentarão me deter, vou continuar embelezar minha estrada com sementes de amor até que se torne um perfeito jardim com a beleza e brilho de todas as cores...” Gil Camargos
O que eu vou levar pra minha casa
Depois de passado meu tempo, quando na lista infindável dos dias impressos no calendário já não houver junhos para mim, de volta pra casa vou levar sem arrependimentos:
Muitos sorrisos que dei. Algumas risadas esparramadas nas conversas com minha mãe; detalhes do olhar que meu pai tinha sobre tudo; os laços que tenho atados aos meus irmãos; muitas músicas; a surpresa diante de qualquer pássaro. Diante de qualquer beleza que voa; o silêncio diante das belezas – que sempre foram minhas mais indescritíveis preces.
Vou levar alguns sábados à tarde, e algumas sextas-feiras inesquecíveis. E a lua.
Vou levar muitos textos que amei; as cores das flores e do céu. Vou levar pedaços bem grandes dos outonos e suas luzes mágicas. Vou levar meus amigos, tios e tias, primos e primas e minhas histórias de infância. Vou levar meu amor incondicional pelas árvores e pelo que há de mais pequeno e verde. Vou levar as pequeninas flores do campo e sua singeleza coberta de manhãs.
Vou levar minhas meninas margaridas, porque sem elas nenhum lugar será completo. Vou levar o que tenho sido e o que não consegui ser. Vou levar meus meninos – a filha e o filho que criei. Vou levar o barulho das águas que habitam o mundo das mais variadas formas até chegarem ao lugar em que, juntas, se chamam mar.
E do mar vou levar o cheiro. E vou levar as palavras, porque sem elas não há salvação.
Vou entregá-las a Deus e deixar que Ele escreva em mim o último, o derradeiro, o mais perfeito poema.
E que, assim, eu possa ver a verdade – que a morte é simplesmente o jeito que Deus tem de nos fazer poesia.
Existem aqueles que vão gostar de você pelo que você é no hoje e existem aqueles que amam você pelo que você sempre foi.
Os mesmos braços que me abraçaram também foram os que me feriram.
Os mesmos lábios que se declaravam a mim também foram o que desferiram as palavras mais duras que alguém poderia ouvir.
O coração que um dia foi meu hoje não posso nem ouvir as batidas.
Quando você ama, nunca percebe o buraco no qual está adentrando, a não ser que consiga ter uma experiência extracorpórea e ver sua vida de um prisma externo. Ver na amplitude do que você está vivendo tudo o que está acontecendo e assim, poder ver o que passará a acontecer no futuro e poder escapar das ciladas do coração.
Uma de suas idiossincrasias é me apertar até que me esgote o ar só que desta vez sua tormenta intima ganhou lugar sobre o amor e o que perdurou foi o temor.
Com este céu de 05:00h da manhã
O azul prime com seu airoso brilho,
Sem nuvens, quem conjuras o chegar do amanhã?
Que seja! O sol é quem sempre medeia o andarilho.
Distribua flores, amores, sorrisos, beijos, afetos, abraços, cores, por onde passar. Sentimentos, palavras, ações positivas são gratificantes e contagiantes.
Flávia Abib
