Tag contemporânea
A escrita é igual a lei de Lavoisier sobre a natureza:
"Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma"!
Por isso, estará sempre atual e contemporânea.
"Só vejo pessoas iguais, roupas iguais, só querem o que está na moda ou em tendência... Só escutam o que é "modinha", só assistem o que recomendam... Ninguém dita mais o próprio caminho, apenas seguem os passos de alguém"
Autorresgate
queimei velhas certezas
explodi antigos cárceres
abri por fim meus braços
mantenho comigo o vento
que é quem sustenta
o voo dos pássaros
Bailarina bonita quero te conhecer
Conversar e sua história entender
Quero sanar essa minha curiosidade
Esse mistério que rodeia sua imagem
Vc lembra momentos da infância
A sua dança me deixa igual criança
Qdo ti vejo projeto uma princesa
Seus olhos verdes que vem da natureza
A sua pele branca como a neve
Seu movimento perfeito e leve
Seus fios dourados refletem a luz
Sua boca sexy que tanto me seduz
Fico no aguardo de te ver postar
Seu lindo rosto para eu apreciar
Apenas fico te stalkeando
No sonho beijando e transando
Tudo um sonho e apenas ilusão
Paixão platônica é minha decisão
Dúvida,
Não sei se me entulho...
Por esse atalho.
A resolver uma certa historieta.
Pior será o encalhe,
De os dedos se acovardarem,
Na ponta dessa caneta.
O sonho e Sono
Quando durmo
Á momentos que sonho.
Uns sonhos não recordo
Outros adorno
Abortados pelo esquecimento
Sopra no tempo
O sono nos seus graus
Vou deschendo degraus
Até ao sono profundo
Quero expelir o caos
Do sono da alma
Sai o espírito
Querendo tirar a dúvida
Acabando por padecer
Procurando
A razão do ser
Tendo medos
Para afligir
Pondo freios
Para não se repetir
Vou acordar e descobrir
Se é metafísica
Na sua essência
No existir
Desmedido
Guiado
Pela fantasia
Revelação do acontecimento
Que paira no cérebro
Imaginativo
Construído do sobrenatural,
Para o real
Na criação e na evolução
Esse ser um num sonho
E outro acordado
Flui pela leitura do sonho
Na tentativa o traçar caminho
Para ver onde vai chegar
Sonhar acordado
Despertar para vida
Repousando a alma
Atribulada
Em conflito interno
E externo
Para dar continuidade
Da vida
Que são sonhos
De todos.
Emanuel Bruno Andrade
Lisboa
Paroles
Há palavras que nos beijam
Suave e ternamente
O mais profundo e comovente beijo.
Beijo de sons, beijo de letras
E acima de tudo beijo de compreensão
Direto na alma onde penetra
E Soletra
0 Beijo letra lavrado em rima pétrea.
O resto são Eteceteras...
ser ave em exercício de decolagem, até decolar
ser papel em gestação de poesia, até acordar.
(Do livro 'Entre' de Bianca Rufino)
Bom dia amores, que até o inverno traz flores. Rosas negras, cotovias, vida cheia de sabores. Vento leve esfria a face às rapinas tão selvagens. Sopro raso de rebojo a que a água cobre as margens. Outro dia, cotovia, outro dia, alegria. Sê-de inverno, sê-de mundo, horizonte, céu ao fundo. Eu respiro, eu existo, não me rendo, eu insisto. Que onde há luz também há sombra e onde há inverno faço ronda.
Todos sobrevivemos a uma sociedade narcisista e mantemos o status quo dela sem parar de dançar a valsa da sua fantasia.
Quando o trem chegou na estação e as portas se abriram, a multidão de ratos enfurecida saiu, rápido como se estivessem fugindo de gatos raivosos, lá dentro estavam todos juntos, disputando espaços ínfimos, sovacos na cara, cotovelos na boca, pés em cima de pés, lá fora fazia 35 graus, lá dentro o ar condicionado estava desligado, os ratos suavam feito sardinhas em latas amassadas, o cheiro de suor era emprignante, cheiro de quem trabalhou várias horas naquele dia.
O barulho das conversas era ensurdecedor, mal dava pra ouvir a voz eletrônica que vinha dos autos falantes do trem, ao fundo ouvia-se o som de um funk vindo de uma turminha que estava sentada no chão, ocupando um espaço que já era pequeno. Mas saíram aliviados, quase uma hora de penitência dentro daqueles vagões de um trem que insistia em andar vagarosamente.
Do lado de fora estavam vários outros ratos, que foram se acumulando devido a demora de chegada do trem, quando entraram, pareciam ratos esfomeados correndo atrás do queijo, uns conseguiram sentar as custas de empurrões, chutes e desrespeitos, os que ficaram em pé, disputavam espaços aos trancos, e assim seguiu o trem vagaroso, lotado de ratos suados como se estivessem em uma lata sardinhas amassada, pés em cima de pés, cotovelos na boca, sovacos na cara e cheiro de suor, lá dentro o ar condicionado ainda estava desligado e lá fora ainda faziam 35 graus.
Para nos contar da eterna teia que é a saudade, da construção que é o afeto, esse ônibus ao outro que estamos atrasados para pegar (mas sempre dá tempo). E como dá tempo nos sentamos, aliviados, diante desse ponto de partida e chegada que é o outro.
"O Circo e o Nariz"
No picadeiro da vida agitada,
há luzes, risos, fumaça encenada.
Aplausos cobrem a ilusão,
mas nem todo riso vem do coração.
Assista, aprenda, veja o sinal,
mas não aceite o papel de banal.
Entre no jogo, mas fique atento:
nem todo show merece seu sentimento.
O mundo é um circo, isso é verdade...
mas seja sabedoria, não vaidade.
A máxima da sociedade contemporânea que prefere residir no espaço da acomodação...
Diz o acomodado:
Não há nada a ser feito para não precisar fazer nada.
Fuja deste empobrecimento de vivência modulada em hábitos limitados.
Tempos difíceis em que as pessoas estão desacreditadas no amor, buscam fugas em bebidas, drogas, vícios, prazeres momentâneos afirmando ser independência o que é desespero e incompreensão. Suas escolhas estão em aparências, status e futilidades e quando enfim entram em um relacionamento, estão sem nenhuma confiança, razas, inflexíveis, melindrosas, tudo que vê no atual parceiro(a) já relacionam de forma impensável a traumas passados reagindo injustamente projetando na pessoa atual o que não lhe cabe, de modo a ir adoecendo e estragando o relacionamento atual e o ciclo se repete.
Odisséia das sombras
Errante nessa imensidão de mim mesmo
Sem bússola 🧭
Confuso, pois o norte é eu mesmo
Quero me encontrar e só volto depois disso meu amor
Nessa odisseia das sombras encontrarei uma luz que não seja a do túnel, a geopolítica intrínseca do meu ser está em crise existencial, a procura do estado de fluxo o maior tesouro do imo de minha essência, o autoconhecimento é necessário para não implodir nessa pressão profunda do ser! Onde os maiores destroços e monstros estão à espreita.
Regresso
a gente nasce
sendo semente,
gera e cria
até vir pesticida
digo, sociedade
afogando a alma
pra voltar a ser semente,
dessas de barriga grande
que engravidam
e alastram criação
pela beira da estrada
e rompem asfalto,
é preciso volver
água
chão
vento, ardência
até
virar semente
de
novo,
até
virar semente,
ovo.
(do livro 'Zíngara' de Bianca Rufino)
Receita
quando o canto do pássaro te atravessar
se faça de madeira (oca)
deixe ele maturar
no seu íntimo barril
como cachaça
canto bom
é canto curtido.
(do livro 'Zíngara' de Bianca Rufino)
Poesia contemporânea de Deus
Sinto a presença de Deus
Sinto sarar as fridas
Deus tem cuidado
Dos seus
Seca as minhas lágrimas
Fazendo-me crescer
Dá -me conhecimento
Para superar obstáculos
Para vencer
Deus está-me moldando
Lapidando
Como um diamante
Quando estou para desistir,
Deus dá-me força extraordinária
Para resistir
Para prosseguir e seguir
Com sua presença
Essa sua presença me faz
Ser amado, me faz amar
Me faz ser alguém
Com Jesus Cristo vou ficar bem.
Nesse caso vivo
A minha fé está firme no propósito e desígnio
Que Deus me Deu.
Amar a Deus e ao próximo como a mim mesmo de pensamento, força e mente.
Amar é vida é servir é o puro amor de partilhar de estar de ser e dando o nosso coração sem olhar a meios, nosso pai celestial está na vida de todos desta ou daquela forma ele é presencial ele é completo, quando passo dificuldades, vejo que são lições de vida aprendizagens, para eu me desenvolver. Acreditar é melhor que não acreditar.
Nessa crença me transforma a cada dia, porque quando tudo parece desabar.
O remerentissimo Pai Celeste abre-nos o caminho para ultrapassar os escombros e levantar de novo a casa e fazer um belo jardim, ilumina caminhos novos e rotas de bom grado.
Por tudo sou grato
Emanuel Bruno Andrade
Na era medieval predominava o projeto da eternidade;
Na era moderna predominava o projeto do futuro;
Na contemporaneidade predomina o projeto do 'aqui e agora'."
