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⁠Soneto da Vida Que Prossegue

De súbito, me vi sem forma ou chão,
Soltei o corpo, e a dor ficou pra trás.
Na paz sem voz, brilhou revelação:
Sou mais que a carne — sou essência e paz.

O tempo se desfez num só instante,
E vi a vida inteira, em luz, pulsar.
Os medos se calaram, tão distantes,
E o que era vão deixou de importar.

Mas voltei. E a vida me chamou.
Com nova fé, caminho o que é terreno,
Pois cada luta mostra o que sou,
E o amor que guia tudo é sempre pleno.

A vida segue — e sigo com firmeza:
Sou chama eterna em veste de beleza.

Inserida por ProfessorEdson

Têm gente que procura mesmo é ser pouco, pessoas que não vale a pena contrariar, ruins no existir e que gostam mesmo é de ser mal. Contra essas, tranquilidade, o tempo também é juiz, pois os carniceiros morrem engasgados com a própria carne, os mentirosos pela própria língua e os sanguinários se afogam no próprio sangue.

Inserida por FranciscoFontes

Tirar a carne dos brasileiros é a mesma coisa que tirar a massa dos italianos. Isso esmorece qualquer um. Grr.

Inserida por reconceituando

Tirar a carne da mesa dos brasileiros pra alimentar os chineses é a mesma coisa de você vender seus mantimentos pro vizinho e deixar a sua família com fome. Descobrir um santo pra cobrir o outro, assim não dá. A "bondade" começa em casa, já diziam os antigos. Grr.

Inserida por reconceituando

⁠Hoje tem muita gente no Brasil se tornando vegano à pulso, porque a carne está custando os olhos da cara, se continuar do jeito que tá assim, daqui a pouco um quilo de carne vai valer a calota craniana inteira, completinha.

Inserida por reconceituando

⁠Cada um já nasce para comer um tipo de coisa, alguns animais são carnívoros e outros vegetarianos, os ursos pandas, por exemplo, apesar de grandes, só comem brotos de algumas espécies de bambus, e não dá pra comer outra coisa, porque isso já é da natureza deles, foram criados por Deus assim, desse jeito, e ninguém ensinou isso pra eles, já é próprio do organismo deles, é coisa de DNA, "tá no sangue", se forçá-los a comer outra coisa, provavelmente ficarão doentes, ou ficarão diferentes do que nasceram pra ser.
E assim somos nós também. Alguns de nós gostam de carne, e outros só gostam de folhinhas, talvez porque na infância não foram acostumados a comer carne, talvez a grana fosse curta, e não desse para comprar carne todo dia, ou talvez nasceram assim, sem gostar de carne, talvez o organismo rejeite a carne; já outros só comem folhinhas porque são "maria vai com as outras", e começaram a imitar os famosos que não comem carne, pode ser isso, eu imagino que seja isso, sei lá.
Mas isso não importa, cada um é cada um, e, do meu ponto de vista individual, não há mal nenhum em comer carnes, desde não seja proibida para o consumo, e não cause sofrimento ao animal na hora do abate, pra mim, tá tudo certo. E, digam o que quiserem, não há nada mais prazeroso do que reunir os amigos para saborear um bom e suculento churrasco na brasa!

Inserida por reconceituando

⁠Incapacidade é mato e tem quem se convence.

Inserida por estevao_carlos_garcia

⁠A carne !


A carne é um ser perverso, 
que existe dentro de nós.
Só o amor de Deus, pela nossa alma, é capaz de impedir essa força maligna, que quer nos destruir.

Nos afastado do nosso criador. Por maior que seja a sua luta e tribulações, não desista de Deus, pois  Ele, nunca irá desistir de você.

Inserida por COMPOSITOR

Respeite as normas de trânsito de sua vida e saiba identificar quando estiver em atenção, precisar parar ou seguir, porque a multa por não seguir essas regras serão sentidas na própria carne

Inserida por Jaderamadi

A carne só é frágil quando seu interior é quebradiço por estar distante de Deus

Inserida por Jaderamadi

Em nossos sofrimentos da carne, a depuração necessária da alma para o encontro com Deus

Inserida por Jaderamadi

Enquanto a carne reinar o espírito não enxergará o que for da parte de Deus!

Inserida por ProfessorMarcos

O que é uma Indignação?
Ela pode causar ódio, rancor e irritabilidade, tais efeitos podem ofuscar a noção de realidade e provocar um enfurecimento incontrolável.
(O combustível da carne)

Inserida por ProfessorMarcos

⁠Existe uma distinção teológica entre tentação e provação. Sabemos que ambas as expressões vêm de um único termo grego: /peirasmos/ (πειρασμός).
Contudo, as tentações provêm “do diabo, da carne e do mundo” e as provações vêm “de Deus”!

Inserida por ProfessorMarcos

⁠Tudo bem não estar bem por algumas vezes. Não temos que ser fortes o tempo inteiro. 
Ninguém é feito de ferro, somos seres humanos feitos de carne, osso e sentimentos.
Então desabe quantas vezes for preciso, mas no final sacuda o pó e levante para mais um desafio. 

Inserida por In_finitys

— Mas, olha, um banco ou uma companhia não pode viver assim, porque estas criaturas não respiram ar, nem comem carne. Elas respiram lucros e alimentam-se de juros. Se não conseguirem estas coisas, elas morrem, como vocês morreriam sem ar e sem carne. É triste mas é assim. É assim, simplesmente.
(de As vinhas da Ira)

Inserida por Filigranas

Falamos muito de Deus, dizemos crer... Mas quando chega o fim de semana, na maioria das vezes, buscamos alimentar a carne e não o espírito. Na verdade, só estamos reproduzindo o que somos durante toda a semana.

Inserida por LucianoSobral

Em meio às crises que enfrento, quais frutos da carne têm  se  manifestado  em mim, impedindo-me de refletir o caráter de Cristo?

Inserida por AngelaCaldas

⁠Na verdade, viver como Amélie não é fugir da realidade;
É resistir a ela com beleza.
É dizer, com o coração em carne viva:
“–eu não vou deixar de ver beleza, mesmo que ninguém mais veja”.

Inserida por eujanesants

A música cristã não é para divertir a carne, mas para a alegria e a edificação do espírito.

Inserida por MisaelKamper

O que acontece na vida escreve uma história, e deixa marcas profundas em nossa carne.

Inserida por buenofortes

⁠#GERALDO 

Era ainda madrugada...
Cobertas frias...
Abandonou o leito...
Contra gosto...

Não tinha jeito...
Era pra ser feito...

Esposa ainda dormia...
Grávida sonhava...
Que em algum dia...
Sua vida melhorava...

Casa pequena...
De dois cômodos apenas...
Dividida por cortinas...
Surradas chitas...

Olhou com ternura ...
Para sua amada...
Com dó no peito...
Para sua mãe idosa acamada...

"Até quando ela sofreria?"
Pensava...com grande pesar...
Resignado...
Ao que nada poderia mudar...

As duas mulheres que mais ele amava...
E por quais era muito amado...
Arrumou sua marmita...
Sem fazer barulho...
Com zeloso cuidado...
Tinha que ir ao trabalho...

Tanto frio...
Blusa esburacada...
Sozinho...
Naquela rua abandonada...

"Vai Geraldo...Vai trabalhar...
Nas sombras das sarjetas...Só os ratos a olhar..."

Vielas tortas, escuras...
Sujas...
Mas sem medo...
Em Deus confiava...

No ponto de ônibus...
Um cigarro ascendeu...
Esquentando a mão...
Afugentando a solidão...

Enquanto o ônibus não vinha...
Na fumaça que subia...
Para Deus orava...
E pedia...
Um término na tristeza de sua vida...

Condução chegou...
Como sempre lotada...
Viajando em pé...
Pernas já ficaram cansadas...

Era apenas uma lotação...
Tinha mais uma pela frente...
Pesaroso sabia...
Que adiante , mais e mais gente...

Enfim...
Chegou ao trabalho...
Pela manhã...
Já estava suado...

Por momentos esteve alegre...
Ouviu vários bom dia...
De seus amigos tantos ou mais como ele...
Desafortunados...

As mãos calejadas...
Fortes e grossas...
Eram leves...
Na pele de sua cabrocha...

Aquele dia...
Seria de grande alegria...
Poderia levar para casa...
Um pouco de carne moída...

Seria sustância para a mãe doente...
Para o filho que viria...

Sua amada saberia ...
Como preparar...
E naquela noite...
Já antevia muito amar...

Refez todo percurso de volta...
Esqueceu de todo cansaço...
Comprou o que desejava...
E ainda sobrou uns trocados...

Já era tarde...
Mas a rua estava cheia...
Fogueteiros de olho...
Comércio cheio...
Não estava a tudo alheio...

Então de repente...
De cores o se se fez...
Tiros...
Correrias...
Confusão...
Algazarra...

Uma bala perdida...
Encontrou alguém...
Que não merecia..

Naquela noite...
Não teve mais alegria...
A cabrocha chorou...
A mãe doente mais ficou...

E para a história terminar...
Só teve uma alegria...

Na sarjeta suja e fria...
A carne moída foi festa...
Para os ratos que ali estavam...
Desconheciam a triste sina...
De Geraldo...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#O #FAUNO

Sonhei...
Na borra da noite fluindo em ilusão...
Na taça do vinho...
Em trêmula mão...

Floresta de gente...
Em fonte de prantos e risos...
Olhares dissimulados...
Desejos...
Na multidão...
Me desconheço...

Flui a flauta...
Dispersando a névoa densa...
Sentimentos dúbios...
Muito me interessa...
De onde virá?

Sem uma ruga a perturbar...
Sob os olhos de deboche...
Flertando com a sensibilidade...
Tanto faz...quem me veja...
Não há quem me importe...

Em prelúdio lento porém intenso...
Minha vontade arde...
De latente desejo...

De pé e sob a luz...
Em inércia fingida eis que ali está...
Embriagado pelas uvas...
Sorriso maroto...
Tenho sob seu olhar meu corpo desnudo...

Olhando através da noite...
Na fumaça do tabaco que sobe...
Mente embaralhada...
Prova de que...
Sozinho eu já me ofertava...

Qual será a minha sorte?
Para esse embate, igual a madrugada que me consome...
A pureza já me abandona...
A dúvida, por ventura, se acaba...

De beijos, pelos deuses tão bem guarnecido...
Sem pena de mim sou seu cativo.
Escorregando em beco lamacento...
No redemoinhos dos ventos...
Entrego-me...

Sob os auspícios dos bagos de uvas...
Tenho minhas loucuras...
Ardem em noites escuras...

Em sua boca sobre a minha, ao meio...
Nossas línguas se buscam desvairadas...
Deixo a vida exprimir-se sem disfarces...
Não pensando em mais nada...

Meu crime foi o de ter...
Por ele ter me deixado vencer...
No rodopio da carne...
Arrastando-me ao prazer...

Sandro Paschoal Nogueira 

facebook.com/conservatoria.poemas

#Dizem #que #burro #velho #prefere #capim #fresco...


Esse é o meu dilema...

Prefiro tudo mais arcaico...

Museu...Teatro...

A coroa do que o cetro...

As rugas com histórias...

O cabelo branco...

Barriguinha é um luxo...

Topete acho feio...

Prefiro aprender...

Não recuso ensinar...

Mas acho muito mais bonito...

Quem tem história para contar...

Um rosto marcado me fascina...

Também tem seu brilho...

Dele não me esquivo...

Lânguido me entrego...

Da carne firme passo batido...

Nela não escorrego...

Acho tão tola essa juventude...

Pouca paciência tenho...

Tudo tão repetitivo...

Enfadonha...

Pode ser que algum dia...

Espero que demore bem...

Deixe de gostar da sombra e da água fresca...

Que só a maturidade tem...



Sandro Paschoal Nogueira

— em Pizzaria Romanella.

⁠Animal não é comida!

Inserida por HeriBiondo