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João o verdadeiro Brasileiro
Toca seu pandeiro
No mês de fevereiro
João é pedreiro
Que por causa do dinheiro
Não conseguiu ser engenheiro
João o verdadeiro Brasileiro
Gosta de seu País e de seu Padroeiro
"Três bravos homens pouco prestigiados, confrontaram um pelotão de alemães buscando apaniguar seus companheiros, entretanto, esse fato está sendo cada vez mais esquecido, assim como um dos nossos principais museus brasileiros"
"Um Brasil de B.enignidade, R.espeito, A.fabilidade, S.apiência, I.mpávidez e L.iberdade é o país que eu quero"
A política, quando misturada com um forte e descontrolado sentimento emocional, somente é útil para o governante mas nunca para os governados.
Brasil.
Ó rica nação amada
Diz teu povo entusiasmado
Nada supera o belo
Do teu céu iluminado
Com modéstia teu esplendor
Ostenta teu estrelado.
O legado de lutas em prol do povo sofrido não será nunca maculado por mentiras, as quais alguns sabem a verdade dos fatos
O problema do Brasil, é bem fácil de entender. Virou um um grande escarcéu, quer todo mundo ir pro céu, só que ninguém quer morrer
A criação de uma obra de arte por um consciente artista plastico e visual nacional deve seguir as regras de ser criteriosa, com boa qualidade e um verdadeiro sentido no convite visual a interlocução criativa em sua cultura e seu tempo. Pois não existe mercado de arte consumidor gigantesco no Brasil para tanta produção.
IRMÃOS PAGÃOS
A noite do forte solstício
Equinócios pairam em minha alma
Isentos de reles e engessados artifícios
Como que uma epígrafe de uma branda calma
Grilos, gretas, pulhas, ampulhetas
Não jazem e vivem na arte do meu pensar
Metas e metas conduzem o resvalo da arte sobre a relva da reflexão inevitável
De que só um minuto de solidão em solstício
Equivale a centenas de sóis azuis de verão
Câncer e Capricórnio são irmãos não siameses
Há meses penso
Há meses sinto
Há meses quero
Solstício bem vindo, paz no coração .
Luciano Calazans. Praia do Forte, Bahia 22/12/2015
Brasil, meu querido e amado Brasil, não importa se sua bandeira nacional é republicana ou imperial, nada mudará seus feitos que ficaram para história e das guerras travadas que foram vencidas por seus filhos. Que sua bandeira seja símbolo de inspiração para a próxima geração.
O Brasil é maior do que todas as crises; é maior do que a ganância de larápios oficiais; é maior do que a vontade dos que o querem dividir em ideologias fúteis.
Sim! TODOS NÓS SOMOS UM
Sim! Ao povo brasileiro
Sim! Ao povo do estrangeiro
Sim! Ao mar e ao sertão
Sim! A quem quer o amor em si
Liberdade, Vidigal, Aldeota, Morumbi
Em um grito só
Praia, Mandacaru, Açucena, Curuzu
Em um grito só
O país é auriverde
Como disse o poeta
De Malês, Iorubás
O traquejo vem de longe
Caiapós e pataxós
Satere, tupinambás
A magia adentra a selva
Guaranis e Caioás
O sotaque não importa
Somos um só rio
Somos um só mar
Sim! À labuta honesta dos descendentes
Sim! A celebração, à festa dessa gente
Sim! Ao côco, ao xaxado e o axé
Sim! Ao choro, o Lundu, o Candomblé
Ponta Negra, Jacintinho, Diamantina, Itabira
A língua é uma só
Salinas do Pará, Rio Branco, Santarém, Manaus
A vontade é uma só
Porque somos o que fomos
Colhemos o que plantamos
Mas é chegada a nossa hora
Mesmo com toda demora
Esperança está no feto
Tá no ventre, na enxada
Tá no mar em movimento
Tá no sul , está no norte
Do nordeste, Centro oeste
Tá num povo que em si é um só
Queira ou não queira
O baiano é sergipano
O gaúcho é paulistano
Carioca é manauara
O mineiro é goiano
E os Deuses, brasileiros
Pardos, mamelucos, mulatos
Cafuzos, confusos
Com fusas, nó atado na garganta
Acordes, consonantes ou dissonantes — a música se faz em nós, em milhas
Do continente às muitas ilhas...
Potiguar é capixaba
Paraense é de Roraima
Chapecó, Catarinense
E o povo é brasileiro
Sim! Ao menino e a menina
Sim! A o menino que é menina
Sim! A menina que é menino
Sim! A um povo que constrói o seu destino
Obrigado por vocês,
Obrigado, meu amor
Obrigado à minha terra
Das palmeiras, sabiás e Patativas
Obrigado ao amor,
Sempre,
Sim!
Todos Nós somos um laço
Todos nós somos abraço
Todos nós somos gametas
Todos nós somos um
SOL!
Luciano Calazans. Salvador, Bahia 2017.
CASO VOCÊ NÃO SAIBA.
Não! Não ouvirei o sussurro da sanha
De temer a luta — e não ser temido
De temer o luto — sem ao menos lutar!
De temer sanhas, façanhas e artimanhas
De uma vez por todas, daqueles que tentam amiúde fazer o auriverde, pendão auriverde, brado auriverde sangrar.
Não sou Aquiles tampouco Heitor
E Não serei o fígado de Prometeu...
Quero Atena atenuando a quase calefação do meu sangue, vermelho sangue, suado sangue — enquanto párias jogam xadrez
Macabras aritméticas
Tenebrosas equações
Quinhentos e treze é morte, é monturo e azar
Malfadado português falado por quem desconhece os verbos, incluindo o SER!
Preferem à revelia de milhões,
E em milhões o verbo Ter...
Poder? O que é poder?
Onde começa? Onde termina
Poder é não querer e poder não sucumbir à besta e suas quinhentas e treze cabeças
Línguas bifurcadas, perdidas, enroladas, perdidas e ensimesmadas.
Poder?
Prefiro não discorrer sobre tal verbo
Tão procurado da mais vil forma subsidiado pelo mais vil metal.
Quero o sonho, o pão e a arte
Quero a vida comungada em qualquer parte
Quero a lucidez da comunhão
Quero a loucura do sim e do não
Quero abrigo para os meninos
Quero abrigo para as meninas
Quero água do sertão
E a brisa beira-mar
Quero o rio doce em minha língua
Quero minha pátria
Tabaréus, cafuzos, mamelucos, mulatos – nação vira-lata!
Sim! Vira-lata!
Prestem atenção! A besta jamais dirá sim
Sem algo em troca.
Quinhentos e treze cabeças
Bilhões de Aves Marias
Amém .
Luciano Calazans. Salvador, Bahia.
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O melhor do Brasil ainda é a sua gente. Um povo que tem um perfil alegre. Mesmo sofrido na pobreza e a cruzar com dor pelas dificuldades da vida, a regra é a generosidade.
Os meus olhos não enxergam a ostentação dos palácios, enxergam o Brasil na sua inteireza e a gente brasileira na sua dignidade.
Fazer o possível qualquer bobo faz. O Brasil precisa de nós exatamente porque temos a qualificação para desafiar limites.
