Tag branco
Branco, puro
Sujo pranto
Lindo, grande
Antes sinto
Sangue puro
Amargo e sujo
Antes, pranto
Risos brancos
Dor de cabeça
Dor no corpo
Na consciência
"Você pode enxergar as coisas como elas são. Mesmo seu coração daltônico, consegue amar como eu sou. Mesmo que ainda fosse no preto e branco eu te amo."
Branco é bom no pano de prato, no lençol de seda, na toalha de algodão... Agora, se ele não combina com seu corpo, não força!!
"Abro o Word, coloco a musica em volume ambiente, suspiro fundo. Mas, nada sai. A pagina em branco fica me encarando, porém, eu não consigo entender, já que eu tenho tanta coisa a dizer, a desabafar. O silencio parece invadir minhas atitudes, sinto-me no mudo, mais com muita coisa a dizer. O silencio me domina."
Nossa aquarela
Os seus olhos me encantaram,
E eles já disseram que você seria minha.
Eu acreditei,
Cheguei até você e disse olá.
Mesmo que a gente fosse diferente,
Como o amarelo e o vermelho,
Nós sentimos algo.
Meu coração que já estava trancado há tanto tempo,
Você me mostrou como destrancá-lo.
Confesso, no inicio eu tive tanto medo.
Entre nós, não deixei margem.
Você sorriu e eu criei coragem.
O seu toque me leva para outra dimensão, como uma viagem.
Gostos diferentes,
Olhares tão tímidos,
Mas combinamos como o branco e o preto.
Gritos de gloria e uivos de inveja.
Eu pintava e você bordava.
Deixamos aqueles invejosos com raiva.
Somos diferentes como o amarelo e o vermelho,
Mas combinamos como o branco e o preto.
Colocamos tudo em um quadro,
E servimos a nossa aquarela.
AUGUSTO BRANCO & MANUEL DE FREITAS
Eu comecei escrevendo contos
- e um contista precisa ter grande poder de síntese.
Mas logo passei a escrever poemas,
e nos poemas o poder de síntese tem que estar aliado
a uma boa melodia.
Mas um certo tipo de texto bastante curto e melódico
que está presente em boa parte de minha obra literária,
eu devo a um exercício ao qual me submeteu meu editor,
Manuel de Freitas.
Antes de publicar meu primeiro livro,
ele tinha a ideia de lançar
uma coleção de livrinhos de pensamentos,
que precisavam ser curtos e bonitos.
Então eu comecei escrevendo mini-poemas com até 12 versos,
daí ele lia e respondia: ainda está muito grande, faça menor.
E assim passei umas duas semanas
tentando chegar ao ponto em que Manuel de Freitas queria.
Por fim, veja que ironia,
a coleção de livros que ele concebeu nem foi lançada
- ele preferiu publicar livros com poemas inteiros
que eu já tinha feito,
mas o estilo que ele lapidou em mim ficou pra sempre.
Há quem saiba saber
Há quem vê a vida assim,
Meio preto e meio branco.
Há quem sente a vida assim,
Como se fosse o preto no branco.
Houve quem sentia a vida assim,
Meio triste e meio feliz.
Há quem notou a vida assim,
Como se fosse a tristeza na felicidade.
Talvez haja quem sinta isto aqui,
Parecido com o que carrego no peito.
Quem sabe alguém note o meu profundo ser,
Que anda meio assim, assim...
Procure conhecer a minha história por inteira, antes de deitar a sua língua julgadora, sobre o berço alquebrado do meu viver.
Nossas vidas são um livro escrito com nossas experiências. Suas páginas contêm risos, amor, memórias e dor. Algumas páginas mal são escritas, outras rascunhadas e algumas deixadas em branco.
